22 JUNHO 2009 – (BR-RJ) Solidariedade Urgente: famílias sem-teto da ocupação “Guerreiros do 510” ocupam outro prédio

As famílias sem-teto que estão desde o final de maio na rua, devido à interdição do prédio que ocupavam, na Rua Gomes Freire 510, pela prefeitura, após um incêndio que atingiu apenas alguns dos andares, acabam de ocupar outro prédio, na Rua Mem de Sá 234 (próximo à Praça da Cruz Vermelha).

Os sem-teto fazem questão de explicar que estão ocupando o outro prédio como uma medida provisória, até que uma solução definitiva sobre a sua situação seja oferecida pela prefeitura. Lembramos que a Defensoria Pública já recorreu da interdição do prédio da Gomes Freire, com base inclusive em laudo técnico que atestou que os serviços de recuperação poderiam ser feitos mesmo com as famílias continuando a ocupar os andares de baixo (até o sexto) do prédio atingido. O juiz do caso indeferiu o recurso, e até terça-feira próxima as famílias teriam que retirar o restante de seus pertences e sair da frente do prédio onde se encontram há quase um mês. Diante da situação, a Defensoria Pública entrou também com um pedido de aluguel social a favor das famílias, a ser pago pelo estado, mas este pedido ainda não foi julgado. A nova ocupação, dizem os sem-teto, também é para pressionar por uma decisão favorável da justiça a este pedido da Defensoria.

Parece que o prédio ocupado agora há pouco pertence ao INSS, logo espera-se também uma manifestação do governo federal, que desde 2002 promete implementar um programa de transformação de prédios da União desocupados em moradia para famílias de baixa renda.

Várias viaturas da PM já chegaram ao local e tentam aterrorizar os ocupantes, dizendo que vão entrar à força, o que seria um ato inteiramente ilegal, pois a desocupação só pode vir por força de ordem judicial (no caso, expedida pela Justiça Federal, portanto nem seria da alçada da PM, e sim da Polícia Federal).

Os sem-teto pedem a ajuda solidária de todas e todos, principalmente face à ameaça policial. Para mais informações do próprio local, pode-se ligar para os números 8537-1274 ou 9339-2630.

Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência

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