<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Universidades: burocratização, mercantilização e mediocridade (1ª Parte)	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2010/05/23461/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Jun 2022 21:48:16 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Caroline Brandao		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-845874</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caroline Brandao]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 21:48:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-845874</guid>

					<description><![CDATA[Excelente discussão!! Eu estou fazendomeu TCC do curso de enfermagem pela UFBA sobre o curriculo do curso na escola. Portanto, vou precisar, na discussão dos meus resultados falar sobre a burocratização pedagógica  na Universidade. Alguém pode me indicar referencia de livro/artigo?? Agradeço imensamente, desde ja!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente discussão!! Eu estou fazendomeu TCC do curso de enfermagem pela UFBA sobre o curriculo do curso na escola. Portanto, vou precisar, na discussão dos meus resultados falar sobre a burocratização pedagógica  na Universidade. Alguém pode me indicar referencia de livro/artigo?? Agradeço imensamente, desde ja!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-424698</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2019 07:41:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-424698</guid>

					<description><![CDATA[Oito anos e um um mês depois da publicação...

Enquanto se produzia esse artigo, em 2010, havia jovens que viviam nas escolas para se tornarem gados prontos pro abate prum futuro que, para a época, era inimaginável o que viria a se tornar hoje enquanto realidade nacional e mundial.

Hoje, muitos jovens, como eu, estão nas universidades e, sabendo que não estávamos inventando a roda ao esboçar palavras e conceitos para descrever o cotidiano de nossos curso de graduação, aos poucos iamos nos deparando que o problema que está estampado em nossas caras estão, na realidade, incrustrados há décadas em nosso país e no mundo, na medida em que as antigas produções críticas sobre a universidade nos parecem contemporâneas e as recebemos de forma aberta e, de certa forma, aliviada por haver produção sobre essa realidade que nunca é falada no cotidiano universitário de forma aprofundada e crítica.

Se o peso que sentimos ao suportar esse problema de longa data é equivalente a uma jaula de aço das pesadas, e se os estudantes do ensino superior hoje encontram-se, como variados setores sociais, sedentários pela falsa sensação de representação que a UNE nos deu nessas décadas, sabemos que desse &quot;controle remoto&quot; condedido de cima pra baixo nos acomodou no sofá para reproduzir verborragias moralistas nas redes sociais e de dois em dois anos nos despertarmos para a falsa esperança política, como se portássemos amnésia e todo santo dia abríssemos a mesma geladeira vazia há 31 anos. 

Somos estudantes idiotizados que descobrimos tarde demais problemas que já deveriam estar sendo combatidos desde que comunismo passou a significar carteirinha de estudante, como diz Paulo Arantes. E dessa urgência de pensarmos a atual crise nas universidades (e sociedade), se num momento nos enchemos de paixão e brilho nos olhos para nos debruçarmos no que foi produzido sobre o assunto há décadas e desenvolvermos uma consciência-de-si, por outro lado nos frustramos por lembrarmos das exigência de manter um trato fino nos CRs: precisamos dar atenção às bibliografias e temas colocados nas matérias nossas de cada semestre. Mas nosso espírito não é santo e nos recusamos dizer amém, pelo menos os/as estudantes que tomam consciência política de uns tempos para cá.

Após ler novamente, de forma pormenorizada, os dois artigos, comentarei por aqui, algo mais sistematizado e menos ensaístico. Perdoem-me a digressão, mas deste material saiu um pequeno desabafo de um estudante que encontra limites objetivos na organização e tomada de consciência do estudantado para não só persar o que a universidade faz conosco, mas também o que faremos com a universidade, como diz um intransigente economista bolivariano de Santa Catarina.

