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	Comentários sobre: O bombardeamento da população civil na Europa pelos Aliados durante a segunda guerra mundial	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: A.O.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/19018/#comment-8511</link>

		<dc:creator><![CDATA[A.O.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 15:26:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As resistências deixam muito a desejar enquanto forças empenhadas no comunismo e na revolução. Além de terem desarmado qualquer veleidade desse género, em França e Itália,por exemplo, chegaram ao ponto de perseguir e mesmo assassinar militantes internacionalistas que não se deixaram arrastar para um dos lados do conflito inter-imperialista em nome do antifascismo. Por exemplo: o assassinato de Mario Acquaviva e Fausto Atti pelos estalinistas italianos que por outro lado amnistiavam os fascistas. 

Sobre aspectos desagradáveis da ocupação soviética de Berlim, existe um texto contemporâneo (dos acontecimentos, 1948) do comunista de conselhos Paul Mattick:
http://www.marxists.org/archive/mattick-paul/1948/10/berlin.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As resistências deixam muito a desejar enquanto forças empenhadas no comunismo e na revolução. Além de terem desarmado qualquer veleidade desse género, em França e Itália,por exemplo, chegaram ao ponto de perseguir e mesmo assassinar militantes internacionalistas que não se deixaram arrastar para um dos lados do conflito inter-imperialista em nome do antifascismo. Por exemplo: o assassinato de Mario Acquaviva e Fausto Atti pelos estalinistas italianos que por outro lado amnistiavam os fascistas. </p>
<p>Sobre aspectos desagradáveis da ocupação soviética de Berlim, existe um texto contemporâneo (dos acontecimentos, 1948) do comunista de conselhos Paul Mattick:<br />
<a href="http://www.marxists.org/archive/mattick-paul/1948/10/berlin.htm" rel="nofollow ugc">http://www.marxists.org/archive/mattick-paul/1948/10/berlin.htm</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/19018/#comment-8457</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 03:01:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho que para compreender o bombardeio somam-se estes elementos:

A) Combater a possibilidade de ação revolucionária e de resistência popular auto-organizada e, dentro desta, tanto tendências comunistas e socialistas radicais quando simplesmente &quot;progressitas&quot; em aliança com comunistas que deixariam o conflito interno principal para mais tarde, como na resistência francesa citada por João Bernardo que também em outras ocasiões mostra que passa a ser não só uma aliança comunista ou classista, mas uma aliança com a burguesia nacional e mesmo fascistas franceses contra a ocupação por facistas estrangeiros.

Aliás regiões industriais na alemanha encontravam sim militantes escondidos e muitas vezes em redes de comunicação. Os oficiais do exército vermelho também, quando os viam, mandavam para os Gulag e submetiam à violências ou prendiam com a justificativa de que se fossem social-democratas resistentes ou comunistas teriam organizados a guerrilha no interior da Alemanha. - Aliás muitos dos fugitivos da SPD e comunistas alemães que fugiram para a URSS foram mandados também para os Gulag.
 

B) O fator de possível resistência nazi com apoio entre a população, o que ocorreria em setores como o Sul da Alemanha, mas não em Dresden. 

C) Desgaste demográfico em relação ao fornecimento de elementos para o exército.

D) Tornar a população desorganizada internamente e submissa a qualquer grupo de auxílio enviado posteriormente.

Mas cabe colocar que não acho que qualquer resitência nazi que houvesse antes do bombardeio acabasse resvalando no apoio posterior, mas, ao contrário, encontra a base de apoio na disputa a respeito da memória do bombardeio como humilhação nacional e a construção da ideologia de que a violência teria sido maior que a sofrida pelos judeus ou ainda que a dos campos teria sido mentira criada pelos aliados.
   
