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	Comentários sobre: Que luta dos professores?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Ronan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2381/#comment-166</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronan]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 12:28:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei que se começa a debater a questão. Léo, entendo sua perspectiva e concordo que se trata de uma forma de luta, de resistência. A atual reforma do ensino paulista tende a taylorizar o trabalho docente, busca-se mais produtividade com menos tempo e o mesmo investimento. Por outro lado, pela internet, utiliza-se o potencial fiscalizador da sociedade e do professorado, assim como, se procura extrair deles opiniões para melhorar o sistema, explorar conhecimento gratuitamente. 

O problema nisso tudo é que o fruto do trabalho dos professores são pessoas e não sapatos. É como o trabalho do carcereiro, que também é explorado e pode sabotar, pode enrolar, mas quem vai sair prejudicado é o preso que vai ter sua visita atrasada em várias horas, que não vai receber o remédio, que não vai ter sua carta encaminhada ao correio, que não vai receber a notícia da morte do pai ou do nascimento do filho. É algo realmente complicado. É a situação dos médicos e tantos outros, e você não vai querer que o médico lhe dê a anestesia errada porque está revoltado não é? 

Você já reparou que quando falam de violência na escola só falam de professores? Mas os mais violentados são os alunos e muitos funcionários. Há milhares de estupros, agressões físicas e morais, terror psicológico contra os alunos e milhares de humilhações contra os funcionários. É uma situação em que se preocupa com 5% de aumento mas não se preocupa se tal aluno está sendo estuprado num beco que, por ventura, a escola tenha. 

Eu não consigo vislumbrar uma perspectiva de posicionamento autônomo do professorado sem que eles tenham o interesse de assumir a educação. O mesmo se processa com os alunos. Há a destruição paulatina, vandalismo, da estrutura física e imaterial da educação e tudo que ocorre quando os alunos estão mobilizados, politizados, é deixarem de quebrar e passarem a manter a escola, lutarem por mais investimentos, só que aí passam a lutar para que a escola seja remodelada. A gente vê isso na prática, eles cuidam melhor do campinho deles num terreno baldio, porque o campinho é deles, do que da escola. Mas quando sentem que a escola é deles, ou que irá trazer benefícios, passam a cuidar dela também. 

Enfim, quando falamos de responsabilidade social dos professores estamos falando do abandono dessa sabotagem, dessa luta passiva, para uma luta coletiva e ativa, que implica mudanças na gestão escolar e em todo o cotidiano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei que se começa a debater a questão. Léo, entendo sua perspectiva e concordo que se trata de uma forma de luta, de resistência. A atual reforma do ensino paulista tende a taylorizar o trabalho docente, busca-se mais produtividade com menos tempo e o mesmo investimento. Por outro lado, pela internet, utiliza-se o potencial fiscalizador da sociedade e do professorado, assim como, se procura extrair deles opiniões para melhorar o sistema, explorar conhecimento gratuitamente. </p>
<p>O problema nisso tudo é que o fruto do trabalho dos professores são pessoas e não sapatos. É como o trabalho do carcereiro, que também é explorado e pode sabotar, pode enrolar, mas quem vai sair prejudicado é o preso que vai ter sua visita atrasada em várias horas, que não vai receber o remédio, que não vai ter sua carta encaminhada ao correio, que não vai receber a notícia da morte do pai ou do nascimento do filho. É algo realmente complicado. É a situação dos médicos e tantos outros, e você não vai querer que o médico lhe dê a anestesia errada porque está revoltado não é? </p>
<p>Você já reparou que quando falam de violência na escola só falam de professores? Mas os mais violentados são os alunos e muitos funcionários. Há milhares de estupros, agressões físicas e morais, terror psicológico contra os alunos e milhares de humilhações contra os funcionários. É uma situação em que se preocupa com 5% de aumento mas não se preocupa se tal aluno está sendo estuprado num beco que, por ventura, a escola tenha. </p>
<p>Eu não consigo vislumbrar uma perspectiva de posicionamento autônomo do professorado sem que eles tenham o interesse de assumir a educação. O mesmo se processa com os alunos. Há a destruição paulatina, vandalismo, da estrutura física e imaterial da educação e tudo que ocorre quando os alunos estão mobilizados, politizados, é deixarem de quebrar e passarem a manter a escola, lutarem por mais investimentos, só que aí passam a lutar para que a escola seja remodelada. A gente vê isso na prática, eles cuidam melhor do campinho deles num terreno baldio, porque o campinho é deles, do que da escola. Mas quando sentem que a escola é deles, ou que irá trazer benefícios, passam a cuidar dela também. </p>
<p>Enfim, quando falamos de responsabilidade social dos professores estamos falando do abandono dessa sabotagem, dessa luta passiva, para uma luta coletiva e ativa, que implica mudanças na gestão escolar e em todo o cotidiano.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ze Pedro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2381/#comment-163</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ze Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 17:35:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros,