Parabéns pelo artigo, e que haja um ciclo de discussão sobre o assunto por aqui, novamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oito anos e um um mês depois da publicação&#8230;</p>
<p>Enquanto se produzia esse artigo, em 2010, havia jovens que viviam nas escolas para se tornarem gados prontos pro abate prum futuro que, para a época, era inimaginável o que viria a se tornar hoje enquanto realidade nacional e mundial.</p>
<p>Hoje, muitos jovens, como eu, estão nas universidades e, sabendo que não estávamos inventando a roda ao esboçar palavras e conceitos para descrever o cotidiano de nossos curso de graduação, aos poucos iamos nos deparando que o problema que está estampado em nossas caras estão, na realidade, incrustrados há décadas em nosso país e no mundo, na medida em que as antigas produções críticas sobre a universidade nos parecem contemporâneas e as recebemos de forma aberta e, de certa forma, aliviada por haver produção sobre essa realidade que nunca é falada no cotidiano universitário de forma aprofundada e crítica.</p>
<p>Se o peso que sentimos ao suportar esse problema de longa data é equivalente a uma jaula de aço das pesadas, e se os estudantes do ensino superior hoje encontram-se, como variados setores sociais, sedentários pela falsa sensação de representação que a UNE nos deu nessas décadas, sabemos que desse &#8220;controle remoto&#8221; condedido de cima pra baixo nos acomodou no sofá para reproduzir verborragias moralistas nas redes sociais e de dois em dois anos nos despertarmos para a falsa esperança política, como se portássemos amnésia e todo santo dia abríssemos a mesma geladeira vazia há 31 anos. </p>
<p>Somos estudantes idiotizados que descobrimos tarde demais problemas que já deveriam estar sendo combatidos desde que comunismo passou a significar carteirinha de estudante, como diz Paulo Arantes. E dessa urgência de pensarmos a atual crise nas universidades (e sociedade), se num momento nos enchemos de paixão e brilho nos olhos para nos debruçarmos no que foi produzido sobre o assunto há décadas e desenvolvermos uma consciência-de-si, por outro lado nos frustramos por lembrarmos das exigência de manter um trato fino nos CRs: precisamos dar atenção às bibliografias e temas colocados nas matérias nossas de cada semestre. Mas nosso espírito não é santo e nos recusamos dizer amém, pelo menos os/as estudantes que tomam consciência política de uns tempos para cá.</p>
<p>Após ler novamente, de forma pormenorizada, os dois artigos, comentarei por aqui, algo mais sistematizado e menos ensaístico. Perdoem-me a digressão, mas deste material saiu um pequeno desabafo de um estudante que encontra limites objetivos na organização e tomada de consciência do estudantado para não só persar o que a universidade faz conosco, mas também o que faremos com a universidade, como diz um intransigente economista bolivariano de Santa Catarina.</p>
<p>Parabéns pelo artigo, e que haja um ciclo de discussão sobre o assunto por aqui, novamente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Observador		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10533</link>

		<dc:creator><![CDATA[Observador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 14:51:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10533</guid>

					<description><![CDATA[Olá Paulo e demais, tudo bem?

