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	Comentários sobre: As riquezas e as misérias do movimento na USP	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6228/#comment-689</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 21:28:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa essa! É... se não pensar a reconstrução da base, ferrou de vez... a extrema-direita já tá se mexendo dentro da USP.]]></description>
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		<title>
		Por: Leticia Batista		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leticia Batista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 10:31:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De fato, ao meu ver, o texto do A.nonimo dá uma boa radiografia dos diferentes vetores que se cruzam na composição das lutas dentro da universidade. E por que não, podemos dizer também, muitas vezes, fora dela.

E para mostrar que o quê o colega A.nonimo propõe é possível, cito aqui um exemplo de um Projeto de Base que se chama Rebeldia, já muito forte e consolidado, que resiste há quatro anos numa ocupação na cidade de Pisa, na Itália.

E para ilustrar algumas das várias ações de base promovidas pelo Centro, cito algumas de suas principais atividades, todas de suma importância para a realidade cotidiana das pessoas da cidade:

* aulas de italiano para estrangeiros ministradas por voluntários (pois como sabemos, as instituições políticas na Europa não promovem quaisquer ações para integração dos estrangeiros q lhes possibilitem, sobretudo, trabalharem)
* oficina de reciclagem e reforma de bicicletas (depois as bicicletas são doadas, emprestadas ou adquiridas por pequenas ofertas!) 
* a Copa Rebeldia: várias &quot;nações&quot; e grupos competem anualmente num campinho de uma escola (veja, eles tb pensaram no futubol!)
* biblioteca totalmente montada com doações de livros de moradores da cidade, catalogadas por voluntários
* Sala de cinema e eventos (onde exibem mostras elaboradas por quem quiser apresentrar suas propostas, desde filmes, livros, poesia, artes visuais, etc) Copmo recentemente, uma poetisa Mapuche veio ali para lançar um livro e falar de sua luta e os problemas de seu país.
* cozinha para almoços coletivos que visam, entre outros, arrecadação de fundos
* pátio central para realização de festas, almoços com múscia ao vivo, peças de teatro, etc
* espaço aberto para realização de cursos, como Capoeria, teatro, dança, yoga, etc (basta que o voluntário proponente apresente sua programação e horários q Rebeldia ajuda a divulgar!)

E para além de todas essas atividades de base, Rebeldia é sem dúvida um espaço aberto e que instiga a reflexão e o debate políticos, não apenas em relação aos problemas da cidade, como de toda a Itália e o mundo.

Abaixo o link do site: www.rebeldia.net

e breve vídeo da última manifestação promovida contra a ameaça de reintegrassão de posse empreendida pela Prefeitura, com um elevado grau de partecipação e recepetividade por parte dos habitantes da cidade [cerca de 2000], ainda mais se formos comparar em relação à grandeza da cidade de São Paulo, ou até mesmo, da própria USP, que sozinha, só contando o numero de estudantes [seg. CeCac em 2005: 80.000] é quase o equivalente ao numero de habitantes de Pisa [censo de 2001: 99.000]

