DOSSIÊ: América Latina

DOSSIÊ: América Latina

em 27 out

Nesta publicação reunimos alguns dos artigos publicados no Passa Palavra que trazem relatos, reflexões e problemáticas ligados às lutas sociais na América Latina. Por Passa Palavra

Os artigos estão dispostos, de cima para baixo, seguindo a ordem alfabética do nomes dos países e, dentro disso, dos mais antigos para os mais recentes.

40 anos do Cordobazo

O maio francês de 1968 se dá na Argentina um ano depois, em maio de 1969, com o Cordobazo. Vale a pena comemorar os seus 40 anos. Por Henrique Tahan Novaes

A emergência do peronismo

O presente trabalho tem a intenção de discutir algumas questões relativas à emergência do peronismo. Partindo do pioneiro trabalho de Murmis e Portantiero, que colocaram a discussão em um novo patamar, e do comentário de dois trabalhos posteriores, buscaremos levantar algumas questões referentes à associação do movimento peronista ao chamado populismo. Por Fernando Sarti Ferreira

Anticapitalismo e experiência piquetera

Os artigos apresentam um panorama, desdobramentos e algumas questões sobre a experiência de lutas basistas que se desenvolveram na Argentina no início dos anos 2000. Por Alex Hilsenbeck Filho e Cássio Brancaleone

Argentina: a luta da FaSinPat Zanón e as universidades

Se é verdade que a luta educa, no caso de Zanón a luta contra o Estado, contra os patrões e contra a burocracia sindical nos traz inúmeros elementos do trabalho autogestionário como princípio educativo. Por Henrique T. Novaes

Argentina: os rastros de 2001 e os desafios atuais

Que saldo atual – vigente hoje, projetável no futuro – deixou aquela extraordinária conjuntura política conhecida como “a crise de 2001” ou, mais precisamente: “ a rebelião popular de 19 e 20”? Por Colectivo Editorial Marcha

O fascismo de Perón

Como definir o peronismo? Eis um exercício necessário, que ajuda a compreender regimes políticos recentes da América Latina. Por João Bernardo

Tudo azul e branco: um relato do 18A de Buenos Aires

Trinta mil manifestantes ou mais, cantando e panelando contra o governo, começaram a dobrar a esquina. Era 18 de abril, as eleições se aproximam e cresce o medo de uma nova crise. Por Cintia Tavares e Daniel Caribé

El Alto, baluarte das lutas sociais na Bolívia

Se, no contexto da Revolução de 1952, a centralidade do proletariado mineiro foi indiscutível, hoje em dia a morfologia do trabalho é outra. É  fato que o operário de fábrica ainda responde por parcela significativa da classe trabalhadora boliviana, mas a precarização das relações laborais e a informalidade têm colocado outra grande e majoritária parcela de trabalhadores em condições desfavoráveis para se organizar. Por Bruno Miranda

MST-Bolívia: a terra para quem a trabalha

Sob o lema “A terra é para aqueles que a trabalham” e seguindo a linha do movimento camponês brasileiro, agricultores sem terra da região do Chaco fundaram em 2000 o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Bolívia. Por Fernando Molina Cortes

Bolívia-Equador: o Estado contra os povos indígenas

Os povos originários, que criaram as novas condições para a sua liberdade, não vão continuar a tolerar a marginalização política. Tiveram a força para travar o neoliberalismo e agora não querem perder a oportunidade. Por Raúl Zibechi

Tramas da exploração: a migração boliviana em São Paulo

Quem se depara com o brilho das vitrines e a assepsia do ambiente destas grandes lojas talvez não imagine em que condições têm sido produzidas as mercadorias que ali ficam expostas. Por Bruno Miranda e Taiguara

Bolívia: Primeiro estão as pessoas, só depois os números e as cifras

Carta-aberta a Evo Morales e Álvaro García, respectivamente presidente e vice-presidente da Bolívia, contra o grande aumento dos combustíveis (“gasolinazo”) e pelo autogoverno do povo boliviano. Por Oscar Olivera Foronda, Marcelo Rojas, Abraham Grandydier, Aniceto Hinojosa Vasquez e Carlos Oropeza

Bolívia: o paradoxo como contexto e chave de interpretação

A estrada através do TIPNIS representa um acesso de capitais, nem sempre nacionais, à conexão bioceânica. A integração não é entre povos mas entre capitais. Por Cesar O.

