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	Comentários sobre: &#8220;Não dispersem, não dispersem!&#8221;	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Dany		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-690</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dany]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 04:34:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em meio a toda ebulição que a greve na usp nos últimos dias tem gerado, é extremamente importante que façamos reflexões como esta. Nesse caso, enquanto as demandas e reivindicações não forem estendidas à população, enquanto não se tentar criar espaços de confluências entre as tantas lutas fragmentadas, todos esses momentos de efervecência não passarão de agitações momentaneas e viciadas. É preciso aproveitar esses momentos para, na prática, estabelecermos alianças de solidariedade e, em outro plano, refletirmos sobre nossas formas de atuações. É urgente que comecemos a nos organizar a médio, longo prazo, não mais apenas de maneira reativa, precisamos tecer os laços entre essas lutas. O Sintusp me surpreendeu nesse último ato fazendo um chamado à comunidade de Paraisópolis e a tantas outras. Pela primeira vez vi uma tentativa de amarrar e somar às lutas nesse sentido. E isso precisa ser registrado, porque geralmente, mesmo um sindicato combativo como o dos funcionários da usp, dificilmente extrapola a margem de suas reivindicações pontuais e percentuais de salários. Muito me animou uma atitude como essa, espero que seja só o princípio de uma nova tendência e, tomara que não só desses trabalhadores, mas de muitos outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio a toda ebulição que a greve na usp nos últimos dias tem gerado, é extremamente importante que façamos reflexões como esta. Nesse caso, enquanto as demandas e reivindicações não forem estendidas à população, enquanto não se tentar criar espaços de confluências entre as tantas lutas fragmentadas, todos esses momentos de efervecência não passarão de agitações momentaneas e viciadas. É preciso aproveitar esses momentos para, na prática, estabelecermos alianças de solidariedade e, em outro plano, refletirmos sobre nossas formas de atuações. É urgente que comecemos a nos organizar a médio, longo prazo, não mais apenas de maneira reativa, precisamos tecer os laços entre essas lutas. O Sintusp me surpreendeu nesse último ato fazendo um chamado à comunidade de Paraisópolis e a tantas outras. Pela primeira vez vi uma tentativa de amarrar e somar às lutas nesse sentido. E isso precisa ser registrado, porque geralmente, mesmo um sindicato combativo como o dos funcionários da usp, dificilmente extrapola a margem de suas reivindicações pontuais e percentuais de salários. Muito me animou uma atitude como essa, espero que seja só o princípio de uma nova tendência e, tomara que não só desses trabalhadores, mas de muitos outros.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-679</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 21:29:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rafael, por que o blog da Petrobrás é gangsterismo?

Eu sinceramente gosto daquele blog, no que ele ferra com a tentativa de manipulação da imprensa burguesa.

Está clara a tentativa da direita de atacar a Petribrás para atacar o governo federal e minar a própria Petrobrás. É um jogo político. (não estou entrando no mérito de ser contra ou favor do governo federal)

Quem eu li que chamou o blog da Petrobrás de &quot;terrorismo de Estado&quot; foi um dos filósofos porta-vozez hoje em dia da direita mais reacionária, o Roberto Romano. Ele poderia ter chamado de gangsterismo também.

O que há de terrorismo e gangsterismo em publicar as perguntas dos jornalistas com as respostas dada pela empresa?

Ora, que todo mundo faça o mesmo. Que a informação se descentralize. Que acabe o monopólio da imprensa burguesa. Eles se acham acima do bem e do mal e com direito de manipular dados e respostas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rafael, por que o blog da Petrobrás é gangsterismo?</p>
<p>Eu sinceramente gosto daquele blog, no que ele ferra com a tentativa de manipulação da imprensa burguesa.</p>
<p>Está clara a tentativa da direita de atacar a Petribrás para atacar o governo federal e minar a própria Petrobrás. É um jogo político. (não estou entrando no mérito de ser contra ou favor do governo federal)</p>
<p>Quem eu li que chamou o blog da Petrobrás de &#8220;terrorismo de Estado&#8221; foi um dos filósofos porta-vozez hoje em dia da direita mais reacionária, o Roberto Romano. Ele poderia ter chamado de gangsterismo também.</p>
<p>O que há de terrorismo e gangsterismo em publicar as perguntas dos jornalistas com as respostas dada pela empresa?</p>
<p>Ora, que todo mundo faça o mesmo. Que a informação se descentralize. Que acabe o monopólio da imprensa burguesa. Eles se acham acima do bem e do mal e com direito de manipular dados e respostas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: maria		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-663</link>

