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	Comentários sobre: O que estava em jogo na invasão do campus da USP	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: A. Nonimo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-656</link>

		<dc:creator><![CDATA[A. Nonimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 10:34:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As duas coisas mais importantes seriam, ao meu ver:
1) como disse o Leo Vinicius, a reintegração do Brandão, e que a partir disso os movimentos debatam a reintegração de mais pessoas perseguidas (metroviários, bancários, professores exonerados da greve de 2000, etc). Isso é importantissimo em uma época em que vivemos uma aberta fascistização, denunciar toda perseguição política e fazer um movimento para reverter isso.
2) O movimento na USP não se limitar a &quot;Fora Suely&quot; e &quot;Diretas para reitor&quot;, mas exigir a mudança radical de TODA a estrutura de poder dentro da USP, questionando o modelo de universidade. Não basta que caia a Suely, é preciso que se coloque fora dali toda a claque dela e o exército de tecnocratas que controla a universidade. Porque são justamente eles a atrelarem a universidade funcionalmentè às empresas e à lógica de mercado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As duas coisas mais importantes seriam, ao meu ver:<br />
1) como disse o Leo Vinicius, a reintegração do Brandão, e que a partir disso os movimentos debatam a reintegração de mais pessoas perseguidas (metroviários, bancários, professores exonerados da greve de 2000, etc). Isso é importantissimo em uma época em que vivemos uma aberta fascistização, denunciar toda perseguição política e fazer um movimento para reverter isso.<br />
2) O movimento na USP não se limitar a &#8220;Fora Suely&#8221; e &#8220;Diretas para reitor&#8221;, mas exigir a mudança radical de TODA a estrutura de poder dentro da USP, questionando o modelo de universidade. Não basta que caia a Suely, é preciso que se coloque fora dali toda a claque dela e o exército de tecnocratas que controla a universidade. Porque são justamente eles a atrelarem a universidade funcionalmentè às empresas e à lógica de mercado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-650</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:30:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O problema me parece ser esse: essa comunicação com a sociedade que é deficiente. Aí a mídia caceteia os movimentos, chamando-os de corporativistas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema me parece ser esse: essa comunicação com a sociedade que é deficiente. Aí a mídia caceteia os movimentos, chamando-os de corporativistas&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Juca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-642</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 17:07:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Projeto? Imagina se o pessoal tem algum...
Pros petistas, que nem ousam colocar a cara pra fora, de tão desmoralizados que estão, o projeto é o do governo Lula.
Pros vanguardistas dos grupos que conduzem o DCE e aparecem no movimento à frente, o projeto também já está dado, no Programa de Transição do Trotsky (e bem empoeirado)
E para um monte de independentes combativos, que poderiam formular algo, ter projeto para que? &quot;Projeto é coisa de partido, burocracia, etc etc&quot;, sempre aquele papo dos &quot;pós-modernos&quot;: nihilismo. E acabam tomando linha dos partidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Projeto? Imagina se o pessoal tem algum&#8230;<br />
Pros petistas, que nem ousam colocar a cara pra fora, de tão desmoralizados que estão, o projeto é o do governo Lula.<br />
Pros vanguardistas dos grupos que conduzem o DCE e aparecem no movimento à frente, o projeto também já está dado, no Programa de Transição do Trotsky (e bem empoeirado)<br />
E para um monte de independentes combativos, que poderiam formular algo, ter projeto para que? &#8220;Projeto é coisa de partido, burocracia, etc etc&#8221;, sempre aquele papo dos &#8220;pós-modernos&#8221;: nihilismo. E acabam tomando linha dos partidos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-635</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 14:13:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Maria Rosa, gostei da sua descrição e especialmente do ponto em que você fala da passividade de muitos. Isso me tocou no seu artigo. Eu penso que a saída para essa passividade dependeria justamente da construção, a partir de baixo, de um projeto de Universidade Popular!