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	Comentários sobre: O Agrupamento de Tendência	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fernando		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-9857</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 May 2010 05:09:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não lembro agora o nome do partido (sentido amplo), mas identifico na discussão uma relação com a AIT, que convergia xs trabalhadorxs porém Bakunin estava organizado em um partido que tinha por proograma a internacional de maneira aprofundada, ele diz que o Ateismo, por exemplo, nao havia sentido de estar na internacional, já que iria provocar rupturas, o que não era interesante. E nao te-lo no programa da internacional era aceitavel já que congregava xs trabalhadorxe cristão revolucionarios, que nao tinham porque estar fora desta. No partido o programa era desenvolvido e aí estava o Ateismo, por exemplo.

Outra questão é a violência, esta pode exigir uma atividade secreta da organização, o que nao pode acontecer na tendencia e sim no partido (sentido amplo).

A questão do sigilo do partido é imprescindivel para mim, o que não se aplica aos partidos burgueses já que estes tem por meta a auto-promoção.

Em recentes discussoes no ME o tema da organização de vanguarda foi extremamente relevada. Este é um carater central nos partidos políticos e que, para mim, faz total diferença entres estes e a este tipo organização política discutida pelo Felipe.

Creio...ehhe

abraços anarquicos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não lembro agora o nome do partido (sentido amplo), mas identifico na discussão uma relação com a AIT, que convergia xs trabalhadorxs porém Bakunin estava organizado em um partido que tinha por proograma a internacional de maneira aprofundada, ele diz que o Ateismo, por exemplo, nao havia sentido de estar na internacional, já que iria provocar rupturas, o que não era interesante. E nao te-lo no programa da internacional era aceitavel já que congregava xs trabalhadorxe cristão revolucionarios, que nao tinham porque estar fora desta. No partido o programa era desenvolvido e aí estava o Ateismo, por exemplo.</p>
<p>Outra questão é a violência, esta pode exigir uma atividade secreta da organização, o que nao pode acontecer na tendencia e sim no partido (sentido amplo).</p>
<p>A questão do sigilo do partido é imprescindivel para mim, o que não se aplica aos partidos burgueses já que estes tem por meta a auto-promoção.</p>
<p>Em recentes discussoes no ME o tema da organização de vanguarda foi extremamente relevada. Este é um carater central nos partidos políticos e que, para mim, faz total diferença entres estes e a este tipo organização política discutida pelo Felipe.</p>
<p>Creio&#8230;ehhe</p>
<p>abraços anarquicos!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-8339</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 01:07:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Se assim concebida, a organização política pode trabalhar junto com a tendência, diferenciando-se dela por exigir maior disciplina dos militantes e organizar-se como partido de quadros e não de massas – ainda que de maneira antiautoritária. No caso da tendência estar somente em um movimento, a organização política pode ajudar nesta conexão dos movimentos e lutas; no caso da tendência ter um programa mínimo, por exemplo, agrupando revolucionários dentro de um movimento, a organização política pode estimular que se aprofundem a metodologia e o programa. &quot;

Felipe, tenho a intenção de polemizar mesmo. Pela sua resposta, que destaco acima, sou levado mais uma vez a crer na falta de necessidade da &#039;organização política (partido)&#039;, já que vc aborda no que ela poderia eventualmente ajudar em algumas hipóteses, mas não aponta nada que justifique sua existência como necessidade. Ao contrário, o texto trabalha as necessidades de organização para transformação social que levam à necessidade de um agrupamento que vc chamou &#039;tendência&#039;. Em suma, não há fundamentação análoga para a necessidade de um partido, ou de partidos (como organização política exterior à &#039;tendência&#039;).

