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	Comentários sobre: Gripe Capitalista &#8211; Operação Pandemia	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Henrique Botelho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/08/9382/#comment-1268</link>

		<dc:creator><![CDATA[Henrique Botelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 21:59:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nem de propósito o British Medical Journal vem por em causa o uso do Tamiflu em crianças segundo o principio do risco-benefício: http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/339/aug10_1/b3172

As pandemias combatem-se essencialmente com medidas de saúde pública - regras de vida social, protecção individual e colectiva, regras de etiqueta que devem ser cumpridas, medidas de contenção, vigilãncia e tratamento das complicações. E com vacinas, é claro. Quando tal é possível.

É sabido que os antivirais estão muito longe de serem satisfatoriamente efectivos.

Os adeptos da teoria da conspiração devem estar contentes com este revés do Rumsfeld. Qual será a maquinação que se seguirá ?
 Como se pode verificar a comunidade científica vai funcionando e fazendo a sua regulação. Quanto mais não seja porque os vários centros de investigação vivem em permanente disputa pela descoberta da última verdade antes de todos os outros. ... sem inocência sobre as razões profundas dos seus gestores.

Henrique Botelho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem de propósito o British Medical Journal vem por em causa o uso do Tamiflu em crianças segundo o principio do risco-benefício: <a href="http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/339/aug10_1/b3172" rel="nofollow ugc">http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/339/aug10_1/b3172</a></p>
<p>As pandemias combatem-se essencialmente com medidas de saúde pública &#8211; regras de vida social, protecção individual e colectiva, regras de etiqueta que devem ser cumpridas, medidas de contenção, vigilãncia e tratamento das complicações. E com vacinas, é claro. Quando tal é possível.</p>
<p>É sabido que os antivirais estão muito longe de serem satisfatoriamente efectivos.</p>
<p>Os adeptos da teoria da conspiração devem estar contentes com este revés do Rumsfeld. Qual será a maquinação que se seguirá ?<br />
 Como se pode verificar a comunidade científica vai funcionando e fazendo a sua regulação. Quanto mais não seja porque os vários centros de investigação vivem em permanente disputa pela descoberta da última verdade antes de todos os outros. &#8230; sem inocência sobre as razões profundas dos seus gestores.</p>
<p>Henrique Botelho</p>
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		Por: Henrique Botelho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/08/9382/#comment-1257</link>

		<dc:creator><![CDATA[Henrique Botelho]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 02:10:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Penso que este vídeo é duma enorme irresponsabilidade.
Faz-me saltar á memória a quadra do Aleixo &quot;P&#039;ra mentira ser segura ...&quot;
  
Mistura factos e algumas verdades com mentiras, incompetência e leviandade, tudo muito bem misturado segundo uma &quot;teoria da conspiração&quot; que, supostamente, tudo explica. É o princípio, segundo o qual, para todos os males do mundo há sempre um culpado,. Ou seja, a posição que não aceita o acidente, o casual e, principalmente, as próprios mecanismos e leis da natureza.
  
A Gripe Aviária (H5N1) foi (é) um facto. O que as autoridades sanitárias sempre disseram é que se o vírus adquirisse a capacidade para se transmitir humano a humano teríamos uma das maiores calamidades públicas da história da humanidade. Não esquecer que 60% dos infectados pelo H5N1 morreram. Felizmente este vírus nunca adquiriu a capacidade de mutação que permitisse essa transmissão.
  
O H1N1, por outro lado, possui uma capacidade de contágio muito grande. Não há memória de em apenas 4 meses, um vírus identificado num determinado país, já se ter alastrado a quase todo o mundo (evidentemente que a circulação de pessoas hoje não é comparável à primeira metade do séc XX).
  
Por outro lado os vírus possuem capacidade mutagénica considerável (veja-se o vírus da SIDA) e também a possibilidade de se recombinarem. Uma recombinação da letalidade do H5N1 com a contagiosidade do H1N1 seria qualquer coisa que nem é bom pensar.
  
Vamos agora ao papel da Indústria Farmcêutica. Como qq empresa, numa economia de mercado e globalizada (capitalista, pois claro), orienta-se para esse mesmo mercado numa lógica de credibilidade, crescimento, afirmação e claro ... LUCRO porque essa é a sua razão de existir e o mecanismo que tudo &quot;regula&quot;.
  