Depois de os comentários do Léo Vinicius e do Pedro Branco gostaria de precisar uma coisa.

O meu comentário anterior destina-se a caracterizar o actual movimento dos professores em Portugal e a questionar o seu futuro. Não se destina a apurar culpas pelo estado do sistema educativo.

Assim, a primeira questão que coloquei é retórica e com ela só pretendo demonstrar que a mobilização tem raízes circunstanciais e nada profundas; a segunda questão aponta para uma discussão mais geral acerca do aproveitamento da mobilização colectiva, independentemente das suas causas (acerca do qual tenho grandes dúvidas).

Quanto às culpas pelo estado do sistema educativo, gostaria de dizer que os bons professores que conheci e conheço são heróis. E não se pode exigir a ninguém que seja um herói, nem menosprezar ninguém por não o ser. Obviamente, quem define as políticas e tem capacidade para conformar o sistema é que deve criar as condições para que as pessoas normais também possam ser bons professores.

Zé Pedro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros,</p>
<p>Depois de os comentários do Léo Vinicius e do Pedro Branco gostaria de precisar uma coisa.</p>
<p>O meu comentário anterior destina-se a caracterizar o actual movimento dos professores em Portugal e a questionar o seu futuro. Não se destina a apurar culpas pelo estado do sistema educativo.</p>
<p>Assim, a primeira questão que coloquei é retórica e com ela só pretendo demonstrar que a mobilização tem raízes circunstanciais e nada profundas; a segunda questão aponta para uma discussão mais geral acerca do aproveitamento da mobilização colectiva, independentemente das suas causas (acerca do qual tenho grandes dúvidas).</p>
<p>Quanto às culpas pelo estado do sistema educativo, gostaria de dizer que os bons professores que conheci e conheço são heróis. E não se pode exigir a ninguém que seja um herói, nem menosprezar ninguém por não o ser. Obviamente, quem define as políticas e tem capacidade para conformar o sistema é que deve criar as condições para que as pessoas normais também possam ser bons professores.</p>
<p>Zé Pedro</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro Branco		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2381/#comment-162</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Branco]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 13:24:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Meu caro Leo:

Acho o seu comentário bem pertinente, sobretudo porque, na minha opinião, traduz a lógica natural das coisas. Isto é, os professores, que sempre tiveram o poder de fazer da escola o que quisessem, acabaram por &quot;dar o flanco&quot; e os resultados estão à vista: andam a pegar na Educação por todos os lados, contra tudo e contra todos. Não posso estar mais ao lado da minha classe, apesar de tudo! Como me disseram outro dia, &quot;quando o patrão se porta também mal (e que mal!) temos de estar ao lado dos trabalhadores.&quot; Mas é um facto que nunca quisemos, por variadas razões, aproveitar a nossa força, as nossas condições ou as aprendizagens de outros sectores da sociedade (como o sector empresarial, por exemplo) em benefício da melhoria das condições da Escola, do seu funcionamento, dos alunos ou da carreira dos docentes. Creio que a Escola está a viver um momento histórico e que esse deveria ser motivo para darmos a volta de outra forma a este estado de coisas. Primeiro, não deixando que transformem a Educação num sector com características que não poderá ter (por exemplo, fazendo das escolas empresas...). Depois, credibizando a carreira docente através da implementação de uma verdadeira cultura profissional que prime pelo empenho, pela dedicação, pelo afecto, pelo orgulho no que fazem... Enfim, a Escola aos professores, desde que eles a queiram!

