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	Comentários sobre: Marxismo e nacionalismo (I): O antieslavismo de Engels e de Marx	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Antonio de Odilon Brito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-914732</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio de Odilon Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Dec 2023 22:20:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros, &quot;The Russian Menace to Europe&quot;, a referida coletânea de textos do Marx e do Engels, já está no Library Genesis. Segue o link: http://libgen.rs/book/index.php?md5=983EC954EE021FD9368B0183EA1B9DE9

Um abraço
Antonio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros, &#8220;The Russian Menace to Europe&#8221;, a referida coletânea de textos do Marx e do Engels, já está no Library Genesis. Segue o link: <a href="http://libgen.rs/book/index.php?md5=983EC954EE021FD9368B0183EA1B9DE9" rel="nofollow ugc">http://libgen.rs/book/index.php?md5=983EC954EE021FD9368B0183EA1B9DE9</a></p>
<p>Um abraço<br />
Antonio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio de Odilon Brito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-914637</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio de Odilon Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Dec 2023 00:19:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros,

Aqueles e aquelas que possuem o desejo de se aprofundar nessas questões, além de consultar a 4a edição do Labirintos do Fascismo do João, publicado pela Hedra (https://www.hedra.com.br/shop/9786589705567-labirintos-do-fascismo-teia-dos-fascismos-joao-bernardo-editora-hedra-pol042030-124266#attr=), bem como as edições anteriores, podem também encontrar a série de escritos e discursos do Marx e do Engels chamada &quot;The Russian Menace to Europe&quot;, editada por Paul W. Blackstock e Bert F. Hoselitz aqui: https://library.bz/main/uploads/983EC954EE021FD9368B0183EA1B9DE9 . O upload foi meu mesmo, porém ainda não foi efetivamente inserido na Library Genesis.

Além disso, podem também encontrar o livro do Roman Rosdolsky, intitulado &quot;Engels and the &#039;Nonhistoric&#039; Peoples: The National Question in the Revolution of 1848&quot; aqui: https://www.libgen.is/book/index.php?md5=AC8B3D6309AD816E5754468473BB8353 . A versão em Espanhol do mesmo livro pode ser encontrada aqui: https://www.libgen.is/book/index.php?md5=8E4901ADA9F90C3D3084E062BE616B9C

Por fim, o &quot;Écrits Militaires. Violence et Constitution des États Européens Modernes&quot; está aqui: https://www.marxists.org/francais/marx/works/00/militaires/ecrits-militaires.pdf

O upload dos dois últimos escritos não foi meu, entretanto.

Um abraço a todos
Antonio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros,</p>
<p>Aqueles e aquelas que possuem o desejo de se aprofundar nessas questões, além de consultar a 4a edição do Labirintos do Fascismo do João, publicado pela Hedra (<a href="https://www.hedra.com.br/shop/9786589705567-labirintos-do-fascismo-teia-dos-fascismos-joao-bernardo-editora-hedra-pol042030-124266#attr=" rel="nofollow ugc">https://www.hedra.com.br/shop/9786589705567-labirintos-do-fascismo-teia-dos-fascismos-joao-bernardo-editora-hedra-pol042030-124266#attr=</a>), bem como as edições anteriores, podem também encontrar a série de escritos e discursos do Marx e do Engels chamada &#8220;The Russian Menace to Europe&#8221;, editada por Paul W. Blackstock e Bert F. Hoselitz aqui: <a href="https://library.bz/main/uploads/983EC954EE021FD9368B0183EA1B9DE9" rel="nofollow ugc">https://library.bz/main/uploads/983EC954EE021FD9368B0183EA1B9DE9</a> . O upload foi meu mesmo, porém ainda não foi efetivamente inserido na Library Genesis.</p>
<p>Além disso, podem também encontrar o livro do Roman Rosdolsky, intitulado &#8220;Engels and the &#8216;Nonhistoric&#8217; Peoples: The National Question in the Revolution of 1848&#8221; aqui: <a href="https://www.libgen.is/book/index.php?md5=AC8B3D6309AD816E5754468473BB8353" rel="nofollow ugc">https://www.libgen.is/book/index.php?md5=AC8B3D6309AD816E5754468473BB8353</a> . A versão em Espanhol do mesmo livro pode ser encontrada aqui: <a href="https://www.libgen.is/book/index.php?md5=8E4901ADA9F90C3D3084E062BE616B9C" rel="nofollow ugc">https://www.libgen.is/book/index.php?md5=8E4901ADA9F90C3D3084E062BE616B9C</a></p>
<p>Por fim, o &#8220;Écrits Militaires. Violence et Constitution des États Européens Modernes&#8221; está aqui: <a href="https://www.marxists.org/francais/marx/works/00/militaires/ecrits-militaires.pdf" rel="nofollow ugc">https://www.marxists.org/francais/marx/works/00/militaires/ecrits-militaires.pdf</a></p>
<p>O upload dos dois últimos escritos não foi meu, entretanto.</p>
<p>Um abraço a todos<br />
Antonio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Samuel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-309338</link>

