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	<title>
	Comentários sobre: A população que passa por baixo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: DidioPunk		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23835/#comment-28885</link>

		<dc:creator><![CDATA[DidioPunk]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 23:37:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PULA A CATRACA!!!!!!!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PULA A CATRACA!!!!!!!!!!</p>
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		<title>
		Por: Jessica		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23835/#comment-18900</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jessica]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jan 2011 18:45:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Descobri o esquema de solidariedade na ponte orca há uns dois anos e o utilizo diariamente! Essa é uma das pequenas práticas diárias que me fazem ter esperança e força pra lutar por transporte mais justo e público, além de ter sido uma das coisas mais bonitas que vi em SP. Recomendo pra todo mundo que conheço esse esquema! é lindo ver a galera agindo pela inclusão e pelo direito de ir e vir!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descobri o esquema de solidariedade na ponte orca há uns dois anos e o utilizo diariamente! Essa é uma das pequenas práticas diárias que me fazem ter esperança e força pra lutar por transporte mais justo e público, além de ter sido uma das coisas mais bonitas que vi em SP. Recomendo pra todo mundo que conheço esse esquema! é lindo ver a galera agindo pela inclusão e pelo direito de ir e vir!</p>
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		<title>
		Por: Leonardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23835/#comment-10061</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 17:57:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Conheço em São Paulo ainda mais uma tática para não pagar as passagens nos ônibus. Ela consiste em simplesmente descer pela frente, antes de pagar a passagem, quando a porta se abre para que algum passageiro entre ou para qua outro, isento da tarifa, desça. Com a condescendência dos motoristas, algumas vezes, ao que parece, rotineira,comum, é possível descer pela frente em pontos sem fiscais mesmo sem a necessidade de abrir as portas dianteiras para pegar um passageiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheço em São Paulo ainda mais uma tática para não pagar as passagens nos ônibus. Ela consiste em simplesmente descer pela frente, antes de pagar a passagem, quando a porta se abre para que algum passageiro entre ou para qua outro, isento da tarifa, desça. Com a condescendência dos motoristas, algumas vezes, ao que parece, rotineira,comum, é possível descer pela frente em pontos sem fiscais mesmo sem a necessidade de abrir as portas dianteiras para pegar um passageiro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/05/23835/#comment-10000</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2010 10:42:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tem outra prática como estas em Salvador: a “traseiragem”. O que escrevi sobre ela em 2004 (e que agora já está publicado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://cadernos.ceas.com.br/index.php/cadernos/article/view/123/104&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui neste outro artigo&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) é o seguinte:

&lt;blockquote&gt;A traseiragem é uma antiga e interessantíssima prática dos usuários de ônibus de Salvador, especialmente de estudantes e moradores de periferia. Ela é facilitada pela disposição da roleta no interior do veículo, instalada bem próximo à porta traseira, à qual se liga por um estreito corredor de barras de ferro chamado de traseira ou – com bastante propriedade – de curral. Nas primeiras horas da manhã, quando todos saem para o trabalho, o ônibus lota, e o curral fica cheio, evitando que outras pessoas entrem no ônibus e causando risco aos passageiros que ali ficam. Como às vezes é mesmo impossível nesta situação passar da traseira para a frente do carro, muita gente fica por ali mesmo e desce pelo fundo quando chega seu ponto – sem pagar a passagem. A prática não se restringe a horários de pico; é possível encontrar traseiristas nos ônibus em qualquer horário, a depender do trajeto do veículo. São estudantes, baleiros, mendigos, bêbados, meninos de rua, desempregados, e mesmo trabalhadores.

Pode-se dizer que entre as empresas de ônibus e os grupos inorganizados de traseiristas existe uma espécie de conflito particular, pois nestes horários de menor fluxo a traseiragem depende de força física para abrir a porta traseira. Daí os empresários terem instalado macacos hidráulicos que segurassem as portas fechadas; eles apareciam quebrados em poucos meses. Trocaram a borracha que une as duas metades da porta traseira por aço puro, mas os traseiristas passaram a andar com tocos de madeira, pedaços serrados de cabo de vassoura, que colocavam entre as bandas da porta como garantia do espaço para as mãos no vão aberto pelo toco. Trata-se da mais antiga e sistemática crítica prática dos usuários de ônibus de Salvador contra o preço das passagens, constantemente vigiada pelos fiscais da empresa colocados ao longo do trajeto dos veículos, que pode acarretar todo tipo de punições para os cobradores e motoristas que a permitem – mas alguns deles reconhecem a dificuldade da situação econômica da população e colaboram com os traseiristas até onde podem em determinados trechos da cidade.&lt;/blockquote&gt;

