<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Amélie Poulain e o fabuloso destino dos proletários	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2009/02/49/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 11 Mar 2018 15:14:51 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Mariana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-267013</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mariana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 21:20:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-267013</guid>

					<description><![CDATA[Eu assisti o filme em 2002. Na época estava fazendo intercâmbio em Paris, cidade onde moro ha seis anos. Amélie é antes de mais nada, um retrato estranhado da parisiense solteira trabalhadora da sua geração. Dentro do seu contexto, Amélie é ao mesmo tempo o oposto da tipica parisiense e também o que secretamente ela esconde dentro dela. A interferência dela na vida das pessoas representa o inverso do comportamento das pessoas nessa cidade: ninguém se olha mais que dois segundos, pouco se fala e os circulos são limitados e fechados. Ninguém interfere na vida de ninguém. Amélie é a antitese disso. Ela quer interferir, quer &quot;salvar&quot; os outros  do isolamento social extremo da vida parisiense, ao mesmo tempo que quer ser salva dele. Sim, existe uma exclusão da perspectiva politica, mas o  olhar sobre o contexto que o filme  retrata é humano, poético e faz todo sentido quando se conhece as dinâmicas sociais interpessoais que se estabelecem por aqui. Amélie representa uma quebra de protocolo social nesse sentido. Ela joga e aposta numa forma de intervenção totalmente fora dos padrões do seu contexto. O filme é um poema cinematografico sobre o isolamento da vida urbana e sobretudo da vida urbana parisiense. Dentro do seu contexto, o discurso da obra do Jeunet encontra grande ressonância para essa geração por isso, pela identificação com o isolamento dela, com a necessidade de se quebrar protocolos e padrões e aqui isso é ainda mais forte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu assisti o filme em 2002. Na época estava fazendo intercâmbio em Paris, cidade onde moro ha seis anos. Amélie é antes de mais nada, um retrato estranhado da parisiense solteira trabalhadora da sua geração. Dentro do seu contexto, Amélie é ao mesmo tempo o oposto da tipica parisiense e também o que secretamente ela esconde dentro dela. A interferência dela na vida das pessoas representa o inverso do comportamento das pessoas nessa cidade: ninguém se olha mais que dois segundos, pouco se fala e os circulos são limitados e fechados. Ninguém interfere na vida de ninguém. Amélie é a antitese disso. Ela quer interferir, quer &#8220;salvar&#8221; os outros  do isolamento social extremo da vida parisiense, ao mesmo tempo que quer ser salva dele. Sim, existe uma exclusão da perspectiva politica, mas o  olhar sobre o contexto que o filme  retrata é humano, poético e faz todo sentido quando se conhece as dinâmicas sociais interpessoais que se estabelecem por aqui. Amélie representa uma quebra de protocolo social nesse sentido. Ela joga e aposta numa forma de intervenção totalmente fora dos padrões do seu contexto. O filme é um poema cinematografico sobre o isolamento da vida urbana e sobretudo da vida urbana parisiense. Dentro do seu contexto, o discurso da obra do Jeunet encontra grande ressonância para essa geração por isso, pela identificação com o isolamento dela, com a necessidade de se quebrar protocolos e padrões e aqui isso é ainda mais forte.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: fernanda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-266954</link>

		<dc:creator><![CDATA[fernanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 15:29:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-266954</guid>

					<description><![CDATA[Gostei dos personagens da atriz o filme não é ruim porem achei a historia bem simplista, pelas criticas eu o assisti com muitas expectativas e não achei o filme tão bom assim mas não é ruim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei dos personagens da atriz o filme não é ruim porem achei a historia bem simplista, pelas criticas eu o assisti com muitas expectativas e não achei o filme tão bom assim mas não é ruim.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Queila		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-22838</link>

		<dc:creator><![CDATA[Queila]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 21:10:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-22838</guid>

					<description><![CDATA[ótimo texto! senti um certo incomôdo ao ver o filme, essa análise esclarece o porquê. 

http://www.contracampo.com.br/31/ameliepoulain.htm (essa crítica da Contracampo levanta questões parecidas)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ótimo texto! senti um certo incomôdo ao ver o filme, essa análise esclarece o porquê. </p>
<p><a href="http://www.contracampo.com.br/31/ameliepoulain.htm" rel="nofollow ugc">http://www.contracampo.com.br/31/ameliepoulain.htm</a> (essa crítica da Contracampo levanta questões parecidas)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cristiane		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-20624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cristiane]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 14:51:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-20624</guid>

