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	Comentários sobre: Marxismo e nacionalismo (II): Os comunistas russos e a questão nacional	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-841400</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 20:03:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Paulo,

Quem olhar para o que se passou há um século vê os acontecimentos de uma maneira privilegiada, porque lhes conhece o desfecho. Mas quem vive os acontecimentos, como nós, agora, vivemos o que se passa hoje, age numa situação confusa, porque a história não se repete, é sempre diferente. Tudo o que cada um tem para se orientar são as lições do passado, quando o que precisaríamos seria de desvendar o futuro. Por isso não devemos transformar em santos os personagens históricos com quem simpatizamos, nem a Santa Rosa, que essa, ao menos, tinha a grande virtude de colocar claramente as suas dúvidas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo,</p>
<p>Quem olhar para o que se passou há um século vê os acontecimentos de uma maneira privilegiada, porque lhes conhece o desfecho. Mas quem vive os acontecimentos, como nós, agora, vivemos o que se passa hoje, age numa situação confusa, porque a história não se repete, é sempre diferente. Tudo o que cada um tem para se orientar são as lições do passado, quando o que precisaríamos seria de desvendar o futuro. Por isso não devemos transformar em santos os personagens históricos com quem simpatizamos, nem a Santa Rosa, que essa, ao menos, tinha a grande virtude de colocar claramente as suas dúvidas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-841398</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2022 18:47:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Está sendo ótimo retomar essa série de artigos agora, quando a guerra entre a Rússia e a Ucrânia fez a esquerda chafurdar ainda mais na ideologia geopoliticista. 
Caso o próprio autor ou outro alguém se depare com os comentários desse artigo já antigo, deixo uma questão: a posição de Rosa Luxemburgo quanto ao tratado de Brest-Litovsk, formulada no panfleto &#039;A tragédia russa&#039; (set 1918), sempre me pareceu um tanto confusa. Ao mesmo tempo em que critica duramente a aliança com o imperialismo germânico, ela sublinha: &quot;Tal é a lógica falsa da situação objetiva: qualquer partido socialista que venha a tomar o poder na Rússia hoje deve adotar táticas equivocadas na medida em que continuar, enquanto parte do exército proletário internacional, abandonado pelo grosso deste mesmo exército&quot;. Não é claro se há ruptura com os bolcheviques, ou se o tratado é justificado, à maneira dos bolcheviques, pelo isolamento do processo revolucionário russo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está sendo ótimo retomar essa série de artigos agora, quando a guerra entre a Rússia e a Ucrânia fez a esquerda chafurdar ainda mais na ideologia geopoliticista.<br />
Caso o próprio autor ou outro alguém se depare com os comentários desse artigo já antigo, deixo uma questão: a posição de Rosa Luxemburgo quanto ao tratado de Brest-Litovsk, formulada no panfleto &#8216;A tragédia russa&#8217; (set 1918), sempre me pareceu um tanto confusa. Ao mesmo tempo em que critica duramente a aliança com o imperialismo germânico, ela sublinha: &#8220;Tal é a lógica falsa da situação objetiva: qualquer partido socialista que venha a tomar o poder na Rússia hoje deve adotar táticas equivocadas na medida em que continuar, enquanto parte do exército proletário internacional, abandonado pelo grosso deste mesmo exército&#8221;. Não é claro se há ruptura com os bolcheviques, ou se o tratado é justificado, à maneira dos bolcheviques, pelo isolamento do processo revolucionário russo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: PROF. ADRIANOV ZHUKOV		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-311676</link>

		<dc:creator><![CDATA[PROF. ADRIANOV ZHUKOV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2016 09:17:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Belo e contundente texto camarada. Quando debato em sala sobre esta época , tenho sempre cuidado de evidenciar &quot; ...devemos sempre entender o contexto histórico daquele momento...&quot; A Russia totalmente inviabilizada economicamente pela guerra ( 1914 - 1918 ) , com objetivos de uma via revolucionária prática em 1917 , bem como , tendo de enfrentar uma interferência estrangeira de 14 nações até 1921 , fico a imaginar tal momento e a discussão de saídas &#039; plausíveis&quot; na tarefa de defender a primeira experiência socialista do planeta. LENIN em seus escritos se mostra coerente e muito claro nos caminhos possíveis na tarefa de vencer a intervenção e em angariar apoio dos conselhos . Sobre o nacionalismo : &quot;&quot; ...Lênin / 1920 - Era essencial trabalhar por uma união federativa mais firme, tanto política quanto economicamente; mas, ao mesmo tempo, advertia Lênin, completo reconhecimento dos direitos das nações e minorias, inclusive o direito a Estados separados deveria ser apoiado. &quot;
ONU - AS PESSOAS TEM DIREITO A UM LEVANTAMENTO ARMADO .
Por fim, os marxista-leninistas definem nacionalidade como um atributo da (condição de pertencer a uma) nação.  Ela não é um formalismo jurídico-político.  

