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	Comentários sobre: Outra Saúde: a experiência autônoma zapatista	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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	<item>
		<title>
		Por: Nathalia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-9928</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nathalia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2010 15:11:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Primeiro agradecer a contribuição do Alex com esse artigo, não é muito fácil ter acesso a materiais em relação a área de saúde. É muito interessante toda a forma de organização autonoma zapatista, e sendo a saúde um dos pilares principais para a sobrevivencia das gentes não poderia ser diferente com tal. 
Li os comentários dos comp@s. Acho que tod@s tem uma noção básica que a prevenção e melhor que a medicação, isso inclusive nas classes de abajo que muitos sabem todom o transtorno que vão ter se ficarem doentes, Ja ouvi muito por ai nas espera de filas dos SUS as velhas tias que la sempre estão, ja vira profissao ser usuário do SUS para muitas gentes, elas dizem: A gente é alguma coisa enquanto esta com saúde, depois vira trapo. Também ja conferi os celebres hospitais (de região sul a norte) chamados de matadouro, açougue etc... Você entra precisando de uma injeção de bezetacil (antibiotico) e saiu sem uma perna, é fato.
Mas coisa que descordo é uma maneira meio idealista de se referir ao profissional da saúde, vale lembrar que em uma unidade de saúde (postinho) o corpo de funcionarios é formado por agentes de saude, auxiliarios, tecnicos de enfermagem, enfermeiros e por último médicos. A maioria dos trabalhadores da saúde também são gente de abajo, que trabalham mto ganham pouco, tem pouco preparo e pouca autonomia. Nas diretrizes do SUS estão previstos muitas moções de prevenção e promoção de saúde. O grande problema é que não é efetivado. Desde a criação do SUS ainda nao temos uma implantação real do que era previsto no papel.
Atualmente os municipios devem contar com seus conselhos de saúde, composto por usuario, trabalhador da sáude, e admistrador (se nao engano) com conselho estadual e por fim nacional, o problema é claro que na nossa democracia representativa e burocrata estamos sujeitos a muitas fraudes eleitorais o que normalmente acontece dentro desses conselhos, que acabam ficando nas mãos de muitas entidades escoladas na arte de desvios de recursos publicos, abafamento das demandas reais e mascaramento dos problemas. Com todos esses problemas o que passa a acontecer e o esgotamento do serviço publico e o usuario sendo obrigado a buscar a saude privada, nao menos problematica, assim sendo tambem os trabalhadores da saude buscando seu lugar ao sol, trabalhando para empresas de saude.
Não podemos ser ingenuos o suficiente a acreditar que a automia na saúde vai ser gerada através da medicina alternativa e infelizmente tambem nao do saber tradicional, que ja vem sendo coptado pelas elites, só atraves da saude publica (seja ela biomedica, alternativa, tradicional) de qualidade, o caminho da luta é tortuoso, como qualquer luta social real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro agradecer a contribuição do Alex com esse artigo, não é muito fácil ter acesso a materiais em relação a área de saúde. É muito interessante toda a forma de organização autonoma zapatista, e sendo a saúde um dos pilares principais para a sobrevivencia das gentes não poderia ser diferente com tal.<br />
Li os comentários dos comp@s. Acho que tod@s tem uma noção básica que a prevenção e melhor que a medicação, isso inclusive nas classes de abajo que muitos sabem todom o transtorno que vão ter se ficarem doentes, Ja ouvi muito por ai nas espera de filas dos SUS as velhas tias que la sempre estão, ja vira profissao ser usuário do SUS para muitas gentes, elas dizem: A gente é alguma coisa enquanto esta com saúde, depois vira trapo. Também ja conferi os celebres hospitais (de região sul a norte) chamados de matadouro, açougue etc&#8230; Você entra precisando de uma injeção de bezetacil (antibiotico) e saiu sem uma perna, é fato.<br />
Mas coisa que descordo é uma maneira meio idealista de se referir ao profissional da saúde, vale lembrar que em uma unidade de saúde (postinho) o corpo de funcionarios é formado por agentes de saude, auxiliarios, tecnicos de enfermagem, enfermeiros e por último médicos. A maioria dos trabalhadores da saúde também são gente de abajo, que trabalham mto ganham pouco, tem pouco preparo e pouca autonomia. Nas diretrizes do SUS estão previstos muitas moções de prevenção e promoção de saúde. O grande problema é que não é efetivado. Desde a criação do SUS ainda nao temos uma implantação real do que era previsto no papel.<br />
Atualmente os municipios devem contar com seus conselhos de saúde, composto por usuario, trabalhador da sáude, e admistrador (se nao engano) com conselho estadual e por fim nacional, o problema é claro que na nossa democracia representativa e burocrata estamos sujeitos a muitas fraudes eleitorais o que normalmente acontece dentro desses conselhos, que acabam ficando nas mãos de muitas entidades escoladas na arte de desvios de recursos publicos, abafamento das demandas reais e mascaramento dos problemas. Com todos esses problemas o que passa a acontecer e o esgotamento do serviço publico e o usuario sendo obrigado a buscar a saude privada, nao menos problematica, assim sendo tambem os trabalhadores da saude buscando seu lugar ao sol, trabalhando para empresas de saude.<br />
Não podemos ser ingenuos o suficiente a acreditar que a automia na saúde vai ser gerada através da medicina alternativa e infelizmente tambem nao do saber tradicional, que ja vem sendo coptado pelas elites, só atraves da saude publica (seja ela biomedica, alternativa, tradicional) de qualidade, o caminho da luta é tortuoso, como qualquer luta social real.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antônio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8826</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antônio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 18:05:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Brasil de Fato publicou uma matéria sobre o Ato Médico.