		<dc:creator><![CDATA[Samuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2016 12:42:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ecxelente texto! Eu já tinha lido sobre isso no livro &quot;O Mito Ariano&quot;, de Poliakov, mas me aprofundei agora!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ecxelente texto! Eu já tinha lido sobre isso no livro &#8220;O Mito Ariano&#8221;, de Poliakov, mas me aprofundei agora!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Daniel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-308898</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2016 03:08:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho interesse em estudar o papel do nacionalismo nas revoluções socialistas do século XX. Inclusive quero delimitar melhor o assunto para minha monografia em História.
Tenho dois problemas:
1) Minha orientadora, e outros professores, me passaram algumas sugestões de leitura sobre nacionalismo, porém nada que fale diretamente sobre o socialismo. Poderiam indicar algo de interessante, de preferência num nível de graduação?
2) Eu formulei esse tema, a partir de uma ideia pré-concebida de que o marxismo apresentava propostas mais internacionalistas ou até mesmo anti-nacionalistas. Esse artigo me tirou um pouco o chão, poderiam e dar mais direções?
3) Eu sinceramente me perco quanto ao recorte espaço-temporal. Minhas duas principais vias de associação do nacionalismo às experiências socialistas são o patriotismo Soviético no combate aos nazistas na Segunda Guerra, e a Revolução Cubana, logo na sua origem. Alguma direção mais interessante a se tomar quanto a isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho interesse em estudar o papel do nacionalismo nas revoluções socialistas do século XX. Inclusive quero delimitar melhor o assunto para minha monografia em História.<br />
Tenho dois problemas:<br />
1) Minha orientadora, e outros professores, me passaram algumas sugestões de leitura sobre nacionalismo, porém nada que fale diretamente sobre o socialismo. Poderiam indicar algo de interessante, de preferência num nível de graduação?<br />
2) Eu formulei esse tema, a partir de uma ideia pré-concebida de que o marxismo apresentava propostas mais internacionalistas ou até mesmo anti-nacionalistas. Esse artigo me tirou um pouco o chão, poderiam e dar mais direções?<br />
3) Eu sinceramente me perco quanto ao recorte espaço-temporal. Minhas duas principais vias de associação do nacionalismo às experiências socialistas são o patriotismo Soviético no combate aos nazistas na Segunda Guerra, e a Revolução Cubana, logo na sua origem. Alguma direção mais interessante a se tomar quanto a isso?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maximilien Rubel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-252250</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maximilien Rubel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2014 12:40:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Deformação do pensamento de Marx por uma interpretação problemática, tal como a de Rosdolsky... Rubel tem interpretação contrária... Basta ler seus textos para saber disso...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deformação do pensamento de Marx por uma interpretação problemática, tal como a de Rosdolsky&#8230; Rubel tem interpretação contrária&#8230; Basta ler seus textos para saber disso&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-87163</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Nov 2012 19:18:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu recomendaria, não sei se o autor conhece o Hal Draper, que escreveu uma longa obra de comentário de passagens de Marx e Engels. Como também seguia a tese do Rosdolsky e Blackstock, que, por mais que representem leques à esquerda e à direita do espectro político, apresentam a meu ver certo problema no recorte de passagens sem o contexto ou comentário maior sobre a interlocução e o que apresentavam. A nota do livro: Special Note a: Rosdolsky Vs. Rosdolsky, a meu ver, possui respostas bem objetivas quanto a esse ponto que, colocam a transposição de teses claras no nosso presente político, como o anti-nacionalismo, que não o eram no período. E muito menos ainda por Bakunin, na relação com o czar, o qual tentou influenciar em diversos momentos, por meio de cartas e outros meios.  Além disso, serve de ilustração para outras questões como a transposição sem mais de teses e períodos sem o contexto. Além das críticas aos autores, eu recomendaria algo mais simples como histórias das lutas do período da revolução de 48, que qualquer livro como o Revolutions of 1848 de Robertson, ou mesmo Taylor, Hobsbawm e outros livros que traçam os fatos do período,podem ilustrar melhor. Também é importante notar que a argumentação de Blackstock retoma a reconstituição das revoltas da Vandéia pelos conservadores, que vê na relação entre camponeses e monarquia uma vantagem material que explica uma tendência à esse vínculo. De outro modo, fica parecendo tudo abstrato se não sabemos que Palacký, e do contexto da rejeição à assembléia de Frankfurt durante as revoluções de 1848, preferindo lançar o apoio ao império austríaco e colocando seu exército à disposição, inclusive contra a ideia de impor uma monarquia constitucional.