Manifestazione &quot;Un mondo sotto sfratto&quot; 13 giugno 2009
 http://www.youtube.com/watch?v=AXOvM5Xng40&#038;fmt=18]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De fato, ao meu ver, o texto do A.nonimo dá uma boa radiografia dos diferentes vetores que se cruzam na composição das lutas dentro da universidade. E por que não, podemos dizer também, muitas vezes, fora dela.</p>
<p>E para mostrar que o quê o colega A.nonimo propõe é possível, cito aqui um exemplo de um Projeto de Base que se chama Rebeldia, já muito forte e consolidado, que resiste há quatro anos numa ocupação na cidade de Pisa, na Itália.</p>
<p>E para ilustrar algumas das várias ações de base promovidas pelo Centro, cito algumas de suas principais atividades, todas de suma importância para a realidade cotidiana das pessoas da cidade:</p>
<p>* aulas de italiano para estrangeiros ministradas por voluntários (pois como sabemos, as instituições políticas na Europa não promovem quaisquer ações para integração dos estrangeiros q lhes possibilitem, sobretudo, trabalharem)<br />
* oficina de reciclagem e reforma de bicicletas (depois as bicicletas são doadas, emprestadas ou adquiridas por pequenas ofertas!)<br />
* a Copa Rebeldia: várias &#8220;nações&#8221; e grupos competem anualmente num campinho de uma escola (veja, eles tb pensaram no futubol!)<br />
* biblioteca totalmente montada com doações de livros de moradores da cidade, catalogadas por voluntários<br />
* Sala de cinema e eventos (onde exibem mostras elaboradas por quem quiser apresentrar suas propostas, desde filmes, livros, poesia, artes visuais, etc) Copmo recentemente, uma poetisa Mapuche veio ali para lançar um livro e falar de sua luta e os problemas de seu país.<br />
* cozinha para almoços coletivos que visam, entre outros, arrecadação de fundos<br />
* pátio central para realização de festas, almoços com múscia ao vivo, peças de teatro, etc<br />
* espaço aberto para realização de cursos, como Capoeria, teatro, dança, yoga, etc (basta que o voluntário proponente apresente sua programação e horários q Rebeldia ajuda a divulgar!)</p>
<p>E para além de todas essas atividades de base, Rebeldia é sem dúvida um espaço aberto e que instiga a reflexão e o debate políticos, não apenas em relação aos problemas da cidade, como de toda a Itália e o mundo.</p>
<p>Abaixo o link do site: <a href="http://www.rebeldia.net" rel="nofollow ugc">http://www.rebeldia.net</a></p>
<p>e breve vídeo da última manifestação promovida contra a ameaça de reintegrassão de posse empreendida pela Prefeitura, com um elevado grau de partecipação e recepetividade por parte dos habitantes da cidade [cerca de 2000], ainda mais se formos comparar em relação à grandeza da cidade de São Paulo, ou até mesmo, da própria USP, que sozinha, só contando o numero de estudantes [seg. CeCac em 2005: 80.000] é quase o equivalente ao numero de habitantes de Pisa [censo de 2001: 99.000]</p>
<p>Manifestazione &#8220;Un mondo sotto sfratto&#8221; 13 giugno 2009<br />
 <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AXOvM5Xng40&#038;fmt=18" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=AXOvM5Xng40&#038;fmt=18</a></p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6228/#comment-649</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:06:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quando o texto fala que tem que ter uma orientação política, voltada para a base, eu pensei exatamente nessas coisas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o texto fala que tem que ter uma orientação política, voltada para a base, eu pensei exatamente nessas coisas.</p>
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		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6228/#comment-648</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:04:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho visto esses artigos sobre futebol, bem legais, e ligando com o que vi no texto e o Rafael falou, eu tambem acho que essas mediações são desprezadas pela esquerda, que acha que vai levantar as massas só com teorias ou ideologia. Futebol de várzea, quermesse, escola de samba, festa, brechó de bairro, mutirão, tudo isso é forma de sociabilidade de base que aglutina pessoas. Todo vereador que quer votos sabe disso, e ficam que nem uns chupins encima dessas coisas. Qualquer político usa essas coisas para dominar. No fim, a gente vê como a esquerda é ingênua e despreza as melhores vias de acesso para chegar na população. Na universidade não é diferente, esporte, festas e outras coisas são meios importantes de sociabilização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho visto esses artigos sobre futebol, bem legais, e ligando com o que vi no texto e o Rafael falou, eu tambem acho que essas mediações são desprezadas pela esquerda, que acha que vai levantar as massas só com teorias ou ideologia. Futebol de várzea, quermesse, escola de samba, festa, brechó de bairro, mutirão, tudo isso é forma de sociabilidade de base que aglutina pessoas. Todo vereador que quer votos sabe disso, e ficam que nem uns chupins encima dessas coisas. Qualquer político usa essas coisas para dominar. No fim, a gente vê como a esquerda é ingênua e despreza as melhores vias de acesso para chegar na população. Na universidade não é diferente, esporte, festas e outras coisas são meios importantes de sociabilização.</p>
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		<title>
		Por: Rodolfo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6228/#comment-640</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodolfo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 14:55:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É uma vitória que o movimento tenha que ser reprimido e não possa ser cooptado, mas é uma derrota que ele possa ser reprimido, porque não possui bases mais amplas, como as de 2007. A adoção de bandeiras impopulares como ser contra a UNIVESP sem que se tenha bandeiras populares, como por exemplo, exigir que o colégio de Aplicação seja destinado aos trabalhadores mais carentes da USP, reforça esse quadro. Bandeiras descoladas do cotidiano de vida das pessoas reforçam o isolamento. 

A luta contra a tecnocracia tem que ser feita denunciando a ausência do elemento que a tecnocracia mais diz possuir: a competência. Daí que um texto do Dimenstein demonstrando a posição precária da USP no Saresp incomode tanto, ou a entrevista da socióloga do AçãoEducativa, colocando em panos claros incompetências várias na gestão educacional. 

A falta de projeto é evidente, mais do que isso: há uma explícita falta de preparo para o debate, por exemplo, no que diz respeito à UNIVESP, onde os lutadores pouco possuem para oferecer num debate. Sequer sabem quanto é investido por aluno da escola pública, quantos alunos possuem no estado, qual a clientela a ser atendida e outras séríssimas lacunas. Essa falta de projeto educacional alternativo é um grande buraco para os movimentos sociais no Brasil, também decorrente da falta de organicidade e maior união entre os elementos mais combativos. Há uma nítida falta de preocupação com a preservação da memória, com a criação de centros alternativos de informação, com a instrução e formação dos lutadores, com adaptar a linguagem, as reivindicações e a estética de forma que possa atingir públicos mais amplos. Ainda, se abandona um pensar estratégico sobre as coisas, e dadas formas de luta mais radicalizadas acabam sendo usadas a todo momento, sem preparo e embasamento maior, sem a criação de uma rede de apoio. Isso tudo trata por expor prematuramente as pessoas à repressão, dando resultados muito ruins para a continuidade das lutas. 