Trabalhadores rejeitam Ato Médico e defendem autonomia:
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/trabalhadores-rejeitam-ato-medico-e-defendem-autonomia/view

Para médico, críticas são isoladas e partem de grupos “insatisfeitos”:
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/para-medico-criticas-sao-isoladas-e-partem-de-grupos-201cinsatisfeitos201d/view]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil de Fato publicou uma matéria sobre o Ato Médico.</p>
<p>Trabalhadores rejeitam Ato Médico e defendem autonomia:<br />
<a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/trabalhadores-rejeitam-ato-medico-e-defendem-autonomia/view" rel="nofollow ugc">http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/trabalhadores-rejeitam-ato-medico-e-defendem-autonomia/view</a></p>
<p>Para médico, críticas são isoladas e partem de grupos “insatisfeitos”:<br />
<a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/para-medico-criticas-sao-isoladas-e-partem-de-grupos-201cinsatisfeitos201d/view" rel="nofollow ugc">http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/para-medico-criticas-sao-isoladas-e-partem-de-grupos-201cinsatisfeitos201d/view</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: alex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8461</link>

		<dc:creator><![CDATA[alex]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 13:22:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18399#comment-8461</guid>

					<description><![CDATA[Caros e caras,
Uma questão (um pouco provocativa, mas propositiva) aos profissionais da saúde:
Levando em conta esta riquíssima discussão sobre autonomia e que tipo de saúde queremos, que tal escreverem algo sobre o Projeto de Lei do Ato Médico que está para ser votado no Senado? Sugiro isto, pois me parece que esta discussão está muito restrita nos Conselhos de Profissões das áreas da saúde e pouca coisa tem sido discutida mais claramente com outros setores da sociedade. 
Pode ser, por exemplo, na forma de artigo, inclusive escrito a mais de duas mãos...
Beijos, abraços e flores]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros e caras,<br />
Uma questão (um pouco provocativa, mas propositiva) aos profissionais da saúde:<br />
Levando em conta esta riquíssima discussão sobre autonomia e que tipo de saúde queremos, que tal escreverem algo sobre o Projeto de Lei do Ato Médico que está para ser votado no Senado? Sugiro isto, pois me parece que esta discussão está muito restrita nos Conselhos de Profissões das áreas da saúde e pouca coisa tem sido discutida mais claramente com outros setores da sociedade.<br />
Pode ser, por exemplo, na forma de artigo, inclusive escrito a mais de duas mãos&#8230;<br />
Beijos, abraços e flores</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: alex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8451</link>

		<dc:creator><![CDATA[alex]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 20:15:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18399#comment-8451</guid>

