<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: O Anarquismo de Proudhon a Malatesta (2ª parte)	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2009/10/13563/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2009/10/13563/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Tue, 27 Oct 2009 12:11:12 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Manuel Baptista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/10/13563/#comment-6044</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel Baptista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 21:58:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=13563#comment-6044</guid>

					<description><![CDATA[Queria saudar o Alexandre Samis.

Penso também que este escrito tem algumas imprecisões num ponto preciso, das polémica entre Malatesta e o grupo Dielo Truda.
O ponto importante para mim, é que esta polémica não deixa de ser fraterna (mesmo se os émulos de um e outro lado extremaram - posteriormente - os termos do debate).
A questão central da responsabilidade colectiva versus responsabilidade individual é que dividia verdadeiradmente Malatesta e os Plateformistas. Malatesta não queria aceitar que um grupo anarquista tivesse responsabilidade colectiva, ou seja, que o grupo assumisse uma quota-parte de responsabilidade sobre o desempenho, o comportamento, o cumprimento do mandato atribuído a cada um dos membros. Achava que cada pessoa tinha uma quota parte de responsabilidade e que esta não se podia transferir, de modo nenhum, para o grupo. 
Mackno respondeu às críticas de um modo esclarecedor, dando a entender quea responsabilidade individual e colectiva não eram antinómicas.
Quanto à questão do federalismo, o Alexandre sabe que não se pode afirmar que os Plateformistas eram «contra»: apenas os plateformistas (no passado e actualmente) preferem uma federação não agrupada por grupos afinitários. Isso, a federação de grupos afinitários, é típico de uma visão sintetista, da organização, como a FAI por exemplo, em que não existe uma unidade - diferente de centralização- de táctica e estratégia.
Os plateformistas são a favor de uma organização federalista e praticam-na em todas as federações plateformistas das quais tenho conhecimento. Não têm um conceito sintetista do que seja o federalismo.
Como elemento de reflexão acessório, mas não dispiciendo, gostava de vincar as circunstâncias difíceis em que Malatesta se correspondia com os restantes anarquistas. Ele estava confinado em prisão domiciliária. Sua companheira tinha que dar a conhecer esta correspondência às autoridades fascistas italianas, para a correspondência poder seguir. Não havia portanto uma atmosfera que favorecesse o debate livre de ideias. Mesmo sendo todos os participantes nos debates, homens e mulheres de grandes qualidades morais, espíritos livres, para lá de todas as prisões e repressões, o facto é que as circunstâncias não ajudavam a esclarecer os equívocos.
É preciso compreender as circunstâncias que rodeavam a polémica: por isso eu digo que a polémica foi empolada por sucessores de uma e outra «escola»; que, verdadeiramente, a diferença entre Malatesta e Mackno, não era enorme; havia desacordo nalguns pontos. Mas, se as circunstâncias tivessem sido mais propícias, eles teriam colaborado e teriam acabado por participar na construção duma federação internacional dos comunistas libertários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queria saudar o Alexandre Samis.</p>
<p>Penso também que este escrito tem algumas imprecisões num ponto preciso, das polémica entre Malatesta e o grupo Dielo Truda.<br />
O ponto importante para mim, é que esta polémica não deixa de ser fraterna (mesmo se os émulos de um e outro lado extremaram &#8211; posteriormente &#8211; os termos do debate).<br />
A questão central da responsabilidade colectiva versus responsabilidade individual é que dividia verdadeiradmente Malatesta e os Plateformistas. Malatesta não queria aceitar que um grupo anarquista tivesse responsabilidade colectiva, ou seja, que o grupo assumisse uma quota-parte de responsabilidade sobre o desempenho, o comportamento, o cumprimento do mandato atribuído a cada um dos membros. Achava que cada pessoa tinha uma quota parte de responsabilidade e que esta não se podia transferir, de modo nenhum, para o grupo.<br />
Mackno respondeu às críticas de um modo esclarecedor, dando a entender quea responsabilidade individual e colectiva não eram antinómicas.<br />
Quanto à questão do federalismo, o Alexandre sabe que não se pode afirmar que os Plateformistas eram «contra»: apenas os plateformistas (no passado e actualmente) preferem uma federação não agrupada por grupos afinitários. Isso, a federação de grupos afinitários, é típico de uma visão sintetista, da organização, como a FAI por exemplo, em que não existe uma unidade &#8211; diferente de centralização- de táctica e estratégia.<br />
Os plateformistas são a favor de uma organização federalista e praticam-na em todas as federações plateformistas das quais tenho conhecimento. Não têm um conceito sintetista do que seja o federalismo.<br />
Como elemento de reflexão acessório, mas não dispiciendo, gostava de vincar as circunstâncias difíceis em que Malatesta se correspondia com os restantes anarquistas. Ele estava confinado em prisão domiciliária. Sua companheira tinha que dar a conhecer esta correspondência às autoridades fascistas italianas, para a correspondência poder seguir. Não havia portanto uma atmosfera que favorecesse o debate livre de ideias. Mesmo sendo todos os participantes nos debates, homens e mulheres de grandes qualidades morais, espíritos livres, para lá de todas as prisões e repressões, o facto é que as circunstâncias não ajudavam a esclarecer os equívocos.<br />
É preciso compreender as circunstâncias que rodeavam a polémica: por isso eu digo que a polémica foi empolada por sucessores de uma e outra «escola»; que, verdadeiramente, a diferença entre Malatesta e Mackno, não era enorme; havia desacordo nalguns pontos. Mas, se as circunstâncias tivessem sido mais propícias, eles teriam colaborado e teriam acabado por participar na construção duma federação internacional dos comunistas libertários.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
