<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: USP: Da ocupação frustrada ao ato interrompido – um relato de quem esteve lá	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2009/06/5251/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Tue, 17 Jul 2018 21:36:54 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: José Afonso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-56852</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Afonso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 20:25:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-56852</guid>

					<description><![CDATA[Os independentes, sem assumirem organização e posições mínimas comuns, sempre perdem para as organizações burocráticas. Enquanto a Autonomia não se transformar numa prática organizativa e num projeto político, não se reverterá essa situação. Por A. Nônimo

Comentário: quando isso acontecer, deixarão de ser independentes. Ao virar uma corrente e parte de um projeto, perde-se a individualidade e a independência. Por isso que o projeto dos &#039;anônimos&#039; organizados não funcionou: era organizado demais, lutando contra o caos da praça pública. Um exemplo: em uma das ocupações tentaram proibir um ocupante de beber sua cervejinha. Em outra não conseguiram controlar o problema dos roubos de objetos nas barracas e nem criar um elo cooperativo com os verdadeiros anônimos, os que habitavam a praça antes deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os independentes, sem assumirem organização e posições mínimas comuns, sempre perdem para as organizações burocráticas. Enquanto a Autonomia não se transformar numa prática organizativa e num projeto político, não se reverterá essa situação. Por A. Nônimo</p>
<p>Comentário: quando isso acontecer, deixarão de ser independentes. Ao virar uma corrente e parte de um projeto, perde-se a individualidade e a independência. Por isso que o projeto dos &#8216;anônimos&#8217; organizados não funcionou: era organizado demais, lutando contra o caos da praça pública. Um exemplo: em uma das ocupações tentaram proibir um ocupante de beber sua cervejinha. Em outra não conseguiram controlar o problema dos roubos de objetos nas barracas e nem criar um elo cooperativo com os verdadeiros anônimos, os que habitavam a praça antes deles.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jairo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-575</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jairo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 05:08:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-575</guid>

					<description><![CDATA[Aliás, diga-se de passagem: a história sempre se repete. A primeira vez é a tragédia, a segunda a farsa. PT foi a tragédia. Agora temos as farsas, os novos partidos de &quot;esquerda&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aliás, diga-se de passagem: a história sempre se repete. A primeira vez é a tragédia, a segunda a farsa. PT foi a tragédia. Agora temos as farsas, os novos partidos de &#8220;esquerda&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-522</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 21:26:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-522</guid>

					<description><![CDATA[Daniel, você tem razão, e a coisa é pior ainda. Vemos muitas pessoas que se dizem libertárias ou autonomistas, que nem sequer se organizam de forma fragmentária. Simplesmente assumem uma postura quase anarco-individualista, de recusa a qualquer organização, do total espontaneísmo, que vira um comodismo e um discurso fácil de esquerda festiva de festa de república, que se isola de tudo e se acomoda em não fazer nada na mais completa irresponsabilidade. É aquele discursinho pós-moderno, de &quot;eu não como isso, não faço aquilo, ando a pé, etc&quot;, duma galera que pensa que revolução é adotar um &quot;visual alternativo&quot; e fazer amor live, em suma, saídas individuais, para uma &quot;revolução individual&quot;. É a geração de &quot;revolucionários da MTV&quot;, aquele discurso &quot;faça a SUA revolução, crie sua banda!&quot;. Na verdade isso não tem nada de revolucionário, é a atitude ingênua que forma os idiotas funcionais do sistema que se entopem de consumir porcarias culturais e rebeldia-mercadoria.
Quando será que esse pessoal vai entender que autonomismo não é isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, você tem razão, e a coisa é pior ainda. Vemos muitas pessoas que se dizem libertárias ou autonomistas, que nem sequer se organizam de forma fragmentária. Simplesmente assumem uma postura quase anarco-individualista, de recusa a qualquer organização, do total espontaneísmo, que vira um comodismo e um discurso fácil de esquerda festiva de festa de república, que se isola de tudo e se acomoda em não fazer nada na mais completa irresponsabilidade. É aquele discursinho pós-moderno, de &#8220;eu não como isso, não faço aquilo, ando a pé, etc&#8221;, duma galera que pensa que revolução é adotar um &#8220;visual alternativo&#8221; e fazer amor live, em suma, saídas individuais, para uma &#8220;revolução individual&#8221;. É a geração de &#8220;revolucionários da MTV&#8221;, aquele discurso &#8220;faça a SUA revolução, crie sua banda!&#8221;. Na verdade isso não tem nada de revolucionário, é a atitude ingênua que forma os idiotas funcionais do sistema que se entopem de consumir porcarias culturais e rebeldia-mercadoria.<br />
Quando será que esse pessoal vai entender que autonomismo não é isso?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dany		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-521</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dany]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 21:26:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-521</guid>

