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	Comentários sobre: El Alto, baluarte das lutas sociais na Bolívia	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18339/#comment-8330</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 12:54:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Xavier,

Estou de acordo, o livro de Zibechi é um dos mais completos e mais detalhados para buscar entender o pano de fundo das últimas lutas sociais em El Alto. Tensiona as potencialidades da vivência em comunidade – e aí está a maior inspiração de seu trabalho - e ressalta o caráter dispersador, dissipador dos movimentos, capaz de confundir o Estado no que ele tem de essencial: a centralidade. Talvez neste ponto Zibechi dê demasiada atenção à fluidez das lutas sociais e, quando menos espera, é afetado por certo autonomismo pós-industrial.

Recomendo outro livro, de Raquel Gutiérrez, sobre o ciclo rebelde boliviano: &quot;Los ritmos del Pachakuti. Levantamiento y movilización en Bolivia (2000-2005)&quot;. Também de enfoque heterodoxo, nos oferece uma crítica à institucionalização da luta que, em última instância, impediu os avanços de insubordinação e autonomia em âmbitos maiores que o local, barrial. 

Neste meu artigo, dou prioridade não às lutas sociais em si, mas à El Alto dos dias ordinários, onde o mundo do trabalho volta a ganhar seu espaço e onde as relações sociais comunitárias são a cada momento subsumidas pelo capital e pelo Estado. O altenho continua sendo guerreiro, já não com a pepita de dinamite na mão, mas trabalhando em dois ou três lugares distintos por dia (no comércio, na oficina doméstica, etc) para manter a família que acaba de migrar do campo. É um enfoque que pouco se tem visto sobre El Alto ou Bolívia, pois muito se tem analisado sobre os momentos extraordinários de enfrentamento direto. É certo que a lógica comunitária continua no dia-a-dia comum, no bairro e nas próprias organizações, mas já não com as cores que nos pintaram durante a &quot;moda literária&quot; sobre El Alto/Bolívia.

Grande abraço,
Bruno]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Xavier,</p>
<p>Estou de acordo, o livro de Zibechi é um dos mais completos e mais detalhados para buscar entender o pano de fundo das últimas lutas sociais em El Alto. Tensiona as potencialidades da vivência em comunidade – e aí está a maior inspiração de seu trabalho &#8211; e ressalta o caráter dispersador, dissipador dos movimentos, capaz de confundir o Estado no que ele tem de essencial: a centralidade. Talvez neste ponto Zibechi dê demasiada atenção à fluidez das lutas sociais e, quando menos espera, é afetado por certo autonomismo pós-industrial.</p>
<p>Recomendo outro livro, de Raquel Gutiérrez, sobre o ciclo rebelde boliviano: &#8220;Los ritmos del Pachakuti. Levantamiento y movilización en Bolivia (2000-2005)&#8221;. Também de enfoque heterodoxo, nos oferece uma crítica à institucionalização da luta que, em última instância, impediu os avanços de insubordinação e autonomia em âmbitos maiores que o local, barrial. </p>
<p>Neste meu artigo, dou prioridade não às lutas sociais em si, mas à El Alto dos dias ordinários, onde o mundo do trabalho volta a ganhar seu espaço e onde as relações sociais comunitárias são a cada momento subsumidas pelo capital e pelo Estado. O altenho continua sendo guerreiro, já não com a pepita de dinamite na mão, mas trabalhando em dois ou três lugares distintos por dia (no comércio, na oficina doméstica, etc) para manter a família que acaba de migrar do campo. É um enfoque que pouco se tem visto sobre El Alto ou Bolívia, pois muito se tem analisado sobre os momentos extraordinários de enfrentamento direto. É certo que a lógica comunitária continua no dia-a-dia comum, no bairro e nas próprias organizações, mas já não com as cores que nos pintaram durante a &#8220;moda literária&#8221; sobre El Alto/Bolívia.</p>
<p>Grande abraço,<br />
Bruno</p>
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		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18339/#comment-8184</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 23:37:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá,

Excelente sistematização e análise do complexo processo social boliviano.

No entanto, considero que existem outros a serem melhor detalhados sobre o caso de El Alto - mesmo sabendo que essas questões não eram parte necessária da intenção do autor desse artigo.

Até então, não li nada que explicasse melhor essa experiência aqui descrita (com riqueza de detalhes e enfoque histórico crítico e heterodoxo) do que o livro de Raúl Zibechi - Dispersar el poder: Los movimientos como poderes antiestatales.

Para saber um pouco mais do livro:

http://www.nodo50.org/tintalimonediciones/spip.php?article22

Dentre as várias questões desenvolvidas por Raul Zibechi, a própria idéia de &quot;dispersar o poder&quot; (ou seja, uma outra forma de se aproximar e analisar as mobilizações sociais - para além do enfoque que privilegia a unidade daas estruturas e organizações, e não o cotidiano e as relações sociais das comunidades), além do capítulo que estabelece a relativa e necessária distinção entre a &quot;justiça comunitária&quot; e a &quot;justiça de El Alto&quot;, podem ser consideradas contribuições fundamentais para a compreensão do que se passa não só nessa localidade específica de El Alto, mas sim num contexto mais amplo de lutas populares da Bolívia nas ultimas três décadas.

Fica a sugestão e o convite de que sua contribuição continue por essas, ou outras, vias.

Abraços - e parabéns pelo escrito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Excelente sistematização e análise do complexo processo social boliviano.</p>
<p>No entanto, considero que existem outros a serem melhor detalhados sobre o caso de El Alto &#8211; mesmo sabendo que essas questões não eram parte necessária da intenção do autor desse artigo.</p>
<p>Até então, não li nada que explicasse melhor essa experiência aqui descrita (com riqueza de detalhes e enfoque histórico crítico e heterodoxo) do que o livro de Raúl Zibechi &#8211; Dispersar el poder: Los movimientos como poderes antiestatales.</p>
<p>Para saber um pouco mais do livro:</p>
<p><a href="http://www.nodo50.org/tintalimonediciones/spip.php?article22" rel="nofollow ugc">http://www.nodo50.org/tintalimonediciones/spip.php?article22</a></p>
<p>Dentre as várias questões desenvolvidas por Raul Zibechi, a própria idéia de &#8220;dispersar o poder&#8221; (ou seja, uma outra forma de se aproximar e analisar as mobilizações sociais &#8211; para além do enfoque que privilegia a unidade daas estruturas e organizações, e não o cotidiano e as relações sociais das comunidades), além do capítulo que estabelece a relativa e necessária distinção entre a &#8220;justiça comunitária&#8221; e a &#8220;justiça de El Alto&#8221;, podem ser consideradas contribuições fundamentais para a compreensão do que se passa não só nessa localidade específica de El Alto, mas sim num contexto mais amplo de lutas populares da Bolívia nas ultimas três décadas.</p>
<p>Fica a sugestão e o convite de que sua contribuição continue por essas, ou outras, vias.</p>
<p>Abraços &#8211; e parabéns pelo escrito.</p>
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