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	Comentários sobre: De volta à África (4): a hagiologia rastafari	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: L de SP		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-649593</link>

		<dc:creator><![CDATA[L de SP]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2020 20:20:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Necessário sublinhar também o papel de apoio que o rastafari dá ao sionismo. Os próprios Marley são apoiadores de Israel, e Selassie era um aliado central do Estado israelense na região]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Necessário sublinhar também o papel de apoio que o rastafari dá ao sionismo. Os próprios Marley são apoiadores de Israel, e Selassie era um aliado central do Estado israelense na região</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-331161</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2018 14:03:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Faz anos desde que não retornava a este artigo, e vejo que há comentários os mais díspares desde minha intervenção mais recente no comentário. E claro, todos pretendendo-se corretos. Vamos a eles, ponto a ponto.

RE primeiro. Como não sabe nem se almocei hoje, quanto mais o que fiz e faço da vida, constroi uma imagem negativa de mim próprio para montar seus argumentos. A estratégia argumentativa falha, entretanto, pelo simples fato de que a História, com &quot;H&quot; maiúsculo, é o que é, e não nossos mitos. Neles, está tudo límpido e claro, sem qualquer contradição; na História, e na nossa vida cotidiana que é seu substrato e matéria-prima, é a contradição a regra, é o paradoxo a norma, e é deles que devemos partir. Indo ao assunto do comentário, o &lt;i&gt;reggae&lt;/i&gt; é mais um exemplo destas contradições: a mensagem de luta contida no &lt;i&gt;reggae&lt;/i&gt; mais afrontador de Bob Marley e Peter Tosh -- que mostre onde eu disse que ela não existe! -- vem junto com a divinização de Selassié. É exemplar, neste sentido, o comportamento de Rita Marley na visita de Selassié à Jamaica em 1966, jamais negado pela própria e que não é vergonha alguma. Tudo isto é contraditório -- e por isto mesmo, real. O que importa não é purificar o real de suas contradições, mas entender no que elas resultam. Esta a que me referi, no que resulta? 

Samuel, por outro lado, é ainda mais contraditório, porque inocente. Quer &quot;imparcialidade&quot;; sabemos que ela não existe em lugar algum. Quer um Selassié incontroverso; ora, a controvérsia é própria a qualquer chefe de Estado ou de governo, e Selassié não é exceção. Veja-se, por exemplo, que todas as informações que obtive sobre Selassié vieram de fontes que Samuel certamente conhece; por isto mesmo, peço-lhe que deixe aqui sua opinião abalizada sobre Ali Mazrui e sua polêmica relação com o continente africano. Por outro lado, independente desta opinião, é de se notar que no comentário de Samuel tanto as palavras quanto os silêncios reforçam a opinião de Ali Mazrui, já citada no texto mas cuja ideia central faço questão de destacar aqui mais uma vez: &quot;O grande paradoxo do Imperador Haile Selassie era ser um líder reacionário e retrógrado em seu país, mas um símbolo de radicalismo e mesmo de revolução no exterior&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz anos desde que não retornava a este artigo, e vejo que há comentários os mais díspares desde minha intervenção mais recente no comentário. E claro, todos pretendendo-se corretos. Vamos a eles, ponto a ponto.</p>
<p>RE primeiro. Como não sabe nem se almocei hoje, quanto mais o que fiz e faço da vida, constroi uma imagem negativa de mim próprio para montar seus argumentos. A estratégia argumentativa falha, entretanto, pelo simples fato de que a História, com &#8220;H&#8221; maiúsculo, é o que é, e não nossos mitos. Neles, está tudo límpido e claro, sem qualquer contradição; na História, e na nossa vida cotidiana que é seu substrato e matéria-prima, é a contradição a regra, é o paradoxo a norma, e é deles que devemos partir. Indo ao assunto do comentário, o <i>reggae</i> é mais um exemplo destas contradições: a mensagem de luta contida no <i>reggae</i> mais afrontador de Bob Marley e Peter Tosh &#8212; que mostre onde eu disse que ela não existe! &#8212; vem junto com a divinização de Selassié. É exemplar, neste sentido, o comportamento de Rita Marley na visita de Selassié à Jamaica em 1966, jamais negado pela própria e que não é vergonha alguma. Tudo isto é contraditório &#8212; e por isto mesmo, real. O que importa não é purificar o real de suas contradições, mas entender no que elas resultam. Esta a que me referi, no que resulta? </p>
<p>Samuel, por outro lado, é ainda mais contraditório, porque inocente. Quer &#8220;imparcialidade&#8221;; sabemos que ela não existe em lugar algum. Quer um Selassié incontroverso; ora, a controvérsia é própria a qualquer chefe de Estado ou de governo, e Selassié não é exceção. Veja-se, por exemplo, que todas as informações que obtive sobre Selassié vieram de fontes que Samuel certamente conhece; por isto mesmo, peço-lhe que deixe aqui sua opinião abalizada sobre Ali Mazrui e sua polêmica relação com o continente africano. Por outro lado, independente desta opinião, é de se notar que no comentário de Samuel tanto as palavras quanto os silêncios reforçam a opinião de Ali Mazrui, já citada no texto mas cuja ideia central faço questão de destacar aqui mais uma vez: &#8220;O grande paradoxo do Imperador Haile Selassie era ser um líder reacionário e retrógrado em seu país, mas um símbolo de radicalismo e mesmo de revolução no exterior&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Samuel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-331125</link>