					<description><![CDATA[Nossa Isadora, como você pode fazer uma crítica tão anti-construtiva assim?? Até mesmo porque pelo que você mesmo mencionou não o assistiu, e muito menos o compreendeu?!!
Nós, ainda encontramos muitas Amélie&#039;s nos dias de hoje, creio que o que mais esta cheio nas ruas são de Amélie&#039;s...pessoas que gostam de algo simples e ao tempo intensos, que trás algum significado ou simplesmente o faz por vontade comum, a disponibilidade de querer ajudar o próximo, como ela  o faz o tempo todo no filme, exemplo disso é a travessia do cego na rua, e a camêra deixa no final a &quot;expansão&quot; de vida que ela o ajuda a ter ate então, o senhor que possuí a dificuldade de sair pois tem os ossos muito fracos, e ela começa a dar cenas do mundo fora daquela vida que ele leva dentro de quatro paredes com video cassete, até mesmo no seu próprio relacionamento ela faz com que seje algo diferente, misterioso, quando começa a cortar retratos, e fazer &#039;jogos&#039; de encontro com o Nino, e o gnomo então que ela faz viajar e mandar fotos para  o pai que no fim ela consegue com muito êxito a sua vontade de faze-lo sair de casa, você nunca usou de técnicas básicas até mesmo fúteis para sair de casa? Como &#039;persuadir&#039; sua mãe falando que em determinados lugares estaria melhor que dentro de casa??? ....e isso nem mencionei as cores vibrantes, fortes, que o filme expressa o tempo todo, com muita intensidade...que é bem o que passa da vida de Amelie Poulain...são coisas que não são nem um pouco intediantes, e uma &quot;cabecita autoritária&quot; que o podia executa-lo. Simplesmente você não soube nem um pouco entender a verdadeira essência do filme, e da história de Amélie Poulain, reveja o filme, dessa vez com mais atenção e precisão. Se não conseguir ver e achar no minimo bem elaborado, então veja novamente...pois o defeito muitas as vezes não deve estar naquilo que se vê, e sim em quem o vê....Repense.

ATT 
Cristiane]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa Isadora, como você pode fazer uma crítica tão anti-construtiva assim?? Até mesmo porque pelo que você mesmo mencionou não o assistiu, e muito menos o compreendeu?!!<br />
Nós, ainda encontramos muitas Amélie&#8217;s nos dias de hoje, creio que o que mais esta cheio nas ruas são de Amélie&#8217;s&#8230;pessoas que gostam de algo simples e ao tempo intensos, que trás algum significado ou simplesmente o faz por vontade comum, a disponibilidade de querer ajudar o próximo, como ela  o faz o tempo todo no filme, exemplo disso é a travessia do cego na rua, e a camêra deixa no final a &#8220;expansão&#8221; de vida que ela o ajuda a ter ate então, o senhor que possuí a dificuldade de sair pois tem os ossos muito fracos, e ela começa a dar cenas do mundo fora daquela vida que ele leva dentro de quatro paredes com video cassete, até mesmo no seu próprio relacionamento ela faz com que seje algo diferente, misterioso, quando começa a cortar retratos, e fazer &#8216;jogos&#8217; de encontro com o Nino, e o gnomo então que ela faz viajar e mandar fotos para  o pai que no fim ela consegue com muito êxito a sua vontade de faze-lo sair de casa, você nunca usou de técnicas básicas até mesmo fúteis para sair de casa? Como &#8216;persuadir&#8217; sua mãe falando que em determinados lugares estaria melhor que dentro de casa??? &#8230;.e isso nem mencionei as cores vibrantes, fortes, que o filme expressa o tempo todo, com muita intensidade&#8230;que é bem o que passa da vida de Amelie Poulain&#8230;são coisas que não são nem um pouco intediantes, e uma &#8220;cabecita autoritária&#8221; que o podia executa-lo. Simplesmente você não soube nem um pouco entender a verdadeira essência do filme, e da história de Amélie Poulain, reveja o filme, dessa vez com mais atenção e precisão. Se não conseguir ver e achar no minimo bem elaborado, então veja novamente&#8230;pois o defeito muitas as vezes não deve estar naquilo que se vê, e sim em quem o vê&#8230;.Repense.</p>
<p>ATT<br />
Cristiane</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Isadora		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-17896</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isadora]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 19:04:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-17896</guid>