		<dc:creator><![CDATA[maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 17:20:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não podemos deixar de mencionar o massacre que ocorreu em 2006 depois dos ataques do PCC:

   Em maio de 2006, como reação aos ataques do PCC iniciados dia 12, as polícias mataram um número ainda não esclarecido de pessoas que pode chegar a mais de 400, moradoras das periferias pobres, tanto na capital quanto em cidades do interior do Estado de São Paulo.

http://www.ovp-sp.org/lista_mortos_2.htm

E o processo violento de &quot;revitalização&quot; do centro de São Paulo, muito bem documentado nesse site:

http://dossie.centrovivo.org/Main/HomePage]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não podemos deixar de mencionar o massacre que ocorreu em 2006 depois dos ataques do PCC:</p>
<p>   Em maio de 2006, como reação aos ataques do PCC iniciados dia 12, as polícias mataram um número ainda não esclarecido de pessoas que pode chegar a mais de 400, moradoras das periferias pobres, tanto na capital quanto em cidades do interior do Estado de São Paulo.</p>
<p><a href="http://www.ovp-sp.org/lista_mortos_2.htm" rel="nofollow ugc">http://www.ovp-sp.org/lista_mortos_2.htm</a></p>
<p>E o processo violento de &#8220;revitalização&#8221; do centro de São Paulo, muito bem documentado nesse site:</p>
<p><a href="http://dossie.centrovivo.org/Main/HomePage" rel="nofollow ugc">http://dossie.centrovivo.org/Main/HomePage</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-658</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 10:58:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;As experiências municipais e federal revelam que o mesmo provavelmente aconteceria se, ao invés de PSDB, estivéssemos submetidos a um estilo de esquerda, petista, de governar.&quot; - concordo plenamente. O PT não é menos fascista que o PSDB. Basta ver as notícias relativas ao blog da Petrobrás. Aquilo é gangsterismo, que está sendo feito. O PT tem práticas de máfia - basta ver o caso Celso Daniel, ou a história das oposições metalúrgicas, ou os espancamentos, intimidações e mortes ocorridas em eleições de sindicatos. Ou o governo da Ana Júlia, que desceu o pau nos estudantes. Esse é o jeito de governar petista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;As experiências municipais e federal revelam que o mesmo provavelmente aconteceria se, ao invés de PSDB, estivéssemos submetidos a um estilo de esquerda, petista, de governar.&#8221; &#8211; concordo plenamente. O PT não é menos fascista que o PSDB. Basta ver as notícias relativas ao blog da Petrobrás. Aquilo é gangsterismo, que está sendo feito. O PT tem práticas de máfia &#8211; basta ver o caso Celso Daniel, ou a história das oposições metalúrgicas, ou os espancamentos, intimidações e mortes ocorridas em eleições de sindicatos. Ou o governo da Ana Júlia, que desceu o pau nos estudantes. Esse é o jeito de governar petista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-657</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 10:54:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na verdade, eles, os poderosos, não estão errados. Eles estão apenas cumprindo o papel deles, e isso já era de se esperar. Vamos nos espantar com o quê?
Errados estamos nós, dos movimentos, que não cumprimos nosso papel e permitimos que eles façam isso.
Para além das fragmentações que são impostas pela tecnocracia aos trabalhadores - de locais de trabalho, horários, contratos, salarios, culturais, genero, étnicas, etc, que já dividem os trabalhadores, ainda tem as malditas fragmentações que a esquerda coloca. Uma delas é o corporativismo dos sindicatos: tem sindicato de professor, de funcionário, de estudante, de apertador da rebimboca da parafuseta, de auxiliar de administração escolar, de garçom de hotel, etc. Um monte de divisões sindicais dentro de mesmos ramos economicos, isso já divide as mobilizações. Além dessa, tem a fragmentação colocada pela disputa de partidos e grupelhos pelo controle dos movimentos, que leva a sectarismos e dispersa os movimentos. Eles parecem dar mais importancia a brigar entre si do que contra o sistema. Na ditadura, dizia-se que esquerda só é solidária na cadeia.
A isso some-se o que venho visto nas discussões deste jornal, ao meu ver a melhor sacada: a ausência de um projeto autonomo, o que acaba dando numa esquerda reativa, que fica na defensiva apenas reagindo aos ataques do poder.
E por não ter projeto, não tem inserção e atividade nas unidades de base, o que faz com que não tenha a adesão da maioria, que se encontra passiva.
Ou seja, concordo plenamente com o texto. Não é hora de quixotismos e ações precipitadas de grupelhos ultraradicais, mas sim hora de um longo trabalho de base e mobilização a partir de baixo, construindo algo. Mas será que as diversas &quot;Seitas dos Revolucionários dos Últimos Dias&quot; vão querer isso? Ou vão se jogar de braços abertos para a repressão, sem apoio das bases?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na verdade, eles, os poderosos, não estão errados. Eles estão apenas cumprindo o papel deles, e isso já era de se esperar. Vamos nos espantar com o quê?<br />
Errados estamos nós, dos movimentos, que não cumprimos nosso papel e permitimos que eles façam isso.<br />
Para além das fragmentações que são impostas pela tecnocracia aos trabalhadores &#8211; de locais de trabalho, horários, contratos, salarios, culturais, genero, étnicas, etc, que já dividem os trabalhadores, ainda tem as malditas fragmentações que a esquerda coloca. Uma delas é o corporativismo dos sindicatos: tem sindicato de professor, de funcionário, de estudante, de apertador da rebimboca da parafuseta, de auxiliar de administração escolar, de garçom de hotel, etc. Um monte de divisões sindicais dentro de mesmos ramos economicos, isso já divide as mobilizações. Além dessa, tem a fragmentação colocada pela disputa de partidos e grupelhos pelo controle dos movimentos, que leva a sectarismos e dispersa os movimentos. Eles parecem dar mais importancia a brigar entre si do que contra o sistema. Na ditadura, dizia-se que esquerda só é solidária na cadeia.<br />
A isso some-se o que venho visto nas discussões deste jornal, ao meu ver a melhor sacada: a ausência de um projeto autonomo, o que acaba dando numa esquerda reativa, que fica na defensiva apenas reagindo aos ataques do poder.<br />
E por não ter projeto, não tem inserção e atividade nas unidades de base, o que faz com que não tenha a adesão da maioria, que se encontra passiva.<br />
Ou seja, concordo plenamente com o texto. Não é hora de quixotismos e ações precipitadas de grupelhos ultraradicais, mas sim hora de um longo trabalho de base e mobilização a partir de baixo, construindo algo. Mas será que as diversas &#8220;Seitas dos Revolucionários dos Últimos Dias&#8221; vão querer isso? Ou vão se jogar de braços abertos para a repressão, sem apoio das bases?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felipe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-629</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 17:09:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto muito interessante, como muitos outros. Por isso vou recomendando o site a outros conhecidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto muito interessante, como muitos outros. Por isso vou recomendando o site a outros conhecidos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ronan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-628</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronan]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 14:03:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=6143#comment-628</guid>

