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	Comentários sobre: As Campanhas de Dinamização Cultural (1974-75)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: jose limpo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jose limpo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 May 2012 10:26:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ANTONIO MANUEL FERREIRA SE FOSSE POSSIVEL GOSTAVA DE VER ESSAS FOTOS PODES ENVIAR PARA O MEU E-MAIL!!!!ABRAÇOS!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ANTONIO MANUEL FERREIRA SE FOSSE POSSIVEL GOSTAVA DE VER ESSAS FOTOS PODES ENVIAR PARA O MEU E-MAIL!!!!ABRAÇOS!!!</p>
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		<title>
		Por: jose limpo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2952/#comment-65285</link>

		<dc:creator><![CDATA[jose limpo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 14:10:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[EU TAMBEM FIZ ESSAS CAMPANHAS ESTIVE DESDE BRAGANÇA,MACEDO DE CAVALEIROS ALFANDEGA DA FE MOGADOURO ETEC.GOSTAVA DE CONTATAR OS MEUS COLEGAS QUE LA ESTIVERAM SE FOSSE POSSIVEL!! O MEU NOME DE GUERRA   LIMPO!!ABRAÇOS!!PARA TODOS  DIGAM ALGUMA COISA SE POSSIVEL PARA O MEU E-MAIL]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EU TAMBEM FIZ ESSAS CAMPANHAS ESTIVE DESDE BRAGANÇA,MACEDO DE CAVALEIROS ALFANDEGA DA FE MOGADOURO ETEC.GOSTAVA DE CONTATAR OS MEUS COLEGAS QUE LA ESTIVERAM SE FOSSE POSSIVEL!! O MEU NOME DE GUERRA   LIMPO!!ABRAÇOS!!PARA TODOS  DIGAM ALGUMA COISA SE POSSIVEL PARA O MEU E-MAIL</p>
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		<title>
		Por: antonio manuel ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2952/#comment-25604</link>

		<dc:creator><![CDATA[antonio manuel ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2011 20:44:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[eu fiz as campanhas de dinamizaçao e tenho alguma fotos da maio nordeste]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>eu fiz as campanhas de dinamizaçao e tenho alguma fotos da maio nordeste</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Colectivo Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2952/#comment-7739</link>

		<dc:creator><![CDATA[Colectivo Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 13:24:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cara Maria de Lurdes Baptista,
Agradecemos esta sua crítica. Já inserimos as legendas de autoria nas fotografias que são do Alfredo Cunha.
O Colectivo Passa Palavra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Maria de Lurdes Baptista,<br />
Agradecemos esta sua crítica. Já inserimos as legendas de autoria nas fotografias que são do Alfredo Cunha.<br />
O Colectivo Passa Palavra.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria de Lurdes Baptista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2952/#comment-7728</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria de Lurdes Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 23:16:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É sempre de louvar este tipo de informação, a beleza da História é a dar-nos a possibilidade de a viver ou olhar nas suas mais variadas perspectivas. Aqui, a única coisa que lastimo é o uso abusivo de imagens, sem que as mesmas tenham a referência ao autor ou à proveniência da instituição de onde provêm. Neste caso estamos perante algumas imagens da autoria de Alfredo Cunha. Acho lamentável que não se faça justiça à autoria de documentos como o são as imagens, estas não devem ser encaradas como &quot;cromos da bola&quot; mas sim como documentos de época, tão válidos e importantes como todos os outros.
Maria de Lurdes Baptista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre de louvar este tipo de informação, a beleza da História é a dar-nos a possibilidade de a viver ou olhar nas suas mais variadas perspectivas. Aqui, a única coisa que lastimo é o uso abusivo de imagens, sem que as mesmas tenham a referência ao autor ou à proveniência da instituição de onde provêm. Neste caso estamos perante algumas imagens da autoria de Alfredo Cunha. Acho lamentável que não se faça justiça à autoria de documentos como o são as imagens, estas não devem ser encaradas como &#8220;cromos da bola&#8221; mas sim como documentos de época, tão válidos e importantes como todos os outros.<br />
Maria de Lurdes Baptista</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manuel Baptista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/04/2952/#comment-266</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 10:40:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um testemunho pessoal...