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maria Rosa, gostei da sua descrição e especialmente do ponto em que você fala da passividade de muitos. Isso me tocou no seu artigo. Eu penso que a saída para essa passividade dependeria justamente da construção, a partir de baixo, de um projeto de Universidade Popular!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-634</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 14:10:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na verdade, o problema desses movimentos é o que tem sido amplamente discutido aqui nos artigos do Passa palavra - a ausência de um projeto autonomo, tanto de luta com uma orientação autonomista, como um projeto para a educação e sociedade. Alguém tem que abrir uma janela, porque esses partidos que conduzem movimento não tem proposta nenhuma a oferecer a não ser um empoeirado nacional-desenvolvimentismo que a própria evolução histórica superou. Na verdade temos hoje no movimento estudantil e sindical uma esquerda desarmada, sem projeto, que é contra tudo e não é a favor de nada, ou seja, é reativa e não pró-ativa, como disse o ultimo artigo que acabou de sair e eu concordo plenamente. A gente tá tomando linha dos burocratas, literalmente a gente segue o calendario das organizações burocráticas dos candidatos d tecnocratas da &quot;esquerda&quot; institucional, e estas seguem o calendário dos tecnocratas de governo - na medida em que o calendário e iniciativa de mobilização nunca surge de baixo ao redor dum projeto ou proposta, mas sempre surge no desepero correndo atrás, ou seja, em reação aos ataques que o estado e tecnocratas nos desferem. Resultado: como os tecnocratas perceberam que hoje a esquerda não tem projeto e só se mobiliza &quot;contra isso, contra aquilo&quot;, eles perceberam que se eles soltam um pacotão de reformas, provocam uma revolta geral. A estratégia deles é ir soltando essas reformas a conta-gotas, porque isso vai desgastando e cansando o movimento. E quando este reflui, é atacado pela mídia, que o criminaliza e o acusa de &quot;corporativista&quot;, &quot;antimodernizante&quot;, etc. E a isso se completa a repressão dessas minorias combativas, legitimada pela mídia e apoiada pela massa inerte.
Ou seja, precisamos de projeto de educação popular, projeto de nova esquerda autonoma, e projeto socialista autogestionário, para construir na base e ter algo a oferecer, se quisermos sair do limbo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na verdade, o problema desses movimentos é o que tem sido amplamente discutido aqui nos artigos do Passa palavra &#8211; a ausência de um projeto autonomo, tanto de luta com uma orientação autonomista, como um projeto para a educação e sociedade. Alguém tem que abrir uma janela, porque esses partidos que conduzem movimento não tem proposta nenhuma a oferecer a não ser um empoeirado nacional-desenvolvimentismo que a própria evolução histórica superou. Na verdade temos hoje no movimento estudantil e sindical uma esquerda desarmada, sem projeto, que é contra tudo e não é a favor de nada, ou seja, é reativa e não pró-ativa, como disse o ultimo artigo que acabou de sair e eu concordo plenamente. A gente tá tomando linha dos burocratas, literalmente a gente segue o calendario das organizações burocráticas dos candidatos d tecnocratas da &#8220;esquerda&#8221; institucional, e estas seguem o calendário dos tecnocratas de governo &#8211; na medida em que o calendário e iniciativa de mobilização nunca surge de baixo ao redor dum projeto ou proposta, mas sempre surge no desepero correndo atrás, ou seja, em reação aos ataques que o estado e tecnocratas nos desferem. Resultado: como os tecnocratas perceberam que hoje a esquerda não tem projeto e só se mobiliza &#8220;contra isso, contra aquilo&#8221;, eles perceberam que se eles soltam um pacotão de reformas, provocam uma revolta geral. A estratégia deles é ir soltando essas reformas a conta-gotas, porque isso vai desgastando e cansando o movimento. E quando este reflui, é atacado pela mídia, que o criminaliza e o acusa de &#8220;corporativista&#8221;, &#8220;antimodernizante&#8221;, etc. E a isso se completa a repressão dessas minorias combativas, legitimada pela mídia e apoiada pela massa inerte.<br />
Ou seja, precisamos de projeto de educação popular, projeto de nova esquerda autonoma, e projeto socialista autogestionário, para construir na base e ter algo a oferecer, se quisermos sair do limbo!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-633</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 11:21:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cara Maria Rosa,

creio que a argumentação de Ronan aponta na direção não simplesmente de pautar (estritamente) o movimento, mas sim visa à qualidade da pauta de reivindicações. 

