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	Comentários sobre: Para além da greve. Por um outro projeto de universidade	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6095/#comment-664</link>

		<dc:creator><![CDATA[João]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 18:15:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para Renata sugiro um texto do Manuel Nacimento &quot;Proletarização estudantil e universidade: que têm os movimentos sociais a ver com isso?&quot; 

(http://universidadepopular.blogspot.com/search?updated-max=2008-06-24T20%3A17%3A00-07%3A00&#038;max-results=5)

A contrução de uma universidade popular só se dará nos marcos de uma transformação radical das relações de pŕodução. Hoje nos resta cada vez mais lutar com os trabalhadores e com os movimentos populares organizados e não para os trabalhadores e para os movimentos sociais. A relação tem de ser de companheirismo, não assistencialista, vanguardista, ou de mera extensão formal das universidades em prol de uma falsa democracia.

Muito bom o texto do Lucas.

Abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para Renata sugiro um texto do Manuel Nacimento &#8220;Proletarização estudantil e universidade: que têm os movimentos sociais a ver com isso?&#8221; </p>
<p>(<a href="http://universidadepopular.blogspot.com/search?updated-max=2008-06-24T20%3A17%3A00-07%3A00&#038;max-results=5" rel="nofollow ugc">http://universidadepopular.blogspot.com/search?updated-max=2008-06-24T20%3A17%3A00-07%3A00&#038;max-results=5</a>)</p>
<p>A contrução de uma universidade popular só se dará nos marcos de uma transformação radical das relações de pŕodução. Hoje nos resta cada vez mais lutar com os trabalhadores e com os movimentos populares organizados e não para os trabalhadores e para os movimentos sociais. A relação tem de ser de companheirismo, não assistencialista, vanguardista, ou de mera extensão formal das universidades em prol de uma falsa democracia.</p>
<p>Muito bom o texto do Lucas.</p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: D.Caribe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6095/#comment-662</link>

		<dc:creator><![CDATA[D.Caribe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 16:05:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=6095#comment-662</guid>

					<description><![CDATA[Olá Renata, eu não sei como se faz esse troço aí, que eu mesmo proponho (e antes de mim muitos outros) e, para piorar, se eu te disser como se faz uma Universidade Popular ela deixaria de ser. Mas, basicamente, para ser popular, acredito, a Universidade tem que sair da suposta neutralidade e assumir suas posições de classe, como qualquer instituição na sociedade atual. Se a função da universidade é produzir conhecimentos e tecnologias, então que produza para a classe trabalhadora. 

Porém, uma mudança no objeto não acontece sem uma mudança nas práticas. Para produzir conhecimento para os trabalhadores, ela tem que, primeiro, ser gerida e preenchida pelos trabalhadores. Uma universidade elitista, como foi pensada a maioria das estatais nesse país (Brasil), são preenchidas e geridas pela classes dominantes. Uma universidade populista, a exemplo do REUNI, é uma universidade preenchida pelos trabalhadores, mas nunca gerida por eles. Como as universidades estatais brasileiras vem se proletarizando, nada mais justo que se readéqüem a essa nova realidade. Fazer uma universidade gerida pelos trabalhadores, ou seja, um centro de produção de conhecimentos e tecnologias, é assumir que as relações de produção (a luta de classe) determina as forças produtivas (no nossa caso, a “ciência”). Essa universidade proposta pode acontecer enquanto poder dual por dentro das atuais universidades. A exemplo de Lucas (autor do texto), acredito que os cursos de extensão e outros núcleos podem ser esse poder que se contraponha a universidade das classes dominantes por dentro das próprias universidades. Mas a Universidade Popular pode ser feita também em locais onde nunca existiu nenhum tipo de universidade. Os locais próprios para isso são os movimentos sociais, onde os trabalhadores já compreendem a importância da [auto]organização e da necessidade de produzir conhecimentos a seu dispor. 

Na ocupação da reitoria da UFBA, final de 2007, quase ao mesmo tempo da ocupação da reitoria da USP, foram realizados inúmeros debates com representantes dos movimentos sociais daqui e a todos pedíamos que jogassem aos estudantes as demandas dos seus movimentos, à medida que os estudantes jogavam para os movimentos sociais as suas necessidades. Por exemplo: foi pedido a um movimento social, que não vou citar aqui, que ensinasse aos estudantes métodos de resistir a força da polícia. Em troca, muitos estudantes passaram a realizar muitas atividades junto a movimentos sociais, basicamente se procurando em produzir um novo conhecimento, pois o que era apreendido em sala de aulas em nada servia para as lutas. 

