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	Comentários sobre: Universidades paulistas (I): O contexto das recentes reformas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Renato2		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6570/#comment-1403</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renato2]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 09:02:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Comentando este colega e meu chara:

&quot;É por isso que são contra o PROUNI, contra a UNIVESP e não conseguem se mobilizar para que o colégio de aplicação da USP se destine aos trabalhadores mais carentes da faculdade ou se mobilizar para que a Universidade seja ocupada por quem não pode pagar cursos particulares.&quot;

Infelizmente, atualmente a distribuicao social das vagas universitarias e a mantenecao da qualidade de ensino nas mesmas e incompativel. O sistema de educao basica da populacao carente e muito fraco, a politica de insercao de alunos fracos nas universidades paulistas pode ser desatrosa pra qualidade do ensino estadual. 

PROUNI e UNIVESP sao so paleativas pra uma realidade aterradora de se combater: a catastrofica situacao do ensino fundamental publico gratuito. Independente da classe social, e dificil de acreditar que qualquer pessoa goste de pagar 30% do seu rendimento em imposto e nao ter direito a educacao gratuita pro seu filho. Voce gosta?

Temos de cuidar pra que tenhamos sempre universidades de qualidade em SP, esse e um dos nosso maires valores. Vamos comecar entao a cuidar do ensino fundamental publico paulista!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comentando este colega e meu chara:</p>
<p>&#8220;É por isso que são contra o PROUNI, contra a UNIVESP e não conseguem se mobilizar para que o colégio de aplicação da USP se destine aos trabalhadores mais carentes da faculdade ou se mobilizar para que a Universidade seja ocupada por quem não pode pagar cursos particulares.&#8221;</p>
<p>Infelizmente, atualmente a distribuicao social das vagas universitarias e a mantenecao da qualidade de ensino nas mesmas e incompativel. O sistema de educao basica da populacao carente e muito fraco, a politica de insercao de alunos fracos nas universidades paulistas pode ser desatrosa pra qualidade do ensino estadual. </p>
<p>PROUNI e UNIVESP sao so paleativas pra uma realidade aterradora de se combater: a catastrofica situacao do ensino fundamental publico gratuito. Independente da classe social, e dificil de acreditar que qualquer pessoa goste de pagar 30% do seu rendimento em imposto e nao ter direito a educacao gratuita pro seu filho. Voce gosta?</p>
<p>Temos de cuidar pra que tenhamos sempre universidades de qualidade em SP, esse e um dos nosso maires valores. Vamos comecar entao a cuidar do ensino fundamental publico paulista!</p>
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		<title>
		Por: Renato		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6570/#comment-1401</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 08:52:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto em questao aborda de maneira mais que correta a necessidade de garantir a qualidade das universidades paulista, umas das poucas com estrutura e preparacao pra liderar uma vanguarda nacional. 

Porem, como Alumni das USP e pos graduando de universidades americanas e alemas, tenho de reafirmar que existe uma clara necessidade de reformulacao do sistema de pesquisa/ensino nas universidades paulistas. Nossas universidades estaduais nao estao cumprindo um papel importantissimo pro desenvolvimento nacional, que e o de gerar riquesas, principalmente atraves das ciencias tecnologicas. Alem da excelente ciencia basica, precisamos estabelecer centros de pesquisa aplicada. Isso traz, nao somente, mais financiamento pro estado e pra universidade, como tambem o mais importante: empregos para doutores. Nao e engracado pra mim, ter de desenvolver microchips pra Europa, enquanto nosso pais esta 50 anos atrasado nesta tecnologia. Muito menos engracado e comprar um computador ou um simples memory stick por precos fora da realidade nacional. Precisamos sim de transferencia de tecnologia pras empresas. O MIT recolhe 30 bilhoes de dolares por ano com patentes geradas na universidade.

De qualquer maneira, o direcionamento da ciencia ja esta tomada pela agencia de financiamento da FAPESP. Tente arrumar uma bolsa pra estudar sociologia no exterior e voce vai perceber as novas prioridades.

O Estado de Sao Paulo e o unico capaz de se organizar num Brasil tao diverso e corrupto, porem espero que isso possa ser feito com intencoes nao so boas, como eficientes tambem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto em questao aborda de maneira mais que correta a necessidade de garantir a qualidade das universidades paulista, umas das poucas com estrutura e preparacao pra liderar uma vanguarda nacional. </p>
<p>Porem, como Alumni das USP e pos graduando de universidades americanas e alemas, tenho de reafirmar que existe uma clara necessidade de reformulacao do sistema de pesquisa/ensino nas universidades paulistas. Nossas universidades estaduais nao estao cumprindo um papel importantissimo pro desenvolvimento nacional, que e o de gerar riquesas, principalmente atraves das ciencias tecnologicas. Alem da excelente ciencia basica, precisamos estabelecer centros de pesquisa aplicada. Isso traz, nao somente, mais financiamento pro estado e pra universidade, como tambem o mais importante: empregos para doutores. Nao e engracado pra mim, ter de desenvolver microchips pra Europa, enquanto nosso pais esta 50 anos atrasado nesta tecnologia. Muito menos engracado e comprar um computador ou um simples memory stick por precos fora da realidade nacional. Precisamos sim de transferencia de tecnologia pras empresas. O MIT recolhe 30 bilhoes de dolares por ano com patentes geradas na universidade.</p>
<p>De qualquer maneira, o direcionamento da ciencia ja esta tomada pela agencia de financiamento da FAPESP. Tente arrumar uma bolsa pra estudar sociologia no exterior e voce vai perceber as novas prioridades.</p>
<p>O Estado de Sao Paulo e o unico capaz de se organizar num Brasil tao diverso e corrupto, porem espero que isso possa ser feito com intencoes nao so boas, como eficientes tambem.</p>
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		<title>
		Por: Renato		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/06/6570/#comment-687</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renato]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 20:01:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sei como continuará a sequência dos textos, mas me incomoda muito a velha perspectiva de defesa da universidade tal qual ela está ai. Tanto as lutas na UNESP como o movimento da USP de 2007, dentre outras coisas, mostrou que gestores internos, os setores conservadores que hoje são contra a greve e são contra uma perspectiva popular de universidade, souberam muito bem utilizar os setores radicalizados da universidade para a defesa de seus interesses. Traduzindo: o fim da autonomia universitária pretendida por Serra ia contra o interesse de muitos diretores e chefias internas e foi por isso que a luta de 2007 desfrutou de muito mais apoio que a atual. Os setores combativos fizeram o trabalho duro de enfrentamento do governo que essa gente não ia fazer. Defederam gestores internos, recheados de privilégios e de poder.