					<description><![CDATA[Outro dia me chamou a atenção, um debate organizado pelo DCE (se não me engano) sobre &quot;O Novo Movimento Estudantil&quot;. Apesar de se chamar debate, a forma era a mesma de uma sala de aula, uma mesa à frente (no caso, comandada por alguns poucos) e todos os outros sentados em suas cadeirinhas ouvindo. Me perguntei: e qual será a novidade do movimento?
O relato da ocupação frustrada só me ajudou a confirmar as mesmas velhas práticas do movimento estudantil. É praxe desses partidos quererem organizar todas as ações dos estudantes, afinal de contas, eles foram os escolhidos para pensar o movimento, seria, portanto, inadmissível que outros, longe de suas asas, ocupassem a reitoria. Por isso chamar uma assembléia do lado de fora e acabar com a ocupação. 
O interessante é que durante a ocupação da reitoria, esses mesmos partidos, que há muito queriam desocupar, só apareciam na ocupação para as plenárias e assembléias. E o pior, não construindo, nem tampouco dormindo na ocupação, se sentiam no direito de chegarem e organizar suas instâncias de decisões tentando votar o que era correto ou não ali dentro e se deveriam desocupar ou não. No entanto, durante 50 dias foram derrotados por aqueles que ocupavam, em sua maioria independentes (e dessa vez, a parcela da MNN e PCO era ínfima perante o número desses independentes) que resistiam bravamente porque construíram algo que os partidos talvez nunca conseguirão fazer, que é estabelecer relações de outro tipo. Dentro da ocupação discutia-se a prática da organização interna, suas comissões, as dificuldades de manter todos alimentados tentando evitar o risco de sempre os mesmos cozinharem, a limpeza do espaço e também os eventos culturais em que todos precisavam participar, por isso também a necessidade de se refletir sobre o rodízio das tarefas. E algo muito importante, nessa convivência criou-se outros fóruns de decisões, pois fazíamos as rodas de discussão que, ao contrário das assembléias, construiam outras formas de participação, dando espaço para aqueles que nunca conseguiam ter voz nessa instância. Nessas conversas, se ouvia e se colocava os problemas, discutia-se as contradições inerentes a tudo e daí é que começava a se moldar o objeto pelo qual lutávamos. Só durante essa vivência foi possível refletir sobre nossos anseios e dúvidas e se entender que não tínhamos um projeto pronto, um modelo pré-pensado para colocarmos no lugar, mas que aquela era uma parte de uma luta maior. Nossas demandas não eram facilmente trocadas na negociação com governo e reitoria, porque o que queríamos eles nunca poderiam dar.
As formas de organização burocrática dos partidos que geralmente se mantêm à frente dos espaços de representação dos estudantes não traz nada de novo, sua ânsia em controlar as massas através de seus projetos reativos e viciados nas mesmas formas, léxicos, códigos desgastados só conseguiu afastar muitas das possibilidades de luta empreendida pelos estudantes que são contrários a esse tipo de representação. A maioria dos estudantes independentes (e não MNN e PCO) não querem disputar os espaços de Centro Acadêmicos entre outras instâncias, pois não entendem a assembléia e esses locais como únicas possibilidades de se organizar uma luta. 
Nesse sentido o texto é muito interessante, pois chama atenção para uma construção desse movimento que não se organiza de acordo com as demandas externas ditadas por um governo e/ou reitoria, mas sim numa luta diária, construída a partir dessas outras formas de organização, assim como foi durante a experiência da ocupação em 2007. Por isso, essa greve, apesar de começar não muito mobilizada, pode ser interessante para se colocar em prática novamente essas práticas, para isso os espaços de organização dos estudantes, principalmente aqueles que estão sendo ameaçados pela direção de cada faculdade, constituem locais estratégicos para se começar a encampar essa luta. Apesar do desgaste dos independentes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia me chamou a atenção, um debate organizado pelo DCE (se não me engano) sobre &#8220;O Novo Movimento Estudantil&#8221;. Apesar de se chamar debate, a forma era a mesma de uma sala de aula, uma mesa à frente (no caso, comandada por alguns poucos) e todos os outros sentados em suas cadeirinhas ouvindo. Me perguntei: e qual será a novidade do movimento?<br />