					<description><![CDATA[Maria, creio que tem razão quando afirma que a medicina alternativa se afasta em muito dos modelos ancestrais, o que não me parece em sí um problema, pois não creio que as tradições são em sí boas, tampouco o desenvolvimento tecnológico como em sí ruim. Afinal, como você afirma, a era dos antibióticos trouxe benefícios incomparáveis na questão da mortalidade e, para diversas doenças mais graves os zapatistas, por exemplo, têm que recorrer aos modelos biomédicos atuais. Todavia, tendo a concordar com a Ana, pois acredito que o avanço técnico não está contraposto aos modelos ditos alternativos, nem aos tradicionais, sendo uma questão de possibilidades e escolhas das comunidades. 
Neste ponto, o essencial, para mim, está na questão sublinhada pelo Xavier, sobre a autonomia ser um conjunto de práticas e pensamentos para a sociedade que queremos.

E aí, a experiência zapatista não se limita aos indígenas e camponeses de Chiapas, os novos referenciais de vida e organização que eles desenvolvem são o vislumbre momentâneo de toda uma nova maneira de viver, não alicerçada em valores tão restritos quanto estreitos do atual sistema que prima pelo individualismo egoísta-competitivo e pela separação técnica (e por isso, supostamente neutra) dos rumos da política, que escapam das mãos das pessoas &quot;comuns&quot;, relegando a um gestor, um profissional, um cientista, engenheiro ou médico qual o caminho de suas próprias vidas.

Assim, apesar de estar de acordo com o último comentário da Ana, sobre contribuições individuais que levem a transformações individuais e, consequentemente, coletiva, acredito que se faz necessário pontuar a causa comum para que os diversos esforços individuais possam se congregar num esforço coletivo.

