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	Comentários sobre: Maus Costumes (I): As noivas roubadas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: José		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/20858/#comment-69571</link>

		<dc:creator><![CDATA[José]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jun 2012 14:31:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Essa matéria deveria continuar, como prometido]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa matéria deveria continuar, como prometido</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: lyah gomes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/20858/#comment-13932</link>

		<dc:creator><![CDATA[lyah gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 12:27:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[eu acho esses costumes muitos feios e isso deveria ser mudado!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>eu acho esses costumes muitos feios e isso deveria ser mudado!</p>
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		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/20858/#comment-8996</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 02:15:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sempre achei que a questão do culturalismo passasse muito mais por universidades européias e americanas, onde certamente é mais influente entre as esquerdas. No Brasil, em geral, quase toda a esquerda tem influência estalinista modernizante e anticultural, minorias e outros, com base numa perspectiva muito mais próxima da modernização capitalista nacional e xenófoba do que uma solidariedade contra a exploração de indivíduos ou grupos conforme se dêem as contardições e conflitos.
A perspectiva nacional modernizante também é anti-culturalista, mas minha questão é muito mais colocada ao problema: estamos tratando de modernização de hábitos sociais ? Muito bem, pode ser sim, mas no olhar de quem, de quem chega com uma força bélica nacional ou internacional ou de quem luta a partir de baixo? Espero que, neste contexto, na última opção.
Utilizam-se muitas razões quando se põem em marcha uma destruição de um hábito, pois a razão contra este terrível que apresentam se utiliza contra outros que não o são (como agora a campanha contra o hábito de mascar Qat que ajuda no Iêmen em verdade os clérigos fundamentalistas). Utilizando-se de razões humanitárias, ou de valores até mesmo utilizando de valores socialistas, é que se utilizam estas internvenções militares que destroem menos o grupo no poder, que pode ser islâmico ou moderno de inspiração capitalista do que os grupos de resistência local socialistas, populares, etc, etc.
Para separar estas coisas e distanciar-se da visão de estratégia de dominação de estado e de ferramenta para subjugar grupos, sociedades, etnias, ou seja lá quais coletivos prefiram como classe (lembrando que nem toda dominação e estratificação social é classe e que formas diversas de poder se conjugam), é preciso conhecer as formas de organização e resistência locais e soluções diversas que podem aparecer distintas de resistências anticapitalistas que podem ser ou não até parecidas com o que vemos no facismo ou uma forma material de solidariedade e resistência.
Colocar esta separação me parece essencial. Como apoiar resistentes como Wafa Sultan, mas evitando algo que dificulte a vida de quem vive num país e mantem hábitos distintos como um todo. Que é um movimento internacional de perseguição pautado muito mais habilmente pela extrema direita européia ou militares sulamericanos desejosos de terras indígenas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre achei que a questão do culturalismo passasse muito mais por universidades européias e americanas, onde certamente é mais influente entre as esquerdas. No Brasil, em geral, quase toda a esquerda tem influência estalinista modernizante e anticultural, minorias e outros, com base numa perspectiva muito mais próxima da modernização capitalista nacional e xenófoba do que uma solidariedade contra a exploração de indivíduos ou grupos conforme se dêem as contardições e conflitos.<br />
A perspectiva nacional modernizante também é anti-culturalista, mas minha questão é muito mais colocada ao problema: estamos tratando de modernização de hábitos sociais ? Muito bem, pode ser sim, mas no olhar de quem, de quem chega com uma força bélica nacional ou internacional ou de quem luta a partir de baixo? Espero que, neste contexto, na última opção.<br />
Utilizam-se muitas razões quando se põem em marcha uma destruição de um hábito, pois a razão contra este terrível que apresentam se utiliza contra outros que não o são (como agora a campanha contra o hábito de mascar Qat que ajuda no Iêmen em verdade os clérigos fundamentalistas). Utilizando-se de razões humanitárias, ou de valores até mesmo utilizando de valores socialistas, é que se utilizam estas internvenções militares que destroem menos o grupo no poder, que pode ser islâmico ou moderno de inspiração capitalista do que os grupos de resistência local socialistas, populares, etc, etc.<br />
Para separar estas coisas e distanciar-se da visão de estratégia de dominação de estado e de ferramenta para subjugar grupos, sociedades, etnias, ou seja lá quais coletivos prefiram como classe (lembrando que nem toda dominação e estratificação social é classe e que formas diversas de poder se conjugam), é preciso conhecer as formas de organização e resistência locais e soluções diversas que podem aparecer distintas de resistências anticapitalistas que podem ser ou não até parecidas com o que vemos no facismo ou uma forma material de solidariedade e resistência.<br />
Colocar esta separação me parece essencial. Como apoiar resistentes como Wafa Sultan, mas evitando algo que dificulte a vida de quem vive num país e mantem hábitos distintos como um todo. Que é um movimento internacional de perseguição pautado muito mais habilmente pela extrema direita européia ou militares sulamericanos desejosos de terras indígenas.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: A.O.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/20858/#comment-8977</link>

