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	Comentários sobre: Unidades de Polícia Pacificadora: O que são, a que anseios respondem e quais desafios colocam aos ativismos urbanos? &#8211; 2.ª Parte	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: André Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25791/#comment-16408</link>

		<dc:creator><![CDATA[André Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 23:47:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eduardo, meu caro,

Acabei lendo o artigo tardiamente e, infelizmente, por ocasião de um contexto que coloca muito em perspectiva a política das UPPs. Tenho acompanhado o processo de implantação em quatro favelas do Rio por conta de um trabalho de pesquisa e considero seu diagnóstico bastante acertado. O imperativo da busca por aquecimento das possibilidades de ativismo como forma de re-significar a cidade parece ser mesmo algo urgente.

Fico preocupado com o fato de, em muitos casos, a UPP se aproximar de aspectos que configuram uma excessiva regulação da sociabilidade, além de atualizar elementos do autoritarismo da própria corporação como mantenedora da &quot;ordem&quot;. Os significados dos termos &quot;odem&quot; e &quot;justiça&quot; manifestados nessas experiências das UPPs é algo, alías, que deve ser observado como aspecto da elucidação desta política.

É imprescindível, de toda forma, a reforma da Polícia Militar para que seja executora dessa política. Não basta recrutar novos policiais qualificados em policiamento comunitário, a corporação segue a mesma e suas idiossincrasias incidem sobre o modo de fazer, quando posta na condição executora de uma política como a das UPPs.

Algo que, talvez, deva e possa ser observado é o próprio impacto da experiência das UPPs para dentro da instituição policial.

Outra coisa que vale a pena ficar de olho é a atuação do que têm sido chamado de &quot;UPP Social&quot; no escopo das ações da secretaria estadual de assistência social e direitos humanos do governo estadual. Além de contar com gestores com um perfil um tanto incomum no poder público, como a pesquisadora Silvia Ramos, a UPP Social tem como proposta a vocalização por parte dos moradores no sentido da condução da gestão do território pós-ocupação.

Enfim, meu comentário já se alonga por demais. É ótimo, de toda forma, poder manter esta interlocução contigo para poder pensar melhor sobre estas questões tão capitais da vida em nossa cidade.

Grande (e saudoso) abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo, meu caro,</p>
<p>Acabei lendo o artigo tardiamente e, infelizmente, por ocasião de um contexto que coloca muito em perspectiva a política das UPPs. Tenho acompanhado o processo de implantação em quatro favelas do Rio por conta de um trabalho de pesquisa e considero seu diagnóstico bastante acertado. O imperativo da busca por aquecimento das possibilidades de ativismo como forma de re-significar a cidade parece ser mesmo algo urgente.</p>
<p>Fico preocupado com o fato de, em muitos casos, a UPP se aproximar de aspectos que configuram uma excessiva regulação da sociabilidade, além de atualizar elementos do autoritarismo da própria corporação como mantenedora da &#8220;ordem&#8221;. Os significados dos termos &#8220;odem&#8221; e &#8220;justiça&#8221; manifestados nessas experiências das UPPs é algo, alías, que deve ser observado como aspecto da elucidação desta política.</p>
<p>É imprescindível, de toda forma, a reforma da Polícia Militar para que seja executora dessa política. Não basta recrutar novos policiais qualificados em policiamento comunitário, a corporação segue a mesma e suas idiossincrasias incidem sobre o modo de fazer, quando posta na condição executora de uma política como a das UPPs.</p>
<p>Algo que, talvez, deva e possa ser observado é o próprio impacto da experiência das UPPs para dentro da instituição policial.</p>
<p>Outra coisa que vale a pena ficar de olho é a atuação do que têm sido chamado de &#8220;UPP Social&#8221; no escopo das ações da secretaria estadual de assistência social e direitos humanos do governo estadual. Além de contar com gestores com um perfil um tanto incomum no poder público, como a pesquisadora Silvia Ramos, a UPP Social tem como proposta a vocalização por parte dos moradores no sentido da condução da gestão do território pós-ocupação.</p>
<p>Enfim, meu comentário já se alonga por demais. É ótimo, de toda forma, poder manter esta interlocução contigo para poder pensar melhor sobre estas questões tão capitais da vida em nossa cidade.</p>
<p>Grande (e saudoso) abraço!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25791/#comment-12834</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 15:34:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eduardo,
obrigada pelo excelente artigo, que me permitiu me inteirar melhor sobre a conjuntura (imediatamente) atual do Rio, depois de alguns anos fora.
Como disse Marcelo, é um material de grande valor politico e intelectual.
Um contribuiçao importante para a reflexao daqueles que nao desistiram de lutar por uma cidade mais humana pra todos.
Que venham outras!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo,<br />
obrigada pelo excelente artigo, que me permitiu me inteirar melhor sobre a conjuntura (imediatamente) atual do Rio, depois de alguns anos fora.<br />
Como disse Marcelo, é um material de grande valor politico e intelectual.<br />
Um contribuiçao importante para a reflexao daqueles que nao desistiram de lutar por uma cidade mais humana pra todos.<br />
Que venham outras!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Giancarlo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25791/#comment-11674</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giancarlo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 07:51:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=25791#comment-11674</guid>

