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	Comentários sobre: Vigília em solidariedade a Cesare Battisti	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Diego Rabelo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/11/15490/#comment-11170</link>

		<dc:creator><![CDATA[Diego Rabelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 01:46:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por favor, gostaria de um e-mail de alguém do comitê Cesare para trocar informações.

Sou do DCE da UFBa e aqui tiramos a defesa da não extradição de Battisti.

Estou tentando há muito tempo contato com algém e não obtenho retorno.

Desde já agradeço.

Eis aqui uma entidade disposta em meio a tanta dispesão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, gostaria de um e-mail de alguém do comitê Cesare para trocar informações.</p>
<p>Sou do DCE da UFBa e aqui tiramos a defesa da não extradição de Battisti.</p>
<p>Estou tentando há muito tempo contato com algém e não obtenho retorno.</p>
<p>Desde já agradeço.</p>
<p>Eis aqui uma entidade disposta em meio a tanta dispesão.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maxwell Teixeira - Fortaleza/Ce		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/11/15490/#comment-7436</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maxwell Teixeira - Fortaleza/Ce]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 21:32:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O que há de fato: desmobilização preguiçosa dos movimentos sociais em relação ao processo de Cesare Battisti ou &quot;fé cega/certeza ingênua&quot; na/da não extradição do camarada pelo governo lula? Talvez ambas estejam presentes em nossos (mínimos a máximos) esforços, pois são faces do sistema de passividade imposta que dá fôlego às ações do inimigo de classe burguês.

Admiro sinceramente Cesare pela sua constatação de que sua salvação está nas mãos dos movimentos sociais. O que parece ser obviedade ou um arroubo de desespero misturado com esperança, na realidade revela, no mínimo, nas entrelinhas, um instinto (talvez fruto de tanto calejamento e sofrimento) de que apenas a luta autônoma pode nos libertar... inclusive  de nossas velhas roupas (dogmatizações) coloridas e de nossa, em geral, letargia e indiferença em relação à nossa própria situação de miséria cotidiana e não apenas à criminalização do resistente Cesare e dos demais resistentes.

Creio que precisamos lutar para que fiquem mais claras e evidentes para todos nós, escolhidos e &quot;escolhiveís&quot; como vítimas pela máquina capitalista de criminalização seletiva e ostensiva, duas questões fundamentais:

Primeiro, não podemos ter ilusão de que o Governo Lula, numa hipotética  situação de autonomia revolucionária da classe proletária, vacilaria em firmar um compromisso histórico com as forças mais obscuras do sistema estatal-mercantil para esmagar tal autonomia. Ou somos ainda tão ingênuos em pensar que esse governo não cumpriria, se fosse o caso concreto, o mesmo (ou pior) papel que o PCI cumpriu durante o chamado &quot;maio italiano&quot; (de fins dos anos 60 aos dos 70) para corroborar com o incremento e reforço do Estado de Exceção permanente característico das democracias contemporâneas? Dai, Lula poderá, sim, extraditar Cesare, o que não seria (ou seria apenas aparentemente, dada a força da ideologia do espetáculo de esquerda) uma traição ao seu passado, ao contrário do que é bem comum se pensar!

Por que haveria de ser surpresa uma atitude &quot;traidora&quot; do governo Lula? Lamento se ferir os brios do mais otimista ou de alguém recalcitrante e nostálgico do &quot;antigo&quot; sindicalismo de base cutista, tão vigoroso nos anos 70 (finais) e 80, mas gostaria de lembrar que não houve nesse período uma forte autonomia operária para que os partidos tradicionais de esquerda e sindicatos colocassem suas &quot;mangas opressoras de fora&quot;. Abstracionismo teórico? Talvez. Mas... talvez! Afinal, desde a revolução russa, as representações proletárias autonomizaram-se  (verticalmente, para cima) em relação às autonomias proletárias. Então, há lições históricas que não são meras invenções mentais e que não podem ser esquecidas.