O relato da ocupação frustrada só me ajudou a confirmar as mesmas velhas práticas do movimento estudantil. É praxe desses partidos quererem organizar todas as ações dos estudantes, afinal de contas, eles foram os escolhidos para pensar o movimento, seria, portanto, inadmissível que outros, longe de suas asas, ocupassem a reitoria. Por isso chamar uma assembléia do lado de fora e acabar com a ocupação.<br />
O interessante é que durante a ocupação da reitoria, esses mesmos partidos, que há muito queriam desocupar, só apareciam na ocupação para as plenárias e assembléias. E o pior, não construindo, nem tampouco dormindo na ocupação, se sentiam no direito de chegarem e organizar suas instâncias de decisões tentando votar o que era correto ou não ali dentro e se deveriam desocupar ou não. No entanto, durante 50 dias foram derrotados por aqueles que ocupavam, em sua maioria independentes (e dessa vez, a parcela da MNN e PCO era ínfima perante o número desses independentes) que resistiam bravamente porque construíram algo que os partidos talvez nunca conseguirão fazer, que é estabelecer relações de outro tipo. Dentro da ocupação discutia-se a prática da organização interna, suas comissões, as dificuldades de manter todos alimentados tentando evitar o risco de sempre os mesmos cozinharem, a limpeza do espaço e também os eventos culturais em que todos precisavam participar, por isso também a necessidade de se refletir sobre o rodízio das tarefas. E algo muito importante, nessa convivência criou-se outros fóruns de decisões, pois fazíamos as rodas de discussão que, ao contrário das assembléias, construiam outras formas de participação, dando espaço para aqueles que nunca conseguiam ter voz nessa instância. Nessas conversas, se ouvia e se colocava os problemas, discutia-se as contradições inerentes a tudo e daí é que começava a se moldar o objeto pelo qual lutávamos. Só durante essa vivência foi possível refletir sobre nossos anseios e dúvidas e se entender que não tínhamos um projeto pronto, um modelo pré-pensado para colocarmos no lugar, mas que aquela era uma parte de uma luta maior. Nossas demandas não eram facilmente trocadas na negociação com governo e reitoria, porque o que queríamos eles nunca poderiam dar.<br />
As formas de organização burocrática dos partidos que geralmente se mantêm à frente dos espaços de representação dos estudantes não traz nada de novo, sua ânsia em controlar as massas através de seus projetos reativos e viciados nas mesmas formas, léxicos, códigos desgastados só conseguiu afastar muitas das possibilidades de luta empreendida pelos estudantes que são contrários a esse tipo de representação. A maioria dos estudantes independentes (e não MNN e PCO) não querem disputar os espaços de Centro Acadêmicos entre outras instâncias, pois não entendem a assembléia e esses locais como únicas possibilidades de se organizar uma luta.<br />
Nesse sentido o texto é muito interessante, pois chama atenção para uma construção desse movimento que não se organiza de acordo com as demandas externas ditadas por um governo e/ou reitoria, mas sim numa luta diária, construída a partir dessas outras formas de organização, assim como foi durante a experiência da ocupação em 2007. Por isso, essa greve, apesar de começar não muito mobilizada, pode ser interessante para se colocar em prática novamente essas práticas, para isso os espaços de organização dos estudantes, principalmente aqueles que estão sendo ameaçados pela direção de cada faculdade, constituem locais estratégicos para se começar a encampar essa luta. Apesar do desgaste dos independentes&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-520</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 21:15:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-520</guid>