Portanto, penso que a discussão proposta não se refere a esse ou aquele ponto, mas sim ao padrão de identificação, ou não, de tal pauta com a população em geral, que é quem deve participar de toda e qualquer luta. 

É essa galera que tá lançada na escola pública (pais, alunos, professores) que precisa se interessar primeiro por pensar em ir pra universidade pública, depois em entrar nela, discutindo sua qualidade, suas finalidades enfim... Pra isso, precisam ser, convidados, envolvidos, ouvidos etc.

As possibilidades de bandeiras a ser levantadas são, a meu ver, somente uma indicação de que caminho a definição de reivindicações poderia tomar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Maria Rosa,</p>
<p>creio que a argumentação de Ronan aponta na direção não simplesmente de pautar (estritamente) o movimento, mas sim visa à qualidade da pauta de reivindicações. </p>
<p>Portanto, penso que a discussão proposta não se refere a esse ou aquele ponto, mas sim ao padrão de identificação, ou não, de tal pauta com a população em geral, que é quem deve participar de toda e qualquer luta. </p>
<p>É essa galera que tá lançada na escola pública (pais, alunos, professores) que precisa se interessar primeiro por pensar em ir pra universidade pública, depois em entrar nela, discutindo sua qualidade, suas finalidades enfim&#8230; Pra isso, precisam ser, convidados, envolvidos, ouvidos etc.</p>
<p>As possibilidades de bandeiras a ser levantadas são, a meu ver, somente uma indicação de que caminho a definição de reivindicações poderia tomar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria Rosa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-632</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 02:37:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5999#comment-632</guid>

					<description><![CDATA[Seria um avanço enorme se conseguíssemos que pelo menos 50% das vagas de todas as universidades públicas fossem destinadas a alunos de escolas públicas, como já acontece em algumas federais. Mas nem isso se consegue fazer dentro da USP, como você sabe. A USP trabalha com um bônus inexpressivo que não tem praticamente impacto algum.

Universidade pública para alunos de escolas públicas seria uma grande bandeira, mas creio que mesmo assim não teríamos apoio da população em geral e nem muito menos da mídia (bom, essa não preciso nem citar) e por uma simples razão: a questão do mérito ainda é muito forte nesse debate. Acredita-se que as vagas dos &quot;melhores&quot; cursos nas &quot;melhores&quot; universidades deve ser ocupada mesmo é por alunos que &quot;estudam mais&quot; e se destacam. Nâo se levam, muitas vezes, em conta todas as desigualdades sociais que permeiam a formação, etc. Não sei qual é a sua visão a respeito, mas tenho a impressão de que grande parte da sociedade (não sei se é só a paulista...), mesmo a parte mais explorada, está mais conservadora do que nunca, defendendo os ideais burgueses mais reacionários! Já vi aluno de escola pública dizendo que universidade não tem que ter cota para aluno de escola pública porque ele não quer &quot;esmola&quot;, como se isso ferisse seu orgulho. É uma intronização ideológica das mais cruéis! Por onde começar a discutir isso?

Por outro lado, mesmo entre os defensores das ações afirmativas nas universidades, existe um debate entre defensores de cotas ou de bônus. A Unicamp mesmo trabalha com o sistema de bônus e o defende tão veementemente que é contra esse projeto que você citou. Nesta última quarta-feira, vi uma palestra com o prof. Leandro Tessler, da Unicamp, que defende bônus contra cota justamente por essa questão do mérito! Além disso, argumentou que a demanda não é a mesma (mais gente de escola privada presta o vestibular do que de escola pública, logo seria &quot;injusto&quot; definir o número de vagas destinadas a cada um, sem considerar a demanda) e que as cotas abrem o precedente para coisas absurdas: por exemplo, em uma universidade pública do Rio de Janeiro, há cotas para filhos de policiais mortos em serviço.
O que quero dizer é que esses argumentos partem de alguém que defende as ações afirmativas, não de alguém que é contra! Isso já demonstra o tamanho do problema a ser enfrentado. 