É preciso que as pesosas que comunguem metodologias, objetivos e programa estejam organizadas. Disso decorre a necessidade de um agrupamento, posso entender. Mas continuo sem estar convencido do que dissso decorreria a necessidade de duas organizações (que vc chama de tendência e de partido).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se assim concebida, a organização política pode trabalhar junto com a tendência, diferenciando-se dela por exigir maior disciplina dos militantes e organizar-se como partido de quadros e não de massas – ainda que de maneira antiautoritária. No caso da tendência estar somente em um movimento, a organização política pode ajudar nesta conexão dos movimentos e lutas; no caso da tendência ter um programa mínimo, por exemplo, agrupando revolucionários dentro de um movimento, a organização política pode estimular que se aprofundem a metodologia e o programa. &#8221;</p>
<p>Felipe, tenho a intenção de polemizar mesmo. Pela sua resposta, que destaco acima, sou levado mais uma vez a crer na falta de necessidade da &#8216;organização política (partido)&#8217;, já que vc aborda no que ela poderia eventualmente ajudar em algumas hipóteses, mas não aponta nada que justifique sua existência como necessidade. Ao contrário, o texto trabalha as necessidades de organização para transformação social que levam à necessidade de um agrupamento que vc chamou &#8216;tendência&#8217;. Em suma, não há fundamentação análoga para a necessidade de um partido, ou de partidos (como organização política exterior à &#8216;tendência&#8217;).</p>
<p>É preciso que as pesosas que comunguem metodologias, objetivos e programa estejam organizadas. Disso decorre a necessidade de um agrupamento, posso entender. Mas continuo sem estar convencido do que dissso decorreria a necessidade de duas organizações (que vc chama de tendência e de partido).</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Felipe C.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-8337</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe C.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 22:24:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agradeço aos companheiros pelos comentários e tentarei tratar nesta resposta de todas as questões que foram colocadas.

Antes de tudo, como colocou Xavier, é importante ressaltar que esta reflexão sobre a necessidade da tendência surge a partir da prática. Na realidade, no Brasil, nossa geração (que atua há pelo menos 10 anos nos movimentos populares) que possui uma concepção determinada de transformação (que, a nosso ver, deve se dar a partir dos movimentos de massa organizados) vem experimentando erros e acertos e esta reflexão da tendência se insere neste contexto de crítica e de autocrítica do que vem acontecendo. Muitos de nós, ao atuar nos movimentos populares, não conseguiram exercer a influência necessária, acabando arrastados pelas lógicas dos movimentos. Então todo o raciocínio da tendência tem por objetivo pensar em um modelo antiautoritário de conceber uma força social capaz de sustentar nossas posições dentro dos movimentos, lidando com as outras forças lá presentes.

Levando isso em conta, a questão que se coloca é: qual é a melhor forma de organização que tenha por objetivo “criar um povo forte”, que possa ser protagonista de sua própria emancipação, conseguindo a coerência operacional necessária?

Neste caso, acredito que este modelo de organização deve basear-se em três esferas distintas: movimentos populares, tendências e organizações políticas. Vale ressaltar que neste artigo trato somente do nível da tendência, que é o que estamos promovendo em São Paulo neste momento, com a criação de uma organização deste tipo. 

Esta organização em três esferas/níveis possui como característica uma concepção de organização por círculos concêntricos. Neste caso, os movimentos populares são organizações de massa, que agrupam setores organizados da sociedade, em bases classistas, sob necessidades determinadas (terra, moradia, emprego, etc.), possuem filiação aberta e não necessariamente possuem um programa. A tendência, como nível intermediário, agrupa um setor afim do movimento popular independente da ideologia dos militantes. Neste caso, vale apontar que uma tendência pode atuar em um movimento somente, por exemplo, no movimento sindical ou no movimento sem-terra, ou pode agregar setores afins de diversos movimentos (que é a posição que eu defendo no texto, de uma tendência inter-movimentos). Na tendência estão os militantes que concordam com aquilo que ela propõe – pode, por exemplo, agregar um setor revolucionário dentro do sindicalismo, um setor autônomo dentro de um movimento sem-teto e assim por diante. Portanto, a tendência agrega um setor do movimento; ela pode fazer isso por exclusões mais gerais (excluindo setores reformistas, por exemplo) ou tendo uma metodologia e um programa mais definidos (posição que defendo no texto). 

Respondendo ao Leo, posso dizer em relação à organização política, devemos refletir que hoje, elas me parecem as grandes responsáveis pelo estado em que se encontra a maioria dos movimentos populares. A maioria dessas organizações, ao invés de terem este objetivo de criar um povo protagonista da transformação social, colocam-se acima desses movimentos e utilizam-no como correia de transmissão – para fontes de votos, captação de quadros, estímulo ao reformismo, ao colaboracionismo de classe, e muitas vezes fazendo com que o partido substitua a classe e estimulando a subserviência – um povo fraco e incapaz de promover a transformação. 

Assim, para este projeto de transformação que defendo, a meu ver, só se pode pensar em uma organização política que não tenha caráter de vanguarda, e que não enfraqueça o povo organizado nos movimentos populares. Uma organização política que queira criar um povo forte só pode ter função de motor e fermento das lutas populares, tendo por objetivo criar protagonismo popular e não protagonismo de sua própria organização ou alienação popular. 