					<description><![CDATA[O Autonomismo precisava se transformar num projeto político, numa prática organizativa, num princípio de ação e organização, num objetivo a ser alcançado. Essa esquerda nacional-desenvolvimentista que existe hoje por aí já cumpriu seu papel histórico, e hoje chafurda no poder e nos cargos gerindo a crise. E esses partidos &quot;radicais&quot; dentro do movimento estudantil são o resto histórico disso, e tão fadados a ou se integrarem no sistema ou desaparecerem. Agora é hora do outro marxismo, o da crítica das relações sociais, que atue além dos conceitos de estado-nação, desenvolvimento econômico, que se preocupe mesmo em criar as formas embrionárias emancipatórias de relações sociais anticapitalistas, anti-mercantis, anti-burocracia. Isso em si já é um projeto político, totalmente distinto dos projetos dos partidos. Enquanto não houver um projeto assim, sempre iremos ser os &quot;inocentes úteis&quot; nas mãos dos burocratas da vida. Acho que os companheiros estão certos que não vai se construir isso com nihilismos e porralouquisses de rebelde sem causa - que são sempre os futuros velhos reacionários de amanhã. É uma inconsequência de muitos independentes essa recusa infantil de se organizar de forma mais orgânica, onde trocam a militância mais organica e basista por um &quot;ativismo&quot; sem projeto nem comprometimento, sem consistencia, sem inserção nas bases, totalmente porraloca e espontaneísta e movido a palavras de ordem, que acaba justificando a repressão e trabalhando de graça para os partidos. E é aqui preciso ressaltar o grande papel que o discurso multiculturalista e teorias de uma certa &quot;esquerda&quot; pós-moderna tem em gerar esse desvio na atuação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Autonomismo precisava se transformar num projeto político, numa prática organizativa, num princípio de ação e organização, num objetivo a ser alcançado. Essa esquerda nacional-desenvolvimentista que existe hoje por aí já cumpriu seu papel histórico, e hoje chafurda no poder e nos cargos gerindo a crise. E esses partidos &#8220;radicais&#8221; dentro do movimento estudantil são o resto histórico disso, e tão fadados a ou se integrarem no sistema ou desaparecerem. Agora é hora do outro marxismo, o da crítica das relações sociais, que atue além dos conceitos de estado-nação, desenvolvimento econômico, que se preocupe mesmo em criar as formas embrionárias emancipatórias de relações sociais anticapitalistas, anti-mercantis, anti-burocracia. Isso em si já é um projeto político, totalmente distinto dos projetos dos partidos. Enquanto não houver um projeto assim, sempre iremos ser os &#8220;inocentes úteis&#8221; nas mãos dos burocratas da vida. Acho que os companheiros estão certos que não vai se construir isso com nihilismos e porralouquisses de rebelde sem causa &#8211; que são sempre os futuros velhos reacionários de amanhã. É uma inconsequência de muitos independentes essa recusa infantil de se organizar de forma mais orgânica, onde trocam a militância mais organica e basista por um &#8220;ativismo&#8221; sem projeto nem comprometimento, sem consistencia, sem inserção nas bases, totalmente porraloca e espontaneísta e movido a palavras de ordem, que acaba justificando a repressão e trabalhando de graça para os partidos. E é aqui preciso ressaltar o grande papel que o discurso multiculturalista e teorias de uma certa &#8220;esquerda&#8221; pós-moderna tem em gerar esse desvio na atuação.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: A. Nônimo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-519</link>

