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	Comentários sobre: Cultura, Mercado e Lucro em São Paulo: Quando economistas controlam a cultura	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Herbert Marcola		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/12/16561/#comment-7830</link>

		<dc:creator><![CDATA[Herbert Marcola]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 19:20:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo,
Evidente que Marinetti foi um expoente do que se pode chamar, em arte, de “vanguarda positiva” e, em política, do fascismo. Sabemos que o futurismo italiano, fascinado pelo progresso tecnológico da sociedade capitalista chegou a saldar a bomba atômica e até mesmo a extrair da Guerra uma absurda &quot;beleza estética&quot;, etc. Estamos de acordo com relação a este ponto e, de forma alguma, pretendíamos &quot;desdiferenciar&quot; programas tão díspares como os do futurismo, do dadaísmo, do surrealismo e da Internacional Situacionista (IS) quando citamos seus principais fundadores no comentário acima. Mas, por outro lado, não se pode negar sem mais a importância do futurismo para a evolução do programa das vanguardas artísticas, ainda que se condene sua filiação política de extrema-direita e que, sobretudo no surrealismo e na IS foi não somente criticada como vigorosamente combatida. Autocrítica: para alcançar uma comunicação desejada, meu primeiro comentário exigia, de fato, mais mediações. Marinetti foi ali prontamente lembrado por dois motivos. Primeiro: pela importância específica das atividades futuristas para a história das vanguardas artísticas modernas e, segundo: pela influência central que exerceu no modernismo brasileiro, sobretudo em Oswald de Andrade. Suas colocações são muito oportunas a este respeito e pode nos conduzir, indiretamente, a uma hipótese bastante relevante para uma compreensão histórico-crítica do então nascente “modernismo” brasileiro e que nos permita melhor compreender a aproximação entre figuras reacionárias como Plínio Salgado (fundador da nazi-fascista Ação Integralista Brasileira) e a vanguarda artística paulistana do início do século XX. De resto, a propósito da relação entre vanguardas políticas e estéticas, acreditamos que a última das grandes vanguardas do século XX, a IS (esta sim uma organização inseparavelmente política e estética), nos oferece o mais rico exemplo, um exemplo que, contudo, não nos serve de modelo. Um exemplo que, por sua história, por sua contribuição na elaboração de uma teoria prática e, portanto, revolucionária, esteve longe de constituir apenas uma “situação ideal” para realizar-se concretamente na prática do proletariado francês em 68 e d’ailleurs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo,<br />
Evidente que Marinetti foi um expoente do que se pode chamar, em arte, de “vanguarda positiva” e, em política, do fascismo. Sabemos que o futurismo italiano, fascinado pelo progresso tecnológico da sociedade capitalista chegou a saldar a bomba atômica e até mesmo a extrair da Guerra uma absurda &#8220;beleza estética&#8221;, etc. Estamos de acordo com relação a este ponto e, de forma alguma, pretendíamos &#8220;desdiferenciar&#8221; programas tão díspares como os do futurismo, do dadaísmo, do surrealismo e da Internacional Situacionista (IS) quando citamos seus principais fundadores no comentário acima. Mas, por outro lado, não se pode negar sem mais a importância do futurismo para a evolução do programa das vanguardas artísticas, ainda que se condene sua filiação política de extrema-direita e que, sobretudo no surrealismo e na IS foi não somente criticada como vigorosamente combatida. Autocrítica: para alcançar uma comunicação desejada, meu primeiro comentário exigia, de fato, mais mediações. Marinetti foi ali prontamente lembrado por dois motivos. Primeiro: pela importância específica das atividades futuristas para a história das vanguardas artísticas modernas e, segundo: pela influência central que exerceu no modernismo brasileiro, sobretudo em Oswald de Andrade. Suas colocações são muito oportunas a este respeito e pode nos conduzir, indiretamente, a uma hipótese bastante relevante para uma compreensão histórico-crítica do então nascente “modernismo” brasileiro e que nos permita melhor compreender a aproximação entre figuras reacionárias como Plínio Salgado (fundador da nazi-fascista Ação Integralista Brasileira) e a vanguarda artística paulistana do início do século XX. De resto, a propósito da relação entre vanguardas políticas e estéticas, acreditamos que a última das grandes vanguardas do século XX, a IS (esta sim uma organização inseparavelmente política e estética), nos oferece o mais rico exemplo, um exemplo que, contudo, não nos serve de modelo. Um exemplo que, por sua história, por sua contribuição na elaboração de uma teoria prática e, portanto, revolucionária, esteve longe de constituir apenas uma “situação ideal” para realizar-se concretamente na prática do proletariado francês em 68 e d’ailleurs.