Se assim concebida, a organização política pode trabalhar junto com a tendência, diferenciando-se dela por exigir maior disciplina dos militantes e organizar-se como partido de quadros e não de massas – ainda que de maneira antiautoritária. No caso da tendência estar somente em um movimento, a organização política pode ajudar nesta conexão dos movimentos e lutas; no caso da tendência ter um programa mínimo, por exemplo, agrupando revolucionários dentro de um movimento, a organização política pode estimular que se aprofundem a metodologia e o programa. A organização política deve ter um programa completo e metodologias a serem aplicadas no nível social (massas) e pode ainda auxiliar em análises de cojuntura, método de análise, concepção/aplicação de violência, no acúmulo das experiências de luta, na formação política (educação), no estímulo a uma cultura classista, impulsionando os objetivos revolucionários, e em caso de uma revolução auxiliando na defesa da revolução, e também na implantação do socialismo libertário. Essa me parece uma questão importantíssima, visto que a revolução não será feita somente pelos libertários e, neste contexto, é importante que a organização política consiga fazer com que a sociedade futura tenha a coletivização dos meios de produção, que se organize debaixo para cima e que a autogestão e o federalismo sejam plenamente implementados.

Dessa forma a idéia é que a organização política estimule a tendência e que esta estimule os movimentos populares, em um movimento concêntrico que tem por objetivo fazer do povo o principal ator de suas lutas, conquistas, de curto e longo prazo.

Em termos de experiência prática, respondendo ao Karpov, poderíamos citar algumas. Primeiramente, a que mais nos inspirou, desenvolvida no seio do movimento sindical uruguaio dos anos 1960 e que foi a partir de 1968 animada pela Resistencia Obrero-Estudantil (ROE). O que se chamou “Tendência Combativa” reunia o setor revolucionário e mais combativo do sindicalismo com o objetivo de estimular a ação direta popular e promover a participação das pessoas no sindicato e em suas lutas. Havia participação de militantes sindicais diversos tais como indústria da borracha, gráficos, bancários, gás, porto, indústria metalúrgica, têxteis, indústria química, refinarias de petróleo, transporte, sanidade, indústria alimentícia, ferrovias, entre outros.

No Brasil, creio que alguns exemplos podem ser citados, mas me parece bastante interessante o caso da Resistência Popular – em especial sua atuação no RS – com participações significativas nos movimentos de catadores, comunitários, estudantis e mais recentemente, no sindicalismo. Tivemos uma experiência interessante no RJ no movimento sem-teto com a Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST) que funcionou alguns anos como uma tendência. Mas enfim, podemos dizer que é algo que está sendo experimentado e cujos resultados estão ainda sendo observados, mas as poucas experiências parecem caminhar para algo interessante.