É importante lembrar que a construção de uma universidade inclusiva e popular passa pela luta contra dois inimigos: o governo, hegemonizado por interesses empresariais e clientelistas, e a burocracia interna da universidade, altamente autocrática e recheada de mordomias e privilégios. Sendo direto, não me empolgo com quem luta contra o governador mas se submete à exploração de trabalho gratuito efetuada por professores locais, com quem se ressente de que seja criada a Univesp e não se mobiliza contra as punições a alunos e expulsão de professores, com quem se ressente de ver a policia na USP mas não se importa com a exoneração do Brandão, assim como, não vejo com bons olhos quem fala de escola pública de qualidade e não se mobiliza pelos professores exonerados e processados. Há algo errado nisso tudo e trata-se da defesa da universidade com a estrutura autocrática que ela possui. Se existe um movimento minimamente organizado hoje e que pode lutar contra o governo trata-se do movimento que foi forjado nas lutas internas contra a burocracia universitária, na defesa de alunas grávidas, de alunos pobres, na defesa de negros, homossexuais, de estudantes oprimidos e explorados na universidade. Como é possível haver tanto discurso contra a UNIVESP e o PROUNI e não haver luta contra a exploração de trabalho precário, os terceirizados, dentro da própria universidade? 

A simples bandeira de defesa da universidade e de sua autonomia traz em si a defesa de toda a estrutura de opressão e exploração que essa mesma universidade comporta. É um caminho perigoso onde se pretende enlear os setores explorados da universidade na defesa dos gestores internos. Há toda uma burocracia interna que não pretender ser controlada pelo governo e tão pouco pretende que a universidade sirva aos interesses populares. Uma boa parte do movimento atual segue na linha de defesa dessa burocracia. É por isso que são contra o PROUNI, contra a UNIVESP e não conseguem se mobilizar para que o colégio de aplicação da USP se destine aos trabalhadores mais carentes da faculdade ou se mobilizar para que a Universidade seja ocupada por quem não pode pagar cursos particulares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei como continuará a sequência dos textos, mas me incomoda muito a velha perspectiva de defesa da universidade tal qual ela está ai. Tanto as lutas na UNESP como o movimento da USP de 2007, dentre outras coisas, mostrou que gestores internos, os setores conservadores que hoje são contra a greve e são contra uma perspectiva popular de universidade, souberam muito bem utilizar os setores radicalizados da universidade para a defesa de seus interesses. Traduzindo: o fim da autonomia universitária pretendida por Serra ia contra o interesse de muitos diretores e chefias internas e foi por isso que a luta de 2007 desfrutou de muito mais apoio que a atual. Os setores combativos fizeram o trabalho duro de enfrentamento do governo que essa gente não ia fazer. Defederam gestores internos, recheados de privilégios e de poder.</p>
<p>É importante lembrar que a construção de uma universidade inclusiva e popular passa pela luta contra dois inimigos: o governo, hegemonizado por interesses empresariais e clientelistas, e a burocracia interna da universidade, altamente autocrática e recheada de mordomias e privilégios. Sendo direto, não me empolgo com quem luta contra o governador mas se submete à exploração de trabalho gratuito efetuada por professores locais, com quem se ressente de que seja criada a Univesp e não se mobiliza contra as punições a alunos e expulsão de professores, com quem se ressente de ver a policia na USP mas não se importa com a exoneração do Brandão, assim como, não vejo com bons olhos quem fala de escola pública de qualidade e não se mobiliza pelos professores exonerados e processados. Há algo errado nisso tudo e trata-se da defesa da universidade com a estrutura autocrática que ela possui. Se existe um movimento minimamente organizado hoje e que pode lutar contra o governo trata-se do movimento que foi forjado nas lutas internas contra a burocracia universitária, na defesa de alunas grávidas, de alunos pobres, na defesa de negros, homossexuais, de estudantes oprimidos e explorados na universidade. Como é possível haver tanto discurso contra a UNIVESP e o PROUNI e não haver luta contra a exploração de trabalho precário, os terceirizados, dentro da própria universidade? </p>
<p>A simples bandeira de defesa da universidade e de sua autonomia traz em si a defesa de toda a estrutura de opressão e exploração que essa mesma universidade comporta. É um caminho perigoso onde se pretende enlear os setores explorados da universidade na defesa dos gestores internos. Há toda uma burocracia interna que não pretender ser controlada pelo governo e tão pouco pretende que a universidade sirva aos interesses populares. Uma boa parte do movimento atual segue na linha de defesa dessa burocracia. É por isso que são contra o PROUNI, contra a UNIVESP e não conseguem se mobilizar para que o colégio de aplicação da USP se destine aos trabalhadores mais carentes da faculdade ou se mobilizar para que a Universidade seja ocupada por quem não pode pagar cursos particulares.</p>
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