					<description><![CDATA[Excelente texto. No ambito das reformas educacionais, 2000 foi uma derrota seríssima. Tanto mais cruel quanto as próprias alas mais radicalizadas tenham abandonado os exonerados e processados, sequer fazendo a memória de suas lutas. 

No contexto é importante ressaltar que, com o decorrer do tempo, a direita têm conseguido criar o imaginário de que a esquerda é inerentemente autoritária, ditatorial o que reforça o discurso deles contra as lutas sociais. 

Nesse processo, as lutas devem ser pensadas de uma melhor forma estratégica. Levantar bandeiras sem o devido preparo e que tendem a ser explicitamente antipopulares, como é se posicionar contra a UNIVESP ou demonstra incapacidade, masoquismo ou denuncia algo mais. Principalmente quando a bandeira contra a UNIVESP não vem acompanhada de indicadores alternativos, como poderia ser a luta para que a UNIVERSIDADE PÚBLICA SE DESTINASSE SOMENTE À ALUNOS DA ESCOLA PÚBLICA. No autal movimento na USP, enquanto o governo encontra inúmeros indicativos para desqualificar o movimento ante a população, não se encontra uma única bandeira que contenha um indicativo popular para a sociedade. Um exemplo seria lutar para que o colégio de Aplicação da USP se destinasse somente aos trabalhadores carentes da USP, por critério socio-econômico, de forma que quem ganha 8 mil de salário por mês pagasse escola para seus filhos.  Enfim, o movimento peca por sua incapacidade de levantar bandeiras de classe e criar oposição ricos/pobres porque consegue, incrivelmente, angariar antipatias dos ricos e antipatias dos pobres.