					<description><![CDATA[O texto traz uma série de questões e de reflexões que devem ser abordadas e desmiuçadas por quem milita na esfera da &quot;reforma urbana&quot; (bem como para quem não milita diretamente nesta esfera)e tem o interesse de entender as transformações que estão acontecendo em algumas favelas, as suas causas, motivos, determinações, e consequentemente, suas perspectivas e limites.
Não se trata como tão bem colocou o autor de decidir por tráfico ou UPP, mas de entender as reais razões desta mudança na política do Estado. Entendendo o estado como a instituição principal de dominação de classe (realizada pelas classes dominantes sobre as dominadas), fica claro o seu papel nestas tranformações. A polícia comunitária como uma forma mais elaborada de dominação (com policiais formados em cursos superiores, de antropologia, por exemplo), é escolhida pelo estado ( ao invés do &quot;caveirão&quot; como resposta absoluta, o que não exclui o mesmo, é evidente) não pode ser pensado como uma mudança de natureza do estado (como querem os reformistas), mas sim como um movimento tático. Em algumas regiões mais ricas, que tenham relação com o &quot;corredor do turismo&quot;, (copa, olimpíadas, etc.), onde os ricos ficarão mais ricos e os pobres mais pobres.
 As contradições do capitalismo tomam contornos diferentes em cada espaço diferente, de acordo com a conjuntura, mas a busca pelo lucro e a competição são aspectos &quot;pétreos&quot; (dentro do capitalismo), este é o ponto principal que deve ser debatido e exposto para as comunidades nas atuações de base nestas localidades. Só com a mobilização destes indivíduos que pertencem às classes dominadas é possível mudar a situação de dominação sofridas quer seja pelo tráfico, pelas milícias ou pela polícia.
Este artigo contribuiu para este processo, ao denunciar a movimentação das classes dominantes. Isto, em um caso concreto e paupável... Enfim, parabéns pela contribuição.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto traz uma série de questões e de reflexões que devem ser abordadas e desmiuçadas por quem milita na esfera da &#8220;reforma urbana&#8221; (bem como para quem não milita diretamente nesta esfera)e tem o interesse de entender as transformações que estão acontecendo em algumas favelas, as suas causas, motivos, determinações, e consequentemente, suas perspectivas e limites.<br />
Não se trata como tão bem colocou o autor de decidir por tráfico ou UPP, mas de entender as reais razões desta mudança na política do Estado. Entendendo o estado como a instituição principal de dominação de classe (realizada pelas classes dominantes sobre as dominadas), fica claro o seu papel nestas tranformações. A polícia comunitária como uma forma mais elaborada de dominação (com policiais formados em cursos superiores, de antropologia, por exemplo), é escolhida pelo estado ( ao invés do &#8220;caveirão&#8221; como resposta absoluta, o que não exclui o mesmo, é evidente) não pode ser pensado como uma mudança de natureza do estado (como querem os reformistas), mas sim como um movimento tático. Em algumas regiões mais ricas, que tenham relação com o &#8220;corredor do turismo&#8221;, (copa, olimpíadas, etc.), onde os ricos ficarão mais ricos e os pobres mais pobres.<br />
 As contradições do capitalismo tomam contornos diferentes em cada espaço diferente, de acordo com a conjuntura, mas a busca pelo lucro e a competição são aspectos &#8220;pétreos&#8221; (dentro do capitalismo), este é o ponto principal que deve ser debatido e exposto para as comunidades nas atuações de base nestas localidades. Só com a mobilização destes indivíduos que pertencem às classes dominadas é possível mudar a situação de dominação sofridas quer seja pelo tráfico, pelas milícias ou pela polícia.<br />
Este artigo contribuiu para este processo, ao denunciar a movimentação das classes dominantes. Isto, em um caso concreto e paupável&#8230; Enfim, parabéns pela contribuição.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25791/#comment-11215</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 17:11:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=25791#comment-11215</guid>