Quanto ao problema da formação nas próprias faculdades de educação, você tem toda a razão. Aliás, não é só um problema quanto à formação da capacidade de lecionar ou de gerir as escolas no sentido estrito, mas também de compreender o próprio contexto político em que se vive! Se assim não fosse, não teríamos tantos alunos e professores querendo ter aula na quarta-feira após o absurdo da invasão do campus pela PM, como se isso não tivesse nenhuma relação com seu curso ou com o que está sendo estudado! Como se o programa fosse mais importante e estivesse acima de qualquer outra coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seria um avanço enorme se conseguíssemos que pelo menos 50% das vagas de todas as universidades públicas fossem destinadas a alunos de escolas públicas, como já acontece em algumas federais. Mas nem isso se consegue fazer dentro da USP, como você sabe. A USP trabalha com um bônus inexpressivo que não tem praticamente impacto algum.</p>
<p>Universidade pública para alunos de escolas públicas seria uma grande bandeira, mas creio que mesmo assim não teríamos apoio da população em geral e nem muito menos da mídia (bom, essa não preciso nem citar) e por uma simples razão: a questão do mérito ainda é muito forte nesse debate. Acredita-se que as vagas dos &#8220;melhores&#8221; cursos nas &#8220;melhores&#8221; universidades deve ser ocupada mesmo é por alunos que &#8220;estudam mais&#8221; e se destacam. Nâo se levam, muitas vezes, em conta todas as desigualdades sociais que permeiam a formação, etc. Não sei qual é a sua visão a respeito, mas tenho a impressão de que grande parte da sociedade (não sei se é só a paulista&#8230;), mesmo a parte mais explorada, está mais conservadora do que nunca, defendendo os ideais burgueses mais reacionários! Já vi aluno de escola pública dizendo que universidade não tem que ter cota para aluno de escola pública porque ele não quer &#8220;esmola&#8221;, como se isso ferisse seu orgulho. É uma intronização ideológica das mais cruéis! Por onde começar a discutir isso?</p>
<p>Por outro lado, mesmo entre os defensores das ações afirmativas nas universidades, existe um debate entre defensores de cotas ou de bônus. A Unicamp mesmo trabalha com o sistema de bônus e o defende tão veementemente que é contra esse projeto que você citou. Nesta última quarta-feira, vi uma palestra com o prof. Leandro Tessler, da Unicamp, que defende bônus contra cota justamente por essa questão do mérito! Além disso, argumentou que a demanda não é a mesma (mais gente de escola privada presta o vestibular do que de escola pública, logo seria &#8220;injusto&#8221; definir o número de vagas destinadas a cada um, sem considerar a demanda) e que as cotas abrem o precedente para coisas absurdas: por exemplo, em uma universidade pública do Rio de Janeiro, há cotas para filhos de policiais mortos em serviço.<br />
O que quero dizer é que esses argumentos partem de alguém que defende as ações afirmativas, não de alguém que é contra! Isso já demonstra o tamanho do problema a ser enfrentado. </p>
<p>Quanto ao problema da formação nas próprias faculdades de educação, você tem toda a razão. Aliás, não é só um problema quanto à formação da capacidade de lecionar ou de gerir as escolas no sentido estrito, mas também de compreender o próprio contexto político em que se vive! Se assim não fosse, não teríamos tantos alunos e professores querendo ter aula na quarta-feira após o absurdo da invasão do campus pela PM, como se isso não tivesse nenhuma relação com seu curso ou com o que está sendo estudado! Como se o programa fosse mais importante e estivesse acima de qualquer outra coisa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-631</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 02:28:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não estou muito por dentro das reivindicações. Mas acho que não deve haver nenhuma mais importante que a readmissão do Claudionor Brandão.

Se a demissão dele se mantiver será mais um golpe terrível contra os direitos políticos neste país.

