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	Comentários sobre: De volta à África (5): o retorno do retorno	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Edeezy Moniz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-251011</link>

		<dc:creator><![CDATA[Edeezy Moniz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2014 08:30:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei, o texto foi bem escrito pelos autores!
Pan-africanismo ate os dias de hoje e um problema.

by:Edeezy Moniz.
Estudante do Colegio ABC Namibe/Angola
9ºano]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei, o texto foi bem escrito pelos autores!<br />
Pan-africanismo ate os dias de hoje e um problema.</p>
<p>by:Edeezy Moniz.<br />
Estudante do Colegio ABC Namibe/Angola<br />
9ºano</p>
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		<title>
		Por: RE		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-145405</link>

		<dc:creator><![CDATA[RE]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2013 14:05:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Numa leitura rápida fiquei com a sensação que faltou uma referência a tentativas de projectos supra-nacionalistas como aqueles que juntaram Gana-Senegal-Gâmbia ( para citar alguns) numa criação política num nível diferente daquele da união africana. E claro, falar da guerra do biafra e da federação nigeriana é importante. O problema está bem colocado,é evidente a substituição do colonialismo pelo nacionalismo capitalizante como o resultado actual (mas não devemos ignorar o ideal ou mito  ou objectivo supra ou mega nacionalista do pan-africanismo ou de um certo pan-africanismo, atingir uma unidade no interior de fronteiras de muitos países africanos já é combater muitos nacionalismos ou &quot;etnismos&quot;, veja se a Líbia de hoje e se no futuro será ou não um país dividido). Entendo a posição de um anarquista face ao projecto Estado ou Super-Estado, entendo-o porque nos recorda que populações inteiras na base desses projectos pagam um preço alto para a sua manutenção. Mas não consigo parar de pensar na população Líbia de hoje.Qual será o preço mais caro o passado distante, o passados recente , o presente, o futuro?? Será a solução voltar a uma espécie de concelho tribal/étnico ad hoc a melhor forma de garantir a liberdade dos povos, (falemos apenas da base a partir de agora  da classe baixa) desse povo? E recordo me que muitas vezes a autonomia tradicional dos povos africanos, não só abriu portas para o esclavagismo atlântico como tomou parte no combate à resistência ao imperialismo. Alinhando com Nkruma, Cabral e outros, que tradições queremos e que tradições temos? Algumas estam fortemente &quot;contaminadas&quot; por um contacto com o Oriente e o Ocidente (dos últimos séculos) e nem sempre numa lógica de vacinação em defesa dos interesses das classes baixas. Receio ter ficado com a sensação  que o próprio texto defende o seu mito, a sua proposta de ordem (Des-ordenada). Será esta a melhor forma de garantir que a realidade das contradições de classe seja alterada para que um equilíbrio social tome forma na vida dos africanos? Não existirá um espaço desgovernado na África de hoje, não terá ele sempre existido, não se poderá estudar esse espaço e perceber onde sucedeu e onde falhou? Teremos a ideia que há projectos sociedade infalíveis. Não estaremos nós a olhar para o problema a uma longa distância e com lentes que uma boa parte de africanos ou outros povos fora do hemisfério norte não valorizam, não entendem, não credibilizam? Bom estudo. Sei que certamente os autores serão mais profundos em explicar como foi catapultada esta expressão capitalista do pan-africanismo, e o sangue que teve que ser sacrificado no altar do sucesso africano para que tal tenha ocorrido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa leitura rápida fiquei com a sensação que faltou uma referência a tentativas de projectos supra-nacionalistas como aqueles que juntaram Gana-Senegal-Gâmbia ( para citar alguns) numa criação política num nível diferente daquele da união africana. E claro, falar da guerra do biafra e da federação nigeriana é importante. O problema está bem colocado,é evidente a substituição do colonialismo pelo nacionalismo capitalizante como o resultado actual (mas não devemos ignorar o ideal ou mito  ou objectivo supra ou mega nacionalista do pan-africanismo ou de um certo pan-africanismo, atingir uma unidade no interior de fronteiras de muitos países africanos já é combater muitos nacionalismos ou &#8220;etnismos&#8221;, veja se a Líbia de hoje e se no futuro será ou não um país dividido). Entendo a posição de um anarquista face ao projecto Estado ou Super-Estado, entendo-o porque nos recorda que populações inteiras na base desses projectos pagam um preço alto para a sua manutenção. Mas não consigo parar de pensar na população Líbia de hoje.Qual será o preço mais caro o passado distante, o passados recente , o presente, o futuro?? Será a solução voltar a uma espécie de concelho tribal/étnico ad hoc a melhor forma de garantir a liberdade dos povos, (falemos apenas da base a partir de agora  da classe baixa) desse povo? E recordo me que muitas vezes a autonomia tradicional dos povos africanos, não só abriu portas para o esclavagismo atlântico como tomou parte no combate à resistência ao imperialismo. Alinhando com Nkruma, Cabral e outros, que tradições queremos e que tradições temos? Algumas estam fortemente &#8220;contaminadas&#8221; por um contacto com o Oriente e o Ocidente (dos últimos séculos) e nem sempre numa lógica de vacinação em defesa dos interesses das classes baixas. Receio ter ficado com a sensação  que o próprio texto defende o seu mito, a sua proposta de ordem (Des-ordenada). Será esta a melhor forma de garantir que a realidade das contradições de classe seja alterada para que um equilíbrio social tome forma na vida dos africanos? Não existirá um espaço desgovernado na África de hoje, não terá ele sempre existido, não se poderá estudar esse espaço e perceber onde sucedeu e onde falhou? Teremos a ideia que há projectos sociedade infalíveis. Não estaremos nós a olhar para o problema a uma longa distância e com lentes que uma boa parte de africanos ou outros povos fora do hemisfério norte não valorizam, não entendem, não credibilizam? Bom estudo. Sei que certamente os autores serão mais profundos em explicar como foi catapultada esta expressão capitalista do pan-africanismo, e o sangue que teve que ser sacrificado no altar do sucesso africano para que tal tenha ocorrido.</p>
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		<title>
		Por: emily		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-133200</link>

