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	Comentários sobre: Ainda acerca da crise económica. 1) o declínio dos Estados Unidos	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13762</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 04:09:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com a Renata.

Como se o capitalismo vc cair por si só.

Só existe crise do capitalismo se outra relação social ameace as relações capitalistas, ou seja, comece a se tornar hegemônica. Em outras palavras, só haverá crise do capitalismo com uma mudança de prática.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com a Renata.</p>
<p>Como se o capitalismo vc cair por si só.</p>
<p>Só existe crise do capitalismo se outra relação social ameace as relações capitalistas, ou seja, comece a se tornar hegemônica. Em outras palavras, só haverá crise do capitalismo com uma mudança de prática.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Allan Santin Garcia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13605</link>

		<dc:creator><![CDATA[Allan Santin Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 20:08:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#060;&#062;

O título da primeira parte do artigo já fala por si só. Não é uma crise global e total de ruptura com certo espectro histórico do K-ismo e sim uma segmentação dos países em crescimento acelerado e dos que estão perdendo a hegemonia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&lt;&gt;</p>
<p>O título da primeira parte do artigo já fala por si só. Não é uma crise global e total de ruptura com certo espectro histórico do K-ismo e sim uma segmentação dos países em crescimento acelerado e dos que estão perdendo a hegemonia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13497</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 01:02:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Desde que comecei a ter contato com a esquerda, em 1997, deve ser a décima vez que anunciam a crise do capitalismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que comecei a ter contato com a esquerda, em 1997, deve ser a décima vez que anunciam a crise do capitalismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: dokonal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13463</link>

		<dc:creator><![CDATA[dokonal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 17:50:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quanto ao Chesnais especificamente, pode ter ocorrido um certo equívoco na interpretação do que ele diz. Se ele realmente escreveu que &quot;mais de 70% da economia chinesa depende de seu comércio exterior&quot;, isso não quer dizer que ela exporte mais de 70% de sua produção, apenas que 70 e poucos por cento da economia chinesa estão de alguma forma relacionadas a atividades desse tipo (relação do tipo que trabalhadores terceirizados de limpeza têm com uma empresa de exportação na qual trabalhem). Com uma informação dessas o que se poderia concluir é que a economia chinesa tem um certo grau de integração produtiva. 

Mas eu não tenho dados para afirmar tal coisa e fico à espera do terceiro artigo do João. Só queria frisar o cuidado que se deve ter ao ler certos números.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao Chesnais especificamente, pode ter ocorrido um certo equívoco na interpretação do que ele diz. Se ele realmente escreveu que &#8220;mais de 70% da economia chinesa depende de seu comércio exterior&#8221;, isso não quer dizer que ela exporte mais de 70% de sua produção, apenas que 70 e poucos por cento da economia chinesa estão de alguma forma relacionadas a atividades desse tipo (relação do tipo que trabalhadores terceirizados de limpeza têm com uma empresa de exportação na qual trabalhem). Com uma informação dessas o que se poderia concluir é que a economia chinesa tem um certo grau de integração produtiva. </p>
<p>Mas eu não tenho dados para afirmar tal coisa e fico à espera do terceiro artigo do João. Só queria frisar o cuidado que se deve ter ao ler certos números.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13461</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 14:09:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O PIB nominal chinês em 2009 foi de US$ 4,99 trilhões. Considerando sua balança comercial, as exportações de toda a economia chinesa no mesmo ano foram de US$ 1,2 trilhões -- ou seja, 24,02% do PIB nominal. Se usarmos o PIB calculado segundo a paridade do poder de compra (US$ 8,77 trilhões em 2009), a proporção das exportações no PIB cai para 13,68%. Do total de exportações, 17,7% vão para os EUA, que encabeça a lista dos cinco maiores importadores de produtos chineses, seguido por Hong Kong (13,3%), Japão (8,1%), Coréia do Sul (5,2%) e Alemanha (4,1%). (Note que Hong Kong não é um país independente, mas uma província chinesa submetida ao &quot;regime de administração especial&quot; que lhe permite emitir passaportes, ter uma &quot;lei básica&quot; semelhante a uma constituição, fazer tratados com outros países etc.) Minha fonte: o Escritório Nacional de Estatística da China (&lt;a href=&quot;http://www.stats.gov.cn/english/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.stats.gov.cn/english/&lt;/a&gt;).

Pergunto: que fontes usaram Chesnais, Letizia, Gill e Husson para chegar aos números que você apresenta, e através de que métodos o fizeram?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PIB nominal chinês em 2009 foi de US$ 4,99 trilhões. Considerando sua balança comercial, as exportações de toda a economia chinesa no mesmo ano foram de US$ 1,2 trilhões &#8212; ou seja, 24,02% do PIB nominal. Se usarmos o PIB calculado segundo a paridade do poder de compra (US$ 8,77 trilhões em 2009), a proporção das exportações no PIB cai para 13,68%. Do total de exportações, 17,7% vão para os EUA, que encabeça a lista dos cinco maiores importadores de produtos chineses, seguido por Hong Kong (13,3%), Japão (8,1%), Coréia do Sul (5,2%) e Alemanha (4,1%). (Note que Hong Kong não é um país independente, mas uma província chinesa submetida ao &#8220;regime de administração especial&#8221; que lhe permite emitir passaportes, ter uma &#8220;lei básica&#8221; semelhante a uma constituição, fazer tratados com outros países etc.) Minha fonte: o Escritório Nacional de Estatística da China (<a href="http://www.stats.gov.cn/english/" rel="nofollow">http://www.stats.gov.cn/english/</a>).</p>
<p>Pergunto: que fontes usaram Chesnais, Letizia, Gill e Husson para chegar aos números que você apresenta, e através de que métodos o fizeram?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13458</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 12:53:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Khaled,

como eu disse, são informações de pesquisadores.
Diz Letizia:

&quot;Hoje a China precisa exportar 75% do que produz para manter sua indústria funcionando, o que a mantém acoplada desfavoravelmente à economia dos EUA, destinatário maior de sua produção&quot;.

