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	Comentários sobre: Lucien Laurat no país dos espelhos (1ª Parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/17033/#comment-308479</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 15:21:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bem sincera a posição do Carr. 100 anos depois o problema da centralização versus maior autonomia na transição socialista segue sem resposta prática em vários âmbitos, de modo que vamos repetir erros do passado, inevitavelmente. Um âmbito complicado é o militar: como não organizar o exército revolucionário de modo centralizado e hierarquizado, com uma contrarrevolução vindo com força? Não temos resposta, mesmo com os avanços organizativos que vimos no exército popular na revolução espanhola. A esperança é que o avanço das forças produtivas facilite nossa tarefa, e não tenhamos que defender um &quot;socialismo da miséria&quot;, porque se for assim está tudo perdido de antemão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem sincera a posição do Carr. 100 anos depois o problema da centralização versus maior autonomia na transição socialista segue sem resposta prática em vários âmbitos, de modo que vamos repetir erros do passado, inevitavelmente. Um âmbito complicado é o militar: como não organizar o exército revolucionário de modo centralizado e hierarquizado, com uma contrarrevolução vindo com força? Não temos resposta, mesmo com os avanços organizativos que vimos no exército popular na revolução espanhola. A esperança é que o avanço das forças produtivas facilite nossa tarefa, e não tenhamos que defender um &#8220;socialismo da miséria&#8221;, porque se for assim está tudo perdido de antemão.</p>
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		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/17033/#comment-308464</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 01:19:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda a respeito do controle operário, Carr conclui o Vol. 2 de maneira simpática à política de centralização economica:

Dizia Lênin no VTsIK, &#039;Quando ouço centenas de milhares de queixas quando há fome na Rússia, quando se vê e se sabe que essas queixas são justas, que temos pão mas não o podemos transportar, quando ouvimos sarcasmos e protestos dos comunistas de esquerda contra medidas como o nosso decreto (centralizador) sobre os caminhos de ferro...&#039; e interrompe o discurso com um gesto de desprezo aos críticos.

Finaliza Carr, &#039;o controle operário serviu sucessivamente dois fins: quebrou a resistência da velha ordem hostil à revolução e, quando levado a sua conclusão lógica, demonstrou, sem possibilidade de contradição, a necessidade de novas formas de controle mais rígidas e mais centralizadas.&#039;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda a respeito do controle operário, Carr conclui o Vol. 2 de maneira simpática à política de centralização economica:</p>
<p>Dizia Lênin no VTsIK, &#8216;Quando ouço centenas de milhares de queixas quando há fome na Rússia, quando se vê e se sabe que essas queixas são justas, que temos pão mas não o podemos transportar, quando ouvimos sarcasmos e protestos dos comunistas de esquerda contra medidas como o nosso decreto (centralizador) sobre os caminhos de ferro&#8230;&#8217; e interrompe o discurso com um gesto de desprezo aos críticos.</p>
<p>Finaliza Carr, &#8216;o controle operário serviu sucessivamente dois fins: quebrou a resistência da velha ordem hostil à revolução e, quando levado a sua conclusão lógica, demonstrou, sem possibilidade de contradição, a necessidade de novas formas de controle mais rígidas e mais centralizadas.&#8217;</p>
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		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/17033/#comment-276964</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2015 15:05:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na sua &#039;Historia da rev. Bolchevique&#039;, Carr traz algumas observações acerca da desorganização das unidades produtoras logo após a revolução.

Uma das narrativas diz respeito ao fato de que, em algumas empresas entregues ao controle operário (apesar de o próprio Carr reconhecer a dubiedade desse termo; ora utilizado como representativo do poder dos sovietes, ora utilizado para defender uma política de controle central), os próprios trabalhadores terem promovido a venda de maquinaria e o fechamento das fábricas.

Então, a minha questão é: como reorganizar a estrutura produtiva de um país com dimensões continentais, em uma situação de miséria e guerra, sem recorrer a unidades centralizadas de planejamento e tal...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sua &#8216;Historia da rev. Bolchevique&#8217;, Carr traz algumas observações acerca da desorganização das unidades produtoras logo após a revolução.</p>
<p>Uma das narrativas diz respeito ao fato de que, em algumas empresas entregues ao controle operário (apesar de o próprio Carr reconhecer a dubiedade desse termo; ora utilizado como representativo do poder dos sovietes, ora utilizado para defender uma política de controle central), os próprios trabalhadores terem promovido a venda de maquinaria e o fechamento das fábricas.</p>
<p>Então, a minha questão é: como reorganizar a estrutura produtiva de um país com dimensões continentais, em uma situação de miséria e guerra, sem recorrer a unidades centralizadas de planejamento e tal&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/17033/#comment-8110</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 05:41:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acredito que este tema aparece igualmente em autores que foram de algum tipo de esquerda bolchevique e que, posteriormente, se tornam de direita, centro ou verde, isto é, quando eles eram militantes, prontamente justificariam quaisquer aspectos da política do capitalismo de estado e ignorariam as críticas esquerdistas da política dos bolcheviques. Mas quando aceitam algum tipo de crítica,  invertem de lado, tornando-se de direita, mas novamente deixando de lado a crítica levantada como se a única forma de esquerda que houvesse fosse o bolchevismo.