E, de fato, estas práticas fazem parte de um quadro mais amplo. Em nível &lt;i&gt;individual&lt;/i&gt;, a criatividade dos passageiros para diminuir o impacto de seus deslocamentos em seu orçamento familiar ainda é algo a ser estudado com mais amplitude e profundidade, porque as alternativas que criam - sem mencionar o uso de transporte alternativo, que garante ao mesmo tempo o seu deslocamento e ainda a tão falada &#034;geração de emprego e renda&#034; para uma parcela crescente da população que trabalha no setor do transporte alternativo - são as mais inusitadas e imprevisíveis. O Instituto de Desenvolvimento e Informação em Transporte - ITRANS tentou captar algumas delas, como se vê na tabela abaixo:

&lt;strong&gt;TABELA 2
Utilização de maneiras para economizar dinheiro com transporte por região metropolitana, segundo as maneiras citadas (jul. 2003)&lt;/strong&gt;

&lt;div&gt;&lt;table class=&quot;MsoTableGrid&quot; border=&quot;1&quot; cellspacing=&quot;0&quot; cellpadding=&quot;0&quot;&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Maneiras citadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;RMSP&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;RMRJ&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;RMBH&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;RMR&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Comprar passes mais baratos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;70,6%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;9,4%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;15,4%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;19,5%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Comprar vale-transporte de segunda mão, mais baratos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;40%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;5,7%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;13,8%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;72,9%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Andar de carona&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;22,4%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;32,1%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;20%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;7,6%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Passar por debaixo da roleta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;15,3%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;28,3%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;6,2%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;9,7%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Andar a pé&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;7,1%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;5,7%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;40%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;8,1%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Viajar e não pagar (calote)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;22,6%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;4,6%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;3,8%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Usar uniforme da escola para não pagar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;52,8%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Não sair&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;9,2%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Negociar com o cobrador para pagar mais barato e não girar a roleta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;3,1%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;4,2%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Andar de bicicleta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;12,3%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;4,2%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;Outros&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;2,4%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;5,7%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;1,5%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span&gt;3,8%&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span&gt;Fonte:&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;span&gt;pesquisa&lt;i&gt; &lt;b&gt;Mobilidade e Pobreza&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, disponível &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://brasil.indymedia.org/media/2006/12//369479.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

