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	Comentários sobre: Profissão professor: a humilhação não começa na sala de aula	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fernanda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/997/#comment-8618</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 03:55:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá,
Este ano tive uma história parecida. Também formada em uma das melhores Universidades públicas do país me inscrevi para OFA em São Paulo. Realizei uma prova aplicada pela VUNESP, a qual 57% dos professores não passaram, passei, mas meu nome também não constou na lista dos classificados, e após toda a &quot;humilhação&quot; na hora da atribuição pelos ditos educadores, a humilhação continua... continua pelos funcionários da secretária... que nunca sabem ti responder nada... pelo administrativo na hora da contratação... pelo GROSSERIA do coordenador para com os professores na hora da disposição dos horários das aulas... e assim sucessivamente, ainda digo que a parte menos humilhante em dar aula para o estado é no contato com os alunos (olha que é extremamente cansativo e estressante), uma vez que, após toda a situação de stress, o professor chega na sala de aula cansado, e sem mais paciência, a qual foi gasta desde janeiro...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,<br />
Este ano tive uma história parecida. Também formada em uma das melhores Universidades públicas do país me inscrevi para OFA em São Paulo. Realizei uma prova aplicada pela VUNESP, a qual 57% dos professores não passaram, passei, mas meu nome também não constou na lista dos classificados, e após toda a &#8220;humilhação&#8221; na hora da atribuição pelos ditos educadores, a humilhação continua&#8230; continua pelos funcionários da secretária&#8230; que nunca sabem ti responder nada&#8230; pelo administrativo na hora da contratação&#8230; pelo GROSSERIA do coordenador para com os professores na hora da disposição dos horários das aulas&#8230; e assim sucessivamente, ainda digo que a parte menos humilhante em dar aula para o estado é no contato com os alunos (olha que é extremamente cansativo e estressante), uma vez que, após toda a situação de stress, o professor chega na sala de aula cansado, e sem mais paciência, a qual foi gasta desde janeiro&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: marina		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/997/#comment-380</link>

		<dc:creator><![CDATA[marina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 00:21:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Querida chará!

Que bom que você conseguiu aulas. Agora pense na pior humilhação: além de passar por tudo o que vc. passou, ainda estou sem aulas... É, e sem receber como eventual até agora, e olha que tenho alguma pontuação....
para me ajudar: em qual diretoria vc. se inscreveu*]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querida chará!</p>
<p>Que bom que você conseguiu aulas. Agora pense na pior humilhação: além de passar por tudo o que vc. passou, ainda estou sem aulas&#8230; É, e sem receber como eventual até agora, e olha que tenho alguma pontuação&#8230;.<br />
para me ajudar: em qual diretoria vc. se inscreveu*</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Walter Tabax		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/997/#comment-59</link>

		<dc:creator><![CDATA[Walter Tabax]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 13:32:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com a palavra, o digníssimo Dr. Serra, nosso governador, pronto a querer ser presidente... Então, sr governador, o que representa esta (des)educação? Algo a dizer? Algo a fazer? Ou isso é coisa de somenos importância em seu (des)governo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a palavra, o digníssimo Dr. Serra, nosso governador, pronto a querer ser presidente&#8230; Então, sr governador, o que representa esta (des)educação? Algo a dizer? Algo a fazer? Ou isso é coisa de somenos importância em seu (des)governo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/997/#comment-53</link>

		<dc:creator><![CDATA[Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 22:32:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Perdoa-me Marina se passei uma impressão errada. Seu texto é muito bom. Uma grave limitação da cobertura sobre educação na mídia está no fato de ela ser centrada em dados estatísticos e pronunciamentos oficiais, tanto dos governos quanto dos sindicatos. Pouco se dá sobre as condições de trabalho, de exploração de trabalho não pago, de situações torturantes etc. Dessa forma, textos como esse seu ajudam a divulgar um lado não revelado. 

Quando falo do distanciamento ele é tão grande que nem sequer um conhecimento sobre a realidade educacional, a organização interna da educação, as condições de trabalho é dado na universidade. E não sei exatamente qual a razão, os estudantes preferem não conhecer o destino que os espera. Há poucos casos de união prática entre lutas estudantís e lutas professorais. Exceto, claro, a posição genérica a respeito de mais verbas para o setor. Abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perdoa-me Marina se passei uma impressão errada. Seu texto é muito bom. Uma grave limitação da cobertura sobre educação na mídia está no fato de ela ser centrada em dados estatísticos e pronunciamentos oficiais, tanto dos governos quanto dos sindicatos. Pouco se dá sobre as condições de trabalho, de exploração de trabalho não pago, de situações torturantes etc. Dessa forma, textos como esse seu ajudam a divulgar um lado não revelado. </p>
<p>Quando falo do distanciamento ele é tão grande que nem sequer um conhecimento sobre a realidade educacional, a organização interna da educação, as condições de trabalho é dado na universidade. E não sei exatamente qual a razão, os estudantes preferem não conhecer o destino que os espera. Há poucos casos de união prática entre lutas estudantís e lutas professorais. Exceto, claro, a posição genérica a respeito de mais verbas para o setor. Abraço!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marina		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/997/#comment-48</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 23:27:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Henrique,Obrigada por comentar o relato. A diretoria de ensino é da cidade de São Paulo e pelo o que conversei com alguns colegas não há muitas diferenças entre as diretorias que ficam na cidade de São Paulo e na grande São Paulo. Ainda assim, agradeço o comentário, pois com generalizações sempre se acaba em erro. Concordo com você que há um distanciamento entre a Universidade e os professores, mas esse distanciamento não se refere à Universidade como um todo. Há setores da universidade muito dispostos ao diálogo. Outra coisa: Não sou uma pessoa que vivenciou a Universidade como se o mundo fora dela não existisse, portanto, acho que a falta de conhecimento sobre o processo se deve também a uma categoria, se é que podemos incluir algo tão diverso no termo categoria, apática. Para dizer o mínimo. As pessoas, muita vezes, se acostumam com os maus tratos e nem falam sobre eles. Não é somente culpando os outros que resolveremos os problemas. Algo que você parece bem saber, tendo em vista o seu texto. Até mais, Marina.
 