		<dc:creator><![CDATA[A. Nônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 19:56:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-519</guid>

					<description><![CDATA[Sobre o que a Ana levantou - essa questão das minorias sem adesão à maioria. Eu percebo claramente que o movimento estudantil não possui QUASE NENHUM trabalho de base nas unidades. É muita palavra de ordem radical, muito discurso ideológico, sempre a ênfase nas grandes questões, mas quase não se discute com a base por exemplo, fazer lutas mais imediatas, como para reformar um prédio onde as salas de aula estão caindo aos pedaços e os banheiros destruídos, ou outras coisas mais cotidianas. Digamos que as correntes políticas, de tão ideológicas, não sabem mais trabalhar com o imediato das pessoas, com a realidade concreta mais cotidiana. Apenas se passa nas salas chamando as pessoas para assembléias e etc, e a maioria delas não vão a essas assembléias. 
Se trabalhassem mais a partir de questões mais cotidianas e imediatas, e ouvisse mais a base, talvez despertasse maior interesse e participação dela. Aí os estudantes mais passivos talvez se interessem pelas grandes questões e movimentos. Eu percebo que ocorre com esses movimentos o que ocorre com sindicatos - a luta fica separada da base, é centralizada onde está a reitoria, e separada das salas de aula e do cotidiano mais elementar.
Claro, para fazer essa atuação, seria preciso ter um mínimo de organização dos independentes e demais grupos, visando a um plano de ação prático, em suma, construir a Autonomia nas unidades, na base. 
Sem isso, os movimentos serão ações radicais de generais sem exército, presa fácil para a repressão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o que a Ana levantou &#8211; essa questão das minorias sem adesão à maioria. Eu percebo claramente que o movimento estudantil não possui QUASE NENHUM trabalho de base nas unidades. É muita palavra de ordem radical, muito discurso ideológico, sempre a ênfase nas grandes questões, mas quase não se discute com a base por exemplo, fazer lutas mais imediatas, como para reformar um prédio onde as salas de aula estão caindo aos pedaços e os banheiros destruídos, ou outras coisas mais cotidianas. Digamos que as correntes políticas, de tão ideológicas, não sabem mais trabalhar com o imediato das pessoas, com a realidade concreta mais cotidiana. Apenas se passa nas salas chamando as pessoas para assembléias e etc, e a maioria delas não vão a essas assembléias.<br />
Se trabalhassem mais a partir de questões mais cotidianas e imediatas, e ouvisse mais a base, talvez despertasse maior interesse e participação dela. Aí os estudantes mais passivos talvez se interessem pelas grandes questões e movimentos. Eu percebo que ocorre com esses movimentos o que ocorre com sindicatos &#8211; a luta fica separada da base, é centralizada onde está a reitoria, e separada das salas de aula e do cotidiano mais elementar.<br />
Claro, para fazer essa atuação, seria preciso ter um mínimo de organização dos independentes e demais grupos, visando a um plano de ação prático, em suma, construir a Autonomia nas unidades, na base.<br />
Sem isso, os movimentos serão ações radicais de generais sem exército, presa fácil para a repressão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: D.Caribe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-518</link>

		<dc:creator><![CDATA[D.Caribe]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 15:43:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-518</guid>

					<description><![CDATA[O nome é &quot;partido&quot; porque é exatemente isso que eles fazem: nos fragmentam, para melhor nos controlar. Enquanto os autonomistas quiserem se organizar da forma que os partido querem que nos organizemos, ou seja, fragmentados, estamos fadados a vê-los assimilar nossas lutas em benefício próprio e usar da nossa força para ganhar umas migalhas junto aos patrões (ou aos gestores). 
A saída para nós é ver a luta de classe como algo generalizado e procurar apoio, ao mesmo tempo que apoia, a luta de outras frações da classe trabalhadora. Traz os movimentos sociais para a universidade, sai da universidade para colaborar com outras lutas, e aí já não seremos mais partidos, nem precisaremos nos preocupar se estamos ou não a imitar a eles na forma de se organizar. 
Daí outras contradições vão aparecer, mas já é outra história...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O nome é &#8220;partido&#8221; porque é exatemente isso que eles fazem: nos fragmentam, para melhor nos controlar. Enquanto os autonomistas quiserem se organizar da forma que os partido querem que nos organizemos, ou seja, fragmentados, estamos fadados a vê-los assimilar nossas lutas em benefício próprio e usar da nossa força para ganhar umas migalhas junto aos patrões (ou aos gestores).<br />
A saída para nós é ver a luta de classe como algo generalizado e procurar apoio, ao mesmo tempo que apoia, a luta de outras frações da classe trabalhadora. Traz os movimentos sociais para a universidade, sai da universidade para colaborar com outras lutas, e aí já não seremos mais partidos, nem precisaremos nos preocupar se estamos ou não a imitar a eles na forma de se organizar.<br />
Daí outras contradições vão aparecer, mas já é outra história&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodolfo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-517</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodolfo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 15:28:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-517</guid>

					<description><![CDATA[O cometário do Paulo foi ultra pertinente. É interessante notar essa ausência na educação. Todo mundo passa 10, 20, 30, 40 anos reclamando dos projetos governamentais, mas não desenvolvem projetos autônomos, independentes, nem apoiam os existentes. A própria memória das lutas não é contada, de forma que elas são contadas somente pelos órgãos do poder e ai a história é apropriada ou desvirtuada. 