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/12/16561/#comment-7824</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 10:36:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A propósito do comentário de Herbert Marcola, é errado assimilar vanguardas estéticas e vanguardas poíticas, embora fosse essa a situação ideal, evidentemente. O certo é que em numerosíssimos casos o elitismo das vanguardas estéticas as tem precipitado para a extrema-direita. Para me limitar aos nomes que ele citou, Marinetti e todo o grupo futurista foram expoentes da extrema-direita radical. Ainda Mussolini era um dos chefes da ala esquerda do Partido Socialista italiano, já Marinetti e os seus amigos estavam ao lado de Enrico Corradini na conjugação da direita nacionalista com o sindicalismo revolucionário, a operação política da qual viria a resultar o fascismo. Os futuristas foram fascistas de antes da primeira hora, e foram-no até ao fim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do comentário de Herbert Marcola, é errado assimilar vanguardas estéticas e vanguardas poíticas, embora fosse essa a situação ideal, evidentemente. O certo é que em numerosíssimos casos o elitismo das vanguardas estéticas as tem precipitado para a extrema-direita. Para me limitar aos nomes que ele citou, Marinetti e todo o grupo futurista foram expoentes da extrema-direita radical. Ainda Mussolini era um dos chefes da ala esquerda do Partido Socialista italiano, já Marinetti e os seus amigos estavam ao lado de Enrico Corradini na conjugação da direita nacionalista com o sindicalismo revolucionário, a operação política da qual viria a resultar o fascismo. Os futuristas foram fascistas de antes da primeira hora, e foram-no até ao fim.</p>
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		<title>
		Por: Herbert Marcola		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/12/16561/#comment-7816</link>

		<dc:creator><![CDATA[Herbert Marcola]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 22:06:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Arcaísmo e progresso constituem simultaneamente duas faces da cultura espetacular-mercantil. O arcaico manifesta-se aí na manutenção da arte como objeto morto, no conjunto das atividades impostas unilateralmente pelo aparato cultural do capitalismo atual (e assim Oswald de Andrade, esse nobre filho da burguesia paulistana, é homenageado pelo Estado/Mercado como símbolo da modernidade artística nacional, num momento histórico em que os sucessores de Marinetti, Tzara, Breton e Debord buscam realizar a arte na vida cotidiana e necessariamente CONTRA e FORA do já referido aparato cultural do sistema).
Porque no Brasil, os parvos da elite artística que não são outros senão a elite do capital mundializado, desconhecem a história da grande arte moderna, de vanguarda, que já em 68 pela primeira vez na história unificava seu programa estético ao programa do movimento proletário revolucionário, porque Sayad, o SESC, a Bienal de Arte Moderna de SP e a PM do Serra formam um só e mesmo bloco histórico reacionário, inimigo da liberdade artística que marcou a arte de vanguarda do século passado. O comentário acima tem razão, do amor ao esporte, tudo foi reificado pelo movimento de autovalorização do capital. Reconhecem os proprietários da cultura que o Manifesto do Partido Comunista inaugura a grande cultura moderna? É hora dos legítimos herdeiros da grande arte moderna do século XX comunicarem suas experiências e unificarem seus programas, formarem comitês de salvação pública por todos os cantos, que vinguem tantas derrotas da arte na história. Talvez seja o momento de um retorno, prospectivo, à experiência da Ilha Grande. O CV fez seus sucessores (nas periferias, em todos os lugares, todos são do PARTIDO). Faltou ao PC fazer os seus.
Em cólera,
Herbert Marcola.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arcaísmo e progresso constituem simultaneamente duas faces da cultura espetacular-mercantil. O arcaico manifesta-se aí na manutenção da arte como objeto morto, no conjunto das atividades impostas unilateralmente pelo aparato cultural do capitalismo atual (e assim Oswald de Andrade, esse nobre filho da burguesia paulistana, é homenageado pelo Estado/Mercado como símbolo da modernidade artística nacional, num momento histórico em que os sucessores de Marinetti, Tzara, Breton e Debord buscam realizar a arte na vida cotidiana e necessariamente CONTRA e FORA do já referido aparato cultural do sistema).<br />
Porque no Brasil, os parvos da elite artística que não são outros senão a elite do capital mundializado, desconhecem a história da grande arte moderna, de vanguarda, que já em 68 pela primeira vez na história unificava seu programa estético ao programa do movimento proletário revolucionário, porque Sayad, o SESC, a Bienal de Arte Moderna de SP e a PM do Serra formam um só e mesmo bloco histórico reacionário, inimigo da liberdade artística que marcou a arte de vanguarda do século passado. O comentário acima tem razão, do amor ao esporte, tudo foi reificado pelo movimento de autovalorização do capital. Reconhecem os proprietários da cultura que o Manifesto do Partido Comunista inaugura a grande cultura moderna? É hora dos legítimos herdeiros da grande arte moderna do século XX comunicarem suas experiências e unificarem seus programas, formarem comitês de salvação pública por todos os cantos, que vinguem tantas derrotas da arte na história. Talvez seja o momento de um retorno, prospectivo, à experiência da Ilha Grande. O CV fez seus sucessores (nas periferias, em todos os lugares, todos são do PARTIDO). Faltou ao PC fazer os seus.<br />
Em cólera,<br />
Herbert Marcola.</p>
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		<title>
		Por: Thomas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2009/12/16561/#comment-7731</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thomas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 09:20:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[cultura para poucos, pois foi reificada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>cultura para poucos, pois foi reificada</p>
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