 http://en.wikipedia.org/wiki/Franti%C5%A1ek_Palack%C3%BD
Apesar disso, quando do posicionamento de Palacky, Engels escreveu o seguinte:
&quot;Mas são os galantes Tchecos mesmos que tem mais que se lamentar.Não importa quem vença ou perca, seu destino está selado. Eles tem sido conduzidos às armas dos Russos por 400 anos de opressão alemã, que temm continuado agora nas lutas de rua travadas em Praga. Na maior luta entre Europa central e ocidental, que pode começar muito em breve, talvez em algumas semanas, os Tchecos são localizados por um infeliz destino ao lado da contrarrevolução. A revolução triunfará e os Tchecos serão os primeiros a serem esmagados por ela. 
Os alemães mais uma vez carregam a responsabilidade pela ruína do povo Tcheco, por isso os alemães que os traíram pela Rússia.&quot; escrito em 18 de julho de 1848 na NRZ, onde ele não parece, como em outros trechos, condená-los em si, mas de modo relacionado ao contexto político das lutas travadas no momento.
Além disso, soma-se a isso o fato de que eles não são povos substancialmente contra revolucionários por critérios raciais, nem por não possuírem Estado, mas por não se juntarem num processo revolucionário que conduz à superação das monarquias européias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu recomendaria, não sei se o autor conhece o Hal Draper, que escreveu uma longa obra de comentário de passagens de Marx e Engels. Como também seguia a tese do Rosdolsky e Blackstock, que, por mais que representem leques à esquerda e à direita do espectro político, apresentam a meu ver certo problema no recorte de passagens sem o contexto ou comentário maior sobre a interlocução e o que apresentavam. A nota do livro: Special Note a: Rosdolsky Vs. Rosdolsky, a meu ver, possui respostas bem objetivas quanto a esse ponto que, colocam a transposição de teses claras no nosso presente político, como o anti-nacionalismo, que não o eram no período. E muito menos ainda por Bakunin, na relação com o czar, o qual tentou influenciar em diversos momentos, por meio de cartas e outros meios.  Além disso, serve de ilustração para outras questões como a transposição sem mais de teses e períodos sem o contexto. Além das críticas aos autores, eu recomendaria algo mais simples como histórias das lutas do período da revolução de 48, que qualquer livro como o Revolutions of 1848 de Robertson, ou mesmo Taylor, Hobsbawm e outros livros que traçam os fatos do período,podem ilustrar melhor. Também é importante notar que a argumentação de Blackstock retoma a reconstituição das revoltas da Vandéia pelos conservadores, que vê na relação entre camponeses e monarquia uma vantagem material que explica uma tendência à esse vínculo. De outro modo, fica parecendo tudo abstrato se não sabemos que Palacký, e do contexto da rejeição à assembléia de Frankfurt durante as revoluções de 1848, preferindo lançar o apoio ao império austríaco e colocando seu exército à disposição, inclusive contra a ideia de impor uma monarquia constitucional.<br />
 <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Franti%C5%A1ek_Palack%C3%BD" rel="nofollow ugc">http://en.wikipedia.org/wiki/Franti%C5%A1ek_Palack%C3%BD</a><br />
Apesar disso, quando do posicionamento de Palacky, Engels escreveu o seguinte:<br />
&#8220;Mas são os galantes Tchecos mesmos que tem mais que se lamentar.Não importa quem vença ou perca, seu destino está selado. Eles tem sido conduzidos às armas dos Russos por 400 anos de opressão alemã, que temm continuado agora nas lutas de rua travadas em Praga. Na maior luta entre Europa central e ocidental, que pode começar muito em breve, talvez em algumas semanas, os Tchecos são localizados por um infeliz destino ao lado da contrarrevolução. A revolução triunfará e os Tchecos serão os primeiros a serem esmagados por ela.<br />
Os alemães mais uma vez carregam a responsabilidade pela ruína do povo Tcheco, por isso os alemães que os traíram pela Rússia.&#8221; escrito em 18 de julho de 1848 na NRZ, onde ele não parece, como em outros trechos, condená-los em si, mas de modo relacionado ao contexto político das lutas travadas no momento.<br />
Além disso, soma-se a isso o fato de que eles não são povos substancialmente contra revolucionários por critérios raciais, nem por não possuírem Estado, mas por não se juntarem num processo revolucionário que conduz à superação das monarquias européias.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-78837</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Sep 2012 09:22:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Marcus,