 Escreveu Lênin: &quot;por autodeterminação das nações entendemos a sua separação estatal das coletividades nacionais estrangeiras, a formação de um Estado Nacional independente

&quot;Acusar os partidários da liberdade de autodeterminação, isto é, da liberdade de separação, de estimular o separatismo é tão absurdo e hipócrita como acusar os partidários da liberdade do divórcio de estimular a destruição dos laços familiares&quot;. Continuou ele: &quot;Posso reconhecer a uma nação o direito da separação, mas isso não significa que a obrigue a separar-se. O povo tem o direito a separar-se, mas pode, segundo seja a situação, não usar desse direito&quot;. 
Diz Lenine: &quot;O direito de autodeterminação das nações significa exclusivamente o direito à independência no senso político, à livre separação política da nação opressora.
Concretamente, esta reivindicação da democracia política significa a plena liberdade de agitação em pró da separação, e de que esta seja decidida por meio de um referendo da nação que deseja separar-se&quot;. (Obras Completas, t. XXII, p. 158).

Подробнее: http://comstol.info/2011/11/politika/2637

Esta é uma tentativa de voltar mais uma vez para as palavras vivas de Lenin, para encontrar algumas respostas e talvez pensar em algo importante. 
Leia Lenin, se você está interessado nos problemas da sociedade e da história da Rússia. Leia Lenin, se você se preocupa com o presente e o futuro do nosso país e do mundo.
Parabéns pelo texto camarada. O Marxismo continua vivo .... A luta continua !!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Belo e contundente texto camarada. Quando debato em sala sobre esta época , tenho sempre cuidado de evidenciar &#8221; &#8230;devemos sempre entender o contexto histórico daquele momento&#8230;&#8221; A Russia totalmente inviabilizada economicamente pela guerra ( 1914 &#8211; 1918 ) , com objetivos de uma via revolucionária prática em 1917 , bem como , tendo de enfrentar uma interferência estrangeira de 14 nações até 1921 , fico a imaginar tal momento e a discussão de saídas &#8216; plausíveis&#8221; na tarefa de defender a primeira experiência socialista do planeta. LENIN em seus escritos se mostra coerente e muito claro nos caminhos possíveis na tarefa de vencer a intervenção e em angariar apoio dos conselhos . Sobre o nacionalismo : &#8220;&#8221; &#8230;Lênin / 1920 &#8211; Era essencial trabalhar por uma união federativa mais firme, tanto política quanto economicamente; mas, ao mesmo tempo, advertia Lênin, completo reconhecimento dos direitos das nações e minorias, inclusive o direito a Estados separados deveria ser apoiado. &#8221;<br />
ONU &#8211; AS PESSOAS TEM DIREITO A UM LEVANTAMENTO ARMADO .<br />
Por fim, os marxista-leninistas definem nacionalidade como um atributo da (condição de pertencer a uma) nação.  Ela não é um formalismo jurídico-político.  </p>
<p> Escreveu Lênin: &#8220;por autodeterminação das nações entendemos a sua separação estatal das coletividades nacionais estrangeiras, a formação de um Estado Nacional independente</p>
<p>&#8220;Acusar os partidários da liberdade de autodeterminação, isto é, da liberdade de separação, de estimular o separatismo é tão absurdo e hipócrita como acusar os partidários da liberdade do divórcio de estimular a destruição dos laços familiares&#8221;. Continuou ele: &#8220;Posso reconhecer a uma nação o direito da separação, mas isso não significa que a obrigue a separar-se. O povo tem o direito a separar-se, mas pode, segundo seja a situação, não usar desse direito&#8221;.<br />
Diz Lenine: &#8220;O direito de autodeterminação das nações significa exclusivamente o direito à independência no senso político, à livre separação política da nação opressora.<br />
Concretamente, esta reivindicação da democracia política significa a plena liberdade de agitação em pró da separação, e de que esta seja decidida por meio de um referendo da nação que deseja separar-se&#8221;. (Obras Completas, t. XXII, p. 158).</p>
<p>Подробнее: <a href="http://comstol.info/2011/11/politika/2637" rel="nofollow ugc">http://comstol.info/2011/11/politika/2637</a></p>
<p>Esta é uma tentativa de voltar mais uma vez para as palavras vivas de Lenin, para encontrar algumas respostas e talvez pensar em algo importante.<br />
Leia Lenin, se você está interessado nos problemas da sociedade e da história da Rússia. Leia Lenin, se você se preocupa com o presente e o futuro do nosso país e do mundo.<br />