		<dc:creator><![CDATA[Samuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2018 09:37:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto e bastante tendencioso ,com o intuito de demonizar sellassie e a Etiopia .Tanto que nao fala da convençao de berlim 1884 onde a italia teve a incumbencia de invadir a etiopia em 1896 ,deixaram livre do ? primeiro erro ,segundo que se a etiopia nao guerreasse iria virar colonia ,mas a italia nao deu nem p cheiro ,terceiro que Sellassie assumiu  o trono etiope em 1930 ,mas fora assinado um acordo de boa vizinhança para com a italia em 1928 ,que obviamente nao foi ele quem assinou ,a italia estava na trairagem e de olho na etiopia querendo vingaça ,desde 1922 ,12 anos depois começam as provocaçoes contra a etiopia e de uma forma covarde a italia começou a atacar ,so que fora negado pela liga das nacoes ,armas a etiopia ,ao passo que estavam abastecendo a italia e ate agrotoxico tinha para matar os etiopes ,Sellassie estava disposto a dar a vida pela Etiopia fora negado tudo ao pais africano e dado tudo ao pais europeu ,ate hitler ofereceu ajuda para o ditador mussolini ,nao restou a sellassie fazer mais nada ,e sim procurar aliados .Assim  em 1941 junto com a inglaterra ,ele expulsa os italianos de la ,covardes italianos ,por este feito sellassie ganhou varios titulos e premios ,colocou anteriormente a isso ,a etiopia na liga das nacoes ,como um cara desses pode ser arcaico ?arcaico porque nao era um eurocentrico ? por que ele nao entregou a etiopia ? ele nao iria entregar a etiopia e deixou bem claro que se a etiopia fosse colonizada o &quot;oriente iria ruir junto &quot;portanto ao escrever sobre temas pouco comentados e conhecido procure se informar mais e ser imparcial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto e bastante tendencioso ,com o intuito de demonizar sellassie e a Etiopia .Tanto que nao fala da convençao de berlim 1884 onde a italia teve a incumbencia de invadir a etiopia em 1896 ,deixaram livre do ? primeiro erro ,segundo que se a etiopia nao guerreasse iria virar colonia ,mas a italia nao deu nem p cheiro ,terceiro que Sellassie assumiu  o trono etiope em 1930 ,mas fora assinado um acordo de boa vizinhança para com a italia em 1928 ,que obviamente nao foi ele quem assinou ,a italia estava na trairagem e de olho na etiopia querendo vingaça ,desde 1922 ,12 anos depois começam as provocaçoes contra a etiopia e de uma forma covarde a italia começou a atacar ,so que fora negado pela liga das nacoes ,armas a etiopia ,ao passo que estavam abastecendo a italia e ate agrotoxico tinha para matar os etiopes ,Sellassie estava disposto a dar a vida pela Etiopia fora negado tudo ao pais africano e dado tudo ao pais europeu ,ate hitler ofereceu ajuda para o ditador mussolini ,nao restou a sellassie fazer mais nada ,e sim procurar aliados .Assim  em 1941 junto com a inglaterra ,ele expulsa os italianos de la ,covardes italianos ,por este feito sellassie ganhou varios titulos e premios ,colocou anteriormente a isso ,a etiopia na liga das nacoes ,como um cara desses pode ser arcaico ?arcaico porque nao era um eurocentrico ? por que ele nao entregou a etiopia ? ele nao iria entregar a etiopia e deixou bem claro que se a etiopia fosse colonizada o &#8220;oriente iria ruir junto &#8220;portanto ao escrever sobre temas pouco comentados e conhecido procure se informar mais e ser imparcial</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: RE		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-145410</link>