Chile e Haiti: porquê diferentes

O coletivo Passa Palavra apresenta aos seus leitores e leitoras dois artigos sobre o abalo sísmico no Chile e, inevitavelmente, sua comparação com o Haiti. O primeiro de autoria de José Antonio Gutiérrez D. e o segundo da jornalista canadense Naomi Klein.

Chile: a greve dos estivadores de San Antonio

«Esta poderá ser uma bola de neve», afirmaram os dirigentes da greve. Por Francesca

 

Entrevista a uma militante chilena no Brasil

Agora, a força que há no Chile são as assembleias, porque são as que aglutinam majoritariamente o morador e a moradora do bairro, o trabalhador e a trabalhadora. Por Francesca Machuca entrevistada por Passa Palavra.

A colaboração colombo-venezuelana é sintomática dos limites do nacional-desenvolvimentismo

Portanto, estas extradições não são fatos isolados. Mais que isto, fazem parte de um processo crescente e inegável de degeneração burocrática, de sufocamento da iniciativa, do pouco que existe do poder popular, de direcionamento à direita das políticas e das formas de realizá-las. Por José Antonio Gutiérrez D.

Quando falam as vítimas

Depois de quase dois anos dos diálogos de paz com as FARC, surge um novo dilema: definir quem é vítima e quem não é. Por Mariana Clini Diana

Intelectuais públicos e política em Cuba: continuidades e emergências

A partir de alguns sectores da intelectualidade pública, constitui-se uma espécie de “política dos sem poder”, contrapartida sociocultural do mainstream institucional percebido como alheio, arcaico ou adversário. Por Armando Chaguaceda

Cuba: as cores do presente

Há em  Cuba a existência de dois grandes grupos, os que aspiram a restabelecer o capitalismo e os que preferem remodelar ou reformar o sistema actual. Há ainda alguns que querem manter (conscientemente ou por inércia) um Estado burocrático e centralizado, enquanto outros acham que o socialismo só é defensável se for democrático. Por Armando Chaguaceda

Cuba: observar criticamente

O Observatório Crítico é uma pequena maquete, de onde poderão sair relações mais sãs entre as colectividades e o Estado numa sociedade de transição para o comunismo libertário: um processo de transferência das funções estatais internas para as colectividades laborais e sociais. Mario Castillo entrevistado por Duanee Suárez García

Cuba: um olhar socialista para as reformas

Urge um modelo de gestão que exija a democracia no local de trabalho para seu sucesso, e assim escapar do falso dilema de escolher entre a restauração capitalista e o monopólio burocrático. Por Armando Chaguaceda e Ramón I. Centeno

Cuba: não estão sós

Temos que afastar, desde a base e à esquerda, o silêncio e a auto-censura que consagram a impunidade, procurando “não fazer o jogo do inimigo”. Por Colectivo El Libertario (Venezuela), Colectivo Actores Sociales (México), Passa Palavra e outros

Cuba: ecos de um (VI) Congresso

Um conjunto de medidas positivas que, material e simbolicamente, significarão mudanças no modelo actual de socialismo de Estado.Todavia, as limitações, as ambiguidades e as ausências do conclave obrigam a moderar qualquer falso entusiasmo. Por Armando Chaguaceda

A esquerda em Cuba não está no poder

Uma visão autoritária de esquerda, que levou ao colapso das experiências dos socialismos “reais” e, pela censura e repressão dentro da esquerda, impediu o surgimento de propostas alternativasMarlene Azor entrevistada por Red Protagónica Observatorio Críticoqyer