Finalmente, concordo com o Sassá. A tendência, a meu ver, dará coerência operacional aos militantes, e possibilitará a promoção desta concepção de luta que estou defendendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço aos companheiros pelos comentários e tentarei tratar nesta resposta de todas as questões que foram colocadas.</p>
<p>Antes de tudo, como colocou Xavier, é importante ressaltar que esta reflexão sobre a necessidade da tendência surge a partir da prática. Na realidade, no Brasil, nossa geração (que atua há pelo menos 10 anos nos movimentos populares) que possui uma concepção determinada de transformação (que, a nosso ver, deve se dar a partir dos movimentos de massa organizados) vem experimentando erros e acertos e esta reflexão da tendência se insere neste contexto de crítica e de autocrítica do que vem acontecendo. Muitos de nós, ao atuar nos movimentos populares, não conseguiram exercer a influência necessária, acabando arrastados pelas lógicas dos movimentos. Então todo o raciocínio da tendência tem por objetivo pensar em um modelo antiautoritário de conceber uma força social capaz de sustentar nossas posições dentro dos movimentos, lidando com as outras forças lá presentes.</p>
<p>Levando isso em conta, a questão que se coloca é: qual é a melhor forma de organização que tenha por objetivo “criar um povo forte”, que possa ser protagonista de sua própria emancipação, conseguindo a coerência operacional necessária?</p>
<p>Neste caso, acredito que este modelo de organização deve basear-se em três esferas distintas: movimentos populares, tendências e organizações políticas. Vale ressaltar que neste artigo trato somente do nível da tendência, que é o que estamos promovendo em São Paulo neste momento, com a criação de uma organização deste tipo. </p>
<p>Esta organização em três esferas/níveis possui como característica uma concepção de organização por círculos concêntricos. Neste caso, os movimentos populares são organizações de massa, que agrupam setores organizados da sociedade, em bases classistas, sob necessidades determinadas (terra, moradia, emprego, etc.), possuem filiação aberta e não necessariamente possuem um programa. A tendência, como nível intermediário, agrupa um setor afim do movimento popular independente da ideologia dos militantes. Neste caso, vale apontar que uma tendência pode atuar em um movimento somente, por exemplo, no movimento sindical ou no movimento sem-terra, ou pode agregar setores afins de diversos movimentos (que é a posição que eu defendo no texto, de uma tendência inter-movimentos). Na tendência estão os militantes que concordam com aquilo que ela propõe – pode, por exemplo, agregar um setor revolucionário dentro do sindicalismo, um setor autônomo dentro de um movimento sem-teto e assim por diante. Portanto, a tendência agrega um setor do movimento; ela pode fazer isso por exclusões mais gerais (excluindo setores reformistas, por exemplo) ou tendo uma metodologia e um programa mais definidos (posição que defendo no texto). </p>
<p>Respondendo ao Leo, posso dizer em relação à organização política, devemos refletir que hoje, elas me parecem as grandes responsáveis pelo estado em que se encontra a maioria dos movimentos populares. A maioria dessas organizações, ao invés de terem este objetivo de criar um povo protagonista da transformação social, colocam-se acima desses movimentos e utilizam-no como correia de transmissão – para fontes de votos, captação de quadros, estímulo ao reformismo, ao colaboracionismo de classe, e muitas vezes fazendo com que o partido substitua a classe e estimulando a subserviência – um povo fraco e incapaz de promover a transformação. </p>
<p>Assim, para este projeto de transformação que defendo, a meu ver, só se pode pensar em uma organização política que não tenha caráter de vanguarda, e que não enfraqueça o povo organizado nos movimentos populares. Uma organização política que queira criar um povo forte só pode ter função de motor e fermento das lutas populares, tendo por objetivo criar protagonismo popular e não protagonismo de sua própria organização ou alienação popular. </p>
<p>Se assim concebida, a organização política pode trabalhar junto com a tendência, diferenciando-se dela por exigir maior disciplina dos militantes e organizar-se como partido de quadros e não de massas – ainda que de maneira antiautoritária. No caso da tendência estar somente em um movimento, a organização política pode ajudar nesta conexão dos movimentos e lutas; no caso da tendência ter um programa mínimo, por exemplo, agrupando revolucionários dentro de um movimento, a organização política pode estimular que se aprofundem a metodologia e o programa. A organização política deve ter um programa completo e metodologias a serem aplicadas no nível social (massas) e pode ainda auxiliar em análises de cojuntura, método de análise, concepção/aplicação de violência, no acúmulo das experiências de luta, na formação política (educação), no estímulo a uma cultura classista, impulsionando os objetivos revolucionários, e em caso de uma revolução auxiliando na defesa da revolução, e também na implantação do socialismo libertário. Essa me parece uma questão importantíssima, visto que a revolução não será feita somente pelos libertários e, neste contexto, é importante que a organização política consiga fazer com que a sociedade futura tenha a coletivização dos meios de produção, que se organize debaixo para cima e que a autogestão e o federalismo sejam plenamente implementados.</p>
<p>Dessa forma a idéia é que a organização política estimule a tendência e que esta estimule os movimentos populares, em um movimento concêntrico que tem por objetivo fazer do povo o principal ator de suas lutas, conquistas, de curto e longo prazo.</p>
<p>Em termos de experiência prática, respondendo ao Karpov, poderíamos citar algumas. Primeiramente, a que mais nos inspirou, desenvolvida no seio do movimento sindical uruguaio dos anos 1960 e que foi a partir de 1968 animada pela Resistencia Obrero-Estudantil (ROE). O que se chamou “Tendência Combativa” reunia o setor revolucionário e mais combativo do sindicalismo com o objetivo de estimular a ação direta popular e promover a participação das pessoas no sindicato e em suas lutas. Havia participação de militantes sindicais diversos tais como indústria da borracha, gráficos, bancários, gás, porto, indústria metalúrgica, têxteis, indústria química, refinarias de petróleo, transporte, sanidade, indústria alimentícia, ferrovias, entre outros.</p>
<p>No Brasil, creio que alguns exemplos podem ser citados, mas me parece bastante interessante o caso da Resistência Popular – em especial sua atuação no RS – com participações significativas nos movimentos de catadores, comunitários, estudantis e mais recentemente, no sindicalismo. Tivemos uma experiência interessante no RJ no movimento sem-teto com a Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST) que funcionou alguns anos como uma tendência. Mas enfim, podemos dizer que é algo que está sendo experimentado e cujos resultados estão ainda sendo observados, mas as poucas experiências parecem caminhar para algo interessante.</p>
<p>Finalmente, concordo com o Sassá. A tendência, a meu ver, dará coerência operacional aos militantes, e possibilitará a promoção desta concepção de luta que estou defendendo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Israel Sassa Tupinambá		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-8201</link>