As pessoas são capazes de interagir, com mais ou menos tecnologia de permeio, se tiverem vontade para isso e se estiverem convencidas de que são capazes. Se eu vivesse numa zona sem saneamento básico, tentava organizar com outras um movimento de base, popular, em assembleias, para reivindicar junto do município o investimento e obra há muito devidos. 
É uma ilusão de urbanos, com muitas complicações na cabeça, pensar que os que vivem em meios rurais ou em meios com menos tecnologias estão incapazes de se auto-organizar.
Devemos evitar o paternalismo, o elitismo implícito que vem à tona, muitas vezes (até inconscientemente, claro) quando se usam expressões como «consciencialização», «estratégia de consciencialização». 
Se o 25A e o que se seguiu servem para algo, será para não cairmos nos mesmos erros. Ora, a meu ver, uma mentalidade muito predominante nos meios da esquerda «revolucionária» (?) dessa época, era de que eram precisas campanhas de dinamização cultural para «justificar» e fazer avançar a revolução de Abril, para trazer «esclarecimento» a esse povo inculto, a esse povo analfabeto, etc. Ora, eu participei nessa época num grupo de estudantes composto por pessoas sem uma filiação partidária (pelo menos, óbvia e ostensiva) e com diversidade de vistas, na animação cultural junto de crianças de um dos maiores bairros de lata que havia então junto de Lisboa, o Bairro da Bela Vista, na estrada de circunvalação. Foi uma experiência enriquecedora, com os jovens do bairro a auto-criarem uma peça de teatro e representá-la, a construírem instrumentos musicais com canas, madeira, plásticos, latas, etc.... Depois, tive outra experiência enriquecedora no bairro da Boavista (em 77-78) onde havia problemas sociais muito agudos mas não se tinha ainda transformado em «supermercado» da droga, como depois aconteceu. Aí, as aulas de alfabetização na Soc. Rec. Mus. Verdi tiveram dificuldade em avançar, pois havia a concorrência da telenovela, que mantinha as senhoras afastadas, não havendo possibilidade prática de se obter uma diferenciação de horários das sessões que agradasse a todos/as. 
Em ambas as situações, com o sucesso e limitações inerentes, o que ao fim e ao cabo se afigurou mais importante foi a capacidade de auto-empossamento, de auto-organização como determinantes para que o projecto avance. Em nenhum caso nós tivemos sensação de sermos considerados «não desejáveis» pelas pessoas de classe manifestamente diferente da nossa. A nossa atitude não era paternalista, não íamos lá para vender a «banha da cobra» dos partidos, o que tornou rapidamente muito fluida a comunicação recíproca (e também uma boa dinâmica interna, no grupo de dinamização cultural). Mas, em Portugal, essas experiências inovadoras do ponto de vista social, que foram da ordem dos muitos milhares e tiveram provavelmente milhões de pessoas envolvidas, foram varridas com a instalação da partidocracia como queria o Mário Soares e os poderes que o tinham projectado como líder do regime (desde o SPD alemão, até aos grandes grupos multinacionais com sede nos EUA, financiadores das campanhas e dos operacionais da CIA, até uma burguesia nacional ligada à maçonaria, etc...): Soares queria fazer de Portugal uma «partidocracia» e conseguiu. Disse-o muito claramente, na altura. Isso não chocou muita gente, agradou até aos que pensavam que o partido deles seria capaz de derrubar o poder PS: estavam enganados. Mas, sem dúvida, caso tivessem conseguido o «golpe» (legal ou ilegal, violento ou pacífico, isso não importa para aqui), o desfecho seria ainda mais sombrio que o que tivemos, possivelmente: uma espécie de Cuba do ocidente europeu seria uma miséria, um factor de desestabilização para a ordem mundial de então, que acabaria com certeza numa invasão e banho de sangue. Lembremos que Brejnev se opôs a isso (verão de 75). 