Obrigado pela resposta educada e bem elaborada. 
Os processos de dominação implicados no uso cada vez maior da burocratização das universidades é um fato real e deve ser analisado e criticado. A lógica empresarial preside a universidade? Resposta afirmativa-absoluta me parece conclusão forte demais e precipitada. Reafirmo que a existência de movimentos estudantis, ocupações, greves, pensadotes críticos dentro da universidade etc, indicam que é impossível ler a universidade a partir de metáforas com a natureza e/ou a fábrica. 
Entendo o viés crítico do artigo e aproveito para parabenizar pela qualidade, informando que já divulguei muito em minha região. Contudo, gostaria que o autor explorasse mais essas contradições internas da universidade, as formas de resitência a burocratização, as possibilidades que a universidade ainda possibilita de constituição de projetos emancipatórios. A lógica empresarial é dominante? SIm, é fato. Mas dentro dos aparelhos de estado ainda emergem contradições que nos aparelhos exclusivamente privados (a empresa, o supermercado etc) são bem restritas e reprimidas violentamente. 
Sei que parece uma aberração aqui, mas, para mim, acho que o problema não é a existência do Estado e sim seu conteúdo e sua forma. Sei que é meio hegeliano e tudo.... isso quer dizer que a Universidade Pública é uma instituição central ainda e o grande problema é seu conteúdo e forma atuais.  
É preciso ter cuidado com o uso da categoria qualidade. Sabemos que é uma noção construída sob um forte interesse ideologógico. Logo, dizer que se produz muito sem qualidade é uma precipitação, além de um romantismo. Conheço muitas teses que demoraram 8, 10 anos para ficar prontas e não tem &quot;qualidade&quot; positiva. assim como artigos feitos em 6 meses com ótima &quot;qualidade&quot;. 
Alguns comentaristas acima precisam ter cuidado. Chegam a afirmar que só existem teóricos na universidade e pouco conhecimento da realidade empírica. Isso é sedutor e perigoso. Por um lado, exige que quem afirma isso, para não cair no erro que aponta, conheça a realidade de muitas universidade empiricamente.
O PT consolidou o capitalismo ainda mais no Brasil? Fortalecendo o Estado para tanto? Sim, mas em partes. Aqui retomo as universidades. A expansão destas significaria então mais exploração e dominação? Ou abriria possibilidades diversas para jovens trabalhadores? Creio que esse tipo de possibilidade não foi enfrentada pelo texto.
É isso. Desculpem a divagação.
Acho que devo ser um dos seguidores do site que mais gosta de acessá-lo e menos concorda com as idéias aqui.
Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Paulo e demais, tudo bem?</p>
<p>Obrigado pela resposta educada e bem elaborada.<br />
Os processos de dominação implicados no uso cada vez maior da burocratização das universidades é um fato real e deve ser analisado e criticado. A lógica empresarial preside a universidade? Resposta afirmativa-absoluta me parece conclusão forte demais e precipitada. Reafirmo que a existência de movimentos estudantis, ocupações, greves, pensadotes críticos dentro da universidade etc, indicam que é impossível ler a universidade a partir de metáforas com a natureza e/ou a fábrica.<br />
Entendo o viés crítico do artigo e aproveito para parabenizar pela qualidade, informando que já divulguei muito em minha região. Contudo, gostaria que o autor explorasse mais essas contradições internas da universidade, as formas de resitência a burocratização, as possibilidades que a universidade ainda possibilita de constituição de projetos emancipatórios. A lógica empresarial é dominante? SIm, é fato. Mas dentro dos aparelhos de estado ainda emergem contradições que nos aparelhos exclusivamente privados (a empresa, o supermercado etc) são bem restritas e reprimidas violentamente.<br />
Sei que parece uma aberração aqui, mas, para mim, acho que o problema não é a existência do Estado e sim seu conteúdo e sua forma. Sei que é meio hegeliano e tudo&#8230;. isso quer dizer que a Universidade Pública é uma instituição central ainda e o grande problema é seu conteúdo e forma atuais.<br />
É preciso ter cuidado com o uso da categoria qualidade. Sabemos que é uma noção construída sob um forte interesse ideologógico. Logo, dizer que se produz muito sem qualidade é uma precipitação, além de um romantismo. Conheço muitas teses que demoraram 8, 10 anos para ficar prontas e não tem &#8220;qualidade&#8221; positiva. assim como artigos feitos em 6 meses com ótima &#8220;qualidade&#8221;.<br />
Alguns comentaristas acima precisam ter cuidado. Chegam a afirmar que só existem teóricos na universidade e pouco conhecimento da realidade empírica. Isso é sedutor e perigoso. Por um lado, exige que quem afirma isso, para não cair no erro que aponta, conheça a realidade de muitas universidade empiricamente.<br />
O PT consolidou o capitalismo ainda mais no Brasil? Fortalecendo o Estado para tanto? Sim, mas em partes. Aqui retomo as universidades. A expansão destas significaria então mais exploração e dominação? Ou abriria possibilidades diversas para jovens trabalhadores? Creio que esse tipo de possibilidade não foi enfrentada pelo texto.<br />
É isso. Desculpem a divagação.<br />
Acho que devo ser um dos seguidores do site que mais gosta de acessá-lo e menos concorda com as idéias aqui.<br />
Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10494</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 23:05:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10494</guid>