O mesmo se percebe no meio do professorado da rede pública onde, em meio a uma categoria majoritariamente feminina, conservadora e classe média/baixa consumista, existem grupos radicalizados absolutamente desconectados das bases, seja por suas formas de luta seja por suas reivindicações, estética, linguagem e trabalho organizativo cotidiano. Ainda por cima, surgem muito pouco instruídos e preparados, não tendo muita capacidade de enfrentar debates e obter vitórias, de se tornarem refer~encia, e acabam mais facilmente precipitados.

A grande questão é: que sentido faz lutar quando as borrachadas que tomamos da polícia são a realização do desejo de nossos próprios companheiros de trabalho? 

Deixo como exemplo o caso de um agente penitenciário sindicalista que tomou uma cabeçada de seu diretor e, após jorrado o sangue, toda a solidariedade que conseguiu de seus colegas de trabalho foi um abaixo-assinado..... a favor do diretor!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É uma vitória que o movimento tenha que ser reprimido e não possa ser cooptado, mas é uma derrota que ele possa ser reprimido, porque não possui bases mais amplas, como as de 2007. A adoção de bandeiras impopulares como ser contra a UNIVESP sem que se tenha bandeiras populares, como por exemplo, exigir que o colégio de Aplicação seja destinado aos trabalhadores mais carentes da USP, reforça esse quadro. Bandeiras descoladas do cotidiano de vida das pessoas reforçam o isolamento. </p>
<p>A luta contra a tecnocracia tem que ser feita denunciando a ausência do elemento que a tecnocracia mais diz possuir: a competência. Daí que um texto do Dimenstein demonstrando a posição precária da USP no Saresp incomode tanto, ou a entrevista da socióloga do AçãoEducativa, colocando em panos claros incompetências várias na gestão educacional. </p>
<p>A falta de projeto é evidente, mais do que isso: há uma explícita falta de preparo para o debate, por exemplo, no que diz respeito à UNIVESP, onde os lutadores pouco possuem para oferecer num debate. Sequer sabem quanto é investido por aluno da escola pública, quantos alunos possuem no estado, qual a clientela a ser atendida e outras séríssimas lacunas. Essa falta de projeto educacional alternativo é um grande buraco para os movimentos sociais no Brasil, também decorrente da falta de organicidade e maior união entre os elementos mais combativos. Há uma nítida falta de preocupação com a preservação da memória, com a criação de centros alternativos de informação, com a instrução e formação dos lutadores, com adaptar a linguagem, as reivindicações e a estética de forma que possa atingir públicos mais amplos. Ainda, se abandona um pensar estratégico sobre as coisas, e dadas formas de luta mais radicalizadas acabam sendo usadas a todo momento, sem preparo e embasamento maior, sem a criação de uma rede de apoio. Isso tudo trata por expor prematuramente as pessoas à repressão, dando resultados muito ruins para a continuidade das lutas. </p>
<p>O mesmo se percebe no meio do professorado da rede pública onde, em meio a uma categoria majoritariamente feminina, conservadora e classe média/baixa consumista, existem grupos radicalizados absolutamente desconectados das bases, seja por suas formas de luta seja por suas reivindicações, estética, linguagem e trabalho organizativo cotidiano. Ainda por cima, surgem muito pouco instruídos e preparados, não tendo muita capacidade de enfrentar debates e obter vitórias, de se tornarem refer~encia, e acabam mais facilmente precipitados.</p>
<p>A grande questão é: que sentido faz lutar quando as borrachadas que tomamos da polícia são a realização do desejo de nossos próprios companheiros de trabalho? </p>
<p>Deixo como exemplo o caso de um agente penitenciário sindicalista que tomou uma cabeçada de seu diretor e, após jorrado o sangue, toda a solidariedade que conseguiu de seus colegas de trabalho foi um abaixo-assinado&#8230;.. a favor do diretor!!!!</p>
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		<title>
		Por: Rafael		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6228/#comment-637</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 14:19:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Essa do futebol foi de quebrar! O pior é que é verdade - a direita usa mesmo essas coisas para cooptar. E burra a esquerda, que não usa. Os antigos movimentos eram mais espertos e usavam - times de futebol operários, piqueniques libertários, festas, saraus, associações de apoio mútuo, uma série de coisas que atuavam mesmo na vida imediata das pessoas, faziam as pessoas se organizarem e avançarem depois para outras lutas mais radicais. Acho que os grupos de extrema-esquerda ideologizaram demais e esqueceram como a consciência de fato se forma!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa do futebol foi de quebrar! O pior é que é verdade &#8211; a direita usa mesmo essas coisas para cooptar. E burra a esquerda, que não usa. Os antigos movimentos eram mais espertos e usavam &#8211; times de futebol operários, piqueniques libertários, festas, saraus, associações de apoio mútuo, uma série de coisas que atuavam mesmo na vida imediata das pessoas, faziam as pessoas se organizarem e avançarem depois para outras lutas mais radicais. Acho que os grupos de extrema-esquerda ideologizaram demais e esqueceram como a consciência de fato se forma!</p>
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