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	Comentários sobre: Entre o fogo e a panela: movimentos sociais e burocratização	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-109738</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Mar 2013 18:08:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-109734&quot;&gt;ryra&lt;/a&gt;.

Cara Ryra e demais leitores,

O artigo tem a assinatura de seu autor, o coletivo do Passa Palavra. É a ele que deve ser creditado, portanto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-109734">ryra</a>.</p>
<p>Cara Ryra e demais leitores,</p>
<p>O artigo tem a assinatura de seu autor, o coletivo do Passa Palavra. É a ele que deve ser creditado, portanto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ryra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-109734</link>

		<dc:creator><![CDATA[ryra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Mar 2013 17:44:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá achei o texto maravilhoso!!! De muito bom tom e esclarecedor para quem não entende, ou não aceita ou não percebe a cilada na qual estão caindo. Eu sou estudante de Ciências Sociais e gostaria muito de saber se esse trabalho é de equipe ou de algum escritor, e gostaria de saber de quem é. Vcs poderiam me informar pelo meu email por favor.

Estão de parabéns!!!! 

Abraço a toda a equipe de produção]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá achei o texto maravilhoso!!! De muito bom tom e esclarecedor para quem não entende, ou não aceita ou não percebe a cilada na qual estão caindo. Eu sou estudante de Ciências Sociais e gostaria muito de saber se esse trabalho é de equipe ou de algum escritor, e gostaria de saber de quem é. Vcs poderiam me informar pelo meu email por favor.</p>
<p>Estão de parabéns!!!! </p>
<p>Abraço a toda a equipe de produção</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: William Alfonso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-26188</link>

		<dc:creator><![CDATA[William Alfonso]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 May 2011 21:22:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom o texto, estou fazendo um TCC sobre o movimento anarquista em São Paulo no início do século XX e achei-o interessante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o texto, estou fazendo um TCC sobre o movimento anarquista em São Paulo no início do século XX e achei-o interessante.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13597</link>

		<dc:creator><![CDATA[taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 15:53:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olás!

O interessante neste tipo de discussão, mais do que o fornecimento de respostas, é a capacidade de gerar questões concretas, que partem de necessidades concretas. Após os últimos comentários, vejo que a questão da &quot;liberação&quot; emerge como uma dessas. Como assegurar a existência material do militante sem, para isso, reproduzir mecanismos burocráticos que tanto criticamos? Está aí um desafio concreto, real, para o qual temos de urgentemente procurar respostas, também a partir de iniciativas concretas.

Parece-me que hoje não há movimento que saiba lidar com esta nova condição da classe trabalhadora, que inclui desemprego ou precarização total. Até momentos anteriores, quando vigia a relativa estabilidade ocupacional do modelo fordista, o militante e a sua organização, sindical ou não, tinham claramente a distinção entre o que era o momento da vida dedicado ao capital e o que era o momento da vida dedicado à negação do capital, a militância. É claro que no ínterim do processo de trabalho buscava-se introduzir brechas de negação, mas a maior parte dela ocorria durante os tempos livres: bate-papos na hora do almoço, assembleias nas trocas de turnos, encontros ao final do expediente, confraternizações aos finais de semana, nas férias, etc. Mas e hoje? A &quot;flexibilização da jornada de trabalho&quot;, a &quot;vantagem&quot; de se trabalhar em casa, ou, se preferirem, a precarização do trabalho e a ameaça sempre constante do desemprego, simplemente aniquilou essa forma de equilíbrio, e distinção, entre a vida militante e a garantia das condições materiais de existência. Quem atua no terreno concreto das lutas sabe como tem sido sacrificante para os militantes conseguirem dosar a sua dedicação ao ativismo e ao mesmo tempo assegurar suas condições mínimas - e dignas - de existência. Sobre isso, há reclamações vindas de todo lado: &quot;Cara, tá foda, não tô conseguindo dar conta; É muita responsa; Não tô conseguindo conciliar as coisas; Tenho uns trampos pra fazer em casa, mas tenho que participar de uma reunião; Meu semestre na Facu já era, bombei em tudo; Mano, peguei um puta trânsito e perdi quase o dia inteiro; Cara, eu saio de uma reunião pra entrar em outra&quot;, e por aí vai. A verdade é que essa &quot;flexibilização&quot; fez com que as pessoas passassem a trabalhar o tempo todo, estando ou não empregadas,e restringiu ao máximo os espaços para a negação dessa vida. E nós, por enquanto, não reinventamos formas para lidar sobriamente com esta nova condição.  