Resistindo democraticamente contra uma ditadura militar muito bem estabelecida e com gérmens mal desenvolvidos (e logo desaparecidos) de autonomia operária nas fábricas do ABCD paulista (principalmente, à época!) esse sindicalismo de base pôde manter um esteticismo revolucionário e &quot;socialista&quot;, preparando passo a passo (pela fundação e desenvolvimento de PT, CUT, etc) seu controle quase absoluto dos ânimos e atitudes dos movimentos sociais que se seguiram. Para um pacto de governabilidade de esquerda, fundamental é a sedação dos movimentos sociais e principalmente o impedimento de uma luta de classe.

Somos, quase todas e todos, frutos desse processo em grande medida arquitetado e gerido por competentes especialistas de esquerda, e, inclusive, dai se explica, em boa parte, nossa angustiante passividade.

Então, consequentemente, há uma segunda questão fundamental e que tem a ver com o presente e o futuro. A mobilização, seu viés a ser afirmado...

Frente ampla ou frente única foram os meios ou fórmulas de ação que pude ouvir no debate de 24/11. Que venham ou que se façam, afinal, devemos efetivamente alcançar a vitória concreta: a liberdade de Cesare. Quanto mais pessoas se somarem para alcançar isso, melhor, além de que se amplia o alcançe do debate, o que não significa necessariamente aprofundá-lo e vivificá-lo. E esse, é, na minha ótica, o desafio. E assim é porque se trata de uma questão prática, que deveria trazer resultados para além da fundamental (!!) liberdade de Cesare: a discussão ou rediscussão de nossos caminhos, dificuldades e, principalmente, de nossas identidades, junto a passos qualitativamente diferentes e firmes. Porque, é mais do que previsível, é praticamente certo que haverá tentativas de  captura, recuperação, enquadramento do resultado dos nossos esforços, qualquer que seja esse resultado, em benefício do consenso fabricado da governabilidade de mercado, das superposições de vanguarda, enfim, das tradições estatistas dessa esquerda do capital.

Não que isso tudo possa ser evitado, é claro! Não podemos evitar e nem devemos fazer disso cavalo de batalha ou espaço de disputa política no terreno de especialidades do inimigo. Pois podemos optar por não nos diluir praticamente no espetáculo. E continuar a construir nossa luta de classe, AUTÔNOMA. Gostei muito da seguinte afirmação no artigo acima: &quot;(...) em vez de perplexos, ficamos mais animados, porque vemos que muita coisa podemos fazer com as nossas forças&quot;. Opa, isso me dá a esperança de que muita coisa já não poderá ser (tragicamente ou falseadamente) como antes.