		<dc:creator><![CDATA[A.O.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 21:45:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Também acho uma boa matéria. Combater o multiculturalismo e o nacionalismo é importante porque são cancros nas &quot;esquerdas&quot;. No fundo revelam a natureza dessas esquerdas. Mas como a socialização esquerdista de muita boa gente passa por aí torna-se uma questão importante. A questão de avaliar a partir duma perspectiva &quot;superior&quot; não se põe porque avalia-se a partir duma perspectiva de classe. Quem avalia tudo a partir de perspectivas &quot;puramente&quot; culturais são os pequeno-burgueses, e que passe este termo tão pouco preciso. Como classificar os surrealistas árabes ou os comunistas iranianos? Como corpos estranhos numa cultura tradicional  inoculados pelo imperialismo cultural ocidental? Há luta de classes lá também. Eu não me importo minimamente de ser considerado imperialista cultural se isso se aplica a uma perspectiva comunista que é necessariamente universalista sem por isso ser homogeneizadora. A esse tipo de &quot;imperialismo&quot; eu chamo solidariedade. internacionalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Também acho uma boa matéria. Combater o multiculturalismo e o nacionalismo é importante porque são cancros nas &#8220;esquerdas&#8221;. No fundo revelam a natureza dessas esquerdas. Mas como a socialização esquerdista de muita boa gente passa por aí torna-se uma questão importante. A questão de avaliar a partir duma perspectiva &#8220;superior&#8221; não se põe porque avalia-se a partir duma perspectiva de classe. Quem avalia tudo a partir de perspectivas &#8220;puramente&#8221; culturais são os pequeno-burgueses, e que passe este termo tão pouco preciso. Como classificar os surrealistas árabes ou os comunistas iranianos? Como corpos estranhos numa cultura tradicional  inoculados pelo imperialismo cultural ocidental? Há luta de classes lá também. Eu não me importo minimamente de ser considerado imperialista cultural se isso se aplica a uma perspectiva comunista que é necessariamente universalista sem por isso ser homogeneizadora. A esse tipo de &#8220;imperialismo&#8221; eu chamo solidariedade. internacionalista.</p>
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		<title>
		Por: ronan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/20858/#comment-8973</link>

		<dc:creator><![CDATA[ronan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 17:47:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa matéria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa matéria.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/03/20858/#comment-8969</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 13:43:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=20858#comment-8969</guid>

					<description><![CDATA[A mim cabe certa ponderação sobre a questão, pincipalmente pq dentre as várias questões levantadas como razões contra os quais se insurgir entre crimes, hábitos ou tradições que digam respeito a povos e grupos específicos quem julga em geral, põe-se na perscpectiva de uma cultura superior contra uma inferior, mesmo se tratando de uma sociedadem com hábitos modernizados e valores identificados em parte dos resultados dos turbilhões de revoluções nacionais do final do século XIX e começo do XX que não é em todas as vezes de inspiração anarquista ou comunista.