		<dc:creator><![CDATA[RE]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2013 14:36:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sou obrigado a confessar que me parece evidente a edenização da propria experiência de luta de Manolo. Eu não sou adepto de algo diferente da a solidariedade colectiva tal como aqui é descrita, sobretudo quando a alternativa passa ou por individualismo extremo ou moderado ou solidarideda &quot;centralizada&quot;. Mas não tenho um eden nas lutas sociais, acho que são a resposta justa a um sistema de exploração muito apurado, refinado e poderoso embora falível e profundamente predatório (mortalmente predatório). A resposta centralizada ou descentralizada  é geradora de fracturas no sistema no mínimo é expositora das contradições do mesmo. Mas não são o éden, e não podem ser encaradas como tal; na minha juventude com muito Marley na cabeça também me aproximei das ideias rastafarianas até perceber que na minha cabeça nem deus nem profetas fazem sentido na minha cabeça, mas em Marley e Tosh não terei ouvido ideias claras de contradição de classe e da pobreza ( os de barriga cheia e os famintos, aqueles que se devem erguer e lutar pelos seus direitos, a selva de pedra)? Será que o reggeao se resume ao rastafaranismo? Será apenas a mensagem de retorno e adoração messiânica o que se expreme dessa corrente musical?? Cada homem  pensa que o seu fardo é o mais pesado de todos os fardos; seremos nós assim também: edenizando na secretária e na manif (que o sistema engole e rumina facilmente) os portadores do mais pesado dos fardos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou obrigado a confessar que me parece evidente a edenização da propria experiência de luta de Manolo. Eu não sou adepto de algo diferente da a solidariedade colectiva tal como aqui é descrita, sobretudo quando a alternativa passa ou por individualismo extremo ou moderado ou solidarideda &#8220;centralizada&#8221;. Mas não tenho um eden nas lutas sociais, acho que são a resposta justa a um sistema de exploração muito apurado, refinado e poderoso embora falível e profundamente predatório (mortalmente predatório). A resposta centralizada ou descentralizada  é geradora de fracturas no sistema no mínimo é expositora das contradições do mesmo. Mas não são o éden, e não podem ser encaradas como tal; na minha juventude com muito Marley na cabeça também me aproximei das ideias rastafarianas até perceber que na minha cabeça nem deus nem profetas fazem sentido na minha cabeça, mas em Marley e Tosh não terei ouvido ideias claras de contradição de classe e da pobreza ( os de barriga cheia e os famintos, aqueles que se devem erguer e lutar pelos seus direitos, a selva de pedra)? Será que o reggeao se resume ao rastafaranismo? Será apenas a mensagem de retorno e adoração messiânica o que se expreme dessa corrente musical?? Cada homem  pensa que o seu fardo é o mais pesado de todos os fardos; seremos nós assim também: edenizando na secretária e na manif (que o sistema engole e rumina facilmente) os portadores do mais pesado dos fardos?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12234</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 14:14:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12186&quot;&gt;cabeça&lt;/a&gt;.

Oi Cabeça,

Pessoalmente, quando falo em &quot;solidariedade&quot;, não me refiro àquela solidariedade ampla e genérica, dessa que se usa como sinônimo de caridade, que se mal não faz também pouco influi na mudança social. Falo, sim, de uma solidariedade  &lt;em&gt;nas lutas&lt;/em&gt;, capaz de criar brechas na disciplina e na formação ideológica necessárias ao melhor funcionamento do sistema capitalista.