Mas a Universidade Popular também é uma forma de Poder Popular, pois pode trabalhar na unificação de diversas frações da classe trabalhadora. No meu entender, o Poder Popular se configura pela horizontalidade, pela inversão da lógica disciplinar a autoritária do capital. Por isso é um projeto autonomista/libertário, jamais aceito pelos grupos e partidos ortodoxos. Por isso também é um projeto de unificação negociada, construído de forma dialógica, jamais imposto.

Ora, na lógica do capital há hierarquias dentro da própria classe trabalhadora, onde algumas frações têm mais poder do que outras. A fração que tem mais poder não é aquela numericamente maior, mas aquela que produz mais valor para o próprio capital. Com a proletarização de algumas profissões, a partir da reconfiguração do capitalismo (década de 70 pra frente principalmente), o trabalhador qualificado deixa de ser o operário da industria moderna e passa a ser aquele que realiza trabalhos mais complexos, devido ao acúmulo de conhecimentos e funções que possui. Esse trabalhador, em sua grande maioria, tem sua origem nos meios universitários (ou seja, somos nós).

Por sua longa trajetória junto às classes dominantes (posso te mandar uns textos de Makhaiski, que viveu a revolução Russa e faz críticas nesse sentido desde lá) essa fração citada acaba por se identificar mais com as classes dominantes do que com os trabalhadores. Num processo de transformação radical da sociedade, ou nas simples lutas do cotidiano, essa fração pode submeter (e submete!) o resto da classe trabalhadora a seus interesses, usa de massa de manobra contra as classes dominantes para ascender novamente a esse status, e é esse o perigo de nos aproximarmos dos movimentos sociais: nos transformarmos em gestores das suas lutas.

O desafio da Universidade Popular é, portanto, realizar essa unificação de frações da classe trabalhadora, que têm poder diferenciado na sociedade atual, e construir espaços onde a lógica do capital não impere e sim já seja a lógica da sociedade que queremos.

Eu não sei de que forma prática a Universidade Popular pode acontecer agora aí na USP, num momento de mobilização como o atual. Mas, desconfio, que promover debates sobre a criminalização dos movimentos sociais pode levar a uma identificação ampliada dos estudantes que participam dessas lutas com os trabalhadores que são reprimidos ao se organizarem em outros espaços. 

É isso, espero ter ajudado um pouco.

Abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Renata, eu não sei como se faz esse troço aí, que eu mesmo proponho (e antes de mim muitos outros) e, para piorar, se eu te disser como se faz uma Universidade Popular ela deixaria de ser. Mas, basicamente, para ser popular, acredito, a Universidade tem que sair da suposta neutralidade e assumir suas posições de classe, como qualquer instituição na sociedade atual. Se a função da universidade é produzir conhecimentos e tecnologias, então que produza para a classe trabalhadora. </p>
<p>Porém, uma mudança no objeto não acontece sem uma mudança nas práticas. Para produzir conhecimento para os trabalhadores, ela tem que, primeiro, ser gerida e preenchida pelos trabalhadores. Uma universidade elitista, como foi pensada a maioria das estatais nesse país (Brasil), são preenchidas e geridas pela classes dominantes. Uma universidade populista, a exemplo do REUNI, é uma universidade preenchida pelos trabalhadores, mas nunca gerida por eles. Como as universidades estatais brasileiras vem se proletarizando, nada mais justo que se readéqüem a essa nova realidade. Fazer uma universidade gerida pelos trabalhadores, ou seja, um centro de produção de conhecimentos e tecnologias, é assumir que as relações de produção (a luta de classe) determina as forças produtivas (no nossa caso, a “ciência”). Essa universidade proposta pode acontecer enquanto poder dual por dentro das atuais universidades. A exemplo de Lucas (autor do texto), acredito que os cursos de extensão e outros núcleos podem ser esse poder que se contraponha a universidade das classes dominantes por dentro das próprias universidades. Mas a Universidade Popular pode ser feita também em locais onde nunca existiu nenhum tipo de universidade. Os locais próprios para isso são os movimentos sociais, onde os trabalhadores já compreendem a importância da [auto]organização e da necessidade de produzir conhecimentos a seu dispor. </p>
<p>Na ocupação da reitoria da UFBA, final de 2007, quase ao mesmo tempo da ocupação da reitoria da USP, foram realizados inúmeros debates com representantes dos movimentos sociais daqui e a todos pedíamos que jogassem aos estudantes as demandas dos seus movimentos, à medida que os estudantes jogavam para os movimentos sociais as suas necessidades. Por exemplo: foi pedido a um movimento social, que não vou citar aqui, que ensinasse aos estudantes métodos de resistir a força da polícia. Em troca, muitos estudantes passaram a realizar muitas atividades junto a movimentos sociais, basicamente se procurando em produzir um novo conhecimento, pois o que era apreendido em sala de aulas em nada servia para as lutas. </p>
<p>Mas a Universidade Popular também é uma forma de Poder Popular, pois pode trabalhar na unificação de diversas frações da classe trabalhadora. No meu entender, o Poder Popular se configura pela horizontalidade, pela inversão da lógica disciplinar a autoritária do capital. Por isso é um projeto autonomista/libertário, jamais aceito pelos grupos e partidos ortodoxos. Por isso também é um projeto de unificação negociada, construído de forma dialógica, jamais imposto.</p>
<p>Ora, na lógica do capital há hierarquias dentro da própria classe trabalhadora, onde algumas frações têm mais poder do que outras. A fração que tem mais poder não é aquela numericamente maior, mas aquela que produz mais valor para o próprio capital. Com a proletarização de algumas profissões, a partir da reconfiguração do capitalismo (década de 70 pra frente principalmente), o trabalhador qualificado deixa de ser o operário da industria moderna e passa a ser aquele que realiza trabalhos mais complexos, devido ao acúmulo de conhecimentos e funções que possui. Esse trabalhador, em sua grande maioria, tem sua origem nos meios universitários (ou seja, somos nós).</p>
<p>Por sua longa trajetória junto às classes dominantes (posso te mandar uns textos de Makhaiski, que viveu a revolução Russa e faz críticas nesse sentido desde lá) essa fração citada acaba por se identificar mais com as classes dominantes do que com os trabalhadores. Num processo de transformação radical da sociedade, ou nas simples lutas do cotidiano, essa fração pode submeter (e submete!) o resto da classe trabalhadora a seus interesses, usa de massa de manobra contra as classes dominantes para ascender novamente a esse status, e é esse o perigo de nos aproximarmos dos movimentos sociais: nos transformarmos em gestores das suas lutas.</p>
<p>O desafio da Universidade Popular é, portanto, realizar essa unificação de frações da classe trabalhadora, que têm poder diferenciado na sociedade atual, e construir espaços onde a lógica do capital não impere e sim já seja a lógica da sociedade que queremos.</p>
<p>Eu não sei de que forma prática a Universidade Popular pode acontecer agora aí na USP, num momento de mobilização como o atual. Mas, desconfio, que promover debates sobre a criminalização dos movimentos sociais pode levar a uma identificação ampliada dos estudantes que participam dessas lutas com os trabalhadores que são reprimidos ao se organizarem em outros espaços. </p>
<p>É isso, espero ter ajudado um pouco.</p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6095/#comment-652</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:37:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Voces podem esclarecer melhor o que é a Universidade Popular? Porque a idéia pareceu boa!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voces podem esclarecer melhor o que é a Universidade Popular? Porque a idéia pareceu boa!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas Spinelli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6095/#comment-645</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas Spinelli]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 20:04:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá pessoas. Devemos tatear esse caminho rumo À tal unversidade popular. MAs toda greve que vem e vai embora deixa o vazio do nosso fracasso zunindo na cabeça... Concordo TANTO COM O cARIBÉ QUANTO COM O rAFAEL. Aliás, baseio ou pelo, menos tento, basear minhas práticas naquela linha do texto Universidade Popular, do Caribé... 