					<description><![CDATA[Caro Observador

Obrigado pela atenção e pela cortesia no debate. Sempre é bom divergir mantendo um debate agradável.
1- Mesmo numa empresa capitalista, existe contestação e resistencia. É assim que se estabelece a lei do Valor como média social de produtividade. O elemento humano é o único que os gestores não conseguem planejar. Não dissemos em nenhum momento que não existe contestação dentro da universidade. Se assim o fosse, não teriam acontecido tantas ocupações de reitorias. Mas essencialmente, tambem em nenhum momento dissemos que não há luta ou que não se deva lutar por dentro da universidade.
2 - Sobre ser contra o Estado. Marx teve no final da vida, em A Guerra Civil em França, posições fortemente anti-estatais. Sua crítica da economia política aponta em direção a uma superação do estado.
Por outro lado, a direita não é anti-estado. Ela é anti regulamentação da exploração, mas eles são defensores do estado sim... da passagem do poder do âmbito do estado restrito, nacional, para o âmbito do Estado Amplo, que é a pura soberania das empresas, que são uma estrutura de poder político. A estrutura burocrática dentro de um grande monopólio não é uma governança social?
Sobre sindicatos. Não sou ou somos contra o sindicalismo. Minha crítica é a este sindicalismo burocratico e institucionalizado, que se integra aos aparelhos de estado capitalistas, que funciona como agência de enquadramento de força de trabalho para o capital. É desse meio que Lula e o grupo majoritario do PT sairam, e por mais que hajam alguns avanços sociais aqui ou ali, o PT no poder conseguiu consolidar e fortalecer o funcionamento capitalista no Brasil!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Observador</p>
<p>Obrigado pela atenção e pela cortesia no debate. Sempre é bom divergir mantendo um debate agradável.<br />
1- Mesmo numa empresa capitalista, existe contestação e resistencia. É assim que se estabelece a lei do Valor como média social de produtividade. O elemento humano é o único que os gestores não conseguem planejar. Não dissemos em nenhum momento que não existe contestação dentro da universidade. Se assim o fosse, não teriam acontecido tantas ocupações de reitorias. Mas essencialmente, tambem em nenhum momento dissemos que não há luta ou que não se deva lutar por dentro da universidade.<br />
2 &#8211; Sobre ser contra o Estado. Marx teve no final da vida, em A Guerra Civil em França, posições fortemente anti-estatais. Sua crítica da economia política aponta em direção a uma superação do estado.<br />
Por outro lado, a direita não é anti-estado. Ela é anti regulamentação da exploração, mas eles são defensores do estado sim&#8230; da passagem do poder do âmbito do estado restrito, nacional, para o âmbito do Estado Amplo, que é a pura soberania das empresas, que são uma estrutura de poder político. A estrutura burocrática dentro de um grande monopólio não é uma governança social?<br />
Sobre sindicatos. Não sou ou somos contra o sindicalismo. Minha crítica é a este sindicalismo burocratico e institucionalizado, que se integra aos aparelhos de estado capitalistas, que funciona como agência de enquadramento de força de trabalho para o capital. É desse meio que Lula e o grupo majoritario do PT sairam, e por mais que hajam alguns avanços sociais aqui ou ali, o PT no poder conseguiu consolidar e fortalecer o funcionamento capitalista no Brasil!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Observador		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10484</link>

		<dc:creator><![CDATA[Observador]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 17:40:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10484</guid>

					<description><![CDATA[Paulo e André, tudo bem?