					<description><![CDATA[Bom, não posso comentar muito, porque, afinal, dormi antes da exibição acabar. Até onde vi, achei o filme uma decepção e a Amelie Poulain uma personagem com um quê de retardada. Além de entrona, claro. Deus me livre uma Amelie Poulain no meio do caminho, querendo decidir a minha vida pela cabecita autoritária dela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, não posso comentar muito, porque, afinal, dormi antes da exibição acabar. Até onde vi, achei o filme uma decepção e a Amelie Poulain uma personagem com um quê de retardada. Além de entrona, claro. Deus me livre uma Amelie Poulain no meio do caminho, querendo decidir a minha vida pela cabecita autoritária dela.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-8355</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 02:48:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-8355</guid>

					<description><![CDATA[Esse filme pode ser posto em certo paralelo com outros que fizeram sucesso na época, como o Edukators e outro que mostra diretamente isto que colocou sobre o filme a partir mesmo do título: Adeus Lênin. Um átimo de política que se esvai no jogo inútil de criar uma realidade alternativa para a mãe que nem mesmo a Stasi da DDR conseguiu de fato, evocando para justificar a ausência de política a construção de uma fantasia inspirada no socialismo. O jovem tenta inutilmente manipular uma mãe que não acredita, nem acreditava nos ideais que o filho acreditava serem os dela. Um jogo de duplo distanciamento com as ferações anteriores que teriam igualmente passado pela experiência da despolitização paradoxalmente me nome da política socialista. E tudo em nome do consumo, veja-se o papel no filme da idéia da assimilação da coca-cola pela DDR.
Mas outro filme que tenta, ou ao menos parece, intencionalemnte com esta idéia de uma utopia em torno da auto-suficiência onde o outro aparece como jogo é o Funny Games do Haneke. Que explicita este jogo de violência. No mais, nunca gostei de Amelie Poulain, apesar da cosntrução interessante da narrativa que esconde o vazio de seu mundo ausente de sentido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse filme pode ser posto em certo paralelo com outros que fizeram sucesso na época, como o Edukators e outro que mostra diretamente isto que colocou sobre o filme a partir mesmo do título: Adeus Lênin. Um átimo de política que se esvai no jogo inútil de criar uma realidade alternativa para a mãe que nem mesmo a Stasi da DDR conseguiu de fato, evocando para justificar a ausência de política a construção de uma fantasia inspirada no socialismo. O jovem tenta inutilmente manipular uma mãe que não acredita, nem acreditava nos ideais que o filho acreditava serem os dela. Um jogo de duplo distanciamento com as ferações anteriores que teriam igualmente passado pela experiência da despolitização paradoxalmente me nome da política socialista. E tudo em nome do consumo, veja-se o papel no filme da idéia da assimilação da coca-cola pela DDR.<br />
Mas outro filme que tenta, ou ao menos parece, intencionalemnte com esta idéia de uma utopia em torno da auto-suficiência onde o outro aparece como jogo é o Funny Games do Haneke. Que explicita este jogo de violência. No mais, nunca gostei de Amelie Poulain, apesar da cosntrução interessante da narrativa que esconde o vazio de seu mundo ausente de sentido.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Imaculada		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-1314</link>

		<dc:creator><![CDATA[Imaculada]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 18:51:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-1314</guid>

					<description><![CDATA[Gostei de ler sua crítica e os comentários.   
Mas eu vi Amélie apenas assim: um filme de otimismo e poesia. Sem contar todo esse lance de solidão, de poder, de manipulação... que existem, sim...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei de ler sua crítica e os comentários.<br />
Mas eu vi Amélie apenas assim: um filme de otimismo e poesia. Sem contar todo esse lance de solidão, de poder, de manipulação&#8230; que existem, sim&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cássia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-74</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cássia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 18:15:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-74</guid>

					<description><![CDATA[Achei o texto do Leo interessante, mas também perigoso. Possibilita, para alguns, a interpretação da existência de uma hierarquia (pautada no critério da importância) para os assuntos da &#039;vida&#039;; e também possibilita, para outros, a crença de que alguns aspectos da vida estão excluídos do conceito &#039;política&#039;. Micro e macro. Coletividade e individualidade. Políticas e afetos. Etc., etc... Sempre a mesma dificuldade em bater tudo isso no liquidificador da inteligência sensorial e beber sem ter indigestão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei o texto do Leo interessante, mas também perigoso. Possibilita, para alguns, a interpretação da existência de uma hierarquia (pautada no critério da importância) para os assuntos da &#8216;vida&#8217;; e também possibilita, para outros, a crença de que alguns aspectos da vida estão excluídos do conceito &#8216;política&#8217;. Micro e macro. Coletividade e individualidade. Políticas e afetos. Etc., etc&#8230; Sempre a mesma dificuldade em bater tudo isso no liquidificador da inteligência sensorial e beber sem ter indigestão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ronan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-22</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronan]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 23:20:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-22</guid>

