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	Comentários sobre: A emergência do peronismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gabriel Zacarias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/19681/#comment-10226</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Zacarias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 May 2010 21:35:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Dar a Peron o mérito individual de ter organizado o trabalhismo argentino seria tratá-lo com uma honra que ele não merece. Pôr as claras a ariticulação dos movimentos operários argentinos à época da ascenção do general é fundamental, justamente para entender o próximo capítulo, longo e complexo, do triunfo da representação. 

Sim, se trata de um problema de Estado e representação.

Questão que deve ser posta à altura de nossa época, que não é de uma &quot;nostalgia&quot; espontânea mas de uma imobilização da imaginação política como resultado de um falseamento histórico produzido.

Questão menos de representação política,do que de uma política da representação.

As evidências são flagrantes e se encontram em toda a parte. Nessa publicação, por exemplo. Peron já é representação, mas o que dizer hoje da representação de Peron? O falseamento da história parece entravar mesmo a possibilidade de verificação comum da verdade das imagens, tão desatentamente acessíveis.
De forma que Madona e Jonathan Pryce podem ser identificados como &quot;Peron, Evita e outros&quot;!

O que nada tem a ver com um erro de edição.

O presente estado de modernização social é caracterizado pela combinação de cinco aspectos principais: a incessante renovação tecnológica, a fusão econômico-estatal, o segredo generalizado, a mentira sem contestação e o presente perpétuo.

O primeiro intuito da dominação espetacular era o de fazer sumir o conhecimento histórico geral; e, em primeiro lugar, quase todas as informações e todos os comentários razoáveis sobre o passado recente. 

Uma evidência tão flagrante não precisa ser explicada.

A preciosa vantagem que o espetáculo tirou dessa marginalização da história – de já ter condenado toda a história recente a passar para a clandestinidade e ter conseguido fazer todos esquecerem o espírito histórico na sociedade – foi, antes de tudo, abarcar sua própria história, o movimento de sua recente conquista do mundo.

Claro, tudo está muito além de Péron. 