Tempos sinistros: a esquerda de El Salvador

O que poderia ter sido um período de acumulação de forças transformou-se num período de desilusão generalizada e confusão obscuraPor Erick Barrera Tomasino

imagesHonduras: um menino contra o golpe

Oscar David Montesinos. Ele tem apenas 10 anos de idade e tem se destacado nos eventos políticos feitos em resistência ao golpe que derrubou Manuel Zelaya, presidente constitucional de Honduras. Por Passa Palavra

Prisão de sindicalistas nas Honduras

Forças policiais penetraram na Universidade Nacional Autónoma das Honduras para expulsar e deter os dirigentes sindicais do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade, que desde há vários meses prosseguem protestos e uma greve de fome. Por Giorgio Trucchi

Honduras: triste epílogo para um ciclo de lutas de um povo forte

Não são casuais os chamados de Zelaya à reconciliação nacional, ao invés de chamados para se aprofundar a luta de classes que é o verdadeiro “x” da questão em Honduras. Por José Antonio Gutiérrez D

Atenco: o teatro da (in)justiça

Quando os meios de comunicação de massa e a alienação das grandes empresas não se mostram suficientes para garantir a passividade, procura-se impor o medo e o silêncio através das múltiplas formas de violência física e simbólica, inibindo os atos de protesto, resistência e rebelião contra a ordem vigente. Por Passa Palavra

O neozapatismo e os velhos meios de produção

Há uma imagem criada do zapatismo, centrada na palavra como arma, na sua guerra simbólica e comunicativa, que perde de vista a base fundamental de seus avanços e da sua luta: a tomada dos meios de produção. Por Leo Vinicius

Zapatismo: entre a guerra de palavras e a guerra pela palavra

«Nós, zapatistas, não apoiamos o pacifismo que se ergue para que seja outro a colocar a outra face, nem a violência que se alenta quando são outros a colocar os mortos.» Por Alexander M. Hilsenbeck

Campanha Liberdade e Justiça para Atenco

Atenco representa uma nova fase na estratégia de criminalização dos movimentos sociais, mas também a utilização da extrema violência contra estes em forma massiva como dispositivo de controle e repressão. Por Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra (FPDT) e Comité Libertad y Justicia para Atenco

Acteal: crime de lesa-humanidade e um capítulo da política contra-insurgente em Chiapas

O “Plano de Campanha Chiapas 94” teria por objetivo romper a relação de apoio da população com as forças opositoras. Os militares deveriam organizar, assessorar e apoiar secretamente setores da população civil como forças de autodefesa ou outras organizações paramilitares. Por Alex Hilsenbeck e Cássio Brancaleone

Outra saúde: a experiência autônoma zapatista

A experiência zapatista demonstra a potencialidade da construção de outra saúde, ao tomarem em suas mãos os aspectos primordiais de suas vidas, superando o modelo atual que mercantiliza a doença e a saúde.Por Alex Hilsenbeck

Zapatismos urbano em Nova Iorque: Movimento de Justiça de El Barrio

O Movimento por Justiça de El Barrio pretende lutar pela libertação das mulheres, imigrantes, pessoas de cor, homossexuais e a comunidade transgênera. O neoliberalismo deseja nos dividir e evitar que nós juntemos as nossas forças. Nós vamos derrotá-lo ao continuar unificando toda nossa comunidade. Por R. J. Maccani

Atenco: a passo a mais, na busca de justiça

Regozijo e determinação para continuar a luta: eis o espírito reinante na libertação – finalmente – dos “12 de Atenco”. Por Passa Palavra

Dossiê: Viver em Chiapas

Nesta página, os diários de uma visita de militantes europeus às comunidades zapatistas de Chiapas. Impressivas descrições da vida concreta de milhares de mexicanos que, depois da revolta de 1994, decidiram mudar de vida e construir a autonomia. Veja, a seguir ao pequeno texto de apresentação de um dos viajantes, traduzidos na íntegra, os relatos sobre as oito  comunidades visitadas. Por Passa Palavra

