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	Comentários sobre: Perspectivas do capitalismo na actual crise económica	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/119/#comment-760685</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Jul 2021 09:24:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Zé António,

Acerca da crise económica de 2008-2009 escrevi em 2010, e publiquei no Passa Palavra, uma série em oito partes sob o título genérico «&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2017/10/115870/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Ainda acerca da crise económica&lt;/a&gt;». Nenhuma dessas partes trata d’«a possível, ou pelo menos desejada, resposta dos trabalhadores». A razão é simples. Não houve, e continua a não haver, resposta dos trabalhadores. Há lutas, evidentemente, há-as sempre. A extracção de mais-valia pressupõe a existência de conflitos sociais. Mas esses conflitos têm sido dispersos, fragmentados e, pior ainda, em numerosos casos têm consistido na agudização da concorrência no mercado de trabalho. Esta é precisamente uma das bases sociais do populismo. Por todo o mundo, não só na Europa e nos Estados Unidos, mas também em países africanos e na Ásia, aumentaram as lutas dos trabalhadores nacionais contra os imigrantes, por vezes atingindo formas de grande violência. O Passa Palavra analisou o caso africano no artigo «&lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2019/09/128220/&quot; rel=&quot;noopener&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Racismo negro antinegro na África&lt;/a&gt;».

Assim, o capitalismo recupera tanto mais facilmente estes conflitos quanto eles nem sequer se destinam a pô-lo em causa, e a insatisfação serve para reforçar a ordem dominante e para acelerar os mecanismos da produtividade.

Como é possível, neste contexto, que prevaleça na esquerda a opinião de que o capitalismo esteja numa crise global ou tenha mesmo atingido uma crise terminal? Isto serve para classificar a esquerda existente. Já não se trata de uma esquerda da luta de classes, que considere que só os trabalhadores podem derrotar o capitalismo. É uma esquerda da desistência e da demissão, que aliena no capitalismo a tarefa de ele se derrotar a si mesmo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Zé António,</p>
<p>Acerca da crise económica de 2008-2009 escrevi em 2010, e publiquei no Passa Palavra, uma série em oito partes sob o título genérico «<a href="https://passapalavra.info/2017/10/115870/" rel="noopener" target="_blank">Ainda acerca da crise económica</a>». Nenhuma dessas partes trata d’«a possível, ou pelo menos desejada, resposta dos trabalhadores». A razão é simples. Não houve, e continua a não haver, resposta dos trabalhadores. Há lutas, evidentemente, há-as sempre. A extracção de mais-valia pressupõe a existência de conflitos sociais. Mas esses conflitos têm sido dispersos, fragmentados e, pior ainda, em numerosos casos têm consistido na agudização da concorrência no mercado de trabalho. Esta é precisamente uma das bases sociais do populismo. Por todo o mundo, não só na Europa e nos Estados Unidos, mas também em países africanos e na Ásia, aumentaram as lutas dos trabalhadores nacionais contra os imigrantes, por vezes atingindo formas de grande violência. O Passa Palavra analisou o caso africano no artigo «<a href="https://passapalavra.info/2019/09/128220/" rel="noopener" target="_blank">Racismo negro antinegro na África</a>».</p>
<p>Assim, o capitalismo recupera tanto mais facilmente estes conflitos quanto eles nem sequer se destinam a pô-lo em causa, e a insatisfação serve para reforçar a ordem dominante e para acelerar os mecanismos da produtividade.</p>
<p>Como é possível, neste contexto, que prevaleça na esquerda a opinião de que o capitalismo esteja numa crise global ou tenha mesmo atingido uma crise terminal? Isto serve para classificar a esquerda existente. Já não se trata de uma esquerda da luta de classes, que considere que só os trabalhadores podem derrotar o capitalismo. É uma esquerda da desistência e da demissão, que aliena no capitalismo a tarefa de ele se derrotar a si mesmo.</p>
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		<title>
		Por: Zé Antonio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/119/#comment-760657</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé Antonio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Jul 2021 06:55:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Não pretendo abordar a possível, ou pelo menos desejada, resposta dos trabalhadores, que será tema de um artigo posterior&quot;
Esse artigo foi realizado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não pretendo abordar a possível, ou pelo menos desejada, resposta dos trabalhadores, que será tema de um artigo posterior&#8221;<br />
Esse artigo foi realizado?</p>
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		<title>
		Por: Felipe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/119/#comment-7872</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 18:29:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto muito interessante e que nao perdeu muito de sua cor mesmo após um ano de escrito (ao contrário de tantos outros sobre a crise).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto muito interessante e que nao perdeu muito de sua cor mesmo após um ano de escrito (ao contrário de tantos outros sobre a crise).</p>
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		<title>
		Por: Jofre Alves		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/119/#comment-68</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jofre Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 00:50:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um texto que, pese embora a sua extensão e erudição, se lê num sopro e se galga da primeira à última linha, a sorver, a aprender mais qualquer coisa, para quem como eu, sendo da área da História, isto é sempre uma apetecível novidade. Não tenho argumentos, apenas leio e aprecio e como não uso de dialéctica crítica – por insuficiência minha neste tema –, deixo somente o meu apreço por palavras sinceras. Conheço alguma coisa do autor e sei do seu notável trajecto político e filosófico. Foi com assumido prazer que li este texto, cheio de variáveis fundamentais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um texto que, pese embora a sua extensão e erudição, se lê num sopro e se galga da primeira à última linha, a sorver, a aprender mais qualquer coisa, para quem como eu, sendo da área da História, isto é sempre uma apetecível novidade. Não tenho argumentos, apenas leio e aprecio e como não uso de dialéctica crítica – por insuficiência minha neste tema –, deixo somente o meu apreço por palavras sinceras. Conheço alguma coisa do autor e sei do seu notável trajecto político e filosófico. Foi com assumido prazer que li este texto, cheio de variáveis fundamentais.</p>
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