Enfim, como já disse, não é o caso de aqui fornecemos respostas prontas, mas percebo com um avanço termos conseguido chegar à clareza desta formulação, que é, para mim, uma questão real e mais do que urgente.

Abraços,
Taiguara]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olás!</p>
<p>O interessante neste tipo de discussão, mais do que o fornecimento de respostas, é a capacidade de gerar questões concretas, que partem de necessidades concretas. Após os últimos comentários, vejo que a questão da &#8220;liberação&#8221; emerge como uma dessas. Como assegurar a existência material do militante sem, para isso, reproduzir mecanismos burocráticos que tanto criticamos? Está aí um desafio concreto, real, para o qual temos de urgentemente procurar respostas, também a partir de iniciativas concretas.</p>
<p>Parece-me que hoje não há movimento que saiba lidar com esta nova condição da classe trabalhadora, que inclui desemprego ou precarização total. Até momentos anteriores, quando vigia a relativa estabilidade ocupacional do modelo fordista, o militante e a sua organização, sindical ou não, tinham claramente a distinção entre o que era o momento da vida dedicado ao capital e o que era o momento da vida dedicado à negação do capital, a militância. É claro que no ínterim do processo de trabalho buscava-se introduzir brechas de negação, mas a maior parte dela ocorria durante os tempos livres: bate-papos na hora do almoço, assembleias nas trocas de turnos, encontros ao final do expediente, confraternizações aos finais de semana, nas férias, etc. Mas e hoje? A &#8220;flexibilização da jornada de trabalho&#8221;, a &#8220;vantagem&#8221; de se trabalhar em casa, ou, se preferirem, a precarização do trabalho e a ameaça sempre constante do desemprego, simplemente aniquilou essa forma de equilíbrio, e distinção, entre a vida militante e a garantia das condições materiais de existência. Quem atua no terreno concreto das lutas sabe como tem sido sacrificante para os militantes conseguirem dosar a sua dedicação ao ativismo e ao mesmo tempo assegurar suas condições mínimas &#8211; e dignas &#8211; de existência. Sobre isso, há reclamações vindas de todo lado: &#8220;Cara, tá foda, não tô conseguindo dar conta; É muita responsa; Não tô conseguindo conciliar as coisas; Tenho uns trampos pra fazer em casa, mas tenho que participar de uma reunião; Meu semestre na Facu já era, bombei em tudo; Mano, peguei um puta trânsito e perdi quase o dia inteiro; Cara, eu saio de uma reunião pra entrar em outra&#8221;, e por aí vai. A verdade é que essa &#8220;flexibilização&#8221; fez com que as pessoas passassem a trabalhar o tempo todo, estando ou não empregadas,e restringiu ao máximo os espaços para a negação dessa vida. E nós, por enquanto, não reinventamos formas para lidar sobriamente com esta nova condição.  </p>
<p>Enfim, como já disse, não é o caso de aqui fornecemos respostas prontas, mas percebo com um avanço termos conseguido chegar à clareza desta formulação, que é, para mim, uma questão real e mais do que urgente.</p>
<p>Abraços,<br />
Taiguara</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paíque		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13593</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paíque]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 14:16:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=27717#comment-13593</guid>

					<description><![CDATA[o artigo é muito bacana porque trata dos problemas efetivos que enfrentamos no desenvolvimento dos movimentos. Porque constituir um coletivo com intenção de atuar por meio da ação direta, instâncias de base, articulação prática entre o pensar-fazer é fácil, e até dura por certo tempo. Mas há alguns elementos que gostaria de tratar aqui, que são do médio prazo da luta e do movimento reivindicativo:

