Nuit Debout: na primavera de 2016, um movimento inesperado

Este texto foi escrito em várias partes, à medida que o movimento se desdobrava, a pedido de camaradas de fora da França, e inclui elementos de informação e reflexão que foram-lhe sendo gradualmente adicionados. Isto explica suas repetições, redundâncias e contradições. Assim que pudermos, tentaremos escrever outro artigo de síntese para desenhar um balanço mais detalhado deste movimento. Os autores. 28/06/16. Por Nicole Thé e G. Soriano

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Palavras (fora) de ordem

Em meio à onda de ocupações de instituições de ensino no Paraná, um grupo tomou o prédio de Direito e Psicologia da UFPR. Do lado de fora, a aglomeração de estudantes rapidamente se dividiu em dois blocos – um de esquerda, a favor da ocupação, e outro de direita, contrário.
Alerta, alerta! Antifascista!  cantaram os primeiros.
Democracia! Queremos democracia!  responderam em coro os alunos de direita, criticando os ocupantes por terem atropelado a decisão da assembleia.
Não tem arrego!  puxou a ala esquerda, um pouco perplexa em ver a tão querida democracia na boca dos fascistas. Alguém ainda tentava argumentar que “democracia começa respeitando a presidente eleita pelo voto…”, quando o bloco reacionário foi mais longe e bradou a ofensa mortal:
Esquerdomachos! Esquerdomachos!
Que jargões a direita nos ensina a abandonar? Passa Palavra