Um exemplo. No ciclo de lutas massivas da juventude pela redução nas tarifas e pelo passe livre que se espraiou pelas grandes cidades brasileiras entre 2003 e 2007 (aproximadamente), não foram poucos os grupos de jovens que ultrapassaram seu &quot;lugar&quot; de estudantes, sua organização específica de estudantes e sua pauta específica de estudantes; buscaram solidarizar-se com as lutas dos trabalhadores rodoviários, participando de suas mobilizações e apoiando-lhe no necessário sem querer tomar-lhes o lugar. Ainda é muito cedo para falar dos resultados mais profundos desta cooperação, mas naqueles momentos de luta conjunta plantou-se a semente de algo novo no imaginário e nas práticas de quem deles participou. Outro exemplo. Nas recentes lutas por moradia que se desenrolam no Brasil acontece de militantes de movimentos de sem-teto ultrapassarem os limites das reivindicações por moradia para si próprios e buscarem integrar-se às lutas cotidianas dos bairros circunvizinhos  (melhor atendimento nos postos de saúde e construção de novos onde não existam, pavimentação e esgotamento sanitário, inscrição de endereços de rua nos Correios, novas linhas de ônibus etc.), ou mesmo abrir a ocupação às atividades dos bairros (futebol, celebrações religiosas etc.) e convidar as comunidades circunvizinhas a participar das atividades culturais da ocupação (saraus de poesia, sessões de cine-debate, aniversários etc.). Ao fazê-lo, as pessoas nos bairros circunvizinhos deixam de ver os sem-teto como &quot;vagabundos&quot;, &quot;baderneiros&quot; e &quot;traficantes&quot;, e passam a tê-los &quot;gente boa&quot;, acontecendo inclusive de haver muito intercâmbio de atividades e mesmo de militantes entre a ocupação e a comunidade onde se insere. A luta do movimento deixa de ser algo setorial e é reforçada pela incorporação, nela, daqueles que já tem moradia (mesmo precária), mas que solidarizam-se com quem ainda não a tem. 

Em ambos os casos, abrem-se as tais brechas a que me referi, pois a exploração capitalista funciona melhor quando aqueles que são explorados e oprimidos não se vêm enquanto tal, mas como grupos particulares, atomizados e isolados -- isto quando não se vêem como indivíduos somente, sem sentirem pertença a qualquer identidade coletiva. Nos dois exemplos, ao invés de dividir-se os trabalhadores em grupos diferentes (&quot;estudantes&quot; vs. &quot;rodoviários&quot;, &quot;sem-teto&quot; vs &quot;moradores do bairro&quot; etc.), eles integraram-se, superaram as divisões, buscaram compreender-se um ao outro, abriram-se ao apoio e solidariedade e também apoiaram e solidarizaram-se com outras lutas. Ao invés de propor a solução individualizada, fragmentada e corporativista dos problemas sociais, busca-se soluções coletivas, inventa-se novas formas de agir em coletivo que não raro fazem o que delas não se espera. 