Se houvesse um pouco de consciência e solidariedade de classe na atual conjuntura, tal arbitrariedade náo poderia ocorrer... e nesse sentido faço minhas as palavras do texto &#039;Não disperse, Não Disperse!&#039; publicado aqui no Passa Palavra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não estou muito por dentro das reivindicações. Mas acho que não deve haver nenhuma mais importante que a readmissão do Claudionor Brandão.</p>
<p>Se a demissão dele se mantiver será mais um golpe terrível contra os direitos políticos neste país.</p>
<p>Se houvesse um pouco de consciência e solidariedade de classe na atual conjuntura, tal arbitrariedade náo poderia ocorrer&#8230; e nesse sentido faço minhas as palavras do texto &#8216;Não disperse, Não Disperse!&#8217; publicado aqui no Passa Palavra.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ronan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronan]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 00:50:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não se trata de nivelar a reivindicação por baixo. Existem bandeiras que levantam ao mesmo tempo a necessidade de se expandir o acesso das camadas populares ao ensino superior e a um ensino superior de qualidade. Uma delas, inclusive, é atualmente projeto de lei e pretende destinar 50% das vagas nas universidades públicas federais para alunos da escola pública. Poderia se reivindicar que toda a universidade pública fosse destinada à alunos da escola pública. Que tal essa bandeira? Contra a UNIVESP: Universidade Pública Somente Pra Aluno da Escola Pública. Aí sim vocês teriam apoio popular!

Quanto ao crivo das faculdades de educação, embora o grande problema da má formação de professores no Brasil seja o ensino privado, as públicas não deixam de estar implicadas no fracasso educacional, seja por apresentarem formações excessivamente teóricas e voltadas para a carreira interna à universidade, seja por formar os gestores que são responsáveis pelos sistemas públicos e privados de ensino. 

Do modo como é apresentada,a bandeira contra a UNIVESP se assemelha à bandeira contra o Bolsa Família, que também se pode argumentar que se trata de uma esmola e que se precisa é de uma renda mínima que garanta uma dignidade básica para todos os brasileiros. 

De todo modo, a contradição maior me parece ser acusar a universidade de ser autoritária, ditatorial, elitista, antidemocrática e, ao mesmo tempo, se requerer um alargamento cada vez maior do poder de decisão da universidade e um alargamento de seu poder econômico. Maurício Tragtenberg, há mais de vinte anos atrás já afirmava que lutar pelo aumento de verbas para a universidade e pelo aumento de seu poder sobre esferas importantes para a sociedade deveria ser algo a vir depois da discussão sobre a democracia interna da universidade e sobre o controle público sobre a mesma. 

Quanto ao problema óbvio posso lhe garantir que as universidades não formam pessoas capacitadas a lecionar nas escolas. Não é por ser a distância que um ensino vai ser ruim, e não é por ser a distância que uma formação se torne incapaz de formar professores que serão presenciais. Aqui entraríamos numa discussão pedagógica mais ampla. 