Parabéns pelo texto camarada. O Marxismo continua vivo &#8230;. A luta continua !!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-49759</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 18:50:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O grande problema de muitos marxistas (não é o caso do João bernardo) é que tratam os escritos de Marx como dogma, e qualquer crítica aos textos sagrados vira um grande sacrilégio. Como é o caso do nosso amigo António Oliveira, que se tivesse analisado os artigos com mais cuidado, não falaria o que disse na postagem aqui em cima. Aliás falta leitura pra maioria dos marxistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O grande problema de muitos marxistas (não é o caso do João bernardo) é que tratam os escritos de Marx como dogma, e qualquer crítica aos textos sagrados vira um grande sacrilégio. Como é o caso do nosso amigo António Oliveira, que se tivesse analisado os artigos com mais cuidado, não falaria o que disse na postagem aqui em cima. Aliás falta leitura pra maioria dos marxistas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-490</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 00:38:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro António Oliveira
Não creio que neste artigo eu tivesse «ignora[do] completamente os comunistas de esquerda e os comunistas de conselhos». Comecei por mencionar os precursores de Rosa Luxemburg no Partido Social-Revolucionário do Proletariado e por evocar a posição internacionalista da própria Rosa e chamei a atenção para Sneevliet, que infelizmente continua menos conhecido do que outros marxistas de esquerda holandeses. Recordei também que a posição adoptada por Lenin e seguidamente por Trotsky nas conversações de Brest-Litovsk deparou com a hostilidade de uma facção bolchevista de esquerda, muito numerosa, além dos socialistas-revolucionários de esquerda. Finalmente, no último parágrafo, escrevi que a orientação nacionalista seguida pelos dirigentes soviéticos e pela III Internacional teve de enfrentar a oposição de facções de esquerda, internacionalistas, nos demais partidos comunistas. Aliás, como eu próprio sou marxista, a minha crítica ao nacionalismo marxista não poderia deixar de ser uma crítica... marxista.
Cordialmente,
João Bernardo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro António Oliveira<br />
Não creio que neste artigo eu tivesse «ignora[do] completamente os comunistas de esquerda e os comunistas de conselhos». Comecei por mencionar os precursores de Rosa Luxemburg no Partido Social-Revolucionário do Proletariado e por evocar a posição internacionalista da própria Rosa e chamei a atenção para Sneevliet, que infelizmente continua menos conhecido do que outros marxistas de esquerda holandeses. Recordei também que a posição adoptada por Lenin e seguidamente por Trotsky nas conversações de Brest-Litovsk deparou com a hostilidade de uma facção bolchevista de esquerda, muito numerosa, além dos socialistas-revolucionários de esquerda. Finalmente, no último parágrafo, escrevi que a orientação nacionalista seguida pelos dirigentes soviéticos e pela III Internacional teve de enfrentar a oposição de facções de esquerda, internacionalistas, nos demais partidos comunistas. Aliás, como eu próprio sou marxista, a minha crítica ao nacionalismo marxista não poderia deixar de ser uma crítica&#8230; marxista.<br />
Cordialmente,<br />
João Bernardo</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: António Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-483</link>

		<dc:creator><![CDATA[António Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 20:21:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando se identifica marxismo e comunismo com bolchevismo é fácil tirar daí conclusões pró-anarquistas, ou melhor, anti-marxistas. A questão é que este artigo ignora completamente os comunistas de esquerda e os comunistas de conselhos. Podem parecer agora insignificantes mas não eram na época considerada. Aliás, eles fizeram e têm feito as críticas  feitas aqui ao bolchevismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se identifica marxismo e comunismo com bolchevismo é fácil tirar daí conclusões pró-anarquistas, ou melhor, anti-marxistas. A questão é que este artigo ignora completamente os comunistas de esquerda e os comunistas de conselhos. Podem parecer agora insignificantes mas não eram na época considerada. Aliás, eles fizeram e têm feito as críticas  feitas aqui ao bolchevismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: J.R.Paiva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-479</link>