		<dc:creator><![CDATA[emily]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2013 17:21:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[o texto esta bom mas so presissa de mais imagen,e informação 
assi biaaa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o texto esta bom mas so presissa de mais imagen,e informação<br />
assi biaaa</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Valentim Kapapilo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-45645</link>

		<dc:creator><![CDATA[Valentim Kapapilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 13:28:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei muito sobre este artigo. feliz sois vois que pensam em africa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei muito sobre este artigo. feliz sois vois que pensam em africa</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-12157</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 23:24:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para quem não saiba inglês, disseram-me agora que o livro que citei está traduzido no Brasil. Fica a indicação: Joseph L. Love, &lt;em&gt;A construção do Terceiro Mundo. Teorias do
subdesenvolvimento na Romênia e no Brasil&lt;/em&gt; (tradução de Patrícia
Zimbres), Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998. Aconselho vivamente a leitura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem não saiba inglês, disseram-me agora que o livro que citei está traduzido no Brasil. Fica a indicação: Joseph L. Love, <em>A construção do Terceiro Mundo. Teorias do<br />
subdesenvolvimento na Romênia e no Brasil</em> (tradução de Patrícia<br />
Zimbres), Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998. Aconselho vivamente a leitura.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: eric		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-12156</link>

		<dc:creator><![CDATA[eric]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 22:58:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom, não vou comentar sobre revoluções fracassadas, já que por enquanto estou vivo! E vcs também...

Eu disse algo sobre o potencial revolucionário do conceito de um &quot;terceiro mundo&quot;, em analogia de um tiers état? Nada disso, ao contrário, como disse, ele foi inventado e historicamente funcionou como um conceito resolutamente anti-revolucionário; como alerta e, logo, amálgama entre os poderes imperialistas opostos (europa e eua) para impedir qualquer &quot;emancipação&quot;, seja na África, seja na Ásia, seja no Oriente Médio, e ainda, no andar, botando as súb-Ámericas no mesmo saco, com bastante sucesso, como vc até citou (aiai!) os &quot;nossos&quot; inteletuais de esquerda desenvolvimentistas. Mas nem é preciso ir tão longe: em qualquer mesa de bar a questão é a mesma: foi um conceito tão interiorizado, virou tão hegemômico, que nem dá vontade de frequentar mais mesas de bar... (bem que outro impedimento é que em mesa de bar hoje não se pode mais fumar.....).

Só pra finalizar (estou em clara desvantagem, que pelo jeito vcs tem toda literatura na sua frente, pra citar, que alíás,  incomoda nem um pouco, vcs estão de parabéns pra compartilhar com a gente!), voltando pro comentário: &quot;Joseph L. Love... ao afirmar que os terceiro-mundistas (sic!) separam a crítica ao imperialismo da crítica ao capitalismo&quot;, acho um bom gancho.