Portanto, «comemorar Abril» sem criticar os erros dos que abriram (e fecharam) as sendas que potencialmente poderiam conduzir à emancipação, auto-empossamento do povo explorado, dos proletários e camponeses, é trair a memória desses dias maravilhosos, mais uma vez.
Infelizmente, a linguagem é um poderoso instrumento que permite esclarecer o pensamento; porém, também serve propósitos menos claros. É com belas palavras que se «passa a esponja» sobre os crimes do fascismo/colonialismo, sobre as conivências óbvias do capital e da igreja com estes crimes. É com belas palavras «revolucionárias» que se pretende fazer esquecer o papel nada luzente que os diversos protagonistas ditos «revolucionários» tiveram, num processo...numa História com 35 anos.
É tempo de fazermos a História do instante, compreender que face à voragem da nossa era, a História tem de ser escrita quase ao mesmo tempo que o acontecimento ocorre; o que coloca o problema do recuo e a da perspectiva para analisar os eventos, além da dificuldade de efectuar investigação exaustiva das fontes, num espaço de tempo muito curto.

A nós não deveria interessar-nos muito o «daqui a 100 anos». Deveríamos estar centrados no aqui e agora; deveríamos começar por fazer um debate presencial, com quem quisesse e com uma certa periodicidade, com todos/as as/os que estivessem disponíveis para uma participação construtiva e responsável. O pior que há no «activismo» deste país é o cabotinismo, a falta de seriedade, de propósito, de coerência entre o discurso e a prática. Trata-se de fazer um debate para a acção e não um debate EM VEZ DE acção. 
Se nos identificamos com o campo da esquerda libertária e anti-autoritária, sabemos que isso corresponde a um modo de acção, muito mais do que uma ideologia. 
Manuel Baptista]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um testemunho pessoal&#8230;</p>
<p>As pessoas são capazes de interagir, com mais ou menos tecnologia de permeio, se tiverem vontade para isso e se estiverem convencidas de que são capazes. Se eu vivesse numa zona sem saneamento básico, tentava organizar com outras um movimento de base, popular, em assembleias, para reivindicar junto do município o investimento e obra há muito devidos.<br />
É uma ilusão de urbanos, com muitas complicações na cabeça, pensar que os que vivem em meios rurais ou em meios com menos tecnologias estão incapazes de se auto-organizar.<br />
Devemos evitar o paternalismo, o elitismo implícito que vem à tona, muitas vezes (até inconscientemente, claro) quando se usam expressões como «consciencialização», «estratégia de consciencialização».<br />
Se o 25A e o que se seguiu servem para algo, será para não cairmos nos mesmos erros. Ora, a meu ver, uma mentalidade muito predominante nos meios da esquerda «revolucionária» (?) dessa época, era de que eram precisas campanhas de dinamização cultural para «justificar» e fazer avançar a revolução de Abril, para trazer «esclarecimento» a esse povo inculto, a esse povo analfabeto, etc. Ora, eu participei nessa época num grupo de estudantes composto por pessoas sem uma filiação partidária (pelo menos, óbvia e ostensiva) e com diversidade de vistas, na animação cultural junto de crianças de um dos maiores bairros de lata que havia então junto de Lisboa, o Bairro da Bela Vista, na estrada de circunvalação. Foi uma experiência enriquecedora, com os jovens do bairro a auto-criarem uma peça de teatro e representá-la, a construírem instrumentos musicais com canas, madeira, plásticos, latas, etc&#8230;. Depois, tive outra experiência enriquecedora no bairro da Boavista (em 77-78) onde havia problemas sociais muito agudos mas não se tinha ainda transformado em «supermercado» da droga, como depois aconteceu. Aí, as aulas de alfabetização na Soc. Rec. Mus. Verdi tiveram dificuldade em avançar, pois havia a concorrência da telenovela, que mantinha as senhoras afastadas, não havendo possibilidade prática de se obter uma diferenciação de horários das sessões que agradasse a todos/as.<br />