Estas brechas, evidentemente, não estão &quot;dadas&quot; de uma vez e para sempre, mas surgem nas lutas e mantém-se através das lutas, pois estão sempre a ser calafetadas pelos capitalistas para que seu edifício não venha abaixo. E não são sempre as mesmas, porque o &quot;fazer-se&quot; dos trabalhadores -- não só através de suas lutas, mas também de sua produção cultural, de seu modo de vida etc. -- não traça um só rumo para as lutas sociais, mas vários, não raro simultâneos. Desafio mesmo é acompanhar -- e fazer parte -- de tudo isso!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12186">cabeça</a>.</p>
<p>Oi Cabeça,</p>
<p>Pessoalmente, quando falo em &#8220;solidariedade&#8221;, não me refiro àquela solidariedade ampla e genérica, dessa que se usa como sinônimo de caridade, que se mal não faz também pouco influi na mudança social. Falo, sim, de uma solidariedade  <em>nas lutas</em>, capaz de criar brechas na disciplina e na formação ideológica necessárias ao melhor funcionamento do sistema capitalista.</p>
<p>Um exemplo. No ciclo de lutas massivas da juventude pela redução nas tarifas e pelo passe livre que se espraiou pelas grandes cidades brasileiras entre 2003 e 2007 (aproximadamente), não foram poucos os grupos de jovens que ultrapassaram seu &#8220;lugar&#8221; de estudantes, sua organização específica de estudantes e sua pauta específica de estudantes; buscaram solidarizar-se com as lutas dos trabalhadores rodoviários, participando de suas mobilizações e apoiando-lhe no necessário sem querer tomar-lhes o lugar. Ainda é muito cedo para falar dos resultados mais profundos desta cooperação, mas naqueles momentos de luta conjunta plantou-se a semente de algo novo no imaginário e nas práticas de quem deles participou. Outro exemplo. Nas recentes lutas por moradia que se desenrolam no Brasil acontece de militantes de movimentos de sem-teto ultrapassarem os limites das reivindicações por moradia para si próprios e buscarem integrar-se às lutas cotidianas dos bairros circunvizinhos  (melhor atendimento nos postos de saúde e construção de novos onde não existam, pavimentação e esgotamento sanitário, inscrição de endereços de rua nos Correios, novas linhas de ônibus etc.), ou mesmo abrir a ocupação às atividades dos bairros (futebol, celebrações religiosas etc.) e convidar as comunidades circunvizinhas a participar das atividades culturais da ocupação (saraus de poesia, sessões de cine-debate, aniversários etc.). Ao fazê-lo, as pessoas nos bairros circunvizinhos deixam de ver os sem-teto como &#8220;vagabundos&#8221;, &#8220;baderneiros&#8221; e &#8220;traficantes&#8221;, e passam a tê-los &#8220;gente boa&#8221;, acontecendo inclusive de haver muito intercâmbio de atividades e mesmo de militantes entre a ocupação e a comunidade onde se insere. A luta do movimento deixa de ser algo setorial e é reforçada pela incorporação, nela, daqueles que já tem moradia (mesmo precária), mas que solidarizam-se com quem ainda não a tem. </p>
<p>Em ambos os casos, abrem-se as tais brechas a que me referi, pois a exploração capitalista funciona melhor quando aqueles que são explorados e oprimidos não se vêm enquanto tal, mas como grupos particulares, atomizados e isolados &#8212; isto quando não se vêem como indivíduos somente, sem sentirem pertença a qualquer identidade coletiva. Nos dois exemplos, ao invés de dividir-se os trabalhadores em grupos diferentes (&#8220;estudantes&#8221; vs. &#8220;rodoviários&#8221;, &#8220;sem-teto&#8221; vs &#8220;moradores do bairro&#8221; etc.), eles integraram-se, superaram as divisões, buscaram compreender-se um ao outro, abriram-se ao apoio e solidariedade e também apoiaram e solidarizaram-se com outras lutas. Ao invés de propor a solução individualizada, fragmentada e corporativista dos problemas sociais, busca-se soluções coletivas, inventa-se novas formas de agir em coletivo que não raro fazem o que delas não se espera. </p>
<p>Estas brechas, evidentemente, não estão &#8220;dadas&#8221; de uma vez e para sempre, mas surgem nas lutas e mantém-se através das lutas, pois estão sempre a ser calafetadas pelos capitalistas para que seu edifício não venha abaixo. E não são sempre as mesmas, porque o &#8220;fazer-se&#8221; dos trabalhadores &#8212; não só através de suas lutas, mas também de sua produção cultural, de seu modo de vida etc. &#8212; não traça um só rumo para as lutas sociais, mas vários, não raro simultâneos. Desafio mesmo é acompanhar &#8212; e fazer parte &#8212; de tudo isso!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: cabeça		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12186</link>

		<dc:creator><![CDATA[cabeça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 20:18:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fiquei realmente satisfeito com sua resposta, me fez ver em outra perspectiva que a &quot;edenização&quot; da África é o que liga intimamente este movimento ao fascismo e que por sua vez também se liga às esquerdas com a &quot;edenização&quot; do comunismo... 
A criação de um lugar mítico para onde as pessoas iriam depois de um longo sofrimento é um mecanismo que serve para que se aceite uma realidade que é contraditória aos seus próprios objetivos. 
De forma oposta é que surgem então as relações de solidareidade e igualitarismo enquanto proposta de um novo mundo... Ok e de acordo.
O problema é que quando agente fala em solidariedade já existe todo um significado sobre esta palavra(para além do significado formal), então eu acho que quando autores como você e o joão bernardo usam o termo isso gera um pouco de confusão, porque na minha cabeça a coisa fica naquele âmbito da intuição. Eu também nunca li nenhum autor tratando especificamente sobre isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei realmente satisfeito com sua resposta, me fez ver em outra perspectiva que a &#8220;edenização&#8221; da África é o que liga intimamente este movimento ao fascismo e que por sua vez também se liga às esquerdas com a &#8220;edenização&#8221; do comunismo&#8230;<br />
A criação de um lugar mítico para onde as pessoas iriam depois de um longo sofrimento é um mecanismo que serve para que se aceite uma realidade que é contraditória aos seus próprios objetivos.<br />
De forma oposta é que surgem então as relações de solidareidade e igualitarismo enquanto proposta de um novo mundo&#8230; Ok e de acordo.<br />
O problema é que quando agente fala em solidariedade já existe todo um significado sobre esta palavra(para além do significado formal), então eu acho que quando autores como você e o joão bernardo usam o termo isso gera um pouco de confusão, porque na minha cabeça a coisa fica naquele âmbito da intuição. Eu também nunca li nenhum autor tratando especificamente sobre isso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12141</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 14:32:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=26512#comment-12141</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12052&quot;&gt;cabeça&lt;/a&gt;.