Entendo que este é um site de extrema-esquerda, para a qual a única via de transformação legítima é o engajamento direto e físico-intelctual dos agentes sociais, sem mediações ou representações. É um dos ótimos espaços na net para o contato com idéias originais. Concordo muito pouco com os princípios políticos radicais, mas gosto de ler, pois tem alta qualidade na proposta e nas idéias. 
Em relação às colocações, tento responder:

!. Dizer que a universidade pública é o espaço da burocratização, da alienação, do não-engajamento, da submissão, do produtivismo, enfim, caracterizar ela como uma empresa capitalista, é algo simplificador sim. As críticas podem surgir dentro das instÂncias de opressão e dominação. Dentro da universidade são produzidas teses, monografias, leituras, debates, movimentações que educam para a emancipação. Tem repressão? É óbvio. Mas cair no coro de que é um espaço sem criatividade e inútil é sim repetir o que os blogs da Veja dizem, com diferença nas motivações.
2. Semelhança entre extrema-esquerda e direita. Nesse ponto, acho que a grande semelhança se dá na forma pela qual não conseguem aceitar, por motivos diversos, alguns avanços nos últimos anos. Ambos são contra o Estado, contra o governo Lula, a organização sindical, veem burocracia em tudo. Em relação ao Batistti... vcs acham que se fosse em 1999, 2000 esse pedido ele já não estaria na Italia? 

É isso. talvez sejam olhares de um analfabeto político.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo e André, tudo bem?</p>
<p>Entendo que este é um site de extrema-esquerda, para a qual a única via de transformação legítima é o engajamento direto e físico-intelctual dos agentes sociais, sem mediações ou representações. É um dos ótimos espaços na net para o contato com idéias originais. Concordo muito pouco com os princípios políticos radicais, mas gosto de ler, pois tem alta qualidade na proposta e nas idéias.<br />
Em relação às colocações, tento responder:</p>
<p>!. Dizer que a universidade pública é o espaço da burocratização, da alienação, do não-engajamento, da submissão, do produtivismo, enfim, caracterizar ela como uma empresa capitalista, é algo simplificador sim. As críticas podem surgir dentro das instÂncias de opressão e dominação. Dentro da universidade são produzidas teses, monografias, leituras, debates, movimentações que educam para a emancipação. Tem repressão? É óbvio. Mas cair no coro de que é um espaço sem criatividade e inútil é sim repetir o que os blogs da Veja dizem, com diferença nas motivações.<br />
2. Semelhança entre extrema-esquerda e direita. Nesse ponto, acho que a grande semelhança se dá na forma pela qual não conseguem aceitar, por motivos diversos, alguns avanços nos últimos anos. Ambos são contra o Estado, contra o governo Lula, a organização sindical, veem burocracia em tudo. Em relação ao Batistti&#8230; vcs acham que se fosse em 1999, 2000 esse pedido ele já não estaria na Italia? </p>
<p>É isso. talvez sejam olhares de um analfabeto político.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: André		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10459</link>

		<dc:creator><![CDATA[André]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 07:53:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10459</guid>

					<description><![CDATA[Nossa, esse tal Observador ta louco(a)? Que isso daqui tem a ver com revista Veja, hein?? Revista Veja fala mal do MST o tempo todo, defende repressão, fala mal de greves, de lutas, de ocupações de reitorias e querem ver Cesare Battisti com a boca cheia de formigas. Pelo menos tenho visto exatamente o oposto no Passa Palavra...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, esse tal Observador ta louco(a)? Que isso daqui tem a ver com revista Veja, hein?? Revista Veja fala mal do MST o tempo todo, defende repressão, fala mal de greves, de lutas, de ocupações de reitorias e querem ver Cesare Battisti com a boca cheia de formigas. Pelo menos tenho visto exatamente o oposto no Passa Palavra&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10443</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 22:31:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10443</guid>