Em ambas as situações, com o sucesso e limitações inerentes, o que ao fim e ao cabo se afigurou mais importante foi a capacidade de auto-empossamento, de auto-organização como determinantes para que o projecto avance. Em nenhum caso nós tivemos sensação de sermos considerados «não desejáveis» pelas pessoas de classe manifestamente diferente da nossa. A nossa atitude não era paternalista, não íamos lá para vender a «banha da cobra» dos partidos, o que tornou rapidamente muito fluida a comunicação recíproca (e também uma boa dinâmica interna, no grupo de dinamização cultural). Mas, em Portugal, essas experiências inovadoras do ponto de vista social, que foram da ordem dos muitos milhares e tiveram provavelmente milhões de pessoas envolvidas, foram varridas com a instalação da partidocracia como queria o Mário Soares e os poderes que o tinham projectado como líder do regime (desde o SPD alemão, até aos grandes grupos multinacionais com sede nos EUA, financiadores das campanhas e dos operacionais da CIA, até uma burguesia nacional ligada à maçonaria, etc&#8230;): Soares queria fazer de Portugal uma «partidocracia» e conseguiu. Disse-o muito claramente, na altura. Isso não chocou muita gente, agradou até aos que pensavam que o partido deles seria capaz de derrubar o poder PS: estavam enganados. Mas, sem dúvida, caso tivessem conseguido o «golpe» (legal ou ilegal, violento ou pacífico, isso não importa para aqui), o desfecho seria ainda mais sombrio que o que tivemos, possivelmente: uma espécie de Cuba do ocidente europeu seria uma miséria, um factor de desestabilização para a ordem mundial de então, que acabaria com certeza numa invasão e banho de sangue. Lembremos que Brejnev se opôs a isso (verão de 75).<br />
Portanto, «comemorar Abril» sem criticar os erros dos que abriram (e fecharam) as sendas que potencialmente poderiam conduzir à emancipação, auto-empossamento do povo explorado, dos proletários e camponeses, é trair a memória desses dias maravilhosos, mais uma vez.<br />
Infelizmente, a linguagem é um poderoso instrumento que permite esclarecer o pensamento; porém, também serve propósitos menos claros. É com belas palavras que se «passa a esponja» sobre os crimes do fascismo/colonialismo, sobre as conivências óbvias do capital e da igreja com estes crimes. É com belas palavras «revolucionárias» que se pretende fazer esquecer o papel nada luzente que os diversos protagonistas ditos «revolucionários» tiveram, num processo&#8230;numa História com 35 anos.<br />
É tempo de fazermos a História do instante, compreender que face à voragem da nossa era, a História tem de ser escrita quase ao mesmo tempo que o acontecimento ocorre; o que coloca o problema do recuo e a da perspectiva para analisar os eventos, além da dificuldade de efectuar investigação exaustiva das fontes, num espaço de tempo muito curto.</p>
<p>A nós não deveria interessar-nos muito o «daqui a 100 anos». Deveríamos estar centrados no aqui e agora; deveríamos começar por fazer um debate presencial, com quem quisesse e com uma certa periodicidade, com todos/as as/os que estivessem disponíveis para uma participação construtiva e responsável. O pior que há no «activismo» deste país é o cabotinismo, a falta de seriedade, de propósito, de coerência entre o discurso e a prática. Trata-se de fazer um debate para a acção e não um debate EM VEZ DE acção.<br />
Se nos identificamos com o campo da esquerda libertária e anti-autoritária, sabemos que isso corresponde a um modo de acção, muito mais do que uma ideologia.<br />
Manuel Baptista</p>
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