*** Gerações no movimento e hierarquia - Uma questão não abordada no artigo, que ocorre recorrentemente: tanto na base como entre os militantes há uma circulação constante de pessoas. Esta circulação é maior em período de refluxos do movimento (o refluxo pode ser por demora na conquista de uma pauta ou também por divergências políticas que se extremam), de forma que por certo período há uma dispersão de base social e os/as poucos/as que sobram, na expectativa de reconstruir o movimento, usualmente recorrem à cosntituição de uma memória do mesmo (geralmente pairando entre o saudosismo e a autocrítica) e de um estudo ou novo plano de ações. O que ocorre é que a geração que acompanhou este salto de qualidade tem sobre sí uma reserva moral em um período de novo ascenso da luta. E essa geração que sobrevive a uma crise dentro do movimento conhece duas ou três gerações de luta dentro do mesmo. Daí a hierarquização ser confundida ou concretizada em forma de respeito não são poucos passos.

*** Loucura: gostaria só de reforçar o que o manolo colocou. Que situação estranha é essa de que se no plano social com aporte institucional os movimentos de base/ação direta geram avanços materiais frente ao capítal, os impactos destes processos de luta sobre os militantes são depressão, surtos, doenças psicosomáticas, calvices, desajustes alimentares, neuroses, traumas. O manolo descreveu muito bem um dos caminhos pra se chegar a esse processo - renúncia da vida pessoal em função do movimento - mas há outros caminhos, que não podem ser esquecidos: o do impacto da repressão polícial e política (tanto dura como morna); a dificuldade em realizar processos de crítica/autocrítica que não sejam paredões psicológicos aliada à facilidade de se adquirir caprichos; o itinerário das lutas e a dimensão total que ela envolve (burocrática, política, de base, de ação). Agir em movimento social é enfrentar os amplos setores do capital, e em certa medida conhecê-los. O curioso é que a saúda debilita-se gradualmente e recorrentemente entre diversos militantes. Qual o caminho pra tratar disso? É partir pra uma forma de atuação tão mais leve quanto descompromissada e efetiva? É partir para as autoajudas/análises constituidas pelos roberto-freireanos (que, a despeito das intenções, desenvolveram-se mais entre classes médias que espaços populares)? Enfim...

*** Bem, por fim, há que se medir um pouco o trato com o tal &quot;burocrata&quot;. Pois, balanceando a discussão entre leo e manolo alguns comentários acima, vemos que há uma questão de foco a ser trabalhada: se a dinâmica geral do movimento ou da luta gera &quot;personalidades&quot; que sempre tornam-se o alvo fácil da crítica, seguiremos esse processo cíclico de construir e decapitar líderes? O curioso dessa questão é que todos os movimentos buscam, como primeiro e mais claro objetivo, emancipar pessoas, comunidades, grupos. Mas se o processo da emancipação inclui, invariavelmente o do desenvolvimento e trato da vaidade, arrogância, autopiedade e tudo mais, como podemos equacionar isso? Esse processo ocorre entre estudantes, desempregados, sem tetos que militam em movimentos de base. (Para esclarecer, nem o artigo nem os comentários vão nessa direção a que sou contrário, pois não tratam de &quot;culpar&quot; os burocratas). A questão central é: se os movimentos buscam emancipar as pessoas mas nao tem como lidar com uma parte presente nesta emancipação, trata-se de um processo sádico de eternamente gerar o judas? 