					<description><![CDATA[Ninguem joga a universidade na vala comum. Penso que apenas nos limitamos a descrever o que ela é atualmente, mas isso implica que a crítica desta forma de universidade deve ser feita tanto de fora como de dentro dela.
Agora, é fato que a universidade se tornou anti-povo e voltou suas costas aos movimentos sociais - inclusive  e principalmente a intelectualidade de esquerda que existe dentro dela, que prossegue uma crítica meramente lógica do capitalismo, faltando muito do elemento empírico-concreto nas análises. Essa inteligentsia não faz idéia do que ocorre dentro dos sindicatos, por exemplo. 
Foi assim com o processo do PT. Constituia-se uma burocracia sindical que lançava mão de métodos pelegos e gangsteristas que incluiam contratação de bate-paus e espancamentos em eleições sindicais, e enquanto isso a intelligentsia de esquerda ficava dentro da academia ovacionando o &quot;projeto popular&quot; do PT. Depois, quando o PT chegou ao poder e deu nisso que sabemos, ficaram a arrancar os cabelos e fundar novos partidos.
Não vejo semelhança nenhuma entre o Passa Palavra e os blogs da Veja, não sei de onde você tirou isso, que me parece um contra-senso maluco. Mostre, por favor, exemplos concretos disso.
Não se trata de um ressentimento de nossa parte. Cursei universidade pública, mas foi fora dela que eu encontrei uma crítica social mais consistente, e se voltei a ela depois, foi com esse substrato adquirido fora dela, nas lutas sociais. Isso não exclui que possa haver críticas dentro da universidade, mas também não se pode tampar os olhos e negar que haja vida inteligente fora da academia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ninguem joga a universidade na vala comum. Penso que apenas nos limitamos a descrever o que ela é atualmente, mas isso implica que a crítica desta forma de universidade deve ser feita tanto de fora como de dentro dela.<br />
Agora, é fato que a universidade se tornou anti-povo e voltou suas costas aos movimentos sociais &#8211; inclusive  e principalmente a intelectualidade de esquerda que existe dentro dela, que prossegue uma crítica meramente lógica do capitalismo, faltando muito do elemento empírico-concreto nas análises. Essa inteligentsia não faz idéia do que ocorre dentro dos sindicatos, por exemplo.<br />
Foi assim com o processo do PT. Constituia-se uma burocracia sindical que lançava mão de métodos pelegos e gangsteristas que incluiam contratação de bate-paus e espancamentos em eleições sindicais, e enquanto isso a intelligentsia de esquerda ficava dentro da academia ovacionando o &#8220;projeto popular&#8221; do PT. Depois, quando o PT chegou ao poder e deu nisso que sabemos, ficaram a arrancar os cabelos e fundar novos partidos.<br />
Não vejo semelhança nenhuma entre o Passa Palavra e os blogs da Veja, não sei de onde você tirou isso, que me parece um contra-senso maluco. Mostre, por favor, exemplos concretos disso.<br />
Não se trata de um ressentimento de nossa parte. Cursei universidade pública, mas foi fora dela que eu encontrei uma crítica social mais consistente, e se voltei a ela depois, foi com esse substrato adquirido fora dela, nas lutas sociais. Isso não exclui que possa haver críticas dentro da universidade, mas também não se pode tampar os olhos e negar que haja vida inteligente fora da academia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Observador		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10394</link>

		<dc:creator><![CDATA[Observador]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 00:58:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10394</guid>