E acredito que a questão da resistência popular armada e a sua base de apoio na população são as questões mais visadas, mas, na cabeça dos estrategos e especialistas, são tratados simplesmente como material humano descartável, pois não seria garantida sua inteira submissão aos projetos que viriam depois, como a partilha da Europa entre os vencedores do conflito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que para compreender o bombardeio somam-se estes elementos:</p>
<p>A) Combater a possibilidade de ação revolucionária e de resistência popular auto-organizada e, dentro desta, tanto tendências comunistas e socialistas radicais quando simplesmente &#8220;progressitas&#8221; em aliança com comunistas que deixariam o conflito interno principal para mais tarde, como na resistência francesa citada por João Bernardo que também em outras ocasiões mostra que passa a ser não só uma aliança comunista ou classista, mas uma aliança com a burguesia nacional e mesmo fascistas franceses contra a ocupação por facistas estrangeiros.</p>
<p>Aliás regiões industriais na alemanha encontravam sim militantes escondidos e muitas vezes em redes de comunicação. Os oficiais do exército vermelho também, quando os viam, mandavam para os Gulag e submetiam à violências ou prendiam com a justificativa de que se fossem social-democratas resistentes ou comunistas teriam organizados a guerrilha no interior da Alemanha. &#8211; Aliás muitos dos fugitivos da SPD e comunistas alemães que fugiram para a URSS foram mandados também para os Gulag.</p>
<p>B) O fator de possível resistência nazi com apoio entre a população, o que ocorreria em setores como o Sul da Alemanha, mas não em Dresden. </p>
<p>C) Desgaste demográfico em relação ao fornecimento de elementos para o exército.</p>
<p>D) Tornar a população desorganizada internamente e submissa a qualquer grupo de auxílio enviado posteriormente.</p>
<p>Mas cabe colocar que não acho que qualquer resitência nazi que houvesse antes do bombardeio acabasse resvalando no apoio posterior, mas, ao contrário, encontra a base de apoio na disputa a respeito da memória do bombardeio como humilhação nacional e a construção da ideologia de que a violência teria sido maior que a sofrida pelos judeus ou ainda que a dos campos teria sido mentira criada pelos aliados.</p>
<p>E acredito que a questão da resistência popular armada e a sua base de apoio na população são as questões mais visadas, mas, na cabeça dos estrategos e especialistas, são tratados simplesmente como material humano descartável, pois não seria garantida sua inteira submissão aos projetos que viriam depois, como a partilha da Europa entre os vencedores do conflito.</p>
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		<title>
		Por: A.O.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/19018/#comment-8452</link>

		<dc:creator><![CDATA[A.O.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 20:51:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Mas porque este terror todo?&quot;

E porque não considerar a hipótese de se ter como objectivo impedir qualquer veleidade revolucionária por parte do proletariado, tal como tinha acontecido no final da 1ª grande guerra imperialista? Afinal, sempre apanharam um susto dos grandes e tudo foi mobilizado para o combater.
como aqui:
http://gci-icg.org/spanish/comunismo39.htm#dresde]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Mas porque este terror todo?&#8221;</p>
<p>E porque não considerar a hipótese de se ter como objectivo impedir qualquer veleidade revolucionária por parte do proletariado, tal como tinha acontecido no final da 1ª grande guerra imperialista? Afinal, sempre apanharam um susto dos grandes e tudo foi mobilizado para o combater.<br />
como aqui:<br />
<a href="http://gci-icg.org/spanish/comunismo39.htm#dresde" rel="nofollow ugc">http://gci-icg.org/spanish/comunismo39.htm#dresde</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/02/19018/#comment-8448</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 15:41:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu não tinha entendido este artigo até ver o vídeo e o comentário sobre a marcha anti-nazi em Dresden.