					<description><![CDATA[Olá. O filme continua a grande apologia do individualismo e a descrença em opções coletivas. Seu texto me fez lembrar como se pode viver sem consciência política e como se pode ser feliz afastado das decisões coletivas. As pessoas não deixam de se verem como protagonistas na vida. Daí que procurem universos menores onde possam ser atuantes, significativas. Ser clubber, rapper, skatista, punk, pagodeiro, mano, ladrão, da rua 8, da zona x, da escola y, são várias formas de ser algo onde não se é ninguém, formas de se ter identidade onde se era somente um número. Pode-se mesmo ter poder nesse universo de sem poder.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá. O filme continua a grande apologia do individualismo e a descrença em opções coletivas. Seu texto me fez lembrar como se pode viver sem consciência política e como se pode ser feliz afastado das decisões coletivas. As pessoas não deixam de se verem como protagonistas na vida. Daí que procurem universos menores onde possam ser atuantes, significativas. Ser clubber, rapper, skatista, punk, pagodeiro, mano, ladrão, da rua 8, da zona x, da escola y, são várias formas de ser algo onde não se é ninguém, formas de se ter identidade onde se era somente um número. Pode-se mesmo ter poder nesse universo de sem poder.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinícius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/49/#comment-20</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinícius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 18:05:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49#comment-20</guid>

					<description><![CDATA[Eduardo, concordo plenamente com suas colocações. Um belo acréscimo ao tema, e bastante claro.

Para continuar as reflexões sobre o assunto aproveito o estímulo dado e acrescento também mais alguma coisa.

Uma das questões é que acho que a &quot;forma-Amélie&quot; (para usar essa expressão) não está em oposição com uma &quot;forma-militante&quot;. Não está em oposição no sentido que o retrato refletido na Amélie Poulain é também o da juventude militante hoje em dia (ou pelo menos considero que a juventude militante não esteja excluída desse retrato). Em outras palavras, o indivualismo que esse e outros filmes retratam atravessa mesmo a juventude (e não só a juventude) que se engaja politicamente e forma movimentos sociais.
Lembro de uma palestra informal do anarquista Eduardo Colombo, que militava no movimento operário na Argentina na década de 40. No final dos anos 60 ele se mudou para França. Bem, ele afirmou que então encontrou um movimento libertário que era basicamente um movimento de juventude e no qual já não havia a ética e o coletivismo que se via no movimento operário.
Se se acha que essa ética e esse coletivismo são importantes dentro de uma organização política ou movimento social, e levando em conta o contexto social exposto, há que se pensar em formas, estruturas ou mecanismos para que, ao menos e inicialmente dentro dos movimentos e organizações, esse quadro se reverta.

Abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo, concordo plenamente com suas colocações. Um belo acréscimo ao tema, e bastante claro.</p>
<p>Para continuar as reflexões sobre o assunto aproveito o estímulo dado e acrescento também mais alguma coisa.</p>
<p>Uma das questões é que acho que a &#8220;forma-Amélie&#8221; (para usar essa expressão) não está em oposição com uma &#8220;forma-militante&#8221;. Não está em oposição no sentido que o retrato refletido na Amélie Poulain é também o da juventude militante hoje em dia (ou pelo menos considero que a juventude militante não esteja excluída desse retrato). Em outras palavras, o indivualismo que esse e outros filmes retratam atravessa mesmo a juventude (e não só a juventude) que se engaja politicamente e forma movimentos sociais.<br />
Lembro de uma palestra informal do anarquista Eduardo Colombo, que militava no movimento operário na Argentina na década de 40. No final dos anos 60 ele se mudou para França. Bem, ele afirmou que então encontrou um movimento libertário que era basicamente um movimento de juventude e no qual já não havia a ética e o coletivismo que se via no movimento operário.<br />
Se se acha que essa ética e esse coletivismo são importantes dentro de uma organização política ou movimento social, e levando em conta o contexto social exposto, há que se pensar em formas, estruturas ou mecanismos para que, ao menos e inicialmente dentro dos movimentos e organizações, esse quadro se reverta.</p>
<p>Abraço!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