R.,

ao contrário do que parece, há regras bastante rígidas para quem queira seguir a fé rastafari. Trata-se de um movimento religioso, não de uma colônia de férias. Um exemplo é suficiente para ilustrar tais regras. Como para os rastafaris o próprio corpo é o templo de deus, seguem uma dieta bastante rigorosa, prevista pelos livros bíblicos do Gênese, Levítico e Deuteronômio, chamada &lt;em&gt;ital&lt;/em&gt;; nela está proibido o consumo de aditivos alimentares artificiais (corantes, conservantes etc.) e álcool, além de carne de porco, crustáceos, moluscos e animais que comam carniça ou que fucem a terra. Outro exemplo: rastafaris não podem se envolver com política -- muito embora a International Rastafari Development Society tenha status consultivo junto à ONU. Não acho que isto seja exatamente um &quot;faz-o-que-tu-queres&quot;, exceto se por esta expressão você queira dizer que os rastafari te parecem uns &lt;em&gt;hippies&lt;/em&gt; desregrados, a quem para viver bem bastaria deixar crescer os &lt;em&gt;dreadlocks&lt;/em&gt; e fumar a &lt;em&gt;ganja&lt;/em&gt;, o que não é bem o caso. A imagem nem sempre coincide com a realidade.

Cabeça,

o real é bem mais complexo que os pobres esquemas que usamos para interpretá-lo. Não é assim tão difícil que nos surpreendamos com o que ontem nos parecia perfeito. Mas a questão que vejo no movimento rastafari -- um amigo há pouco me explicou que os rastafaris não gostam de ser incluídos num &quot;rastafarismo&quot; por verem todos os &quot;ismos&quot; como formas de dividir as pessoas, e o que querem é integrá-las -- não é sua aproximação com o fascismo histórico, que creio ser extremamente tênue. (Salvo se você entende como &quot;fascismo&quot; aquele modo genérico com que nos acostumamos a descrever qualquer autoritarismo extremado). O que o movimento rastafari herda de Garvey me parece ser outra coisa: a edenização da África, sua transformação num paraíso terreno onde não há conflitos sociais entre os próprios africanos. Tal edenização se fazia necessária, pois como seria possível, sem ela, canonizar um rei absolutista? O que se apresenta diante de quem quer que se interesse pelas lutas sociais na África contemporânea é outra coisa bem diferente, como você mesmo deve saber, e os meios de solidarizarmo-nos eficazmente com os africanos nestas mesmas lutas passam longe de qualquer edenização.

Quanto a existir &quot;caminho anticapitalista para um movimento baseado em critérios rácicos&quot;, basta lembrar quão anticapitalista foi a prática do nazismo no Leste Europeu. Destruição do parque produtivo, extinção física dos quadros médios (professores, técnicos etc.), extermínio da mão-de-obra de &lt;em&gt;untermenschen&lt;/em&gt; (judeus, eslavos, ciganos etc.) combinado com a desqualificação e escravização da mão-de-obra sobrevivente... Isto são práticas anticapitalistas, pois esboçava-se então a inauguração de um modo de produção outro, diferente do capitalismo. 