A luta dos independentes é muito importante mas está numa fase muito infantil ainda. Falta termos muito mais coisas: um site, um blog sobre educação, um jornal sobre educação, editoras, uma união e apoio maior entre os vários grupos que atuam isolados. Por isso tudo, iniciativas como essa do Passa Palavra são muito importantes, para divulgar as lutas independentes, permitindo as pessoas terem conhecimento e entrarem em contato para construir algo maior. 

Camaradas, está na hora de aprendermos a amarrar nossos próprios sapatos para deixarmos de reclamar da forma como outros os tem amarrado!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cometário do Paulo foi ultra pertinente. É interessante notar essa ausência na educação. Todo mundo passa 10, 20, 30, 40 anos reclamando dos projetos governamentais, mas não desenvolvem projetos autônomos, independentes, nem apoiam os existentes. A própria memória das lutas não é contada, de forma que elas são contadas somente pelos órgãos do poder e ai a história é apropriada ou desvirtuada. </p>
<p>A luta dos independentes é muito importante mas está numa fase muito infantil ainda. Falta termos muito mais coisas: um site, um blog sobre educação, um jornal sobre educação, editoras, uma união e apoio maior entre os vários grupos que atuam isolados. Por isso tudo, iniciativas como essa do Passa Palavra são muito importantes, para divulgar as lutas independentes, permitindo as pessoas terem conhecimento e entrarem em contato para construir algo maior. </p>
<p>Camaradas, está na hora de aprendermos a amarrar nossos próprios sapatos para deixarmos de reclamar da forma como outros os tem amarrado!!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-515</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 08:02:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-515</guid>

					<description><![CDATA[O que a maioria dos militantes e das correntes revolucionárias nunca fala (ou nem quer ver) é isso que o texto aí falou - que a imensa maioria dos estudantes (pelo menos no caso da USP) não participa desses movimentos, nem sequer toma conhecimento deles, e tenho a impressão que mesmo em faculdades combativas como a FFLCH, parte expressiva dos estudantes da base são mesmo contra esses movimentos e tem repulsa pelo movimento estudantil (não é dificil encontrar grupos de estudantes que nutrem preconceitos contra quem se envolve no movimento estudantil, desqualificando com piadas ou chamando os militantes de baderneiros, de &quot;homens das cavernas&quot; por causa das barbas e cabelos grandes, etc).
Ou seja, é a mais pura verdade que esses movimentos, que tem sua importancia, não deixam de ser no momento minorias combativas que não tem, entretanto, a adesão da maioria. Acho que o maior mérito desse texto foi trazer esse fato a tona, que parece ser um tabu no movimento estudantil. E é uma questão muito importante, uma vez que ações de minorias sem o respaldo da maioria, acabam virando presa fácil para a repressão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que a maioria dos militantes e das correntes revolucionárias nunca fala (ou nem quer ver) é isso que o texto aí falou &#8211; que a imensa maioria dos estudantes (pelo menos no caso da USP) não participa desses movimentos, nem sequer toma conhecimento deles, e tenho a impressão que mesmo em faculdades combativas como a FFLCH, parte expressiva dos estudantes da base são mesmo contra esses movimentos e tem repulsa pelo movimento estudantil (não é dificil encontrar grupos de estudantes que nutrem preconceitos contra quem se envolve no movimento estudantil, desqualificando com piadas ou chamando os militantes de baderneiros, de &#8220;homens das cavernas&#8221; por causa das barbas e cabelos grandes, etc).<br />
Ou seja, é a mais pura verdade que esses movimentos, que tem sua importancia, não deixam de ser no momento minorias combativas que não tem, entretanto, a adesão da maioria. Acho que o maior mérito desse texto foi trazer esse fato a tona, que parece ser um tabu no movimento estudantil. E é uma questão muito importante, uma vez que ações de minorias sem o respaldo da maioria, acabam virando presa fácil para a repressão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Estudante Inconformado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5251/#comment-514</link>

		<dc:creator><![CDATA[Estudante Inconformado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 04:54:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5251#comment-514</guid>

					<description><![CDATA[Se partido fosse coisa boa, não seria &quot;partido&quot;, seria inteiro! E não teria &quot;quadros&quot;, mas círculos!
Quem tem &quot;quadros&quot; é exposição de arte!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se partido fosse coisa boa, não seria &#8220;partido&#8221;, seria inteiro! E não teria &#8220;quadros&#8221;, mas círculos!<br />
Quem tem &#8220;quadros&#8221; é exposição de arte!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