Não tenho resposta para essa sua pergunta. Trabalhei a questão com muito mais detalhe num livro anterior a essa série de artigos, continuo a trabalhá-la e sempre sem conseguir entender a estrutura de pensamento que tornou possível aquela contradição. Há muitos anos escrevi um livro, &lt;em&gt;Marx Crítico de Marx&lt;/em&gt;, onde pretendi mostrar o sistema de contradições que estrutura &lt;em&gt;O Capital&lt;/em&gt;, e nesta obra de Marx nunca encontrei nenhum indício de uma estratégia política conduzida em termos de blocos nacionais e obsessivamente antieslava. Vou contar-lhe como me apercebi do problema pela primeira vez. Eu estava a discutir a questão do nacional-bolchevismo com um amigo, Maurício Tragtenberg, já falecido, e ele passou-me para as mãos o livro do Rosdolsky que eu cito nas referências. Não comentou nada, limitou-se a entregar-me o livro. A leitura desse livro abriu-me os horizontes e mostrou-me que a questão do nacional-bolchevismo era ainda mais profunda e mais grave do que eu pensava. Note que Rosdolsky teve grandes dificuldades em encontrar uma editora para esse livro, a tal ponto que pensou em depositar o manuscrito numa biblioteca. Depois de ler o livro de Rosdolsky decidi escavar mais fundo nessa mina. Vou contar-lhe outra historieta. Consultei a antologia de Blackstock e Hoselitz, também citada nas referências, na BDIC de Paris X-Nanterre, que é a segunda melhor biblioteca de questões políticas e sociais, a seguir à de Amsterdão. Essa antologia está incluída no espólio de Maximilien Rubel, que a viúva dera à BDIC. Para o caso de você ou outro leitor não saber, Rubel foi um dos principais especialistas de Marx, um erudito, responsável pela edição e notas de numerosas obras de Marx no colecção Pléiade, da Gallimard. A antologia de Blackstock e Hoselitz estava minuciosamente anotada e sublinhada pela mão de Rubel, que portanto conhecia e estudara aqueles textos de Marx e de Engels. Mas no que li do que Rubel escreveu e apresentou de Marx, era como ele não os conhecesse. Esta atitude tem-se reproduzido e assim a obra de Marx continua a não ser estudada na sua unidade.
Mas haverá um vínculo obrigatório entre marxismo e nacionalismo? Pode admitir-se que o marxismo, na medida em que pressupõe um estatismo, facilmente se converta em nacionalismo, dado que uma nação constitui a área de poder de um Estado. Mas esta hipótese, que à primeira vista parece sedutora, é demasiado simplista. Continuo sem resposta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcus,<br />
Não tenho resposta para essa sua pergunta. Trabalhei a questão com muito mais detalhe num livro anterior a essa série de artigos, continuo a trabalhá-la e sempre sem conseguir entender a estrutura de pensamento que tornou possível aquela contradição. Há muitos anos escrevi um livro, <em>Marx Crítico de Marx</em>, onde pretendi mostrar o sistema de contradições que estrutura <em>O Capital</em>, e nesta obra de Marx nunca encontrei nenhum indício de uma estratégia política conduzida em termos de blocos nacionais e obsessivamente antieslava. Vou contar-lhe como me apercebi do problema pela primeira vez. Eu estava a discutir a questão do nacional-bolchevismo com um amigo, Maurício Tragtenberg, já falecido, e ele passou-me para as mãos o livro do Rosdolsky que eu cito nas referências. Não comentou nada, limitou-se a entregar-me o livro. A leitura desse livro abriu-me os horizontes e mostrou-me que a questão do nacional-bolchevismo era ainda mais profunda e mais grave do que eu pensava. Note que Rosdolsky teve grandes dificuldades em encontrar uma editora para esse livro, a tal ponto que pensou em depositar o manuscrito numa biblioteca. Depois de ler o livro de Rosdolsky decidi escavar mais fundo nessa mina. Vou contar-lhe outra historieta. Consultei a antologia de Blackstock e Hoselitz, também citada nas referências, na BDIC de Paris X-Nanterre, que é a segunda melhor biblioteca de questões políticas e sociais, a seguir à de Amsterdão. Essa antologia está incluída no espólio de Maximilien Rubel, que a viúva dera à BDIC. Para o caso de você ou outro leitor não saber, Rubel foi um dos principais especialistas de Marx, um erudito, responsável pela edição e notas de numerosas obras de Marx no colecção Pléiade, da Gallimard. A antologia de Blackstock e Hoselitz estava minuciosamente anotada e sublinhada pela mão de Rubel, que portanto conhecia e estudara aqueles textos de Marx e de Engels. Mas no que li do que Rubel escreveu e apresentou de Marx, era como ele não os conhecesse. Esta atitude tem-se reproduzido e assim a obra de Marx continua a não ser estudada na sua unidade.<br />
Mas haverá um vínculo obrigatório entre marxismo e nacionalismo? Pode admitir-se que o marxismo, na medida em que pressupõe um estatismo, facilmente se converta em nacionalismo, dado que uma nação constitui a área de poder de um Estado. Mas esta hipótese, que à primeira vista parece sedutora, é demasiado simplista. Continuo sem resposta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-78818</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Sep 2012 06:27:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vejo agora que uma curta resposta a essas indagações se encontra no primeiro parágrafo do 2º artigo da série: 