Brjs, Eric

Ah, e ontem encontrei (sem citar nomes) um pessoal do PP e disse que seria bom o PP organizar uns debates presenciais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, não vou comentar sobre revoluções fracassadas, já que por enquanto estou vivo! E vcs também&#8230;</p>
<p>Eu disse algo sobre o potencial revolucionário do conceito de um &#8220;terceiro mundo&#8221;, em analogia de um tiers état? Nada disso, ao contrário, como disse, ele foi inventado e historicamente funcionou como um conceito resolutamente anti-revolucionário; como alerta e, logo, amálgama entre os poderes imperialistas opostos (europa e eua) para impedir qualquer &#8220;emancipação&#8221;, seja na África, seja na Ásia, seja no Oriente Médio, e ainda, no andar, botando as súb-Ámericas no mesmo saco, com bastante sucesso, como vc até citou (aiai!) os &#8220;nossos&#8221; inteletuais de esquerda desenvolvimentistas. Mas nem é preciso ir tão longe: em qualquer mesa de bar a questão é a mesma: foi um conceito tão interiorizado, virou tão hegemômico, que nem dá vontade de frequentar mais mesas de bar&#8230; (bem que outro impedimento é que em mesa de bar hoje não se pode mais fumar&#8230;..).</p>
<p>Só pra finalizar (estou em clara desvantagem, que pelo jeito vcs tem toda literatura na sua frente, pra citar, que alíás,  incomoda nem um pouco, vcs estão de parabéns pra compartilhar com a gente!), voltando pro comentário: &#8220;Joseph L. Love&#8230; ao afirmar que os terceiro-mundistas (sic!) separam a crítica ao imperialismo da crítica ao capitalismo&#8221;, acho um bom gancho.</p>
<p>Brjs, Eric</p>
<p>Ah, e ontem encontrei (sem citar nomes) um pessoal do PP e disse que seria bom o PP organizar uns debates presenciais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-12147</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 16:45:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-12146&quot;&gt;João Bernardo&lt;/a&gt;.

Caros JB e Eric,

uma correção, então, precisa ser feita. Embora Alfred Sauvy haja, de fato, inventado a expressão num artigo de 1952 -- &quot;Trois mondes, une planète&quot;, em &lt;strong&gt;L&#039;Observateur&lt;/strong&gt;, 14 ago. 1952, n°118, page 14 -- a expressão apenas se difundiu a partir de uma publicação dirigida por Georges Balandier (&lt;strong&gt;Le Tiers-Monde: &lt;/strong&gt;sous-développement et développement. Paris: INED, 1956).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-12146">João Bernardo</a>.</p>
<p>Caros JB e Eric,</p>
<p>uma correção, então, precisa ser feita. Embora Alfred Sauvy haja, de fato, inventado a expressão num artigo de 1952 &#8212; &#8220;Trois mondes, une planète&#8221;, em <strong>L&#8217;Observateur</strong>, 14 ago. 1952, n°118, page 14 &#8212; a expressão apenas se difundiu a partir de uma publicação dirigida por Georges Balandier (<strong>Le Tiers-Monde: </strong>sous-développement et développement. Paris: INED, 1956).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-12146</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 16:11:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eric,
Você lê com mais atenção que eu, porque essa passagem da nota tinha-me escapado. Na verdade, o criador da expressão «terceiro mundo», em evocação do &lt;em&gt;tiers état&lt;/em&gt;, foi o economista francês Alfred Sauvy, num artigo publicado em 1952.
Na minha opinião, como conceito revolucionário, «terceiro mundo» é muito ambíguo, e eu considero-o uma herança do velho conceito fascista «nação proletária». Mas mesmo sem ir tão longe, o problema lembra-me o que escreveu Joseph L. Love (&lt;em&gt;Crafting the Third World. Theorizing Underdevelopment in Rumania and Brazil&lt;/em&gt;, Stanford, California: Stanford University Press, 1996, pág.135) ao afirmar que os terceiro-mundistas separam a crítica ao imperialismo da crítica ao capitalismo. Este livro de Love que acabei de citar, embora nada tenha a ver com a África, diz directamente respeito ao problema. Love mostra como as teses do notável economista e político fascista romeno Mihail Manoilescu influenciaram directamente Raúl Prebisch e o CEPAL e, por aí, Celso Furtado e toda a esquerda desenvolvimentista latino-americana e especialmente brasileira. Sem dúvida que o «terceiro mundo» tem um grande potencial revolucionário. Mas como passará esse potencial do anti-imperialismo para o anticapitalismo? Essa foi a revolução fracassada da minha, e da sua, geração.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eric,<br />
Você lê com mais atenção que eu, porque essa passagem da nota tinha-me escapado. Na verdade, o criador da expressão «terceiro mundo», em evocação do <em>tiers état</em>, foi o economista francês Alfred Sauvy, num artigo publicado em 1952.<br />
Na minha opinião, como conceito revolucionário, «terceiro mundo» é muito ambíguo, e eu considero-o uma herança do velho conceito fascista «nação proletária». Mas mesmo sem ir tão longe, o problema lembra-me o que escreveu Joseph L. Love (<em>Crafting the Third World. Theorizing Underdevelopment in Rumania and Brazil</em>, Stanford, California: Stanford University Press, 1996, pág.135) ao afirmar que os terceiro-mundistas separam a crítica ao imperialismo da crítica ao capitalismo. Este livro de Love que acabei de citar, embora nada tenha a ver com a África, diz directamente respeito ao problema. Love mostra como as teses do notável economista e político fascista romeno Mihail Manoilescu influenciaram directamente Raúl Prebisch e o CEPAL e, por aí, Celso Furtado e toda a esquerda desenvolvimentista latino-americana e especialmente brasileira. Sem dúvida que o «terceiro mundo» tem um grande potencial revolucionário. Mas como passará esse potencial do anti-imperialismo para o anticapitalismo? Essa foi a revolução fracassada da minha, e da sua, geração.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: eric		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/07/26898/#comment-12145</link>