De todo modo, não consigo entender como que movimentos que pretendem discutir e lutar por educação pública e de qualidade não coloquem de forma séria o fato de a USP não fornecer formação para seus próprios trabalhadores. Me parece que fariam muito mais pela educação se pressionassem para que o colégio de Aplicação da USP fosse destinado somente aos trabalhadores carentes da própria USP. Duvido que a opinião pública ficaria contrária se tivessem essa bandeira e essa luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não se trata de nivelar a reivindicação por baixo. Existem bandeiras que levantam ao mesmo tempo a necessidade de se expandir o acesso das camadas populares ao ensino superior e a um ensino superior de qualidade. Uma delas, inclusive, é atualmente projeto de lei e pretende destinar 50% das vagas nas universidades públicas federais para alunos da escola pública. Poderia se reivindicar que toda a universidade pública fosse destinada à alunos da escola pública. Que tal essa bandeira? Contra a UNIVESP: Universidade Pública Somente Pra Aluno da Escola Pública. Aí sim vocês teriam apoio popular!</p>
<p>Quanto ao crivo das faculdades de educação, embora o grande problema da má formação de professores no Brasil seja o ensino privado, as públicas não deixam de estar implicadas no fracasso educacional, seja por apresentarem formações excessivamente teóricas e voltadas para a carreira interna à universidade, seja por formar os gestores que são responsáveis pelos sistemas públicos e privados de ensino. </p>
<p>Do modo como é apresentada,a bandeira contra a UNIVESP se assemelha à bandeira contra o Bolsa Família, que também se pode argumentar que se trata de uma esmola e que se precisa é de uma renda mínima que garanta uma dignidade básica para todos os brasileiros. </p>
<p>De todo modo, a contradição maior me parece ser acusar a universidade de ser autoritária, ditatorial, elitista, antidemocrática e, ao mesmo tempo, se requerer um alargamento cada vez maior do poder de decisão da universidade e um alargamento de seu poder econômico. Maurício Tragtenberg, há mais de vinte anos atrás já afirmava que lutar pelo aumento de verbas para a universidade e pelo aumento de seu poder sobre esferas importantes para a sociedade deveria ser algo a vir depois da discussão sobre a democracia interna da universidade e sobre o controle público sobre a mesma. </p>
<p>Quanto ao problema óbvio posso lhe garantir que as universidades não formam pessoas capacitadas a lecionar nas escolas. Não é por ser a distância que um ensino vai ser ruim, e não é por ser a distância que uma formação se torne incapaz de formar professores que serão presenciais. Aqui entraríamos numa discussão pedagógica mais ampla. </p>
<p>De todo modo, não consigo entender como que movimentos que pretendem discutir e lutar por educação pública e de qualidade não coloquem de forma séria o fato de a USP não fornecer formação para seus próprios trabalhadores. Me parece que fariam muito mais pela educação se pressionassem para que o colégio de Aplicação da USP fosse destinado somente aos trabalhadores carentes da própria USP. Duvido que a opinião pública ficaria contrária se tivessem essa bandeira e essa luta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria Rosa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/5999/#comment-619</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria Rosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 17:46:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=5999#comment-619</guid>

					<description><![CDATA[Esse relato, que pretendia ser breve, foi escrito logo após os acontecimentos, com toda a revolta de quem presenciou tudo que presenciou, e de quem ouviu todas as irracionalidades fascistas que ouviu. Portanto, possui muita inconsistência e não discute a fundo os porquês da greve, e nem aborda os detalhes que seriam necessários.

Concordo com a crítica. Mas reafirmo que o projeto da Univesp não foi discutido nem mesmo com as faculdades de educação: não que elas devessem ser as únicas consultadas, mas o fato de o projeto não ter passado nem mesmo pelas mãos dos professores universitários já demonstra o quão autoritário ele foi. Imagine se os professores da rede estadual ou a comunidade seriam consultados nessas condições!

Creio que a questão da Univesp é delicada; se colocar contra ela passa a ser visto como uma atitude conservadora e retrógrada. Entretanto, não creio de devêssemos nivelar a reivindicação por baixo e agir em função dos cursos existentes nas empresas de educação (se eles são muito piores do que será na Univesp e ainda por cima pagos). O curso a distância e gratuito será melhor para as classes trabalhadoras mais exploradas do que muitos existentes por aí? Talvez. Mas será que o melhor caminho é mesmo aceitar esse projeto porque ele se destinaria, segundo a crítica, a filhos de faxineiras e pedreiros, como se para este público bastasse um curso de segunda linha e a distância?

Isso sem falar num problema ainda mais óbvio: como professores formados a distância estarão preparados (lembrando que estamos falando de formação inicial de professores, algo até então inédito, segundo a professora Lisete Arelaro, da FEUSP) para dar aulas presenciais?

No mais, concordo que o movimento tem pontos fracos, não só este tema da Univesp, mal trabalhado, mas principalmente a forma de reivindicação. Creio que as manifestações são fundamentais, mas é preciso estar atento ao discurso hegemônico disseminado pela mídia, contra o qual é difícil erguer uma voz que possa ser ouvida, em muitos casos.

E quanto a &quot;negativa do governo estadual de cobrar qualidade das faculdades particulares que são responsáveis por mal formar o professorado e demais&quot;, também acredito ser um ponto importantíssimo, sendo que a luta deve ser travada juntamente com os professores da rede e comunidade. E não se pode esquecer do modelo mercantil seguido também pelos cursos presenciais, como lembrou a crítica, das empresas de educação mas também das instituições públicas.