O Tamiflú (Oseltamivir) é um dos vários anti-víricos que possuímos com especificidade para os vírus A e B da gripe (Influenza). São medicamentos pouco utilizados. A gripe é na sua esmagadora maioria de apresentações (sazonal) uma doença benigna. Por outro lado o medicamento só é eficaz nas primeiras 48-72 horas de doença.
 
Perante uma pandemia, e na perspectiva dela ser devastadora (como era legítimo equacionar com o H5N1), que governo deixará de se obrigar a providenciar as suas reservas perante um medicamento que possui alguma actividade específica contra o vírus ?
  
As reservas de Tamiflú que Portugal possui foram adquiridas para a possível pandemia do H5N1 e estão agora a ser usadas, principalmente para fazer prevenção secundária, nos conviventes com doentes infectados.
 
 Não vale a pena diabolizar a indústria farmacêutica. É como outra qualquer indústria. Capaz de fazer coisas fantásticas como os antidiabéticos e os imuno-supressores que mantêm vivos e com boa qualidade de vida milhares, milhões de pessoas. Coisas impensáveis poucos anos atrás.
  
Os maiores avanços da medicina, com consequências no aumento da esperança de vida e número de anos activos e sem doença deve-se à investigação científica desenvolvida em torno desta Indústia.

A medicina, hoje em dia depende cada vez mais da bio-química, da biologia molecular, da física, etc, etc. O resto é a capacidade de integrar o imponderável, a incerteza, a dúvida, ... a complexidade dos seres nas suas próprias imperfeições, finitude e relação com o meio. É aqui que ainda sobre o espaço para a tal Arte Médica (que os facultativos que se encontram para trás da 2ª guerra mundial cultivavam quase exclusivamente - e tão pouco efectivos eram na capacidade de curar ou prolongar a vida com qualidade. Eram essencialmente cuidadores e placebos.
  
Voltando ao princípio. Estamos perante uma Pandemia causado por um vírus. Basta isto para nos obrigarmos a ser cautelosos, exigir toda a informação científica e técnica para podermos lidar com o perigo e exigir dos governos que cumpram as orientações das autoridades de saúde mundiais - OMS.
  
Esta é a única posição de ESQUERDA aceitável. O resto é irresponsabilidade e folclore.
Se os Rumsfelds deste mundo ganham com a &quot;brincadeira&quot; mais um biliões ... é a vida ... a inevitabilidade das sociedades capitalistas. Se alguém tem de ganhar, financeiramente falando, quem haveria de ser ?
 Mas funcionar em reacção primária a esta inevitabilidade é algo pode ter consequências piores do que os maiores crimes das ditaduras dos séc. XX.
 