&quot;Os discípulos de Marx e de Engels (...) receberam uma herança ideológica carregada pelo peso da enorme contradição entre uma análise teórica concebida em termos de classe e uma estratégia política conduzida em termos de blocos nacionais.&quot;

Intriga-me como uma tão evidente contradição tenha, no fim das contas, se consolidado (i.e. sido incorporada justamente nas correntes mais fortes do marxismo, chame-as de tradicionais ou vulgares). Isso justifica as frequentes queixas sobre a carência de estudos mais aprofundados seja por parte de intelectuais de esquerda, ou mesmo de militantes com condições mais favoráveis para estudos. E mesmo assim (respondendo à intriga inicial) haveria uma tendência a aceitar &quot;em bloco&quot; as opiniões marxianas, levando a tais enganos desastrosos, pois se nem Marx foi capaz de ser fiel à sua teoria... Requer-se justamente uma luta contra essa tendência.

Enfim, um bom (e necessário) trabalho foi feito ao escrever esta série.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo agora que uma curta resposta a essas indagações se encontra no primeiro parágrafo do 2º artigo da série: </p>
<p>&#8220;Os discípulos de Marx e de Engels (&#8230;) receberam uma herança ideológica carregada pelo peso da enorme contradição entre uma análise teórica concebida em termos de classe e uma estratégia política conduzida em termos de blocos nacionais.&#8221;</p>
<p>Intriga-me como uma tão evidente contradição tenha, no fim das contas, se consolidado (i.e. sido incorporada justamente nas correntes mais fortes do marxismo, chame-as de tradicionais ou vulgares). Isso justifica as frequentes queixas sobre a carência de estudos mais aprofundados seja por parte de intelectuais de esquerda, ou mesmo de militantes com condições mais favoráveis para estudos. E mesmo assim (respondendo à intriga inicial) haveria uma tendência a aceitar &#8220;em bloco&#8221; as opiniões marxianas, levando a tais enganos desastrosos, pois se nem Marx foi capaz de ser fiel à sua teoria&#8230; Requer-se justamente uma luta contra essa tendência.</p>
<p>Enfim, um bom (e necessário) trabalho foi feito ao escrever esta série.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-78809</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Sep 2012 05:37:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=4140#comment-78809</guid>