A mesma posição acéfala eu vejo no meio do professorado público onde os lutadores se enleiam nas formas de luta da burocracia sindical que consistem no simples fechamento das escolas, prejudicando pais e alunos, para realizar desfiles sindicais que reforçam o poder dessa burocracia e o poder do legislativo. Conseguem ganhar a antipatia tanto do governo quanto da comunidade escolar. 

Estamos vivendo um momento em que as tecnocracias petistas e peessedebistas implantam reformas que possuem nuances mas que são do mesmo porte. Ambas as tecnocracias têm agido de forma truculenta com os setores autonômos que lutam de forma mais ativa. E ambas as tecnocracias desfrutam do apoio da população. Tanto mais forte quanto a população se interesse somente por mais ou menos consumo. Nesse caso, as ações devem ser melhor pensadas estrategicamente e quanto mais lutas isoladas surgirem, ou cujo radicalismo as precipitem no isolamente, tanto mais fácil poderão as tecnocracias eliminar os setores mais combatidos da classe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto. No ambito das reformas educacionais, 2000 foi uma derrota seríssima. Tanto mais cruel quanto as próprias alas mais radicalizadas tenham abandonado os exonerados e processados, sequer fazendo a memória de suas lutas. </p>
<p>No contexto é importante ressaltar que, com o decorrer do tempo, a direita têm conseguido criar o imaginário de que a esquerda é inerentemente autoritária, ditatorial o que reforça o discurso deles contra as lutas sociais. </p>
<p>Nesse processo, as lutas devem ser pensadas de uma melhor forma estratégica. Levantar bandeiras sem o devido preparo e que tendem a ser explicitamente antipopulares, como é se posicionar contra a UNIVESP ou demonstra incapacidade, masoquismo ou denuncia algo mais. Principalmente quando a bandeira contra a UNIVESP não vem acompanhada de indicadores alternativos, como poderia ser a luta para que a UNIVERSIDADE PÚBLICA SE DESTINASSE SOMENTE À ALUNOS DA ESCOLA PÚBLICA. No autal movimento na USP, enquanto o governo encontra inúmeros indicativos para desqualificar o movimento ante a população, não se encontra uma única bandeira que contenha um indicativo popular para a sociedade. Um exemplo seria lutar para que o colégio de Aplicação da USP se destinasse somente aos trabalhadores carentes da USP, por critério socio-econômico, de forma que quem ganha 8 mil de salário por mês pagasse escola para seus filhos.  Enfim, o movimento peca por sua incapacidade de levantar bandeiras de classe e criar oposição ricos/pobres porque consegue, incrivelmente, angariar antipatias dos ricos e antipatias dos pobres.</p>
<p>A mesma posição acéfala eu vejo no meio do professorado público onde os lutadores se enleiam nas formas de luta da burocracia sindical que consistem no simples fechamento das escolas, prejudicando pais e alunos, para realizar desfiles sindicais que reforçam o poder dessa burocracia e o poder do legislativo. Conseguem ganhar a antipatia tanto do governo quanto da comunidade escolar. </p>
<p>Estamos vivendo um momento em que as tecnocracias petistas e peessedebistas implantam reformas que possuem nuances mas que são do mesmo porte. Ambas as tecnocracias têm agido de forma truculenta com os setores autonômos que lutam de forma mais ativa. E ambas as tecnocracias desfrutam do apoio da população. Tanto mais forte quanto a população se interesse somente por mais ou menos consumo. Nesse caso, as ações devem ser melhor pensadas estrategicamente e quanto mais lutas isoladas surgirem, ou cujo radicalismo as precipitem no isolamente, tanto mais fácil poderão as tecnocracias eliminar os setores mais combatidos da classe.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6143/#comment-627</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 13:00:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=6143#comment-627</guid>

					<description><![CDATA[Excelente texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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