O que se costuma chamar de história é apenas uma parte da realidade, a de cima, que esconde a experiência das pessoas comuns, suas lutas cotidianas e coletivas, como a dos indígenas chiapanecos que se uniram para atacar este sistema, e a partir daí puderam caminhar outras alternativas. Isto inclui uma crítica pela raiz (e por isto radical) às grandes empresas do agronegócio, do setor químico-farmacêutico-agroalimentar, do transporte, da comunicação, da habitação etc. Neste caminho, a auto-identificação enquanto trabalhador (seja da saúde, da alimentação, do transporte, da agricultura, da construção civil etc.), e dos trabalhadores enquanto companheiros e companheiras parecem-me fundamental.
Concretamente, para podermos ter autonomia e liberdade nos diversos âmbitos de nossas vidas, temos que ter claro que estamos a enfrentar um sistema político-econômico que negligencia o atendimento das necessidades e direitos básicos para grande parte da população, geração após geração, enquanto uma minoria se privilegia disto e cultiva a ilusão que o amanhã será sempre igual ao ontem, escondendo o fato de que o presente e o futuro são feitos por nós, hoje, numa luta constante para a construção desse “outro mundo”, que para poder se tornar realidade deve unificar as grandes e pequenas, as passivas e ativas, resistências individuais, transformando-as em rebeldias coletivas, ainda que mantenham suas especificidades. 
“Quando isso pode acontecer é incerto. Se isso pode acontecer também é incerto. Mas não acreditar na possibilidade de uma mudança dramática é esquecer que as coisas já mudaram, não o suficiente, é claro, mas o suficiente para mostrar o que é possível. Nós já fomos surpreendidos antes na história. Nós podemos ser surpreendidos novamente. Na verdade, nós podemos fazer parte do surpreendente.” (Howard Zinn – Você não pode ser neutro num trem em movimento)
Beijos e abraços a tod@s, 
(e ótima discussão, que já ultrapassa o dobro do tamanho do artigo! e traz elementos muito relevantes)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Maria, creio que tem razão quando afirma que a medicina alternativa se afasta em muito dos modelos ancestrais, o que não me parece em sí um problema, pois não creio que as tradições são em sí boas, tampouco o desenvolvimento tecnológico como em sí ruim. Afinal, como você afirma, a era dos antibióticos trouxe benefícios incomparáveis na questão da mortalidade e, para diversas doenças mais graves os zapatistas, por exemplo, têm que recorrer aos modelos biomédicos atuais. Todavia, tendo a concordar com a Ana, pois acredito que o avanço técnico não está contraposto aos modelos ditos alternativos, nem aos tradicionais, sendo uma questão de possibilidades e escolhas das comunidades.<br />
Neste ponto, o essencial, para mim, está na questão sublinhada pelo Xavier, sobre a autonomia ser um conjunto de práticas e pensamentos para a sociedade que queremos.</p>
<p>E aí, a experiência zapatista não se limita aos indígenas e camponeses de Chiapas, os novos referenciais de vida e organização que eles desenvolvem são o vislumbre momentâneo de toda uma nova maneira de viver, não alicerçada em valores tão restritos quanto estreitos do atual sistema que prima pelo individualismo egoísta-competitivo e pela separação técnica (e por isso, supostamente neutra) dos rumos da política, que escapam das mãos das pessoas &#8220;comuns&#8221;, relegando a um gestor, um profissional, um cientista, engenheiro ou médico qual o caminho de suas próprias vidas.</p>
<p>Assim, apesar de estar de acordo com o último comentário da Ana, sobre contribuições individuais que levem a transformações individuais e, consequentemente, coletiva, acredito que se faz necessário pontuar a causa comum para que os diversos esforços individuais possam se congregar num esforço coletivo.</p>
<p>O que se costuma chamar de história é apenas uma parte da realidade, a de cima, que esconde a experiência das pessoas comuns, suas lutas cotidianas e coletivas, como a dos indígenas chiapanecos que se uniram para atacar este sistema, e a partir daí puderam caminhar outras alternativas. Isto inclui uma crítica pela raiz (e por isto radical) às grandes empresas do agronegócio, do setor químico-farmacêutico-agroalimentar, do transporte, da comunicação, da habitação etc. Neste caminho, a auto-identificação enquanto trabalhador (seja da saúde, da alimentação, do transporte, da agricultura, da construção civil etc.), e dos trabalhadores enquanto companheiros e companheiras parecem-me fundamental.<br />
Concretamente, para podermos ter autonomia e liberdade nos diversos âmbitos de nossas vidas, temos que ter claro que estamos a enfrentar um sistema político-econômico que negligencia o atendimento das necessidades e direitos básicos para grande parte da população, geração após geração, enquanto uma minoria se privilegia disto e cultiva a ilusão que o amanhã será sempre igual ao ontem, escondendo o fato de que o presente e o futuro são feitos por nós, hoje, numa luta constante para a construção desse “outro mundo”, que para poder se tornar realidade deve unificar as grandes e pequenas, as passivas e ativas, resistências individuais, transformando-as em rebeldias coletivas, ainda que mantenham suas especificidades.<br />
“Quando isso pode acontecer é incerto. Se isso pode acontecer também é incerto. Mas não acreditar na possibilidade de uma mudança dramática é esquecer que as coisas já mudaram, não o suficiente, é claro, mas o suficiente para mostrar o que é possível. Nós já fomos surpreendidos antes na história. Nós podemos ser surpreendidos novamente. Na verdade, nós podemos fazer parte do surpreendente.” (Howard Zinn – Você não pode ser neutro num trem em movimento)<br />
Beijos e abraços a tod@s,<br />
(e ótima discussão, que já ultrapassa o dobro do tamanho do artigo! e traz elementos muito relevantes)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ana Luiza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8435</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 22:57:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Xavier, concordo com você. essa discussão pode ser lida tendo como foco toda movimentação que lute para um processo de transformação individual e consequentemente coletiva. E acredito que cada um com sua contribuição possa caminhar para um lugar melhor, &quot;Vim aqui para cantar e quero que cantes comigo&quot;(Pablo Neruda)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Xavier, concordo com você. essa discussão pode ser lida tendo como foco toda movimentação que lute para um processo de transformação individual e consequentemente coletiva. E acredito que cada um com sua contribuição possa caminhar para um lugar melhor, &#8220;Vim aqui para cantar e quero que cantes comigo&#8221;(Pablo Neruda)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8429</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 16:59:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18399#comment-8429</guid>

					<description><![CDATA[Olá,

Muita gente pode estar achando que a discussão realizada pelos comentários anteriores é meramente específica da área das &quot;ciências da saúde&quot;.

Num primeiro momento, pode até parecer que, sim, as pessoas estão focalizando questões do &quot;cuidado&quot; e da relação &quot;saúde e doença&quot;.