A esquerda dos preconceitos, ... não é esquerda. É reaccionarice do pior.
Esquerda é verdade, é competência, é rigor e é saber.
 A revolução, nas suas múltiplas concepções e leituras, como fenómeno evolutivo da sociedade no sentido da Justiça e da Igualdade só pode ser entendida como a vitória do Conhecimento e da Razão. 
... é de ABC que falamos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que este vídeo é duma enorme irresponsabilidade.<br />
Faz-me saltar á memória a quadra do Aleixo &#8220;P&#8217;ra mentira ser segura &#8230;&#8221;</p>
<p>Mistura factos e algumas verdades com mentiras, incompetência e leviandade, tudo muito bem misturado segundo uma &#8220;teoria da conspiração&#8221; que, supostamente, tudo explica. É o princípio, segundo o qual, para todos os males do mundo há sempre um culpado,. Ou seja, a posição que não aceita o acidente, o casual e, principalmente, as próprios mecanismos e leis da natureza.</p>
<p>A Gripe Aviária (H5N1) foi (é) um facto. O que as autoridades sanitárias sempre disseram é que se o vírus adquirisse a capacidade para se transmitir humano a humano teríamos uma das maiores calamidades públicas da história da humanidade. Não esquecer que 60% dos infectados pelo H5N1 morreram. Felizmente este vírus nunca adquiriu a capacidade de mutação que permitisse essa transmissão.</p>
<p>O H1N1, por outro lado, possui uma capacidade de contágio muito grande. Não há memória de em apenas 4 meses, um vírus identificado num determinado país, já se ter alastrado a quase todo o mundo (evidentemente que a circulação de pessoas hoje não é comparável à primeira metade do séc XX).</p>
<p>Por outro lado os vírus possuem capacidade mutagénica considerável (veja-se o vírus da SIDA) e também a possibilidade de se recombinarem. Uma recombinação da letalidade do H5N1 com a contagiosidade do H1N1 seria qualquer coisa que nem é bom pensar.</p>
<p>Vamos agora ao papel da Indústria Farmcêutica. Como qq empresa, numa economia de mercado e globalizada (capitalista, pois claro), orienta-se para esse mesmo mercado numa lógica de credibilidade, crescimento, afirmação e claro &#8230; LUCRO porque essa é a sua razão de existir e o mecanismo que tudo &#8220;regula&#8221;.</p>
<p>O Tamiflú (Oseltamivir) é um dos vários anti-víricos que possuímos com especificidade para os vírus A e B da gripe (Influenza). São medicamentos pouco utilizados. A gripe é na sua esmagadora maioria de apresentações (sazonal) uma doença benigna. Por outro lado o medicamento só é eficaz nas primeiras 48-72 horas de doença.</p>
<p>Perante uma pandemia, e na perspectiva dela ser devastadora (como era legítimo equacionar com o H5N1), que governo deixará de se obrigar a providenciar as suas reservas perante um medicamento que possui alguma actividade específica contra o vírus ?</p>
<p>As reservas de Tamiflú que Portugal possui foram adquiridas para a possível pandemia do H5N1 e estão agora a ser usadas, principalmente para fazer prevenção secundária, nos conviventes com doentes infectados.</p>
<p> Não vale a pena diabolizar a indústria farmacêutica. É como outra qualquer indústria. Capaz de fazer coisas fantásticas como os antidiabéticos e os imuno-supressores que mantêm vivos e com boa qualidade de vida milhares, milhões de pessoas. Coisas impensáveis poucos anos atrás.</p>
<p>Os maiores avanços da medicina, com consequências no aumento da esperança de vida e número de anos activos e sem doença deve-se à investigação científica desenvolvida em torno desta Indústia.</p>
<p>A medicina, hoje em dia depende cada vez mais da bio-química, da biologia molecular, da física, etc, etc. O resto é a capacidade de integrar o imponderável, a incerteza, a dúvida, &#8230; a complexidade dos seres nas suas próprias imperfeições, finitude e relação com o meio. É aqui que ainda sobre o espaço para a tal Arte Médica (que os facultativos que se encontram para trás da 2ª guerra mundial cultivavam quase exclusivamente &#8211; e tão pouco efectivos eram na capacidade de curar ou prolongar a vida com qualidade. Eram essencialmente cuidadores e placebos.</p>
<p>Voltando ao princípio. Estamos perante uma Pandemia causado por um vírus. Basta isto para nos obrigarmos a ser cautelosos, exigir toda a informação científica e técnica para podermos lidar com o perigo e exigir dos governos que cumpram as orientações das autoridades de saúde mundiais &#8211; OMS.</p>
<p>Esta é a única posição de ESQUERDA aceitável. O resto é irresponsabilidade e folclore.<br />
Se os Rumsfelds deste mundo ganham com a &#8220;brincadeira&#8221; mais um biliões &#8230; é a vida &#8230; a inevitabilidade das sociedades capitalistas. Se alguém tem de ganhar, financeiramente falando, quem haveria de ser ?<br />
 Mas funcionar em reacção primária a esta inevitabilidade é algo pode ter consequências piores do que os maiores crimes das ditaduras dos séc. XX.</p>
<p>A esquerda dos preconceitos, &#8230; não é esquerda. É reaccionarice do pior.<br />
Esquerda é verdade, é competência, é rigor e é saber.<br />
 A revolução, nas suas múltiplas concepções e leituras, como fenómeno evolutivo da sociedade no sentido da Justiça e da Igualdade só pode ser entendida como a vitória do Conhecimento e da Razão.<br />
&#8230; é de ABC que falamos.</p>
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