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	Comentários sobre: Autoritarismo liberal na USP	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Felipe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6345/#comment-675</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 17:57:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Achei muito interessante o texto. De certo, a figura dos macacos me lembra o Quintana, num poema curto, mas genial:

&quot;O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro&quot;.
Mário Quintana

O grande problema que vejo na posição desses macacos é o da maioria das pessoas que vivem hoje a ditadura da imagem, típica do pós-modernismo, que prega o fim da história e a celebração da imagem efêmera, fragmentada. O que estamos passando na USP, tanto nós (os subversivos da FFLCH, FE, ECA e alguns outros), quanto os muitos indiferentes (que também se encontram na FFLCH, FE, ECA, mas estão em peso na POLI, FEA e MED) é apenas a concretização dessa ditadura, pois todos os dias essa porra de Universidade de São Paulo nos reproduz os malditos discursos competentes, que temos de incorporar para nos formar. A questão é que achamos que estamos nessa merda apenas para termos uma medíocre nota no fim de cada semestre e mantermos uma média ponderada agradável aos nossos desejos insanos por conhecimento, sem ao menos pensarmos que esse conhecimento tem em vista instituir uma certa ideologia, a do discurso competente, como forma burocratizadora de formalizar e ajustar a sociedade, tendo no discurso científico o seu viés ilusório de liberdade de pensamento e de valorização do indivíduo, em detrimento do ser político-social, que se perde na barbárie civilizadora que está instaurada em nosso mundo.
 
O discurso dos macacos é extremamente formal e superficial, pois a forma sem conteúdo, ou o conteúdo pela forma são outros instrumentos de dominação, esvaziamento e de desumanização do projeto moderno (que agora esta em sua fase pós-moderna, embora alguns questionem se realmente já fomos MODERNOS). Eles falam em representação por números, mas não por idéias. O que queremos então? Uma Universidade com urnas, que não falam nem gesticulam? Abaixo assinados, para nossa “assinatura” nos representar diante de uma crise tão séria pela qual vem passando a universidade (que é apenas um reflexo da crise que a sociedade está passando).  As urnas e assinaturas são uma forma bem mais simples de se dominar as pessoas mesmo, pois elas são quietas e escondem a INDIFERENÇA de pessoas que pensam ser democráticas, quando essa democracia é um mito, que esconde o totalitarismo que a elite brasileira incorporou tão bem a partir da ideologia do direito político individual. 

Esse texto exemplifica muito bem essa “democracia do indivíduo”, tão paradoxal, já que quebra com a origem semântica da própria palavra democracia. A indiferença às reivindicações da coletividade é uma violência fascista, que é encoberta por essa falsa democracia que nos herdou. A despolitização é desumanização, e o pior analfabeto é com certeza, como já afirmava Brecht, o analfabeto político.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei muito interessante o texto. De certo, a figura dos macacos me lembra o Quintana, num poema curto, mas genial:</p>
<p>&#8220;O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro&#8221;.<br />
Mário Quintana</p>
<p>O grande problema que vejo na posição desses macacos é o da maioria das pessoas que vivem hoje a ditadura da imagem, típica do pós-modernismo, que prega o fim da história e a celebração da imagem efêmera, fragmentada. O que estamos passando na USP, tanto nós (os subversivos da FFLCH, FE, ECA e alguns outros), quanto os muitos indiferentes (que também se encontram na FFLCH, FE, ECA, mas estão em peso na POLI, FEA e MED) é apenas a concretização dessa ditadura, pois todos os dias essa porra de Universidade de São Paulo nos reproduz os malditos discursos competentes, que temos de incorporar para nos formar. A questão é que achamos que estamos nessa merda apenas para termos uma medíocre nota no fim de cada semestre e mantermos uma média ponderada agradável aos nossos desejos insanos por conhecimento, sem ao menos pensarmos que esse conhecimento tem em vista instituir uma certa ideologia, a do discurso competente, como forma burocratizadora de formalizar e ajustar a sociedade, tendo no discurso científico o seu viés ilusório de liberdade de pensamento e de valorização do indivíduo, em detrimento do ser político-social, que se perde na barbárie civilizadora que está instaurada em nosso mundo.</p>
<p>O discurso dos macacos é extremamente formal e superficial, pois a forma sem conteúdo, ou o conteúdo pela forma são outros instrumentos de dominação, esvaziamento e de desumanização do projeto moderno (que agora esta em sua fase pós-moderna, embora alguns questionem se realmente já fomos MODERNOS). Eles falam em representação por números, mas não por idéias. O que queremos então? Uma Universidade com urnas, que não falam nem gesticulam? Abaixo assinados, para nossa “assinatura” nos representar diante de uma crise tão séria pela qual vem passando a universidade (que é apenas um reflexo da crise que a sociedade está passando).  As urnas e assinaturas são uma forma bem mais simples de se dominar as pessoas mesmo, pois elas são quietas e escondem a INDIFERENÇA de pessoas que pensam ser democráticas, quando essa democracia é um mito, que esconde o totalitarismo que a elite brasileira incorporou tão bem a partir da ideologia do direito político individual. </p>
<p>Esse texto exemplifica muito bem essa “democracia do indivíduo”, tão paradoxal, já que quebra com a origem semântica da própria palavra democracia. A indiferença às reivindicações da coletividade é uma violência fascista, que é encoberta por essa falsa democracia que nos herdou. A despolitização é desumanização, e o pior analfabeto é com certeza, como já afirmava Brecht, o analfabeto político.</p>
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