Ficam aqui os meus questionamentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que há de fato: desmobilização preguiçosa dos movimentos sociais em relação ao processo de Cesare Battisti ou &#8220;fé cega/certeza ingênua&#8221; na/da não extradição do camarada pelo governo lula? Talvez ambas estejam presentes em nossos (mínimos a máximos) esforços, pois são faces do sistema de passividade imposta que dá fôlego às ações do inimigo de classe burguês.</p>
<p>Admiro sinceramente Cesare pela sua constatação de que sua salvação está nas mãos dos movimentos sociais. O que parece ser obviedade ou um arroubo de desespero misturado com esperança, na realidade revela, no mínimo, nas entrelinhas, um instinto (talvez fruto de tanto calejamento e sofrimento) de que apenas a luta autônoma pode nos libertar&#8230; inclusive  de nossas velhas roupas (dogmatizações) coloridas e de nossa, em geral, letargia e indiferença em relação à nossa própria situação de miséria cotidiana e não apenas à criminalização do resistente Cesare e dos demais resistentes.</p>
<p>Creio que precisamos lutar para que fiquem mais claras e evidentes para todos nós, escolhidos e &#8220;escolhiveís&#8221; como vítimas pela máquina capitalista de criminalização seletiva e ostensiva, duas questões fundamentais:</p>
<p>Primeiro, não podemos ter ilusão de que o Governo Lula, numa hipotética  situação de autonomia revolucionária da classe proletária, vacilaria em firmar um compromisso histórico com as forças mais obscuras do sistema estatal-mercantil para esmagar tal autonomia. Ou somos ainda tão ingênuos em pensar que esse governo não cumpriria, se fosse o caso concreto, o mesmo (ou pior) papel que o PCI cumpriu durante o chamado &#8220;maio italiano&#8221; (de fins dos anos 60 aos dos 70) para corroborar com o incremento e reforço do Estado de Exceção permanente característico das democracias contemporâneas? Dai, Lula poderá, sim, extraditar Cesare, o que não seria (ou seria apenas aparentemente, dada a força da ideologia do espetáculo de esquerda) uma traição ao seu passado, ao contrário do que é bem comum se pensar!</p>
<p>Por que haveria de ser surpresa uma atitude &#8220;traidora&#8221; do governo Lula? Lamento se ferir os brios do mais otimista ou de alguém recalcitrante e nostálgico do &#8220;antigo&#8221; sindicalismo de base cutista, tão vigoroso nos anos 70 (finais) e 80, mas gostaria de lembrar que não houve nesse período uma forte autonomia operária para que os partidos tradicionais de esquerda e sindicatos colocassem suas &#8220;mangas opressoras de fora&#8221;. Abstracionismo teórico? Talvez. Mas&#8230; talvez! Afinal, desde a revolução russa, as representações proletárias autonomizaram-se  (verticalmente, para cima) em relação às autonomias proletárias. Então, há lições históricas que não são meras invenções mentais e que não podem ser esquecidas.</p>
<p>Resistindo democraticamente contra uma ditadura militar muito bem estabelecida e com gérmens mal desenvolvidos (e logo desaparecidos) de autonomia operária nas fábricas do ABCD paulista (principalmente, à época!) esse sindicalismo de base pôde manter um esteticismo revolucionário e &#8220;socialista&#8221;, preparando passo a passo (pela fundação e desenvolvimento de PT, CUT, etc) seu controle quase absoluto dos ânimos e atitudes dos movimentos sociais que se seguiram. Para um pacto de governabilidade de esquerda, fundamental é a sedação dos movimentos sociais e principalmente o impedimento de uma luta de classe.</p>
<p>Somos, quase todas e todos, frutos desse processo em grande medida arquitetado e gerido por competentes especialistas de esquerda, e, inclusive, dai se explica, em boa parte, nossa angustiante passividade.</p>
<p>Então, consequentemente, há uma segunda questão fundamental e que tem a ver com o presente e o futuro. A mobilização, seu viés a ser afirmado&#8230;</p>
<p>Frente ampla ou frente única foram os meios ou fórmulas de ação que pude ouvir no debate de 24/11. Que venham ou que se façam, afinal, devemos efetivamente alcançar a vitória concreta: a liberdade de Cesare. Quanto mais pessoas se somarem para alcançar isso, melhor, além de que se amplia o alcançe do debate, o que não significa necessariamente aprofundá-lo e vivificá-lo. E esse, é, na minha ótica, o desafio. E assim é porque se trata de uma questão prática, que deveria trazer resultados para além da fundamental (!!) liberdade de Cesare: a discussão ou rediscussão de nossos caminhos, dificuldades e, principalmente, de nossas identidades, junto a passos qualitativamente diferentes e firmes. Porque, é mais do que previsível, é praticamente certo que haverá tentativas de  captura, recuperação, enquadramento do resultado dos nossos esforços, qualquer que seja esse resultado, em benefício do consenso fabricado da governabilidade de mercado, das superposições de vanguarda, enfim, das tradições estatistas dessa esquerda do capital.</p>
<p>Não que isso tudo possa ser evitado, é claro! Não podemos evitar e nem devemos fazer disso cavalo de batalha ou espaço de disputa política no terreno de especialidades do inimigo. Pois podemos optar por não nos diluir praticamente no espetáculo. E continuar a construir nossa luta de classe, AUTÔNOMA. Gostei muito da seguinte afirmação no artigo acima: &#8220;(&#8230;) em vez de perplexos, ficamos mais animados, porque vemos que muita coisa podemos fazer com as nossas forças&#8221;. Opa, isso me dá a esperança de que muita coisa já não poderá ser (tragicamente ou falseadamente) como antes.</p>
<p>Ficam aqui os meus questionamentos.</p>
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