Tenho como certo que não é num &quot;anticapitalismo&quot; genérico que devemos buscar caminhos para superar as relações de exploração e opressão nas quais nos vemos inseridos, mas sim em movimentos que apóiem e pratiquem relações solidárias, coletivistas e igualitárias entre as pessoas, sejam quem forem, venham de onde vierem. Se este é um critério válido, difícil crer que um movimento que tenha a divisão &quot;racial&quot; entre pessoas como sua única justificativa, fundamento e motor, sem acrescer-lhe qualquer outra consideração a respeito das demais clivagens sociais (classe, gênero, idade, deficiências físicas ou cognitivas etc.), possa servir de fundamento à construção de uma sociedade que enterre no passado a opressão e a exploração a que somos sujeitados hoje.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12052">cabeça</a>.</p>
<p>R.,</p>
<p>ao contrário do que parece, há regras bastante rígidas para quem queira seguir a fé rastafari. Trata-se de um movimento religioso, não de uma colônia de férias. Um exemplo é suficiente para ilustrar tais regras. Como para os rastafaris o próprio corpo é o templo de deus, seguem uma dieta bastante rigorosa, prevista pelos livros bíblicos do Gênese, Levítico e Deuteronômio, chamada <em>ital</em>; nela está proibido o consumo de aditivos alimentares artificiais (corantes, conservantes etc.) e álcool, além de carne de porco, crustáceos, moluscos e animais que comam carniça ou que fucem a terra. Outro exemplo: rastafaris não podem se envolver com política &#8212; muito embora a International Rastafari Development Society tenha status consultivo junto à ONU. Não acho que isto seja exatamente um &#8220;faz-o-que-tu-queres&#8221;, exceto se por esta expressão você queira dizer que os rastafari te parecem uns <em>hippies</em> desregrados, a quem para viver bem bastaria deixar crescer os <em>dreadlocks</em> e fumar a <em>ganja</em>, o que não é bem o caso. A imagem nem sempre coincide com a realidade.</p>
<p>Cabeça,</p>
<p>o real é bem mais complexo que os pobres esquemas que usamos para interpretá-lo. Não é assim tão difícil que nos surpreendamos com o que ontem nos parecia perfeito. Mas a questão que vejo no movimento rastafari &#8212; um amigo há pouco me explicou que os rastafaris não gostam de ser incluídos num &#8220;rastafarismo&#8221; por verem todos os &#8220;ismos&#8221; como formas de dividir as pessoas, e o que querem é integrá-las &#8212; não é sua aproximação com o fascismo histórico, que creio ser extremamente tênue. (Salvo se você entende como &#8220;fascismo&#8221; aquele modo genérico com que nos acostumamos a descrever qualquer autoritarismo extremado). O que o movimento rastafari herda de Garvey me parece ser outra coisa: a edenização da África, sua transformação num paraíso terreno onde não há conflitos sociais entre os próprios africanos. Tal edenização se fazia necessária, pois como seria possível, sem ela, canonizar um rei absolutista? O que se apresenta diante de quem quer que se interesse pelas lutas sociais na África contemporânea é outra coisa bem diferente, como você mesmo deve saber, e os meios de solidarizarmo-nos eficazmente com os africanos nestas mesmas lutas passam longe de qualquer edenização.</p>
<p>Quanto a existir &#8220;caminho anticapitalista para um movimento baseado em critérios rácicos&#8221;, basta lembrar quão anticapitalista foi a prática do nazismo no Leste Europeu. Destruição do parque produtivo, extinção física dos quadros médios (professores, técnicos etc.), extermínio da mão-de-obra de <em>untermenschen</em> (judeus, eslavos, ciganos etc.) combinado com a desqualificação e escravização da mão-de-obra sobrevivente&#8230; Isto são práticas anticapitalistas, pois esboçava-se então a inauguração de um modo de produção outro, diferente do capitalismo. </p>
<p>Tenho como certo que não é num &#8220;anticapitalismo&#8221; genérico que devemos buscar caminhos para superar as relações de exploração e opressão nas quais nos vemos inseridos, mas sim em movimentos que apóiem e pratiquem relações solidárias, coletivistas e igualitárias entre as pessoas, sejam quem forem, venham de onde vierem. Se este é um critério válido, difícil crer que um movimento que tenha a divisão &#8220;racial&#8221; entre pessoas como sua única justificativa, fundamento e motor, sem acrescer-lhe qualquer outra consideração a respeito das demais clivagens sociais (classe, gênero, idade, deficiências físicas ou cognitivas etc.), possa servir de fundamento à construção de uma sociedade que enterre no passado a opressão e a exploração a que somos sujeitados hoje.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: cabeça		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12052</link>

		<dc:creator><![CDATA[cabeça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 23:19:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=26512#comment-12052</guid>

					<description><![CDATA[Em conversa com amigos que estavam acompanhando a série, depois de alguma discussão, ficamos todos em certo estado de perplexidade ao perceber que os mais diversos movimentos de resistência podem decair até o mais evidente fascismo. 
E que isto pode acontecer por um pequeno desvio no caminho das lutas... É como se estas lutas estivessem sempre imersas em dimensões retorcidas que podem apontar seu exato oposto... 
O pior disto é sempre se ver imerso neste mundo, onde tentar correr é condição do próprio isolamento.