Seria necessário, para tanto, analisar que práticas seriam estas de que estamos tratando e não dizer de modo geral, pois é justamente nesta abstração que os poderes gestores se colocam como modernizadores de hábitos de nativos por aí, o que é também outra forma de poder exercido.

Lembro de vários exemplos dentro da ex-URSS e que estavam latentes no imaginário, basta ver o filme de Dziga Vertov três canções para Lênin que trata da ilumnao de uma moça que abandona sua cultura e a burka, em troca do quê ? Do culto de Lênin e da hidrelétrica e um modelo de organização que lembra em muito algo do facismo como na marcha mostrada. 

Outra questão foi a da língua pautada por Stalin,que queria padronizar e extinguir línguas locais. Dizimar diversas línguas não aliena as pessoas frente às línguas adotadas pelas burocracias, educação, etc ? Não estava abrindo caminho no caso à elite soviética gestora que tomaria parte do processo de controle local ? Esste é o ponto que Bakhtin questiona em Marxismo e Linguagem.  

Já por fim, lembro de Infiel, de Ayaan Hirsi Ali e a biografia da autora. Tendo passado de fato pelo horror da clitoridectomia (extirpação do clitóris), onde de fato, qualquer pessoa apoiaria, surgiu a questão de sua fuga para a Holanda contra um casamento arranjado pela família. Ela troca os dispositivos e inicia sua busca por cidadania na Holanda. Consegue o apoio dos social democratas que, como estrangeira, foram os únicos a apoiá-la incondicionalmente e dá uma bolsa de estudos em ciência política e um lugar ao lado na social democracia.

E eis que ela utiliza dentro da esquerda o argumento de justificação de intervenções nestes países contra estes hábitos horriveis, que acabam resultando para a política de estado numa intervenção militar. Com o tempo ela muda de posição e se torna liberal radical, visando ajudar, desde que abrissem espaço para ela, a acabar com o estado de bem estar social e direitos dos trabalhadores conquistados na Holanda. Perde a cusa da cidadania holandesa, quando o caso é esclarecido de que fugia do casamento e não de perseguição religiosa (de minha parte acho válido fugir de casamento arranjado, mas não o governo holandês). 

Então ela vai para os EUa e se torna consultora do governo Bush ao lado dos águias e reaproveita o argumento de Huntington em Choque das civilizações, propondo uma luta militar entre oriente cristão e oriente islâmico que passaria, entre outros, por argumentos em torno de direitos civis que passam a ser então incorporados pelos democratas (e que pode-se acompanhar na revista Foreign Affairs na mudança da política de estado dos democratas).

Outro resultado de sua passagem pela holanda e dos argumetnos que utilizou foi Pim Fortuyn, que era negro, gay, mas direitista e favorável à expulsão e tratamento diferenciados a imigrantes, espcialmente se tivessem hábitos distintos, como ficou imortalizado na frase: &quot;Não podemos ser tolerantes com os intolerantes&quot;, ele confundia os limites entre hábitos, práticas, violações e violências políticas permitindo uma exclusão de todo dos árabes junto aos grupos humanos que trabalham por salários diminutos naquele país a perderem mais ainda seus direitos e correrem o risco de expulsão.