Há um professor da USP que recentemente passou por esta transformação, mas quando refaz o percurso histórico da história russa, alivia o Trotsky, como neste momento em particular citado em seu artigo, por ter sido ex-trotskista.

Terrorismo e Comunismo, que compilava tais discursos de Trotsky é impressionante. A discussão com a social democracia e os mencheviques (tb socialdemocratas) quando estes criticavam o trabalho escravo girava em torno do fato do trabalho escravo ser mais ou menos produtivo que o trabalho assalariado. Ninguém questionava o trabalho escravo em si. Seria porquê aceitariam o mesmo nas colônias ?

Do mesmo modo Gramsci no seu texto sobre o Fordismo critica Trotsky pela forma, mas concorda com o espírito da ação, ele sugeria outros modelos em seu lugar como o Taylorismo, que ele achava melhor, através do controle do consumo do trabalhador e restringindo e regrando sua vida privada, ao proibir-se alcool, tornar os costumes mais rígidos seriam uma alternativa de ajudar no desenvolvimento do trabalho.

Mas uma das frases que mais me espantou em Trotsky foi:
“toda a história da humanidade é a história da organização e da educação do homem social para o trabalho a fim de se obter uma maior produtividade”, isto é, estava aparentemente vencida a idéia de luta de classes em prol de um tipo de teoria de modernização, como a das transições das economias em desenvolvimento que, salvo engano, sempre pressupõe algum tipo de teoria da acumulação. E como formulou o Preobajensky mais tarde, a &quot;acumulação primitiva socialista&quot;. 

A expropriação do camponês como acontece até hoje.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que este tema aparece igualmente em autores que foram de algum tipo de esquerda bolchevique e que, posteriormente, se tornam de direita, centro ou verde, isto é, quando eles eram militantes, prontamente justificariam quaisquer aspectos da política do capitalismo de estado e ignorariam as críticas esquerdistas da política dos bolcheviques. Mas quando aceitam algum tipo de crítica,  invertem de lado, tornando-se de direita, mas novamente deixando de lado a crítica levantada como se a única forma de esquerda que houvesse fosse o bolchevismo.</p>
<p>Há um professor da USP que recentemente passou por esta transformação, mas quando refaz o percurso histórico da história russa, alivia o Trotsky, como neste momento em particular citado em seu artigo, por ter sido ex-trotskista.</p>
<p>Terrorismo e Comunismo, que compilava tais discursos de Trotsky é impressionante. A discussão com a social democracia e os mencheviques (tb socialdemocratas) quando estes criticavam o trabalho escravo girava em torno do fato do trabalho escravo ser mais ou menos produtivo que o trabalho assalariado. Ninguém questionava o trabalho escravo em si. Seria porquê aceitariam o mesmo nas colônias ?</p>
<p>Do mesmo modo Gramsci no seu texto sobre o Fordismo critica Trotsky pela forma, mas concorda com o espírito da ação, ele sugeria outros modelos em seu lugar como o Taylorismo, que ele achava melhor, através do controle do consumo do trabalhador e restringindo e regrando sua vida privada, ao proibir-se alcool, tornar os costumes mais rígidos seriam uma alternativa de ajudar no desenvolvimento do trabalho.</p>
<p>Mas uma das frases que mais me espantou em Trotsky foi:<br />
“toda a história da humanidade é a história da organização e da educação do homem social para o trabalho a fim de se obter uma maior produtividade”, isto é, estava aparentemente vencida a idéia de luta de classes em prol de um tipo de teoria de modernização, como a das transições das economias em desenvolvimento que, salvo engano, sempre pressupõe algum tipo de teoria da acumulação. E como formulou o Preobajensky mais tarde, a &#8220;acumulação primitiva socialista&#8221;. </p>
<p>A expropriação do camponês como acontece até hoje.</p>
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