		<dc:creator><![CDATA[Israel Sassa Tupinambá]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 05:02:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neste texto Felipe conseguiu sintetizar muito bem o &quot;conceito de tendencia&quot;, feito que veio em tempo ideal, quando diversas ocorrencias nos setores sociais apontam para urgentes mudanças nos formatos organizativos experimentados até agora pelas correntes de esquerda. Concordando com Gilmar, &quot;devemos experimentar varias formas organizativas&quot; e é tempo de experimentar novas formas organizativas e o &quot;Agrupamento de Tendencia&quot; (ou simplemente &quot;tendencia)&quot; é, ao meu ver, a forma que mais contempla as necessidades organizativas do povo.

Acredito que um dos maiores beneficios de se organizar em tendencia é a possibilidade de previnir possiveis investidas de partidos (ou qualquer organização ideológica) em aparelhar o movimento social (ou movimentos sociais), forçando-o ao seu programa eleitoral ou até mesmo, quando estes nao disputam eleições, ao seu programa politico, que muita vez caminha em sentido oposto aos anseios populares (leia-se do povo pobre/oprimido/dominado). Outro benificio que o texto aponta é a possibilidade da tendencia &quot;dá coerência operacional aos militantes que atuam com objetivos claros e bem definidos e constitui a “cara” da militância no dia-a-dia do trabalho social&quot;, assim a tendencia atua pontencializando os movimentos já constituídos e fomentando a organização daqueles que se encontram &quot;à deriva&quot; nas reivindicações imediatas (moradia, saúde, trabalho/emprego, educação/cultura, etc).

É hora de amadurecermos este debate e ainda, conhecermos as atuais experiencias das tendencias em solo brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste texto Felipe conseguiu sintetizar muito bem o &#8220;conceito de tendencia&#8221;, feito que veio em tempo ideal, quando diversas ocorrencias nos setores sociais apontam para urgentes mudanças nos formatos organizativos experimentados até agora pelas correntes de esquerda. Concordando com Gilmar, &#8220;devemos experimentar varias formas organizativas&#8221; e é tempo de experimentar novas formas organizativas e o &#8220;Agrupamento de Tendencia&#8221; (ou simplemente &#8220;tendencia)&#8221; é, ao meu ver, a forma que mais contempla as necessidades organizativas do povo.</p>
<p>Acredito que um dos maiores beneficios de se organizar em tendencia é a possibilidade de previnir possiveis investidas de partidos (ou qualquer organização ideológica) em aparelhar o movimento social (ou movimentos sociais), forçando-o ao seu programa eleitoral ou até mesmo, quando estes nao disputam eleições, ao seu programa politico, que muita vez caminha em sentido oposto aos anseios populares (leia-se do povo pobre/oprimido/dominado). Outro benificio que o texto aponta é a possibilidade da tendencia &#8220;dá coerência operacional aos militantes que atuam com objetivos claros e bem definidos e constitui a “cara” da militância no dia-a-dia do trabalho social&#8221;, assim a tendencia atua pontencializando os movimentos já constituídos e fomentando a organização daqueles que se encontram &#8220;à deriva&#8221; nas reivindicações imediatas (moradia, saúde, trabalho/emprego, educação/cultura, etc).</p>
<p>É hora de amadurecermos este debate e ainda, conhecermos as atuais experiencias das tendencias em solo brasileiro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-8173</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 19:20:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para acrescentar à minha dúvida exposta no comentário acima, escrevo mais um pouco aqui.