Olho o meu passado: fiz parte de grupos que hoje reconheço, como nas reflexões do manolo, como colaboracionistas ativos das relações de exploração, só que em minha formação isso concorria com ideologias que acabavam por colabor com o capitalismo de forma mais passiva. Por fim acabei por me envolver com grupos de formação marxista e hoje tento viver uma militância que se distâncie das cadeias da hieraquia e que seja autonomamente integrada a outros movimentos... 

O que fica claro pra mim é que nem tudo está vencido nem perdido, que tudo dependeria da disputa, mas existiria caminho anticapitalista para um movimento baseado em critérios rácicos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em conversa com amigos que estavam acompanhando a série, depois de alguma discussão, ficamos todos em certo estado de perplexidade ao perceber que os mais diversos movimentos de resistência podem decair até o mais evidente fascismo.<br />
E que isto pode acontecer por um pequeno desvio no caminho das lutas&#8230; É como se estas lutas estivessem sempre imersas em dimensões retorcidas que podem apontar seu exato oposto&#8230;<br />
O pior disto é sempre se ver imerso neste mundo, onde tentar correr é condição do próprio isolamento.</p>
<p>Olho o meu passado: fiz parte de grupos que hoje reconheço, como nas reflexões do manolo, como colaboracionistas ativos das relações de exploração, só que em minha formação isso concorria com ideologias que acabavam por colabor com o capitalismo de forma mais passiva. Por fim acabei por me envolver com grupos de formação marxista e hoje tento viver uma militância que se distâncie das cadeias da hieraquia e que seja autonomamente integrada a outros movimentos&#8230; </p>
<p>O que fica claro pra mim é que nem tudo está vencido nem perdido, que tudo dependeria da disputa, mas existiria caminho anticapitalista para um movimento baseado em critérios rácicos?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: R.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12021</link>

		<dc:creator><![CDATA[R.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 02:25:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Exatamente. 

Essa parte é mais interessante porque todos nós fomos criados tendo uma imagem dos rastafaris associada ao pacificismo e liberdades individuais: uma mistura de faz-o-que-tu-queres com papa negro e bonzinho. Nesse caso, algo da extrema direita nos chegou como símbolo de paz e liberdade individual + comunitarismo.

No oposto, casos de verdadeiro comunitarismo revolucionário nos chegaram como símbolo de convervadorismo e opressão. É o caso, por exemplo, das raízes profundas do que são hoje os evangélicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Exatamente. </p>
<p>Essa parte é mais interessante porque todos nós fomos criados tendo uma imagem dos rastafaris associada ao pacificismo e liberdades individuais: uma mistura de faz-o-que-tu-queres com papa negro e bonzinho. Nesse caso, algo da extrema direita nos chegou como símbolo de paz e liberdade individual + comunitarismo.</p>
<p>No oposto, casos de verdadeiro comunitarismo revolucionário nos chegaram como símbolo de convervadorismo e opressão. É o caso, por exemplo, das raízes profundas do que são hoje os evangélicos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jefferson Rodrigues		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26512/#comment-12011</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jefferson Rodrigues]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 19:47:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=26512#comment-12011</guid>

					<description><![CDATA[Saudações e retorno devido a atenção na pergunta que coloquei a respeito da &quot;Nação do Islã&quot;.
Gostaria de aproveitar e repassar a informação que no livro Diário de skinhead (Antonio Salas)constam uns dados interessantes sobre as novas modalidades de aproximação de militantes de extrema direita que advogam o islamismo e o nazismo.   
Sobre  a consideração sobre a didática nos artigos penso que a série de informações nos comentários postados pelos leitores cumprem uma finalidade didática bem interessante além do conteúdo próprio dos textos. 
Jefferson]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações e retorno devido a atenção na pergunta que coloquei a respeito da &#8220;Nação do Islã&#8221;.<br />
Gostaria de aproveitar e repassar a informação que no livro Diário de skinhead (Antonio Salas)constam uns dados interessantes sobre as novas modalidades de aproximação de militantes de extrema direita que advogam o islamismo e o nazismo.<br />
Sobre  a consideração sobre a didática nos artigos penso que a série de informações nos comentários postados pelos leitores cumprem uma finalidade didática bem interessante além do conteúdo próprio dos textos.<br />
Jefferson</p>
]]></content:encoded>
		
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	</channel>
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