Sem grandes pretensões convido aos que se interessarem pelo a tema a contribuir no debate por um novo projeto de universidade, que passa bem longe do tratado de Bolonha (reforma universitária européia que inspirou o UNIVERSIDADE NOVA da UFBA), da nossa falsa e limitada autonomia universitária (UNESP, USP e UNICAMP), pacote pedagógico precarizante da UNIVESP voltado a atender os &quot;desqualificados&quot; professores da rede...

Por um lado se busca massificar o ensino superior da pior forma possível: comprimindo currículos e implementando uma competição salutar na grduação (UFBA/UNIV. NOva, BOLONHA) e sub-contratando tutores (que compõe o exército professoral de reserva formado por.... Nós!!!) para executar pacotes-pedagógicos (UNIVESP)

Por outro as universidades se agarram no isolamento da bolha universitária  (USP, UNICAMP) para assegurar sua &quot;excelência&quot; (vazia) no ensino presencial... Cadê a excelência? Onde estão as condições mínimas de vida universitária (bolsas, moradia, espçaos de convívio, assistência, ensino noturno)?????

qualidade de produção acadêmica (professores, tempo, disciplinas, autonomia curricular, autonomia de gestão dos recursos) e de ensino-aprendizagem não-ortodoxo (cadê a extensão, os tópicos, os seres humanos que são nossos objetos de estudo)??????

Aliás cadê a população, que nem arranha as portas do vestibular??? Quem mantém essa merda? De onde vem o dinheiro que sustenta essa &quot;usina&quot; do conhecimento? De que forma devolvemos e contribuímos para a libertação dessa massa que bancou e banca isso aqui????]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá pessoas. Devemos tatear esse caminho rumo À tal unversidade popular. MAs toda greve que vem e vai embora deixa o vazio do nosso fracasso zunindo na cabeça&#8230; Concordo TANTO COM O cARIBÉ QUANTO COM O rAFAEL. Aliás, baseio ou pelo, menos tento, basear minhas práticas naquela linha do texto Universidade Popular, do Caribé&#8230; </p>
<p>Sem grandes pretensões convido aos que se interessarem pelo a tema a contribuir no debate por um novo projeto de universidade, que passa bem longe do tratado de Bolonha (reforma universitária européia que inspirou o UNIVERSIDADE NOVA da UFBA), da nossa falsa e limitada autonomia universitária (UNESP, USP e UNICAMP), pacote pedagógico precarizante da UNIVESP voltado a atender os &#8220;desqualificados&#8221; professores da rede&#8230;</p>
<p>Por um lado se busca massificar o ensino superior da pior forma possível: comprimindo currículos e implementando uma competição salutar na grduação (UFBA/UNIV. NOva, BOLONHA) e sub-contratando tutores (que compõe o exército professoral de reserva formado por&#8230;. Nós!!!) para executar pacotes-pedagógicos (UNIVESP)</p>
<p>Por outro as universidades se agarram no isolamento da bolha universitária  (USP, UNICAMP) para assegurar sua &#8220;excelência&#8221; (vazia) no ensino presencial&#8230; Cadê a excelência? Onde estão as condições mínimas de vida universitária (bolsas, moradia, espçaos de convívio, assistência, ensino noturno)?????</p>
<p>qualidade de produção acadêmica (professores, tempo, disciplinas, autonomia curricular, autonomia de gestão dos recursos) e de ensino-aprendizagem não-ortodoxo (cadê a extensão, os tópicos, os seres humanos que são nossos objetos de estudo)??????</p>
<p>Aliás cadê a população, que nem arranha as portas do vestibular??? Quem mantém essa merda? De onde vem o dinheiro que sustenta essa &#8220;usina&#8221; do conhecimento? De que forma devolvemos e contribuímos para a libertação dessa massa que bancou e banca isso aqui????</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6095/#comment-638</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 14:23:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=6095#comment-638</guid>

					<description><![CDATA[Daniel Caribé, você matou a pau! Esse é o cerne da questão, aquilo que tá nos debates que aqui tenho visto: ter um projeto! Um projeto para educação, para universidade. Um projeto para movimento, um projeto para sociedade! Um projeto de autogestão e desmercantilização, para sair da defensiva e passar ao contra-ataque!
Os movimentos atuais não tem tido projeto nenhum! Resultado, só levam pau.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel Caribé, você matou a pau! Esse é o cerne da questão, aquilo que tá nos debates que aqui tenho visto: ter um projeto! Um projeto para educação, para universidade. Um projeto para movimento, um projeto para sociedade! Um projeto de autogestão e desmercantilização, para sair da defensiva e passar ao contra-ataque!<br />
Os movimentos atuais não tem tido projeto nenhum! Resultado, só levam pau.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: D.Caribe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6095/#comment-620</link>