Enfim, só pra contribuir um pouco com o debate. O artigo é fenomenal...
Saudações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o artigo é muito bacana porque trata dos problemas efetivos que enfrentamos no desenvolvimento dos movimentos. Porque constituir um coletivo com intenção de atuar por meio da ação direta, instâncias de base, articulação prática entre o pensar-fazer é fácil, e até dura por certo tempo. Mas há alguns elementos que gostaria de tratar aqui, que são do médio prazo da luta e do movimento reivindicativo:</p>
<p>*** Gerações no movimento e hierarquia &#8211; Uma questão não abordada no artigo, que ocorre recorrentemente: tanto na base como entre os militantes há uma circulação constante de pessoas. Esta circulação é maior em período de refluxos do movimento (o refluxo pode ser por demora na conquista de uma pauta ou também por divergências políticas que se extremam), de forma que por certo período há uma dispersão de base social e os/as poucos/as que sobram, na expectativa de reconstruir o movimento, usualmente recorrem à cosntituição de uma memória do mesmo (geralmente pairando entre o saudosismo e a autocrítica) e de um estudo ou novo plano de ações. O que ocorre é que a geração que acompanhou este salto de qualidade tem sobre sí uma reserva moral em um período de novo ascenso da luta. E essa geração que sobrevive a uma crise dentro do movimento conhece duas ou três gerações de luta dentro do mesmo. Daí a hierarquização ser confundida ou concretizada em forma de respeito não são poucos passos.</p>
<p>*** Loucura: gostaria só de reforçar o que o manolo colocou. Que situação estranha é essa de que se no plano social com aporte institucional os movimentos de base/ação direta geram avanços materiais frente ao capítal, os impactos destes processos de luta sobre os militantes são depressão, surtos, doenças psicosomáticas, calvices, desajustes alimentares, neuroses, traumas. O manolo descreveu muito bem um dos caminhos pra se chegar a esse processo &#8211; renúncia da vida pessoal em função do movimento &#8211; mas há outros caminhos, que não podem ser esquecidos: o do impacto da repressão polícial e política (tanto dura como morna); a dificuldade em realizar processos de crítica/autocrítica que não sejam paredões psicológicos aliada à facilidade de se adquirir caprichos; o itinerário das lutas e a dimensão total que ela envolve (burocrática, política, de base, de ação). Agir em movimento social é enfrentar os amplos setores do capital, e em certa medida conhecê-los. O curioso é que a saúda debilita-se gradualmente e recorrentemente entre diversos militantes. Qual o caminho pra tratar disso? É partir pra uma forma de atuação tão mais leve quanto descompromissada e efetiva? É partir para as autoajudas/análises constituidas pelos roberto-freireanos (que, a despeito das intenções, desenvolveram-se mais entre classes médias que espaços populares)? Enfim&#8230;</p>
<p>*** Bem, por fim, há que se medir um pouco o trato com o tal &#8220;burocrata&#8221;. Pois, balanceando a discussão entre leo e manolo alguns comentários acima, vemos que há uma questão de foco a ser trabalhada: se a dinâmica geral do movimento ou da luta gera &#8220;personalidades&#8221; que sempre tornam-se o alvo fácil da crítica, seguiremos esse processo cíclico de construir e decapitar líderes? O curioso dessa questão é que todos os movimentos buscam, como primeiro e mais claro objetivo, emancipar pessoas, comunidades, grupos. Mas se o processo da emancipação inclui, invariavelmente o do desenvolvimento e trato da vaidade, arrogância, autopiedade e tudo mais, como podemos equacionar isso? Esse processo ocorre entre estudantes, desempregados, sem tetos que militam em movimentos de base. (Para esclarecer, nem o artigo nem os comentários vão nessa direção a que sou contrário, pois não tratam de &#8220;culpar&#8221; os burocratas). A questão central é: se os movimentos buscam emancipar as pessoas mas nao tem como lidar com uma parte presente nesta emancipação, trata-se de um processo sádico de eternamente gerar o judas? </p>
<p>Enfim, só pra contribuir um pouco com o debate. O artigo é fenomenal&#8230;<br />
Saudações</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13590</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 13:39:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13508&quot;&gt;Leo Vinicius&lt;/a&gt;.

Me parece que grande parte dos comentaristas entendeu que o texto critica os &quot;militantes liberados&quot; por serem burocratas. Não é o que está dito lá, basta ler com atenção. O que me parece bem explícito é que os &quot;liberados&quot; são tratados como empregados pelos dirigentes dos movimentos, tal como se apontou várias vezes nos comentários. O problema é que os &quot;liberados&quot;, apesar de serem tratados como empregados, estão numa posição bastante dúbia: ao mesmo tempo em que recebem ordens inquestionáveis dos dirigentes, necessitam do &quot;trabalho social&quot; da base para executá-las, e daí para tornarem-se &quot;chefetes&quot; aos olhos dela, mesmo sendo tratados como empregados pelos dirigentes, é um pulo.