Um abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro Leo:</p>
<p>Acho o seu comentário bem pertinente, sobretudo porque, na minha opinião, traduz a lógica natural das coisas. Isto é, os professores, que sempre tiveram o poder de fazer da escola o que quisessem, acabaram por &#8220;dar o flanco&#8221; e os resultados estão à vista: andam a pegar na Educação por todos os lados, contra tudo e contra todos. Não posso estar mais ao lado da minha classe, apesar de tudo! Como me disseram outro dia, &#8220;quando o patrão se porta também mal (e que mal!) temos de estar ao lado dos trabalhadores.&#8221; Mas é um facto que nunca quisemos, por variadas razões, aproveitar a nossa força, as nossas condições ou as aprendizagens de outros sectores da sociedade (como o sector empresarial, por exemplo) em benefício da melhoria das condições da Escola, do seu funcionamento, dos alunos ou da carreira dos docentes. Creio que a Escola está a viver um momento histórico e que esse deveria ser motivo para darmos a volta de outra forma a este estado de coisas. Primeiro, não deixando que transformem a Educação num sector com características que não poderá ter (por exemplo, fazendo das escolas empresas&#8230;). Depois, credibizando a carreira docente através da implementação de uma verdadeira cultura profissional que prime pelo empenho, pela dedicação, pelo afecto, pelo orgulho no que fazem&#8230; Enfim, a Escola aos professores, desde que eles a queiram!</p>
<p>Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2381/#comment-159</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 00:41:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pegando o gancho [viés] no comentário do Ronan. Acho que se coloca aí uma contradição social própria da proletarização do professorado. Embora públicas, os trabalhadores das instituições de ensino cada vez mais são enquadrados em um esquema de organização de trabalho que segue uma lógica capitalista. Muita exploração, muito trabalho, numa lógica quantitativa. Como na fábrica taylorista, o trabaho perde o sentido e o trabalhador já não se identifica com o produto do seu trabalho.
Não sou professor, mas quem sabe esse descaso [desprezo] dos professores com a educação propriamente, com o serviço e trabalho que prestam, preocupados só com o salário, não represente uma forma de resistência ao trabalho imposto, no qual não vêem sentido. Trabalha-se o mínimo e tenta-se ganhar o máximo. Seria bom por um lado que eles se preocupassem em fazer um bom serviço. Mas a contradição está posta.
A educação virou mercadoria e não é culpa dos professores. Se o sapato sair defeituoso da fábrica porque os trabalhadores sabotam ou são relaxados, é parte da contradição da organização capitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pegando o gancho [viés] no comentário do Ronan. Acho que se coloca aí uma contradição social própria da proletarização do professorado. Embora públicas, os trabalhadores das instituições de ensino cada vez mais são enquadrados em um esquema de organização de trabalho que segue uma lógica capitalista. Muita exploração, muito trabalho, numa lógica quantitativa. Como na fábrica taylorista, o trabaho perde o sentido e o trabalhador já não se identifica com o produto do seu trabalho.<br />
Não sou professor, mas quem sabe esse descaso [desprezo] dos professores com a educação propriamente, com o serviço e trabalho que prestam, preocupados só com o salário, não represente uma forma de resistência ao trabalho imposto, no qual não vêem sentido. Trabalha-se o mínimo e tenta-se ganhar o máximo. Seria bom por um lado que eles se preocupassem em fazer um bom serviço. Mas a contradição está posta.<br />
A educação virou mercadoria e não é culpa dos professores. Se o sapato sair defeituoso da fábrica porque os trabalhadores sabotam ou são relaxados, é parte da contradição da organização capitalista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ronan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2381/#comment-158</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronan]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 22:01:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pedro, gostei do teu relato e raciocínio. No Brasil, vindo dos meios precarizados, estou na situação curiosa de não poder estar mais ao lado dos professores do que estou do governo. A falta de preocupação e responsabilidade social com a educação é tão grande que algumas medidas tomadas pelo Governo de São Paulo têm sido benéficas. O professorado apresenta-se elitista, dado o patamar salarial que os afasta do grosso da população, que vive em condição lastimável. Não se preocupam com a condição de vida dos alunos nem com a condição educacional. Se há estupros ou mortes nas escolas, tanto faz, o que importa são os salários. E com a implantação da bonificação por desempenho em São Paulo vi, pela primeira vez, se difundir um mínimo de preocupação geral com o aprendizado dos alunos. 