					<description><![CDATA[Irônicos. Me refiro, sobretudo, aos comentários. 
As pessoas que fazem esses comentários simplistas, que jogam a universidade na vala comum, ignoram o papel da universidade na construção do conhecimento, as possibilidades que sugere para muitos jovens trabalhadores, ignoram que elas mesmas estudaram nessas universidades.  Se a universidade é só burocracia que produz lixo sem crítica, como os aqui formados por ela se &quot;emanciparam&quot;? Gênios, heróis, portadores da luz frente a um mundo de alienados vendidos? Variações do mito individualista-liberal, crentes ingênuos na meritocracia?
Isso é simplificação. A universidade é uma realidade complexa. Qualquer explicação que espera ter resumido a situação, com o auxílio do charminho crítico-radical, é simplista. Existe submissão e imposição do produtivismo, mas existe, no interior da própria universidade, a crítica a isso. Os jovens que aprenderam a mobilizar categorias e conceitos das ciências humanas e que aqui escrevem retiraram muito disso da vivência na universidade. Ignorar isso é que é ignorar a realidade educacional atual. É olhar o mundo não de fora, mas de dentro de um aquário.
Muitas vezes esses comentários beiram o ressentimento, mais do que a crítica. &quot;Oh, Marx foi excluído da academia alemã, eu da paulista ou da mineira, ou da paranaense, logo sou um proto marx tropical...&quot; 
Sempre acompanho esse site e os blogs da Veja. Impressiona a semelhança das idéias. É isso que os torna para mim um caso de estudo. O vazio ideológico aproximou as partes extremas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Irônicos. Me refiro, sobretudo, aos comentários.<br />
As pessoas que fazem esses comentários simplistas, que jogam a universidade na vala comum, ignoram o papel da universidade na construção do conhecimento, as possibilidades que sugere para muitos jovens trabalhadores, ignoram que elas mesmas estudaram nessas universidades.  Se a universidade é só burocracia que produz lixo sem crítica, como os aqui formados por ela se &#8220;emanciparam&#8221;? Gênios, heróis, portadores da luz frente a um mundo de alienados vendidos? Variações do mito individualista-liberal, crentes ingênuos na meritocracia?<br />
Isso é simplificação. A universidade é uma realidade complexa. Qualquer explicação que espera ter resumido a situação, com o auxílio do charminho crítico-radical, é simplista. Existe submissão e imposição do produtivismo, mas existe, no interior da própria universidade, a crítica a isso. Os jovens que aprenderam a mobilizar categorias e conceitos das ciências humanas e que aqui escrevem retiraram muito disso da vivência na universidade. Ignorar isso é que é ignorar a realidade educacional atual. É olhar o mundo não de fora, mas de dentro de um aquário.<br />
Muitas vezes esses comentários beiram o ressentimento, mais do que a crítica. &#8220;Oh, Marx foi excluído da academia alemã, eu da paulista ou da mineira, ou da paranaense, logo sou um proto marx tropical&#8230;&#8221;<br />
Sempre acompanho esse site e os blogs da Veja. Impressiona a semelhança das idéias. É isso que os torna para mim um caso de estudo. O vazio ideológico aproximou as partes extremas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Marques		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10088</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 May 2010 05:01:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10088</guid>

					<description><![CDATA[Mauricio Tragtenberg continua terrivelmente atual. Parece até que anteviu as coisas, com mais lucidez que nós.

http://www.pucsp.br/ponto-e-virgula/n5/artigos/pdf/pv5-01-tragtenberg.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mauricio Tragtenberg continua terrivelmente atual. Parece até que anteviu as coisas, com mais lucidez que nós.</p>
<p><a href="http://www.pucsp.br/ponto-e-virgula/n5/artigos/pdf/pv5-01-tragtenberg.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.pucsp.br/ponto-e-virgula/n5/artigos/pdf/pv5-01-tragtenberg.pdf</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Marques		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23461/#comment-10087</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 May 2010 04:39:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=23461#comment-10087</guid>

