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	Comentários sobre: De volta à África (1): as causas do medo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25773/#comment-38875</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 03:52:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/06/25773/#comment-38764&quot;&gt;lucau lua nzambi  jonas&lt;/a&gt;.

Lucau, a origem dos escravos que vieram para as Américas é muito variada, mas é certo que muitos hajam sido sequestrados no Império do Kongo para serem transportados através do Atlântico e forçados ao trabalho. Basta ver, por exemplo, que &quot;nkisi&quot; era a palavra que designava a nobreza na língua kikongo, e que ela é bastante próxima de &quot;inquice&quot;, que se usa até hoje no candomblé bantu (o kikongo é uma língua bantu) para designar o pai-de-santo (tata-de-inquice) ou a mãe-de-santo (mameto-de-inquice). Por outro lado, não posso deixar de lembrar que &quot;escravo&quot; e &quot;prisioneiro de guerra&quot; eram situações expressas pela mesma palavra na língua kikongo, e que europeus traficantes de escravos nos primeiros séculos do tráfico escravista raramente entravam África adentro por medo de doenças e pela dura resistência dos povos de lá. O Império do Kongo -- ou, melhor dizendo, os representantes do mani kabunga (&quot;senhor&quot;, o rei) -- era quem ia ao interior em lutas expansionistas que, quando vencidas, além dos novos territórios rendia &quot;prisioneiros de guerra&quot;, &quot;escravos&quot; repassados em parte aos europeus, em outra parte retidos no próprio Império do Kongo para compor a guarda do mani kabunga ou trabalhar. Situações semelhantes aconteceram também no Império de Oyó, no Império Kong, no Império do Benim, no Reino de Fouta Djallon, no Reino de Fouta Tooro, no Reino de Koya, no Império Bambara, no Reino de Khasso, no Império Kaabu, na Confederação Ashanti, no Reino de Daomé, na Confederação Aro... Estes prisioneiros de guerra seriam vendidos de qualquer modo, não importando se os compradores fossem ou não europeus, pois tratava-se de um hábito não manter qualquer tipo de lealdade ou solidariedade grupal ou política com prisioneiros de outras etnias. Recomendo dar uma olhada na História Geral da África ( http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese-1/ ) para maiores detalhes sobre a questão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/06/25773/#comment-38764">lucau lua nzambi  jonas</a>.</p>
<p>Lucau, a origem dos escravos que vieram para as Américas é muito variada, mas é certo que muitos hajam sido sequestrados no Império do Kongo para serem transportados através do Atlântico e forçados ao trabalho. Basta ver, por exemplo, que &#8220;nkisi&#8221; era a palavra que designava a nobreza na língua kikongo, e que ela é bastante próxima de &#8220;inquice&#8221;, que se usa até hoje no candomblé bantu (o kikongo é uma língua bantu) para designar o pai-de-santo (tata-de-inquice) ou a mãe-de-santo (mameto-de-inquice). Por outro lado, não posso deixar de lembrar que &#8220;escravo&#8221; e &#8220;prisioneiro de guerra&#8221; eram situações expressas pela mesma palavra na língua kikongo, e que europeus traficantes de escravos nos primeiros séculos do tráfico escravista raramente entravam África adentro por medo de doenças e pela dura resistência dos povos de lá. O Império do Kongo &#8212; ou, melhor dizendo, os representantes do mani kabunga (&#8220;senhor&#8221;, o rei) &#8212; era quem ia ao interior em lutas expansionistas que, quando vencidas, além dos novos territórios rendia &#8220;prisioneiros de guerra&#8221;, &#8220;escravos&#8221; repassados em parte aos europeus, em outra parte retidos no próprio Império do Kongo para compor a guarda do mani kabunga ou trabalhar. Situações semelhantes aconteceram também no Império de Oyó, no Império Kong, no Império do Benim, no Reino de Fouta Djallon, no Reino de Fouta Tooro, no Reino de Koya, no Império Bambara, no Reino de Khasso, no Império Kaabu, na Confederação Ashanti, no Reino de Daomé, na Confederação Aro&#8230; Estes prisioneiros de guerra seriam vendidos de qualquer modo, não importando se os compradores fossem ou não europeus, pois tratava-se de um hábito não manter qualquer tipo de lealdade ou solidariedade grupal ou política com prisioneiros de outras etnias. Recomendo dar uma olhada na História Geral da África ( <a href="http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese-1/" rel="nofollow ugc">http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese-1/</a> ) para maiores detalhes sobre a questão.</p>
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		<title>
		Por: lucau lua nzambi  jonas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25773/#comment-38764</link>

		<dc:creator><![CDATA[lucau lua nzambi  jonas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 13:55:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[gostei muito deste site as materias sobre os escravos negras nas americas do sul e queria saber estes escravos era  das origens do reino do kongo ?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>gostei muito deste site as materias sobre os escravos negras nas americas do sul e queria saber estes escravos era  das origens do reino do kongo ?</p>
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		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25773/#comment-11232</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 03:32:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá,

Muito interessante o resgate apresentado por esse primeiro artigo da série.

De fato, é fundamental resgatar o emaranhado de interesses, relações de poder e lutas que permearam as questões nacionais e de colonização.

Por fim, e ansioso pela continuação dessa contribuição do texto, o final do presente texto nos dá a sensação de que o movimento de &quot;volta à África&quot; não se parece, nem um pouco, com um desejo espontâneo de &quot;retorno às origens&quot; - se trata, isso sim, de uma questão histórica e política de importante contextualização para o entendimento dos movimentos atuais que buscam fortalecer a memória das lutas contra a escravidão.

Abraços - e parabéns pelo artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Muito interessante o resgate apresentado por esse primeiro artigo da série.</p>
<p>De fato, é fundamental resgatar o emaranhado de interesses, relações de poder e lutas que permearam as questões nacionais e de colonização.</p>
<p>Por fim, e ansioso pela continuação dessa contribuição do texto, o final do presente texto nos dá a sensação de que o movimento de &#8220;volta à África&#8221; não se parece, nem um pouco, com um desejo espontâneo de &#8220;retorno às origens&#8221; &#8211; se trata, isso sim, de uma questão histórica e política de importante contextualização para o entendimento dos movimentos atuais que buscam fortalecer a memória das lutas contra a escravidão.</p>
<p>Abraços &#8211; e parabéns pelo artigo.</p>
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