Mas Péron não está além disso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dar a Peron o mérito individual de ter organizado o trabalhismo argentino seria tratá-lo com uma honra que ele não merece. Pôr as claras a ariticulação dos movimentos operários argentinos à época da ascenção do general é fundamental, justamente para entender o próximo capítulo, longo e complexo, do triunfo da representação. </p>
<p>Sim, se trata de um problema de Estado e representação.</p>
<p>Questão que deve ser posta à altura de nossa época, que não é de uma &#8220;nostalgia&#8221; espontânea mas de uma imobilização da imaginação política como resultado de um falseamento histórico produzido.</p>
<p>Questão menos de representação política,do que de uma política da representação.</p>
<p>As evidências são flagrantes e se encontram em toda a parte. Nessa publicação, por exemplo. Peron já é representação, mas o que dizer hoje da representação de Peron? O falseamento da história parece entravar mesmo a possibilidade de verificação comum da verdade das imagens, tão desatentamente acessíveis.<br />
De forma que Madona e Jonathan Pryce podem ser identificados como &#8220;Peron, Evita e outros&#8221;!</p>
<p>O que nada tem a ver com um erro de edição.</p>
<p>O presente estado de modernização social é caracterizado pela combinação de cinco aspectos principais: a incessante renovação tecnológica, a fusão econômico-estatal, o segredo generalizado, a mentira sem contestação e o presente perpétuo.</p>
<p>O primeiro intuito da dominação espetacular era o de fazer sumir o conhecimento histórico geral; e, em primeiro lugar, quase todas as informações e todos os comentários razoáveis sobre o passado recente. </p>
<p>Uma evidência tão flagrante não precisa ser explicada.</p>
<p>A preciosa vantagem que o espetáculo tirou dessa marginalização da história – de já ter condenado toda a história recente a passar para a clandestinidade e ter conseguido fazer todos esquecerem o espírito histórico na sociedade – foi, antes de tudo, abarcar sua própria história, o movimento de sua recente conquista do mundo.</p>
<p>Claro, tudo está muito além de Péron. </p>
<p>Mas Péron não está além disso.</p>
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		<title>
		Por: Luiz Antonio Guerra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/19681/#comment-8711</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luiz Antonio Guerra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 01:43:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“No hay duda de que el peronismo, desde el punto de vista de los trabajadores, fue en un sentido fundamental uma respuesta a las dificuldades económicas y la explotación de clase. Sin embargo, era también algo más. Era también un movimiento representativo de un cambio decisivo em la conducta y la lealtad políticas de la clase trabajadora, que adquirón uma visión política de la realidad diferente” (Daniel James, Resistencia y Integración)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“No hay duda de que el peronismo, desde el punto de vista de los trabajadores, fue en un sentido fundamental uma respuesta a las dificuldades económicas y la explotación de clase. Sin embargo, era también algo más. Era también un movimiento representativo de un cambio decisivo em la conducta y la lealtad políticas de la clase trabajadora, que adquirón uma visión política de la realidad diferente” (Daniel James, Resistencia y Integración)</p>
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		<title>
		Por: Fernando		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/19681/#comment-8623</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 10:27:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi Danilo
As conquistas da classe trabalhadora são responsabilidade de suas mobilizações e lutas. O que tentei demonstrar é que o peronismo é a expressão política e social de uma estratégia adotada por um setor da classe operária, que foi tornando-se hegemônico a partir da década de 1920. Concordo plenamente com a idéia de &quot;sociedade salarial&quot; e o limite de tal projeto e condições desse compromisso foi apontado por você: trajetória ascendente do crescimento econômico. A relativa paz do primeiro governo peronista (1946-1951) se deve em mutio às enormes divisas  propiciadas pelo comércio na Segunda Guerra Mundial. Já o tumultuado segundo mandato (1952-1955) é marcado pela pressão da burguesia argentina e do capital internacional pelo rebaixamento do custo da força de trabalho e a consequente resistência dos trabalhadores. Foi justamente a tentativa de destruição da &quot;sociedade salarial&quot; que levou o país a uma guerra civil de 1955-1983 e que ampliou as matizes do peronismo como cultura de resistência, levando a classe operária diversas vezes à insurreições baixo a bandeira do justicialismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Danilo<br />
As conquistas da classe trabalhadora são responsabilidade de suas mobilizações e lutas. O que tentei demonstrar é que o peronismo é a expressão política e social de uma estratégia adotada por um setor da classe operária, que foi tornando-se hegemônico a partir da década de 1920. Concordo plenamente com a idéia de &#8220;sociedade salarial&#8221; e o limite de tal projeto e condições desse compromisso foi apontado por você: trajetória ascendente do crescimento econômico. A relativa paz do primeiro governo peronista (1946-1951) se deve em mutio às enormes divisas  propiciadas pelo comércio na Segunda Guerra Mundial. Já o tumultuado segundo mandato (1952-1955) é marcado pela pressão da burguesia argentina e do capital internacional pelo rebaixamento do custo da força de trabalho e a consequente resistência dos trabalhadores. Foi justamente a tentativa de destruição da &#8220;sociedade salarial&#8221; que levou o país a uma guerra civil de 1955-1983 e que ampliou as matizes do peronismo como cultura de resistência, levando a classe operária diversas vezes à insurreições baixo a bandeira do justicialismo.</p>
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		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/19681/#comment-8619</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 04:24:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei do texto Fernando (Ramone). Embora eu não tenha nehuma simpatia pelos diversos tipos de &quot;populismo&quot; (acho que você não gosta desse termo). Acho que essa discussão que você levanta nos ajuda a entender melhor assuntos urgentes: Representação Política e Estado.
Não tenho capacidade técnica para discutir a história da Argentina em miúdos, mas gostaria de levantar algumas observações. 
Se eu entendi bem, você vincula as conquistas da classe trabalhadora com o governo de Peron. De forma resumida, podemos dizer que com o peronismo foi construído na Argentina uma &quot;sociedade salarial&quot; (para falar como R. Castel). Estado passava a ter como fundamento o controle do antagonismo central de uma economia capitalista (a contradição capital - trabalho). A trajetória ascendente dessa &quot;sociedade salarial&quot; (integração da classe operária e conquista de direitos) pressupunha uma trajetória também ascendente do crescimento economico. 
Hoje com o fim dessa trajetória, podemos ver com mais clareza os limites dessa sociedade que o Perón tentou construir. Por mais que a luta de classes seja um momento central nas conquistas trabalhistas, é o desenvolvimento capitalista que viabiliza esses tipos de compromisso de longo prazo. Ou não? 
A meu ver, posso estar errado, a permanência dum horizonte peronista na Argentina de hoje, tem muito mais a ver com um certo anacronismo que permeia a esquerda (mundial) do que uma possibilidade real de emancipação política. Aqui no Brasil, com as características que nos são proprias, também é comum as saudades do período populista, do período de crescimento economico (e isso, por aqui, se mistura com ditadura militar).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do texto Fernando (Ramone). Embora eu não tenha nehuma simpatia pelos diversos tipos de &#8220;populismo&#8221; (acho que você não gosta desse termo). Acho que essa discussão que você levanta nos ajuda a entender melhor assuntos urgentes: Representação Política e Estado.<br />
Não tenho capacidade técnica para discutir a história da Argentina em miúdos, mas gostaria de levantar algumas observações.<br />
Se eu entendi bem, você vincula as conquistas da classe trabalhadora com o governo de Peron. De forma resumida, podemos dizer que com o peronismo foi construído na Argentina uma &#8220;sociedade salarial&#8221; (para falar como R. Castel). Estado passava a ter como fundamento o controle do antagonismo central de uma economia capitalista (a contradição capital &#8211; trabalho). A trajetória ascendente dessa &#8220;sociedade salarial&#8221; (integração da classe operária e conquista de direitos) pressupunha uma trajetória também ascendente do crescimento economico.<br />
Hoje com o fim dessa trajetória, podemos ver com mais clareza os limites dessa sociedade que o Perón tentou construir. Por mais que a luta de classes seja um momento central nas conquistas trabalhistas, é o desenvolvimento capitalista que viabiliza esses tipos de compromisso de longo prazo. Ou não?<br />
A meu ver, posso estar errado, a permanência dum horizonte peronista na Argentina de hoje, tem muito mais a ver com um certo anacronismo que permeia a esquerda (mundial) do que uma possibilidade real de emancipação política. Aqui no Brasil, com as características que nos são proprias, também é comum as saudades do período populista, do período de crescimento economico (e isso, por aqui, se mistura com ditadura militar).</p>
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