Teses em torno da autonomia dos povos índios

Nesta abordagem sócio-antropológica de López y Rivas, “os princípios igualitários, participativos, auto-gestionários e coletivistas das autonomias indígenas tornaram-se uma das poucas abordagens estratégicas atuais para enfrentar com sucesso o capitalismo”. Por Gilberto López y Rivas

A revolta cotidiana. Política dos oprimidos para a emancipação

A revolta cotidiana contra a miséria, a degradação e a opressão impostas pelo capitalismo e o Estado neoliberais geram experiência de práticas sociais, de auto-organização e participação política que contribuem para resistir no México à devastação do capitalismo mundializado. Por Arturo Anguiano

Polícia Comunitária de Guerrero (México)

O território comunitário é reconhecido hoje como o mais seguro no estado de Guerrero, onde a redução da criminalidade é de cerca de 94%. Por Gisela Guevara

A outra cara da militarização do México

Para além da “guerra” contra o tráfico. Por María José Rodríguez Rejas

 

Mobilização contra a militarização e a violência no México

Temos sido vítimas do abuso de autoridade que somente nos considera como “danos colaterais” de uma guerra que não pedimos, não queremos e na qual padecemos. Por Jovens em Resistência Alternativa

Cherán, autodefesa e autogoverno em defesa dos recursos naturais

Completado o primeiro ano de levantamento, as fogueiras continuam acesas e, nesse preciso momento, todo Cherán se encontra em alerta máximo. Por Bruno Miranda

zapatistasabreA marcha do silêncio zapatista

E noite será o dia que se tornará o dia. Por Passa Palavra

 

 A luta contra o interminável PRIismos no México: os acontecimentos do 1º de dezembro

Heriberto Paredes Coronel e Rafael Prime são da agência autônoma de comunicações Subversiones.org, e com eles conversamos sobre a situação do México, os desafios e as possibilidades que estão colocados para os movimentos sociais. Por Leonardo Cordeiro e Luiza Mandetta

Após solidariedade internacional, militantes do MPL são perseguidos no México

As publicações feitas no México mostram o intuito de criminalizar os protestos e demonstram  vinculação entre os órgãos de vigilância do governo e a grande imprensa. Por Passa Palavra

Sobre as autodefesas comunitárias no México

Por que assusta tanto um povo que decide pegar em armas? A problemática das autodefesas comunitárias no México e suas ressonâncias no Brasil. Por S.

México faz seus os 43 estudantes desaparecidos na Escola Normal de Ayotzinapa, em Guerrero

Em meio ao ambiente de incerteza e medo que se vem vivendo ao longo dos últimos dias, a mobilização de milhares de pessoas reivindicando justiça revitalizou as organizações e permitiu um respiro frente a esse crime de Estado. Por Agência Subversiones

Comuna de teatro rural na Nicarágua

“Durante a revolução sandinista dormíamos na rede com duas armas, de um lado a espingarda e de outro o violão, hoje só temos uma, por isso nos fodem.Por Alex Hilsenbeck Filho

O poder de um líder de duas patas

Um 62% que ratificou o personalismo e o poder unifamiliar como a forma política que comandará a Nicarágua, o reino da gente pobre e de uns poucos grandes ricos. Por Mónica López Baltodano

Massacre de camponeses no Paraguai

O governo paraguaio esquece-se de cumprir a promessa eleitoral de fazer a reforma agrária. Por Anuncio Martí

Guerra no Paraguai, um conflito brasileiro

Boa parte das terras férteis está nas mãos dos brasiguaios e, no calor do embate pela terra, é geralmente contra eles que a fúria campesina se volta. Por Emilio Gonzalez

A encruzilhada peruana

O movimento popular peruano foi dizimado à bala pela direita e pela esquerda. Agora retomou o caminho e está voltando a falar em voz altaPor Raúl Zibechi


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



Passa Palavra


Copyleft © 2017 Passa Palavra

Atualizações RSS
ou Email