Enfim, alguns, como o professor Dallari, que escreveu recentemente na Folha de São Paulo, acusou o movimento de ter muitas reivindicações, difusas e sem coerência. Entretanto, diante do atual caos da educação e da precarização do trabalho (docente e não docente) em São Paulo (para ficar só em São Paulo), tem como ser diferente? E isso é mesmo uma pergunta.

Aproveito para elogiar a crítica sólida, que realmente contribui com o movimento - diferente daqueles que desqualificam a greve (o que não foi o caso aqui) simplesmente por se tratar de greve e atrapalhar as férias de julho. É um alento ver que ainda existe debate inteligente em alguns espaços. E agradeço a oportunidade de dialogar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse relato, que pretendia ser breve, foi escrito logo após os acontecimentos, com toda a revolta de quem presenciou tudo que presenciou, e de quem ouviu todas as irracionalidades fascistas que ouviu. Portanto, possui muita inconsistência e não discute a fundo os porquês da greve, e nem aborda os detalhes que seriam necessários.</p>
<p>Concordo com a crítica. Mas reafirmo que o projeto da Univesp não foi discutido nem mesmo com as faculdades de educação: não que elas devessem ser as únicas consultadas, mas o fato de o projeto não ter passado nem mesmo pelas mãos dos professores universitários já demonstra o quão autoritário ele foi. Imagine se os professores da rede estadual ou a comunidade seriam consultados nessas condições!</p>
<p>Creio que a questão da Univesp é delicada; se colocar contra ela passa a ser visto como uma atitude conservadora e retrógrada. Entretanto, não creio de devêssemos nivelar a reivindicação por baixo e agir em função dos cursos existentes nas empresas de educação (se eles são muito piores do que será na Univesp e ainda por cima pagos). O curso a distância e gratuito será melhor para as classes trabalhadoras mais exploradas do que muitos existentes por aí? Talvez. Mas será que o melhor caminho é mesmo aceitar esse projeto porque ele se destinaria, segundo a crítica, a filhos de faxineiras e pedreiros, como se para este público bastasse um curso de segunda linha e a distância?</p>
<p>Isso sem falar num problema ainda mais óbvio: como professores formados a distância estarão preparados (lembrando que estamos falando de formação inicial de professores, algo até então inédito, segundo a professora Lisete Arelaro, da FEUSP) para dar aulas presenciais?</p>
<p>No mais, concordo que o movimento tem pontos fracos, não só este tema da Univesp, mal trabalhado, mas principalmente a forma de reivindicação. Creio que as manifestações são fundamentais, mas é preciso estar atento ao discurso hegemônico disseminado pela mídia, contra o qual é difícil erguer uma voz que possa ser ouvida, em muitos casos.</p>
<p>E quanto a &#8220;negativa do governo estadual de cobrar qualidade das faculdades particulares que são responsáveis por mal formar o professorado e demais&#8221;, também acredito ser um ponto importantíssimo, sendo que a luta deve ser travada juntamente com os professores da rede e comunidade. E não se pode esquecer do modelo mercantil seguido também pelos cursos presenciais, como lembrou a crítica, das empresas de educação mas também das instituições públicas.</p>
<p>Enfim, alguns, como o professor Dallari, que escreveu recentemente na Folha de São Paulo, acusou o movimento de ter muitas reivindicações, difusas e sem coerência. Entretanto, diante do atual caos da educação e da precarização do trabalho (docente e não docente) em São Paulo (para ficar só em São Paulo), tem como ser diferente? E isso é mesmo uma pergunta.</p>
<p>Aproveito para elogiar a crítica sólida, que realmente contribui com o movimento &#8211; diferente daqueles que desqualificam a greve (o que não foi o caso aqui) simplesmente por se tratar de greve e atrapalhar as férias de julho. É um alento ver que ainda existe debate inteligente em alguns espaços. E agradeço a oportunidade de dialogar.</p>
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