					<description><![CDATA[Faço minhas as palavras do Douglas. Sendo um pós-graduando, vendo o esgotamento do pensamento dentro da academia, e a proletarização absurda da profissão docente, sinceramente, flerto mesmo com me tornar um serralheiro ou marceneiro ou então entregar currículo em fábrica. 
Não vejo mais um ímpeto de transformação social na academia. Vejo é uma corrida rumo a uma inflação dos anos de estudo e disputa por vagas na pós graduação, que reflete na verdade uma ânsia de ascensão social ou na melhor das hipoteses um salve-se quem puder. O currículo lattes é o que governa a academia hoje.
Por cima, vemos a universidade elitista como escola de formação de quadros gestores para gerir a planificação capitalista. E isso inclui também levas de intelectuais marxistas institucionais, que se formam como verdadeiros ciclos do espírito hegeliano, em levas que se tornam staff burocrático do governo seguinte, gestores coletivos do capital montados em quadros de estado.
A academia fica assim, cheia de oportunistas, de carreiristas, funciona amplamente para a reprodução pessoal e ascensão social de intelectuais a cargos e influências. Isso quando não fica repleta de narcisistas, burocratas e professores-estrela comedores de alunas.
Gangues, verdadeiras gangues políticas, disputam rasteiramente espaços, recursos, cargos, loteando entre si e suas correntes partidárias a universidade em feudos onde se entra desde que se faça parte do grupo. Nesse ponto, a esquerda institucional cai nas mesmas práticas que a direita.
Por baixo, temos na universidade a formaçao de uma &quot;ralé&quot; de força de trabalho cada vez mais precarizada. Precisei me formar numa universidade pública e cair no caos das escolas estaduais de periferia povoadas por cadeiras voadoras e extintores de incêndio fetichizados que criaram vida própria para entender isso, que eu era um proleta-professor-carcereiro de adolescentes; creio que a percepção dessa proletarização foi essencial para que estudantes saíssem feito desesperados a ocupar reitorias; mas a consciência sempre chega tarde demais.
Resumindo: por cima, trata-se da formação de verdadeiros stafs gestoriais. Por baixo, de pura produção alienada de força de trabalho.  A universidade hoje está inserida plenamente na cadeia de geração de valor.
Como local de pensamento crítico, a academia virou uma lata vazia e barulhenta, puro ritual burocrático e quantitativo, sem conteúdo. É a pura forma sem conteúdo. Como sair disso, pergunto aos companheiros?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faço minhas as palavras do Douglas. Sendo um pós-graduando, vendo o esgotamento do pensamento dentro da academia, e a proletarização absurda da profissão docente, sinceramente, flerto mesmo com me tornar um serralheiro ou marceneiro ou então entregar currículo em fábrica.<br />
Não vejo mais um ímpeto de transformação social na academia. Vejo é uma corrida rumo a uma inflação dos anos de estudo e disputa por vagas na pós graduação, que reflete na verdade uma ânsia de ascensão social ou na melhor das hipoteses um salve-se quem puder. O currículo lattes é o que governa a academia hoje.<br />
Por cima, vemos a universidade elitista como escola de formação de quadros gestores para gerir a planificação capitalista. E isso inclui também levas de intelectuais marxistas institucionais, que se formam como verdadeiros ciclos do espírito hegeliano, em levas que se tornam staff burocrático do governo seguinte, gestores coletivos do capital montados em quadros de estado.<br />
A academia fica assim, cheia de oportunistas, de carreiristas, funciona amplamente para a reprodução pessoal e ascensão social de intelectuais a cargos e influências. Isso quando não fica repleta de narcisistas, burocratas e professores-estrela comedores de alunas.<br />
Gangues, verdadeiras gangues políticas, disputam rasteiramente espaços, recursos, cargos, loteando entre si e suas correntes partidárias a universidade em feudos onde se entra desde que se faça parte do grupo. Nesse ponto, a esquerda institucional cai nas mesmas práticas que a direita.<br />
Por baixo, temos na universidade a formaçao de uma &#8220;ralé&#8221; de força de trabalho cada vez mais precarizada. Precisei me formar numa universidade pública e cair no caos das escolas estaduais de periferia povoadas por cadeiras voadoras e extintores de incêndio fetichizados que criaram vida própria para entender isso, que eu era um proleta-professor-carcereiro de adolescentes; creio que a percepção dessa proletarização foi essencial para que estudantes saíssem feito desesperados a ocupar reitorias; mas a consciência sempre chega tarde demais.<br />
Resumindo: por cima, trata-se da formação de verdadeiros stafs gestoriais. Por baixo, de pura produção alienada de força de trabalho.  A universidade hoje está inserida plenamente na cadeia de geração de valor.<br />
Como local de pensamento crítico, a academia virou uma lata vazia e barulhenta, puro ritual burocrático e quantitativo, sem conteúdo. É a pura forma sem conteúdo. Como sair disso, pergunto aos companheiros?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