No entanto, gostaria aqui não só parabenizar a todas e todos pelas excelentes contribuições aqui apresentadas (e, claro, espero muito que o debate continue aqui e em outros espaços - estou aprendendo muito com vocês!), como também estimular a reflexão coletiva dessa dimensão fundamental de nossas vidas - que é a saúde.

Muito bom perceber que existem profissionais de saúde tão questionadores - que, inclusive, percebem a ideologia pressuposta e reafirmada nos ideais de &quot;bom corpo&quot;, &quot;saúde&quot; e tudo mais.

E, por fim, um ponto que merece sempre ser destacado: mais do que meras palavras e boas intenções, as idéias de &quot;autonomia&quot;, &quot;auto-determinação&quot; e &quot;construção de um novo mundo&quot; são, na verdade, um conjunto de práticas e pensamentos. Por esse motivo, é importante sabermos qual a educação que queremos, o alimento que iremos produzir, a saúde que conquistaremos, a circulação (transporte) que percorreremos, a cultura que estimula nossas vidas...

Enfim, mais alguns pontos para continuar essa rica discussão que o texto do Alex nos deu oportunidade de realizar.

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Muita gente pode estar achando que a discussão realizada pelos comentários anteriores é meramente específica da área das &#8220;ciências da saúde&#8221;.</p>
<p>Num primeiro momento, pode até parecer que, sim, as pessoas estão focalizando questões do &#8220;cuidado&#8221; e da relação &#8220;saúde e doença&#8221;.</p>
<p>No entanto, gostaria aqui não só parabenizar a todas e todos pelas excelentes contribuições aqui apresentadas (e, claro, espero muito que o debate continue aqui e em outros espaços &#8211; estou aprendendo muito com vocês!), como também estimular a reflexão coletiva dessa dimensão fundamental de nossas vidas &#8211; que é a saúde.</p>
<p>Muito bom perceber que existem profissionais de saúde tão questionadores &#8211; que, inclusive, percebem a ideologia pressuposta e reafirmada nos ideais de &#8220;bom corpo&#8221;, &#8220;saúde&#8221; e tudo mais.</p>
<p>E, por fim, um ponto que merece sempre ser destacado: mais do que meras palavras e boas intenções, as idéias de &#8220;autonomia&#8221;, &#8220;auto-determinação&#8221; e &#8220;construção de um novo mundo&#8221; são, na verdade, um conjunto de práticas e pensamentos. Por esse motivo, é importante sabermos qual a educação que queremos, o alimento que iremos produzir, a saúde que conquistaremos, a circulação (transporte) que percorreremos, a cultura que estimula nossas vidas&#8230;</p>
<p>Enfim, mais alguns pontos para continuar essa rica discussão que o texto do Alex nos deu oportunidade de realizar.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ana Luiza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8427</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana Luiza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:31:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18399#comment-8427</guid>

					<description><![CDATA[Que bom te ver aqui Maria. Gostei bastante de sua contribuição. Apenas duas discordancias: a medicina preventiva não é complementar é parte da terapeutica e deve ser vista politica e socialmente como tal. Acredito que o processo saúde-doença tem essa concepção tendenciosa a que você se refere justamente por causa da supervalorização da clínica individual; e, as artes de curar transcendem explicações puramente racionais, assim as &quot;alternativas&quot; (aproveito para dizer que realmente não acho que tais práticas sejam alternativas mas necessárias), podem sim incorporar tecnologias conquistadas pela evolução da medicina como prática do cuidado. Abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que bom te ver aqui Maria. Gostei bastante de sua contribuição. Apenas duas discordancias: a medicina preventiva não é complementar é parte da terapeutica e deve ser vista politica e socialmente como tal. Acredito que o processo saúde-doença tem essa concepção tendenciosa a que você se refere justamente por causa da supervalorização da clínica individual; e, as artes de curar transcendem explicações puramente racionais, assim as &#8220;alternativas&#8221; (aproveito para dizer que realmente não acho que tais práticas sejam alternativas mas necessárias), podem sim incorporar tecnologias conquistadas pela evolução da medicina como prática do cuidado. Abraço!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria Virginia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8404</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria Virginia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 03:19:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=18399#comment-8404</guid>