					<description><![CDATA[Olá Eduardo,

Também gostaria de parabenizá-lo pela sua importante análise e crítica das UPPs - e, assim como o Marcelo, achei fundamental seu entendimento da &quot;linguagem do espaço&quot; para a contextualização das relações de poder presentes nesse projeto de intervenção repressiva e &quot;social&quot;.

No mais, gostaria de ressaltar que o material apresentado nesses dois textos seria muito bem utilizado para atividades de debates e formação nas comunidades que sofrem (ou poderão sofrer) a intervenção dessa iniciativa. Ainda mais se levarmos em conta que esse é um dos modelos de policiamento almejado durante a preparação dos Grandes Eventos Esportivos - como a Copa do Mundo e Olímpiadas.

Abraços e parabéns.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Eduardo,</p>
<p>Também gostaria de parabenizá-lo pela sua importante análise e crítica das UPPs &#8211; e, assim como o Marcelo, achei fundamental seu entendimento da &#8220;linguagem do espaço&#8221; para a contextualização das relações de poder presentes nesse projeto de intervenção repressiva e &#8220;social&#8221;.</p>
<p>No mais, gostaria de ressaltar que o material apresentado nesses dois textos seria muito bem utilizado para atividades de debates e formação nas comunidades que sofrem (ou poderão sofrer) a intervenção dessa iniciativa. Ainda mais se levarmos em conta que esse é um dos modelos de policiamento almejado durante a preparação dos Grandes Eventos Esportivos &#8211; como a Copa do Mundo e Olímpiadas.</p>
<p>Abraços e parabéns.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo Lopes de Souza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/06/25791/#comment-11212</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Lopes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 13:24:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=25791#comment-11212</guid>

					<description><![CDATA[Parabéns, Eduardo, pelo excelente artigo. Eu deixei para comentá-lo somente agora, abdicando de comentar a primeira parte, pois queria ter uma visão de conjunto. O texto é, ao mesmo tempo, de grande valor político e intelectual. Em linguagem clara, você mostra como decodificando a &quot;linguagem do espaço&quot;, é possível desnudamos os projetos de poder e as contradições das ideologias dominantes. Infelizmente, as UPPs vêm sendo saudadas como uma ótima solução por tanta gente, tanta gente, que encolhe incrivelmente o espaço para abordagens mais exigentes e críticas  -  mais uma &quot;unanimidade burra&quot;, portanto. (Isso para não falar de situações como aquela do Ferreira Gullar  -  quem diria...  -  apoiando o &quot;Caveirão&quot;, vale dizer, a repressão mais nua e mais crua. Gostei muito de você ter se lembrado, na primeira parte de seu artigo, daquele malfadado e mesmo infame artigo dele na &quot;Folha de São Paulo&quot;.)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns, Eduardo, pelo excelente artigo. Eu deixei para comentá-lo somente agora, abdicando de comentar a primeira parte, pois queria ter uma visão de conjunto. O texto é, ao mesmo tempo, de grande valor político e intelectual. Em linguagem clara, você mostra como decodificando a &#8220;linguagem do espaço&#8221;, é possível desnudamos os projetos de poder e as contradições das ideologias dominantes. Infelizmente, as UPPs vêm sendo saudadas como uma ótima solução por tanta gente, tanta gente, que encolhe incrivelmente o espaço para abordagens mais exigentes e críticas  &#8211;  mais uma &#8220;unanimidade burra&#8221;, portanto. (Isso para não falar de situações como aquela do Ferreira Gullar  &#8211;  quem diria&#8230;  &#8211;  apoiando o &#8220;Caveirão&#8221;, vale dizer, a repressão mais nua e mais crua. Gostei muito de você ter se lembrado, na primeira parte de seu artigo, daquele malfadado e mesmo infame artigo dele na &#8220;Folha de São Paulo&#8221;.)</p>
]]></content:encoded>
		
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