Entendo isto como um sintoma de certa leitura deste artigo: os comentários dão a entender que a crítica à burocratização que nele se faz tem como parâmetro uma &quot;militância antiburocrática pura&quot;, que não há nele atenção para as complicadas e variadas nuances dos processos de burocratização -- o que não é o caso, ao menos como entendi o artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13508">Leo Vinicius</a>.</p>
<p>Me parece que grande parte dos comentaristas entendeu que o texto critica os &#8220;militantes liberados&#8221; por serem burocratas. Não é o que está dito lá, basta ler com atenção. O que me parece bem explícito é que os &#8220;liberados&#8221; são tratados como empregados pelos dirigentes dos movimentos, tal como se apontou várias vezes nos comentários. O problema é que os &#8220;liberados&#8221;, apesar de serem tratados como empregados, estão numa posição bastante dúbia: ao mesmo tempo em que recebem ordens inquestionáveis dos dirigentes, necessitam do &#8220;trabalho social&#8221; da base para executá-las, e daí para tornarem-se &#8220;chefetes&#8221; aos olhos dela, mesmo sendo tratados como empregados pelos dirigentes, é um pulo.</p>
<p>Entendo isto como um sintoma de certa leitura deste artigo: os comentários dão a entender que a crítica à burocratização que nele se faz tem como parâmetro uma &#8220;militância antiburocrática pura&#8221;, que não há nele atenção para as complicadas e variadas nuances dos processos de burocratização &#8212; o que não é o caso, ao menos como entendi o artigo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13508</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 23:16:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Seguindo o último comentário do Douglas, a questão do &#039;militante liberado&#039; eu nunca vi como uma forma de &quot;igualdade de oportunidades&quot;; não se irá igualar economicamente (e politicamente) as pessoas num movimento concedendo algumas &quot;bolsas militância&quot;.
Como já disse, não tenho posição sobre &quot;militantes liberados&quot;, o que significa que, a princípio e sem uma situação concreta, eu não me oporia. O grande problema do militante liberado não viria do fato de existirem os liberados pela sua condição econômica, mas do objetivo do militante vir a ser a manutenção da sua remuneração, da sua situação, deixando a razão de transformação social em segundo plano (o que acontece em geral no sindicalismo e principalmente em partidos que entram na via institucional).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo o último comentário do Douglas, a questão do &#8216;militante liberado&#8217; eu nunca vi como uma forma de &#8220;igualdade de oportunidades&#8221;; não se irá igualar economicamente (e politicamente) as pessoas num movimento concedendo algumas &#8220;bolsas militância&#8221;.<br />
Como já disse, não tenho posição sobre &#8220;militantes liberados&#8221;, o que significa que, a princípio e sem uma situação concreta, eu não me oporia. O grande problema do militante liberado não viria do fato de existirem os liberados pela sua condição econômica, mas do objetivo do militante vir a ser a manutenção da sua remuneração, da sua situação, deixando a razão de transformação social em segundo plano (o que acontece em geral no sindicalismo e principalmente em partidos que entram na via institucional).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13496</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 00:50:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=27717#comment-13496</guid>

					<description><![CDATA[Douglas, bom apontamento. Nem sabia que o Rugai ainda era vivo...

Isto que você colocou eu conheci na prática. Principalmente em situações de miserabilidade social, ocorre muito de surgirem pessoas de outros cantos, de fora mesmo, até de outra cidade, e iniciarem a organização dos miseráveis para a luta. Em minha formação inicial, desfrutei do contato e apoio deste tipo de gente. Tudo muito estranho, saber que um cara branco, boa pinta, bem nutrido, me saia do seu apartamento na Liberdade para ir lá na quebrada organizar movimento. Só muito depois fui entender que era um cara de partido, que tinha objetivos de longo prazo. Esta situação se reproduziu em outros contextos e me foi muito útil o apoio e a formação dada por estas pessoas. Mas me levou a pensar como que um certo grau de miserabilidade e ínexperiência política configure uma incapacidade de as pessoas lutarem racionalmente por sí próprias, com organização, com objetivo, para além de botar fogo nos ônibus, nos trens e nas escolas, que era o que fazíamos instintivamente, para além, também, de nos matarmos uns aos outros. 