					<description><![CDATA[Oi  Alex!
Vivenciar a experiência zapatista inflama o coração de paixão, amplia o comprometimento com a saúde e o desejo pela &quot;vida digna de todas e todos nós&quot;.
Muito rica discussão.
Infelizmente não podemos ver com olhos excessivamente crédulos a busca pela medicina alternativa, que se afasta e muito dos modelos ancestrais. Diversas vezes não reflete a busca de autonomia, tampouco capacidade real de escolha, já que essa se tornou mais uma a fatia do mercado a oferecer, de forma charlatanesca, alívio &quot;politicamente correto&quot; às mazelas essencialmente humanas, tratando baseado no conceito errôneo de saúde.
Assim como existe esta aplicabilidade falaciosa ao modelo não ortodoxo tornando-o venal, também existe uma crítica ensandecida ao desenvolvimento tecnológico (não entenda medicina tecnicista) e ao emprego de medicações. A utilização de recursos da tecnologia na medicina preventiva deve ser valorizada desde que mantenha seu real status complementar sem subjugar a anamnese e principalmente o contato com o paciente. Quanto às medicações é claro que existe conflito de interesse direto da indústria farmacêutica, que de forma tendenciosa e hiperbólica tenta ludibriar profissionais da saúde e leigos vinculando essencialmente a necessidade de drogas na manutenção da &quot;saúde&quot;. Em contrapartida não podemos comparar a morbidade e mortalidade da era pré- antibiótica com a dos dias atuais. A parcimônia no uso e racional indicação são vitais.
Sobre relação médico-paciente não vou me ater ao questionamento assimétrico histórico, mas na ausência de compromisso simétrico no estabelecimento e manutenção deste vínculo. Nota-se falta de empenho pessoal e envolvimento do profissional, associado à escassa iniciativa por autonomia além de idealização extraordinária sobre profissional pelo paciente. Não podemos esperar outra coisa de um sistema  que fez do profissional de saúde um mero fornecedor de serviço e do paciente seu cliente, dissociados, descartáveis... 
Ambos ávidos por um reencontro genuinamente humanizado, certamente.
Não devemos enxergar as críticas à prática da assistência em saúde vigente como fatalidade que imobiliza re enfatizando o modelo perverso que supervaloriza o mercado ao humano.

“A vida é curta, a Arte difícil e longo tempo é necessário na sua aprendizagem; a ocasião é fugidia, a experiência enganadora, o julgamento trabalhoso de formular. Ante problemas tão árduos e situações perigosas, o médico deve ser modesto e ter a íntima convicção de que não são só seus cuidados que podem fazer voltar a saúde perdida porque a experiência demonstra como muitas vezes as enfermidades se curam por si só&quot;
(Hipócrates)