		<dc:creator><![CDATA[D.Caribe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 19:52:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=6095#comment-620</guid>

					<description><![CDATA[Tem que fazer greve, mas não para esvaziar a universidade, porque assim ela já se encontra. Tem que fazer greve para dar vida à universidade. Fazer greve para ter tempo livre para sair da dinâmica do capital e pensar no que fazer de agora pra frente. Ocupar a universidade, não abandoná-la. Fazer dela um instrumento de luta dos trabalhadores. Ou seja: inverter toda a sua lógica. Usar da universidade para produzir conhecimento, não só teorias críticas -- mais do que necessárias --, mas tecnologias, ferramentas práticas, que possam melhorar a vida dos trabalhadores, mas também potencializar suas lutas.
Fazer isso é construir a UNIVERSIDADE POPULAR e não é nenhuma novidade pelas bandas de cá, América Latina. Desde Mariátegui, no Peru, se faz. Está presente nas idéias de Paulo Freire, no Brasil. Acontece dentro dos movimentos sociais, seja de forma difusa (nos cursos de formação) ou concentrada (Escola Nacional Florestan Fernandes -- MST).
A Universidade Popular é a versão do Poder Popular -- em contraposição ao poder populista e o poder elitista -- dentro das universidades. É o abandono do &quot;Pública, gratuita e de qualidade&quot; para &quot;a serviço dos trabalhadores&quot;.
Esse greve deveria ter como palavra de ordem: Criar, criar, universidade popular! Trazendo para dentro da universidade todas as frações da classe trabalhadora que querem se apropriar desse espaço - e da produção do conhecimento - mas são bloqueadas pelos próprios trabalhadores que estão dentro dele. E aí sim eu queria ver como ficaria a cara dos donos da USP.

Quem tiver tempo dar uma lidinha nesse texto aqui, de minha autoria: http://universidadepopular.blogspot.com/2009/04/ensaio-para-uma-universidade-popular.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem que fazer greve, mas não para esvaziar a universidade, porque assim ela já se encontra. Tem que fazer greve para dar vida à universidade. Fazer greve para ter tempo livre para sair da dinâmica do capital e pensar no que fazer de agora pra frente. Ocupar a universidade, não abandoná-la. Fazer dela um instrumento de luta dos trabalhadores. Ou seja: inverter toda a sua lógica. Usar da universidade para produzir conhecimento, não só teorias críticas &#8212; mais do que necessárias &#8211;, mas tecnologias, ferramentas práticas, que possam melhorar a vida dos trabalhadores, mas também potencializar suas lutas.<br />
Fazer isso é construir a UNIVERSIDADE POPULAR e não é nenhuma novidade pelas bandas de cá, América Latina. Desde Mariátegui, no Peru, se faz. Está presente nas idéias de Paulo Freire, no Brasil. Acontece dentro dos movimentos sociais, seja de forma difusa (nos cursos de formação) ou concentrada (Escola Nacional Florestan Fernandes &#8212; MST).<br />
A Universidade Popular é a versão do Poder Popular &#8212; em contraposição ao poder populista e o poder elitista &#8212; dentro das universidades. É o abandono do &#8220;Pública, gratuita e de qualidade&#8221; para &#8220;a serviço dos trabalhadores&#8221;.<br />
Esse greve deveria ter como palavra de ordem: Criar, criar, universidade popular! Trazendo para dentro da universidade todas as frações da classe trabalhadora que querem se apropriar desse espaço &#8211; e da produção do conhecimento &#8211; mas são bloqueadas pelos próprios trabalhadores que estão dentro dele. E aí sim eu queria ver como ficaria a cara dos donos da USP.</p>
<p>Quem tiver tempo dar uma lidinha nesse texto aqui, de minha autoria: <a href="http://universidadepopular.blogspot.com/2009/04/ensaio-para-uma-universidade-popular.html" rel="nofollow ugc">http://universidadepopular.blogspot.com/2009/04/ensaio-para-uma-universidade-popular.html</a></p>
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