PS: Como deve deduzir pela demora, meu acesso a internet é restrito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Henrique,Obrigada por comentar o relato. A diretoria de ensino é da cidade de São Paulo e pelo o que conversei com alguns colegas não há muitas diferenças entre as diretorias que ficam na cidade de São Paulo e na grande São Paulo. Ainda assim, agradeço o comentário, pois com generalizações sempre se acaba em erro. Concordo com você que há um distanciamento entre a Universidade e os professores, mas esse distanciamento não se refere à Universidade como um todo. Há setores da universidade muito dispostos ao diálogo. Outra coisa: Não sou uma pessoa que vivenciou a Universidade como se o mundo fora dela não existisse, portanto, acho que a falta de conhecimento sobre o processo se deve também a uma categoria, se é que podemos incluir algo tão diverso no termo categoria, apática. Para dizer o mínimo. As pessoas, muita vezes, se acostumam com os maus tratos e nem falam sobre eles. Não é somente culpando os outros que resolveremos os problemas. Algo que você parece bem saber, tendo em vista o seu texto. Até mais, Marina.</p>
<p>PS: Como deve deduzir pela demora, meu acesso a internet é restrito.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/02/997/#comment-42</link>

		<dc:creator><![CDATA[Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 02:04:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois é, Marina. Seu desconhecimento sobre o cotidiano dos professores se deve ao distanciamento entre a categoria e a universidade. O desprezo que a universidade vota aos professores só não é maior que o desprezo da burocracia aos novatos, os recém-formados.
 
De início tomou contato com um grave problema do setor educacional: a péssima qualidade das chefias e dos quadros diretivos, somados, por sua vez, com a péssima qualidade dos funcionários em geral. Temos Diretorias de Ensino em que as informações sobre o calendário escolar são ainda de 2006. 

No que diz respeito ao professorado, mais que uma questão de salário, o grave problema são as condições de trabalho e o percentual de trabalho não pago que abunda: tempo gasto com transporte, aulas vagas, correção de materiais, preparação de aulas, participação em reuniões. 

Há uma tecnocracia altamente qualificada no topo da Secretaria, em sua direção, mas alicerçada por uma estrutura burocrática, insensível, descompromissada, desqualificada. Nesse conjunto se inscreve um clientelismo feroz, uma apatia professoral enorme, uma desunião tremenda, tanto mais forte quanto são as possibilidades de os professores adquirirem, lutando contra os outros, algumas das migalhas disponíveis. 

Os problemas são maiores ainda. Em textos como este seria bom identificar as Diretorias e/ou regiões pois elas variam muito de lugar a lugar. Por exemplo, em Assis, há lugar para se sentar, servem café, chá e lanche nas atribuições de início de ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, Marina. Seu desconhecimento sobre o cotidiano dos professores se deve ao distanciamento entre a categoria e a universidade. O desprezo que a universidade vota aos professores só não é maior que o desprezo da burocracia aos novatos, os recém-formados.</p>
<p>De início tomou contato com um grave problema do setor educacional: a péssima qualidade das chefias e dos quadros diretivos, somados, por sua vez, com a péssima qualidade dos funcionários em geral. Temos Diretorias de Ensino em que as informações sobre o calendário escolar são ainda de 2006. </p>
<p>No que diz respeito ao professorado, mais que uma questão de salário, o grave problema são as condições de trabalho e o percentual de trabalho não pago que abunda: tempo gasto com transporte, aulas vagas, correção de materiais, preparação de aulas, participação em reuniões. </p>
<p>Há uma tecnocracia altamente qualificada no topo da Secretaria, em sua direção, mas alicerçada por uma estrutura burocrática, insensível, descompromissada, desqualificada. Nesse conjunto se inscreve um clientelismo feroz, uma apatia professoral enorme, uma desunião tremenda, tanto mais forte quanto são as possibilidades de os professores adquirirem, lutando contra os outros, algumas das migalhas disponíveis. </p>
<p>Os problemas são maiores ainda. Em textos como este seria bom identificar as Diretorias e/ou regiões pois elas variam muito de lugar a lugar. Por exemplo, em Assis, há lugar para se sentar, servem café, chá e lanche nas atribuições de início de ano.</p>
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