Se há o problema do relativismo cultural, há o do determinismo, ou da defesa dos direitos civis que pode oscilar para a escolha racional entre poderes de estado (aceitando o melhor demônio) que pretensamente queiram levar a humanidade numa operação humana, demasiadamente humana a favor do humanitarismo e da civilização contra a barbárie.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mim cabe certa ponderação sobre a questão, pincipalmente pq dentre as várias questões levantadas como razões contra os quais se insurgir entre crimes, hábitos ou tradições que digam respeito a povos e grupos específicos quem julga em geral, põe-se na perscpectiva de uma cultura superior contra uma inferior, mesmo se tratando de uma sociedadem com hábitos modernizados e valores identificados em parte dos resultados dos turbilhões de revoluções nacionais do final do século XIX e começo do XX que não é em todas as vezes de inspiração anarquista ou comunista.</p>
<p>Seria necessário, para tanto, analisar que práticas seriam estas de que estamos tratando e não dizer de modo geral, pois é justamente nesta abstração que os poderes gestores se colocam como modernizadores de hábitos de nativos por aí, o que é também outra forma de poder exercido.</p>
<p>Lembro de vários exemplos dentro da ex-URSS e que estavam latentes no imaginário, basta ver o filme de Dziga Vertov três canções para Lênin que trata da ilumnao de uma moça que abandona sua cultura e a burka, em troca do quê ? Do culto de Lênin e da hidrelétrica e um modelo de organização que lembra em muito algo do facismo como na marcha mostrada. </p>
<p>Outra questão foi a da língua pautada por Stalin,que queria padronizar e extinguir línguas locais. Dizimar diversas línguas não aliena as pessoas frente às línguas adotadas pelas burocracias, educação, etc ? Não estava abrindo caminho no caso à elite soviética gestora que tomaria parte do processo de controle local ? Esste é o ponto que Bakhtin questiona em Marxismo e Linguagem.  </p>
<p>Já por fim, lembro de Infiel, de Ayaan Hirsi Ali e a biografia da autora. Tendo passado de fato pelo horror da clitoridectomia (extirpação do clitóris), onde de fato, qualquer pessoa apoiaria, surgiu a questão de sua fuga para a Holanda contra um casamento arranjado pela família. Ela troca os dispositivos e inicia sua busca por cidadania na Holanda. Consegue o apoio dos social democratas que, como estrangeira, foram os únicos a apoiá-la incondicionalmente e dá uma bolsa de estudos em ciência política e um lugar ao lado na social democracia.</p>
<p>E eis que ela utiliza dentro da esquerda o argumento de justificação de intervenções nestes países contra estes hábitos horriveis, que acabam resultando para a política de estado numa intervenção militar. Com o tempo ela muda de posição e se torna liberal radical, visando ajudar, desde que abrissem espaço para ela, a acabar com o estado de bem estar social e direitos dos trabalhadores conquistados na Holanda. Perde a cusa da cidadania holandesa, quando o caso é esclarecido de que fugia do casamento e não de perseguição religiosa (de minha parte acho válido fugir de casamento arranjado, mas não o governo holandês). </p>
<p>Então ela vai para os EUa e se torna consultora do governo Bush ao lado dos águias e reaproveita o argumento de Huntington em Choque das civilizações, propondo uma luta militar entre oriente cristão e oriente islâmico que passaria, entre outros, por argumentos em torno de direitos civis que passam a ser então incorporados pelos democratas (e que pode-se acompanhar na revista Foreign Affairs na mudança da política de estado dos democratas).</p>
<p>Outro resultado de sua passagem pela holanda e dos argumetnos que utilizou foi Pim Fortuyn, que era negro, gay, mas direitista e favorável à expulsão e tratamento diferenciados a imigrantes, espcialmente se tivessem hábitos distintos, como ficou imortalizado na frase: &#8220;Não podemos ser tolerantes com os intolerantes&#8221;, ele confundia os limites entre hábitos, práticas, violações e violências políticas permitindo uma exclusão de todo dos árabes junto aos grupos humanos que trabalham por salários diminutos naquele país a perderem mais ainda seus direitos e correrem o risco de expulsão.</p>
<p>Se há o problema do relativismo cultural, há o do determinismo, ou da defesa dos direitos civis que pode oscilar para a escolha racional entre poderes de estado (aceitando o melhor demônio) que pretensamente queiram levar a humanidade numa operação humana, demasiadamente humana a favor do humanitarismo e da civilização contra a barbárie.</p>
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