Será que só é possível uma organização autônoma a partir de um dado patamar de experiência política e de base material, ficando os miseráveis a mercê de serem dirigidos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Douglas, bom apontamento. Nem sabia que o Rugai ainda era vivo&#8230;</p>
<p>Isto que você colocou eu conheci na prática. Principalmente em situações de miserabilidade social, ocorre muito de surgirem pessoas de outros cantos, de fora mesmo, até de outra cidade, e iniciarem a organização dos miseráveis para a luta. Em minha formação inicial, desfrutei do contato e apoio deste tipo de gente. Tudo muito estranho, saber que um cara branco, boa pinta, bem nutrido, me saia do seu apartamento na Liberdade para ir lá na quebrada organizar movimento. Só muito depois fui entender que era um cara de partido, que tinha objetivos de longo prazo. Esta situação se reproduziu em outros contextos e me foi muito útil o apoio e a formação dada por estas pessoas. Mas me levou a pensar como que um certo grau de miserabilidade e ínexperiência política configure uma incapacidade de as pessoas lutarem racionalmente por sí próprias, com organização, com objetivo, para além de botar fogo nos ônibus, nos trens e nas escolas, que era o que fazíamos instintivamente, para além, também, de nos matarmos uns aos outros. </p>
<p>Será que só é possível uma organização autônoma a partir de um dado patamar de experiência política e de base material, ficando os miseráveis a mercê de serem dirigidos?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13492</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 16:43:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=27717#comment-13492</guid>

					<description><![CDATA[Após uma conversa com o Rugai, algo me fez pensar. Todos concordamos com as distorções causadas pela instituição do &quot;militante liberado&quot;, mas, com a exceção para o caso sindical, no caso de movimentos sociais em que os militantes não tem fonte de renda garantida, como lidar com o fato de que há militantes que já são &quot;liberados&quot; pelos pais, pois nasceram em condições melhores que lhes permitem não precisar de salário e, logo, podendo militar em praticamente todo seu todo tempo livre.
Esta questão colocada pelas classes de origem dos militantes é que se tenta sanar com esta medida que, por sua vez, apresenta outros problemas, mas volta a questão, como solucionar este problema por outra via ?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após uma conversa com o Rugai, algo me fez pensar. Todos concordamos com as distorções causadas pela instituição do &#8220;militante liberado&#8221;, mas, com a exceção para o caso sindical, no caso de movimentos sociais em que os militantes não tem fonte de renda garantida, como lidar com o fato de que há militantes que já são &#8220;liberados&#8221; pelos pais, pois nasceram em condições melhores que lhes permitem não precisar de salário e, logo, podendo militar em praticamente todo seu todo tempo livre.<br />
Esta questão colocada pelas classes de origem dos militantes é que se tenta sanar com esta medida que, por sua vez, apresenta outros problemas, mas volta a questão, como solucionar este problema por outra via ?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felipe Luiz Gomes e Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/27717/#comment-13411</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe Luiz Gomes e Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 21:50:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Primeiro: gostei. O termo autogestão tem sido utilizado na prática de &quot;cooperativas&quot; tuteladas por prefeituras. Cooperativas compostas por trabalhadoras que não coletam o lixo da classe média,isto é, o nome certo é: trabalhadoras ambientais que coletam resíduos sólidos. Tudo mudou! São administradas pelo mercado e tuteladas por estudantes universitários, docentes, funcionários etc. Esta tem sido a prática. Cansadas de tanto catar lixo não têm tempo de catar poemas, filosofia, teatro e muito menos estudar teoria crítica do capital.  Os que gerenciam não querem a tarefa para si nem para os seus filhos. Isto é barbárie hipócrita!
Saludos y salve Abya Yala,
Felipe Silva, São Carlos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro: gostei. O termo autogestão tem sido utilizado na prática de &#8220;cooperativas&#8221; tuteladas por prefeituras. Cooperativas compostas por trabalhadoras que não coletam o lixo da classe média,isto é, o nome certo é: trabalhadoras ambientais que coletam resíduos sólidos. Tudo mudou! São administradas pelo mercado e tuteladas por estudantes universitários, docentes, funcionários etc. Esta tem sido a prática. Cansadas de tanto catar lixo não têm tempo de catar poemas, filosofia, teatro e muito menos estudar teoria crítica do capital.  Os que gerenciam não querem a tarefa para si nem para os seus filhos. Isto é barbárie hipócrita!<br />
Saludos y salve Abya Yala,<br />
Felipe Silva, São Carlos.</p>
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