Claramente há uma situação de absoluta alienação, em que não existe reflexão sobre a responsabilidade social do professorado e nem um pensar sobre a própria prática educativa. O que torna a perspectiva de surgir um professorado interessado em construir uma educação aliada aos interesses populares mais difícil: trata-se, primeiro, de que os professores se vejam como trabalhadores e, segundo, de resgatá-los do individualismo mercantil em que estão inseridos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pedro, gostei do teu relato e raciocínio. No Brasil, vindo dos meios precarizados, estou na situação curiosa de não poder estar mais ao lado dos professores do que estou do governo. A falta de preocupação e responsabilidade social com a educação é tão grande que algumas medidas tomadas pelo Governo de São Paulo têm sido benéficas. O professorado apresenta-se elitista, dado o patamar salarial que os afasta do grosso da população, que vive em condição lastimável. Não se preocupam com a condição de vida dos alunos nem com a condição educacional. Se há estupros ou mortes nas escolas, tanto faz, o que importa são os salários. E com a implantação da bonificação por desempenho em São Paulo vi, pela primeira vez, se difundir um mínimo de preocupação geral com o aprendizado dos alunos. </p>
<p>Claramente há uma situação de absoluta alienação, em que não existe reflexão sobre a responsabilidade social do professorado e nem um pensar sobre a própria prática educativa. O que torna a perspectiva de surgir um professorado interessado em construir uma educação aliada aos interesses populares mais difícil: trata-se, primeiro, de que os professores se vejam como trabalhadores e, segundo, de resgatá-los do individualismo mercantil em que estão inseridos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ze Pedro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2381/#comment-155</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ze Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 18:28:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sendo esta a primeira opinião que conheço de um professor céptica (posso rotulá-la assim?) quanto ao actual movimento dos professores, fico feliz por vê-la publicada no Passa Palavra.

O conhecimento que tenho do Sistema Educativo é na &quot;óptica do utilizador&quot;, enquanto aluno. E a minha experiência diz-me que, de um lado e do outro, poucos se encontrarão preocupados com a qualidade do Sistema Educativo.

Sem querer parecer reaccionário, mas assumindo o risco, perguntava:

Porque é que a qualidade do sistema educativo nunca foi tema mobilizador até se tocarem as rotinas do professores?

Será possível, como sugere (sugere?) o texto, aproveitar um movimento mobilizado por más razões e conduzi-lo em favor das boas razões?

Zé Pedro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sendo esta a primeira opinião que conheço de um professor céptica (posso rotulá-la assim?) quanto ao actual movimento dos professores, fico feliz por vê-la publicada no Passa Palavra.</p>
<p>O conhecimento que tenho do Sistema Educativo é na &#8220;óptica do utilizador&#8221;, enquanto aluno. E a minha experiência diz-me que, de um lado e do outro, poucos se encontrarão preocupados com a qualidade do Sistema Educativo.</p>
<p>Sem querer parecer reaccionário, mas assumindo o risco, perguntava:</p>
<p>Porque é que a qualidade do sistema educativo nunca foi tema mobilizador até se tocarem as rotinas do professores?</p>
<p>Será possível, como sugere (sugere?) o texto, aproveitar um movimento mobilizado por más razões e conduzi-lo em favor das boas razões?</p>
<p>Zé Pedro</p>
]]></content:encoded>
		
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