A nova literatura de história militar toca no tema, como o Beevor que ficou famoso ao tratar de aspectos desagradáveis da ocupação soviética em Berlin e da defesa de Estalingrado, com o uso de desperdício humano.

http://en.wikipedia.org/wiki/Bombing_of_Dresden_in_World_War_II

O bombardeio &quot;por Carpete&quot; pulverizando bombas numa área calculada em metros quadrados em áreas havia sido desenvolvido e calculada por precisão por engenheiros e estatísticos (como o Macnamara) com bombas menores espalhadas em áreas concentradas de modo preciso), os EUA utilizaram sucessivamente no Japão, incendiando em média 40 a 60% das cidades, ou como Dresden na Alemanha, Vietnã, etc. O que envolve estes bombardeios é uma configuração múltipla que passa, principalmente, pela aterrorização da população civil, evitando que se reorganizem e fazendo com que se rompam os vínculos sociais e comunitários.

Outra situação derivada foi a destruição da represa de Mohne com a bomba que quicava na água, calculada e feita só para isso: &quot;barragem cedeu... Uma torrente de mais de 40 metros se precipitou para o vazio. O espetáculo, dantesco, se ofereceu ante os olhos dos pilotos britânicos. Milhões de toneladas de água, precipitando-se sobre o vale, alagando tudo, tudo destruindo à sua passagem. Gibson, disse, referindo-se a esse momento, que “provavelmente nenhum homem terá ocasião jamais de contemplar espetáculo semelhante”.
Mas porque este terror todo? Talvez por causa do conceito operador de origem militar de Material Humano (estou terminando texto a  respeito), conforme prevalecia na primeira guerra mundial, isto é, o volume de população mandada para o combate em termos demográficos é determinante na primeira guerra como fator que garantiria a vitória (mandando-se as paessoas para a morte sucessivamente, até que ao final quem possuir mais população em reserva, ganha o combate) o que chamavam Guerra de Desgaste ou guerra de materiais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tinha entendido este artigo até ver o vídeo e o comentário sobre a marcha anti-nazi em Dresden.</p>
<p>A nova literatura de história militar toca no tema, como o Beevor que ficou famoso ao tratar de aspectos desagradáveis da ocupação soviética em Berlin e da defesa de Estalingrado, com o uso de desperdício humano.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bombing_of_Dresden_in_World_War_II" rel="nofollow ugc">http://en.wikipedia.org/wiki/Bombing_of_Dresden_in_World_War_II</a></p>
<p>O bombardeio &#8220;por Carpete&#8221; pulverizando bombas numa área calculada em metros quadrados em áreas havia sido desenvolvido e calculada por precisão por engenheiros e estatísticos (como o Macnamara) com bombas menores espalhadas em áreas concentradas de modo preciso), os EUA utilizaram sucessivamente no Japão, incendiando em média 40 a 60% das cidades, ou como Dresden na Alemanha, Vietnã, etc. O que envolve estes bombardeios é uma configuração múltipla que passa, principalmente, pela aterrorização da população civil, evitando que se reorganizem e fazendo com que se rompam os vínculos sociais e comunitários.</p>
<p>Outra situação derivada foi a destruição da represa de Mohne com a bomba que quicava na água, calculada e feita só para isso: &#8220;barragem cedeu&#8230; Uma torrente de mais de 40 metros se precipitou para o vazio. O espetáculo, dantesco, se ofereceu ante os olhos dos pilotos britânicos. Milhões de toneladas de água, precipitando-se sobre o vale, alagando tudo, tudo destruindo à sua passagem. Gibson, disse, referindo-se a esse momento, que “provavelmente nenhum homem terá ocasião jamais de contemplar espetáculo semelhante”.<br />
Mas porque este terror todo? Talvez por causa do conceito operador de origem militar de Material Humano (estou terminando texto a  respeito), conforme prevalecia na primeira guerra mundial, isto é, o volume de população mandada para o combate em termos demográficos é determinante na primeira guerra como fator que garantiria a vitória (mandando-se as paessoas para a morte sucessivamente, até que ao final quem possuir mais população em reserva, ganha o combate) o que chamavam Guerra de Desgaste ou guerra de materiais.</p>
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