					<description><![CDATA[Me parece que a seguinte questão não foi colocada, a não ser talvez nas entrelinhas, então eu mesmo coloco-a para o autor: você considera essa -- mais que uma aproximação -- adesão de Marx e Engels ao nacionalismo incompatível com o materialismo histórico? Seria reflexo de uma inabilidade de tais pensadores em aplicar seus próprios princípios (algo que é mais comum do que se imagina), ou o marxismo de fato abre espaço para tal perspectiva?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me parece que a seguinte questão não foi colocada, a não ser talvez nas entrelinhas, então eu mesmo coloco-a para o autor: você considera essa &#8212; mais que uma aproximação &#8212; adesão de Marx e Engels ao nacionalismo incompatível com o materialismo histórico? Seria reflexo de uma inabilidade de tais pensadores em aplicar seus próprios princípios (algo que é mais comum do que se imagina), ou o marxismo de fato abre espaço para tal perspectiva?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/05/4140/#comment-8143</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 14:18:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=4140#comment-8143</guid>

					<description><![CDATA[Muito interessante a análise do João Bernardo, demonstrando o espírito libertário de análise do legado marxiano... Certamente sempre aparecerão analises dicotômicas e anti-dialéticas, tanto de anarquistas quanto de marxistas, mas o termômetro sempre deve ser a realidade e a estratégia a ser seguida, e não dogmatismos baseados em expressões ou textos descontextualizados de suas bases materiais... Um livro do João que muito me interessa, mas que ainda não pude ter acesso, é o “Marx crítico de Marx” no qual ele deve demonstrar todo esse espírito libertário e não dogmático de análise da obra de Marx, como já pude observar apenas em citações...

No que concerne a &quot;esquerda&quot; brasileira, a questão nacional sempre tem sido muito valorizada... Se lembrarmos, por exemplo, do PCB no terceiro quarto do século XX, vamos ver que existia uma forte propaganda anti-imperialista ao mesmo tempo em que se proclamava um acordo com a burguesia nacional contra o imperialismo...
Atualmente, pude assistir uma palestra do Emir Sader (que é do PT) aqui em Fortaleza, na qual ele claramente se posicionou contra o capital financeiro e o neoliberalismo, afirmando a necessidade de políticas keynesianas no território nacional...

Urge uma discussão aprofundada e revolucionária dessa relação nacional – continental - internacional para além dos nacionalismos, regionalismos e da retórica internacionalista do trotskistas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante a análise do João Bernardo, demonstrando o espírito libertário de análise do legado marxiano&#8230; Certamente sempre aparecerão analises dicotômicas e anti-dialéticas, tanto de anarquistas quanto de marxistas, mas o termômetro sempre deve ser a realidade e a estratégia a ser seguida, e não dogmatismos baseados em expressões ou textos descontextualizados de suas bases materiais&#8230; Um livro do João que muito me interessa, mas que ainda não pude ter acesso, é o “Marx crítico de Marx” no qual ele deve demonstrar todo esse espírito libertário e não dogmático de análise da obra de Marx, como já pude observar apenas em citações&#8230;</p>
<p>No que concerne a &#8220;esquerda&#8221; brasileira, a questão nacional sempre tem sido muito valorizada&#8230; Se lembrarmos, por exemplo, do PCB no terceiro quarto do século XX, vamos ver que existia uma forte propaganda anti-imperialista ao mesmo tempo em que se proclamava um acordo com a burguesia nacional contra o imperialismo&#8230;<br />
Atualmente, pude assistir uma palestra do Emir Sader (que é do PT) aqui em Fortaleza, na qual ele claramente se posicionou contra o capital financeiro e o neoliberalismo, afirmando a necessidade de políticas keynesianas no território nacional&#8230;</p>
<p>Urge uma discussão aprofundada e revolucionária dessa relação nacional – continental &#8211; internacional para além dos nacionalismos, regionalismos e da retórica internacionalista do trotskistas&#8230;</p>
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