Beijos e flores
Espero ter colaborado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi  Alex!<br />
Vivenciar a experiência zapatista inflama o coração de paixão, amplia o comprometimento com a saúde e o desejo pela &#8220;vida digna de todas e todos nós&#8221;.<br />
Muito rica discussão.<br />
Infelizmente não podemos ver com olhos excessivamente crédulos a busca pela medicina alternativa, que se afasta e muito dos modelos ancestrais. Diversas vezes não reflete a busca de autonomia, tampouco capacidade real de escolha, já que essa se tornou mais uma a fatia do mercado a oferecer, de forma charlatanesca, alívio &#8220;politicamente correto&#8221; às mazelas essencialmente humanas, tratando baseado no conceito errôneo de saúde.<br />
Assim como existe esta aplicabilidade falaciosa ao modelo não ortodoxo tornando-o venal, também existe uma crítica ensandecida ao desenvolvimento tecnológico (não entenda medicina tecnicista) e ao emprego de medicações. A utilização de recursos da tecnologia na medicina preventiva deve ser valorizada desde que mantenha seu real status complementar sem subjugar a anamnese e principalmente o contato com o paciente. Quanto às medicações é claro que existe conflito de interesse direto da indústria farmacêutica, que de forma tendenciosa e hiperbólica tenta ludibriar profissionais da saúde e leigos vinculando essencialmente a necessidade de drogas na manutenção da &#8220;saúde&#8221;. Em contrapartida não podemos comparar a morbidade e mortalidade da era pré- antibiótica com a dos dias atuais. A parcimônia no uso e racional indicação são vitais.<br />
Sobre relação médico-paciente não vou me ater ao questionamento assimétrico histórico, mas na ausência de compromisso simétrico no estabelecimento e manutenção deste vínculo. Nota-se falta de empenho pessoal e envolvimento do profissional, associado à escassa iniciativa por autonomia além de idealização extraordinária sobre profissional pelo paciente. Não podemos esperar outra coisa de um sistema  que fez do profissional de saúde um mero fornecedor de serviço e do paciente seu cliente, dissociados, descartáveis&#8230;<br />
Ambos ávidos por um reencontro genuinamente humanizado, certamente.<br />
Não devemos enxergar as críticas à prática da assistência em saúde vigente como fatalidade que imobiliza re enfatizando o modelo perverso que supervaloriza o mercado ao humano.</p>
<p>“A vida é curta, a Arte difícil e longo tempo é necessário na sua aprendizagem; a ocasião é fugidia, a experiência enganadora, o julgamento trabalhoso de formular. Ante problemas tão árduos e situações perigosas, o médico deve ser modesto e ter a íntima convicção de que não são só seus cuidados que podem fazer voltar a saúde perdida porque a experiência demonstra como muitas vezes as enfermidades se curam por si só&#8221;<br />
(Hipócrates)</p>
<p>Beijos e flores<br />
Espero ter colaborado&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8376</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 23:18:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Li o texto há alguns dias, achei bacana.Gostaria de sugerir um texto da Asa Cristina Laurell (que foi secretária da cidade do México) e apesar de ser de um partido que não nos agrada muito (hehe) trás contribuições importantes para pensarmos o processo de adoecimento. A discussão não vai bem pro mesmo lado do texto do Alex, até prq o contexto que se discute é outro, mas achei legal deixar aqui pra quem se interessa pela discussão e/ou atua na área. Tá ai, &quot;A saúde como processo social&quot;: http://fopspr.files.wordpress.com/2009/01/saudedoenca.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li o texto há alguns dias, achei bacana.Gostaria de sugerir um texto da Asa Cristina Laurell (que foi secretária da cidade do México) e apesar de ser de um partido que não nos agrada muito (hehe) trás contribuições importantes para pensarmos o processo de adoecimento. A discussão não vai bem pro mesmo lado do texto do Alex, até prq o contexto que se discute é outro, mas achei legal deixar aqui pra quem se interessa pela discussão e/ou atua na área. Tá ai, &#8220;A saúde como processo social&#8221;: <a href="http://fopspr.files.wordpress.com/2009/01/saudedoenca.pdf" rel="nofollow ugc">http://fopspr.files.wordpress.com/2009/01/saudedoenca.pdf</a></p>
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		<title>
		Por: Eugenia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/18399/#comment-8374</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eugenia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 21:23:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Hola Alex.
Soy Eugenia Michalopoulou, de Grecia. Miembro del colectivo griego de solidaridad con los Zapatistas &quot;ALANA&quot; y tambien miembro del equipo-web de la web de la Red Europea de Solidaridad con los Zapatistas (www.europazapatista.org)

Estare en Lisboa por unos dias, desde el 27 de febrero hasta el dia 2 de marzo. Me gustaria, si es facil, contactarme con Uds.

Halbo solo castellano, no portugues aunque mucho me gustaria.
Seria alegria conocerles. Puedes contactarme por el correo:

 loszapatistasnoestansolos@yahoo.es

Un abrazo solidario
Eugenia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hola Alex.<br />
Soy Eugenia Michalopoulou, de Grecia. Miembro del colectivo griego de solidaridad con los Zapatistas &#8220;ALANA&#8221; y tambien miembro del equipo-web de la web de la Red Europea de Solidaridad con los Zapatistas (www.europazapatista.org)</p>
<p>Estare en Lisboa por unos dias, desde el 27 de febrero hasta el dia 2 de marzo. Me gustaria, si es facil, contactarme con Uds.</p>
<p>Halbo solo castellano, no portugues aunque mucho me gustaria.<br />
Seria alegria conocerles. Puedes contactarme por el correo:</p>
<p> <a href="mailto:loszapatistasnoestansolos@yahoo.es">loszapatistasnoestansolos@yahoo.es</a></p>
<p>Un abrazo solidario<br />
Eugenia</p>
]]></content:encoded>
		
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