Todas estas táticas dos passageiros para pagar o menos possível por seu deslocamento têm a ver com condições concretas encontradas pelos passageiros em suas respectivas cidades. Numa cidade com maior facilidade de acesso a centros de comércio e serviços, como o Rio de Janeiro, há menor necessidade de longos deslocamentos, enquanto em São Paulo a segregação espacial e a exclusão territorial a que estão submetidos os moradores de periferia torna absolutamente necessário o uso de transporte público para qualquer deslocamento. Numa cidade plana, como Recife, a bicicleta transforma-se numa solução individual para os problemas de deslocamento causados pelos problemas no transporte coletivo. Apesar da regularidade com que foram encontradas algumas alternativas, é possível dizer que estas são apenas as que já foram &lt;i&gt;institucionalizadas&lt;/i&gt; pelos passageiros, e há outras ainda incapturáveis pelas pesquisas acadêmicas, de tão &quot;menores&quot;. E que bom que assim o sejam!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem outra prática como estas em Salvador: a “traseiragem”. O que escrevi sobre ela em 2004 (e que agora já está publicado <strong><em><a href="http://cadernos.ceas.com.br/index.php/cadernos/article/view/123/104" rel="nofollow">aqui neste outro artigo</a></em></strong>) é o seguinte:</p>
<blockquote><p>A traseiragem é uma antiga e interessantíssima prática dos usuários de ônibus de Salvador, especialmente de estudantes e moradores de periferia. Ela é facilitada pela disposição da roleta no interior do veículo, instalada bem próximo à porta traseira, à qual se liga por um estreito corredor de barras de ferro chamado de traseira ou – com bastante propriedade – de curral. Nas primeiras horas da manhã, quando todos saem para o trabalho, o ônibus lota, e o curral fica cheio, evitando que outras pessoas entrem no ônibus e causando risco aos passageiros que ali ficam. Como às vezes é mesmo impossível nesta situação passar da traseira para a frente do carro, muita gente fica por ali mesmo e desce pelo fundo quando chega seu ponto – sem pagar a passagem. A prática não se restringe a horários de pico; é possível encontrar traseiristas nos ônibus em qualquer horário, a depender do trajeto do veículo. São estudantes, baleiros, mendigos, bêbados, meninos de rua, desempregados, e mesmo trabalhadores.</p>
<p>Pode-se dizer que entre as empresas de ônibus e os grupos inorganizados de traseiristas existe uma espécie de conflito particular, pois nestes horários de menor fluxo a traseiragem depende de força física para abrir a porta traseira. Daí os empresários terem instalado macacos hidráulicos que segurassem as portas fechadas; eles apareciam quebrados em poucos meses. Trocaram a borracha que une as duas metades da porta traseira por aço puro, mas os traseiristas passaram a andar com tocos de madeira, pedaços serrados de cabo de vassoura, que colocavam entre as bandas da porta como garantia do espaço para as mãos no vão aberto pelo toco. Trata-se da mais antiga e sistemática crítica prática dos usuários de ônibus de Salvador contra o preço das passagens, constantemente vigiada pelos fiscais da empresa colocados ao longo do trajeto dos veículos, que pode acarretar todo tipo de punições para os cobradores e motoristas que a permitem – mas alguns deles reconhecem a dificuldade da situação econômica da população e colaboram com os traseiristas até onde podem em determinados trechos da cidade.</p></blockquote>
<p>E, de fato, estas práticas fazem parte de um quadro mais amplo. Em nível <i>individual</i>, a criatividade dos passageiros para diminuir o impacto de seus deslocamentos em seu orçamento familiar ainda é algo a ser estudado com mais amplitude e profundidade, porque as alternativas que criam &#8211; sem mencionar o uso de transporte alternativo, que garante ao mesmo tempo o seu deslocamento e ainda a tão falada &quot;geração de emprego e renda&quot; para uma parcela crescente da população que trabalha no setor do transporte alternativo &#8211; são as mais inusitadas e imprevisíveis. O Instituto de Desenvolvimento e Informação em Transporte &#8211; ITRANS tentou captar algumas delas, como se vê na tabela abaixo:</p>
<p><strong>TABELA 2<br />
Utilização de maneiras para economizar dinheiro com transporte por região metropolitana, segundo as maneiras citadas (jul. 2003)</strong></p>
<div>
<table class="MsoTableGrid" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Maneiras citadas</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>RMSP</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>RMRJ</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>RMBH</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>RMR</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Comprar passes mais baratos</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>70,6%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>9,4%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>15,4%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>19,5%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Comprar vale-transporte de segunda mão, mais baratos</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>40%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>5,7%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>13,8%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>72,9%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Andar de carona</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>22,4%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>32,1%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>20%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>7,6%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Passar por debaixo da roleta</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>15,3%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>28,3%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>6,2%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>9,7%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Andar a pé</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>7,1%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>5,7%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>40%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>8,1%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Viajar e não pagar (calote)</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>22,6%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>4,6%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>3,8%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Usar uniforme da escola para não pagar</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>52,8%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Não sair</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>9,2%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Negociar com o cobrador para pagar mais barato e não girar a roleta</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>3,1%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>4,2%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Andar de bicicleta</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>12,3%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>4,2%</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>Outros</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>2,4%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>5,7%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>1,5%</span></p>
</td>
<td>
<p class="MsoNormal"><span>3,8%</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<p class="MsoNormal"><b><span>Fonte:</span> </b><span>pesquisa<i> <b>Mobilidade e Pobreza</b></i>, disponível <strong><a href="http://brasil.indymedia.org/media/2006/12//369479.pdf" rel="nofollow">aqui</a></strong></span></p>
<p>Todas estas táticas dos passageiros para pagar o menos possível por seu deslocamento têm a ver com condições concretas encontradas pelos passageiros em suas respectivas cidades. Numa cidade com maior facilidade de acesso a centros de comércio e serviços, como o Rio de Janeiro, há menor necessidade de longos deslocamentos, enquanto em São Paulo a segregação espacial e a exclusão territorial a que estão submetidos os moradores de periferia torna absolutamente necessário o uso de transporte público para qualquer deslocamento. Numa cidade plana, como Recife, a bicicleta transforma-se numa solução individual para os problemas de deslocamento causados pelos problemas no transporte coletivo. Apesar da regularidade com que foram encontradas algumas alternativas, é possível dizer que estas são apenas as que já foram <i>institucionalizadas</i> pelos passageiros, e há outras ainda incapturáveis pelas pesquisas acadêmicas, de tão &#8220;menores&#8221;. E que bom que assim o sejam!</p>
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	</channel>
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