Concordo com as funções, por assim dizer, que a &#039;tendência&#039; viria suprir, em termos de organização, entre outras. Porém se é dito que ela não é &quot;A&quot; organização política (partido), resta a dúvida então de qual seria a função e a necessidade do partido (ou dessa organização política que não seria a tendência). E digo função em termos dos objetivos de transformação social evidentemente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para acrescentar à minha dúvida exposta no comentário acima, escrevo mais um pouco aqui.</p>
<p>Concordo com as funções, por assim dizer, que a &#8216;tendência&#8217; viria suprir, em termos de organização, entre outras. Porém se é dito que ela não é &#8220;A&#8221; organização política (partido), resta a dúvida então de qual seria a função e a necessidade do partido (ou dessa organização política que não seria a tendência). E digo função em termos dos objetivos de transformação social evidentemente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-8165</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 05:07:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18055#comment-8165</guid>

					<description><![CDATA[Não ficou claro para mim por que a tendência não é uma organização política (partido) se ela possui uma metodologia e um programa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não ficou claro para mim por que a tendência não é uma organização política (partido) se ela possui uma metodologia e um programa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-8155</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 10:48:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18055#comment-8155</guid>

					<description><![CDATA[Olá,

Excelente texto, Felipe!

Repassei suas reflexões para outras listas de email - no qual existem pessoas que atuam em diferentes lutas sociais - e, até aqui, o comentário geral ressalta a riqueza do debate e das contribuições que seu escrito permite.

Outro ponto destacado, em geral, é a importância de perceber que esse debate não é apenas a expressão de um &quot;ponto de vista isolado&quot; - mas sim fruto de uma rica experiência de atuação e discussão crítica coletiva.

Existiriam outros pontos a se comentar - mas, por ora, encerro por aqui. E fica o convite de continuarmos esse debate.

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Excelente texto, Felipe!</p>
<p>Repassei suas reflexões para outras listas de email &#8211; no qual existem pessoas que atuam em diferentes lutas sociais &#8211; e, até aqui, o comentário geral ressalta a riqueza do debate e das contribuições que seu escrito permite.</p>
<p>Outro ponto destacado, em geral, é a importância de perceber que esse debate não é apenas a expressão de um &#8220;ponto de vista isolado&#8221; &#8211; mas sim fruto de uma rica experiência de atuação e discussão crítica coletiva.</p>
<p>Existiriam outros pontos a se comentar &#8211; mas, por ora, encerro por aqui. E fica o convite de continuarmos esse debate.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: J. Karpov		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/01/18055/#comment-8139</link>

		<dc:creator><![CDATA[J. Karpov]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 04:34:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18055#comment-8139</guid>

					<description><![CDATA[Olá! Já que está etiquetado por reflexões, e eu gosto de reflexões, indagações, interrogações... Vamos começar! 

Eu não tenho costume de citar, mas vou quebrar o protocolo e fazer isso. 

&quot;Felizmente estamos numa fase em que podemos e devemos experimentar várias formas organizativas, com paciência e generosidade, mas com persistência e espírito crítico.

As formas organizativas deverão ajudar e serem facilitadoras na implementação dos objetivos principais. O fazer imediato deve estar profundamente vinculado ao que se quer no futuro.&quot;

[Gilmar Mauro]

Eu pressuponho que quem diz isso tenha uma simpatia por esta proposta, ou pelo menos sinaliza. Mas vamos direto ao ponto:
gostaria que me apontasse alguma experiência relevante acerca
deste modelo de organização. Achei interessante, mas do pouco que conheço, e conheço pouco, nunca vi nada igual.

Para não me estender muito, só dizer que me interessa essa discussão de estratégia e agente poderia prozear neste rumo.

Até a resposta!

J. Karpov]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá! Já que está etiquetado por reflexões, e eu gosto de reflexões, indagações, interrogações&#8230; Vamos começar! </p>
<p>Eu não tenho costume de citar, mas vou quebrar o protocolo e fazer isso. </p>
<p>&#8220;Felizmente estamos numa fase em que podemos e devemos experimentar várias formas organizativas, com paciência e generosidade, mas com persistência e espírito crítico.</p>
<p>As formas organizativas deverão ajudar e serem facilitadoras na implementação dos objetivos principais. O fazer imediato deve estar profundamente vinculado ao que se quer no futuro.&#8221;</p>
<p>[Gilmar Mauro]</p>
<p>Eu pressuponho que quem diz isso tenha uma simpatia por esta proposta, ou pelo menos sinaliza. Mas vamos direto ao ponto:<br />
gostaria que me apontasse alguma experiência relevante acerca<br />
deste modelo de organização. Achei interessante, mas do pouco que conheço, e conheço pouco, nunca vi nada igual.</p>
<p>Para não me estender muito, só dizer que me interessa essa discussão de estratégia e agente poderia prozear neste rumo.</p>
<p>Até a resposta!</p>
<p>J. Karpov</p>
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