		<dc:creator><![CDATA[J.R.Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 03:26:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto é também importante para perceber o porquê da repressão da GPU e do PSUC catalão ao proletariado revolucionário espanhol da CNT/FAI e do POUM, na Espanha de 36-38 (como se documenta também no filme &quot;Terra e Liberdade&quot; de Ken Loach). Ou também o porquê da &quot;estratégia&quot; do PCP de &quot;unidade de todos os portugueses honrados&quot; , nos anos 60, em detrimento da luta de classes e da revolução social...Ou também, do 25 de Abril de 74 ao 25 de Novembro de 1975, em Portugal, o porquê da oposição do PCP a tantos movimentos operários e populares que lutavam contra o capitalismo e já não só contra &quot;o fascismo e os monopólios&quot;... Tal como em 36-39 em Espanha, não convinha à estratégia da antiga URSS e bloco dos estados do &quot;socialismo real&quot; (nem à R.P.China, diga-se de passagem) que qualquer coisa parecida com um processo de revolução social ANTI-CAPITALISTA  pudesse ocorrer neste canto da Europa...Daí o papel REACIONÁRIO que o PCP assumiu em tantas lutas operárias e populares anti-capitalistas (e mesmo &quot;antifascistas&quot;) logo após o 25 de Abril de 74, entre elas a dos operários da Lisnave, a dos Correios, a do &quot;25 Janeiro 75&quot;, no Porto ...
Ainda me lembro do que se passou, por ex.º, num comício dos Metalúrgicos do Norte, de que eu também fazia parte, no palácio de cristal, no Porto, em que o discurso predominante dos dirigentes sindicais era o de &quot;consolidar, consolidar, a democracia&quot; e o de que &quot;quem fazia greve era reacionário e destabilisava a democracia&quot; e &quot;estava a soldo da reacção&quot;...

São coisas sobre as quais os actuais jovens -e alguns menos jovens -militantes do PCP nada sabem, mas que precisam saber!...
Por isso também me tornei libertário e adepto das ideias do anarquismo social e do anarco-sindicalismo - que se por cá ainda tem uma fraca expressão, tenderão certamente a crescer nestes momentos de &quot;crise&quot;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é também importante para perceber o porquê da repressão da GPU e do PSUC catalão ao proletariado revolucionário espanhol da CNT/FAI e do POUM, na Espanha de 36-38 (como se documenta também no filme &#8220;Terra e Liberdade&#8221; de Ken Loach). Ou também o porquê da &#8220;estratégia&#8221; do PCP de &#8220;unidade de todos os portugueses honrados&#8221; , nos anos 60, em detrimento da luta de classes e da revolução social&#8230;Ou também, do 25 de Abril de 74 ao 25 de Novembro de 1975, em Portugal, o porquê da oposição do PCP a tantos movimentos operários e populares que lutavam contra o capitalismo e já não só contra &#8220;o fascismo e os monopólios&#8221;&#8230; Tal como em 36-39 em Espanha, não convinha à estratégia da antiga URSS e bloco dos estados do &#8220;socialismo real&#8221; (nem à R.P.China, diga-se de passagem) que qualquer coisa parecida com um processo de revolução social ANTI-CAPITALISTA  pudesse ocorrer neste canto da Europa&#8230;Daí o papel REACIONÁRIO que o PCP assumiu em tantas lutas operárias e populares anti-capitalistas (e mesmo &#8220;antifascistas&#8221;) logo após o 25 de Abril de 74, entre elas a dos operários da Lisnave, a dos Correios, a do &#8220;25 Janeiro 75&#8221;, no Porto &#8230;<br />
Ainda me lembro do que se passou, por ex.º, num comício dos Metalúrgicos do Norte, de que eu também fazia parte, no palácio de cristal, no Porto, em que o discurso predominante dos dirigentes sindicais era o de &#8220;consolidar, consolidar, a democracia&#8221; e o de que &#8220;quem fazia greve era reacionário e destabilisava a democracia&#8221; e &#8220;estava a soldo da reacção&#8221;&#8230;</p>
<p>São coisas sobre as quais os actuais jovens -e alguns menos jovens -militantes do PCP nada sabem, mas que precisam saber!&#8230;<br />
Por isso também me tornei libertário e adepto das ideias do anarquismo social e do anarco-sindicalismo &#8211; que se por cá ainda tem uma fraca expressão, tenderão certamente a crescer nestes momentos de &#8220;crise&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: PL		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/4843/#comment-478</link>

		<dc:creator><![CDATA[PL]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 23:54:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[São dos momentos mais agudos da luta de classes que podemos tirar grandes ensinamentos. O que você escreveu, relatando e mostrando algumas minúcias do processo histórico das lutas sociais do início do século XX, contribue muito para isto.  Muito esclarecedor. Obrigado por mais um João.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São dos momentos mais agudos da luta de classes que podemos tirar grandes ensinamentos. O que você escreveu, relatando e mostrando algumas minúcias do processo histórico das lutas sociais do início do século XX, contribue muito para isto.  Muito esclarecedor. Obrigado por mais um João.</p>
]]></content:encoded>
		
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