		<dc:creator><![CDATA[eric]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 15:52:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=26898#comment-12145</guid>

					<description><![CDATA[Duas observações.

1)

Não sei se é para entrar neste ensaio, mas senti falta, não vi nada sobre a &quot;Guerra de Biafra&quot;, na Nigéria, nos anos 60, que ocupou bastante a gente.

2)

Fiquei feliz em ver citado na nota 17 o &quot;antropólogo francês Georges Balandier – verdadeiro criador da expressão &quot;terceiro mundo&quot; em 1956, por analogia com o Terceiro Estado da França pré-revolucionária&quot;, etc. Bom, nem sabia que era antropólogo, para mim era diplomata francês, mas tanto faz, o importante é que em inventar esta &quot;analogia&quot; com as classes subalternas da revolução francesa, não só denominou mas alertou os poderes de então, do potencial revolucionário de um &quot;terceiro&quot; mundo, até então sub domínio deles (sob ataque constante dos eua, o poder em assunção, com resultado precoce a emancipação das colônias índias holandesas em &#039;48, etc.). Foi uma verdadeira divisão de águas, esta invenção de Balandier - que não foi pouca coisa já que até hoje predomina esta denominação - e que a partir dela, desde &#039;56, os poderes (europa e eua) juntos se voltaram para impedir de qualquer jeito a &quot;emancipação&quot; da África (e porque não, das Américas do Sul, que logo entraram no conceito de um &quot;terceiro mundo&quot;) e entra tudo que vcs falam sobre o &quot;estado&quot;, resíduo das colonizações imperialistas europeias, do século anterior e o conceito &quot;nação&quot;. Aliás, mesma coisa no oriente médio...

Brjs, Eric]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas observações.</p>
<p>1)</p>
<p>Não sei se é para entrar neste ensaio, mas senti falta, não vi nada sobre a &#8220;Guerra de Biafra&#8221;, na Nigéria, nos anos 60, que ocupou bastante a gente.</p>
<p>2)</p>
<p>Fiquei feliz em ver citado na nota 17 o &#8220;antropólogo francês Georges Balandier – verdadeiro criador da expressão &#8220;terceiro mundo&#8221; em 1956, por analogia com o Terceiro Estado da França pré-revolucionária&#8221;, etc. Bom, nem sabia que era antropólogo, para mim era diplomata francês, mas tanto faz, o importante é que em inventar esta &#8220;analogia&#8221; com as classes subalternas da revolução francesa, não só denominou mas alertou os poderes de então, do potencial revolucionário de um &#8220;terceiro&#8221; mundo, até então sub domínio deles (sob ataque constante dos eua, o poder em assunção, com resultado precoce a emancipação das colônias índias holandesas em &#8217;48, etc.). Foi uma verdadeira divisão de águas, esta invenção de Balandier &#8211; que não foi pouca coisa já que até hoje predomina esta denominação &#8211; e que a partir dela, desde &#8217;56, os poderes (europa e eua) juntos se voltaram para impedir de qualquer jeito a &#8220;emancipação&#8221; da África (e porque não, das Américas do Sul, que logo entraram no conceito de um &#8220;terceiro mundo&#8221;) e entra tudo que vcs falam sobre o &#8220;estado&#8221;, resíduo das colonizações imperialistas europeias, do século anterior e o conceito &#8220;nação&#8221;. Aliás, mesma coisa no oriente médio&#8230;</p>
<p>Brjs, Eric</p>
]]></content:encoded>
		
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