Diz Chesnais:

&quot;Ora, mais de 70% da economia chinesa depende de seu comércio exterior. Desde 2005, as exportações brutas representam mais de um terço de seu crescimento econômico&quot;.

Não é insistencia! E, digo mais, não se trata de lógica aqui. Ou melhor a lógica do capital não diz respeito a preocupação com a humanidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Khaled,</p>
<p>como eu disse, são informações de pesquisadores.<br />
Diz Letizia:</p>
<p>&#8220;Hoje a China precisa exportar 75% do que produz para manter sua indústria funcionando, o que a mantém acoplada desfavoravelmente à economia dos EUA, destinatário maior de sua produção&#8221;.</p>
<p>Diz Chesnais:</p>
<p>&#8220;Ora, mais de 70% da economia chinesa depende de seu comércio exterior. Desde 2005, as exportações brutas representam mais de um terço de seu crescimento econômico&#8221;.</p>
<p>Não é insistencia! E, digo mais, não se trata de lógica aqui. Ou melhor a lógica do capital não diz respeito a preocupação com a humanidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: khaled		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13429</link>

		<dc:creator><![CDATA[khaled]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:25:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28011#comment-13429</guid>

					<description><![CDATA[Danilo,

Infelizmente não possuo dados, nem estatísticas. Mas vejo você insistir que &quot;75% da produção chinesa é exportada&quot;. Parece-me, por uma questão de lógica, que isto não pode estar correto. Do contrário, o país ficaria completamente desabastecido...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Danilo,</p>
<p>Infelizmente não possuo dados, nem estatísticas. Mas vejo você insistir que &#8220;75% da produção chinesa é exportada&#8221;. Parece-me, por uma questão de lógica, que isto não pode estar correto. Do contrário, o país ficaria completamente desabastecido&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13416</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 00:27:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28011#comment-13416</guid>

					<description><![CDATA[De fato os números estão errados. Peço desculpas. O que eu deveria ter dito é que 75% da produção chinesa é exportada (como no 1° cometário). Sendo os EUA o maior exportador de seus produtos (com os números que o J. Bernardo acabou de nos oferecer). 

Essa porcentagem deve estar mudando velozmente. Mas até pouco tempo atrás podia se dizer:

&quot;Os Estados Unidos são o principal mercado da China. O grupo de distribuição Wal-Mart, que possui uma densa rede de franqueados na China, assegura quase 10% das vendas chinesas no estrangeiro — a maior parte para os Estados Unidos. Pequim buscará compensar a desaceleração da demanda norte-americana voltando-se para outros mercados, mas pode chegar um momento em que, como no caso da Coréia do Sul em 1997, os efeitos do superacúmulo transformem-se em fator imediato de crise&quot;. (CHESNAIS, F.)

Todavia, uma mudança dos números não mudaria minha dúvida em relação a hipótese de que o que vivemos é uma crise NO capital e não DO capital. Tão pouco minha dúvida em relação a possibilidade do descolamento (do desenganchar, do desengatar) dessas &quot;duas&quot; economias. 

Esses pontos foram centrais nos meus comentários (nas minhas dúvidas). E, como não sou economista, me posicionei a partir das leituras e interpretações que fiz de estudiosos como Louis Gill, F. Chesnais, M. Husson e Vito Letizia. 

Assim como o João Bernard, também acho que para termos uma interpretação que fuja do &quot;senso-comum&quot; precisaremos ir além dos economistas. 

Isso para mim significa cruzar esses dados (da pujança economica chinesa) com as características da mão-de-obra chinesa, com as características do campo chinês, do Estado (sociologia e história de verdade). Números a The Economist já nos oferece.

Enfim, não tenho muita afinidade com números. Peço novamente desculpas pela falta de atenção. Esperemos as abundantes ilustrações para ver se saimos do senso comum...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De fato os números estão errados. Peço desculpas. O que eu deveria ter dito é que 75% da produção chinesa é exportada (como no 1° cometário). Sendo os EUA o maior exportador de seus produtos (com os números que o J. Bernardo acabou de nos oferecer). </p>
<p>Essa porcentagem deve estar mudando velozmente. Mas até pouco tempo atrás podia se dizer:</p>
<p>&#8220;Os Estados Unidos são o principal mercado da China. O grupo de distribuição Wal-Mart, que possui uma densa rede de franqueados na China, assegura quase 10% das vendas chinesas no estrangeiro — a maior parte para os Estados Unidos. Pequim buscará compensar a desaceleração da demanda norte-americana voltando-se para outros mercados, mas pode chegar um momento em que, como no caso da Coréia do Sul em 1997, os efeitos do superacúmulo transformem-se em fator imediato de crise&#8221;. (CHESNAIS, F.)</p>
<p>Todavia, uma mudança dos números não mudaria minha dúvida em relação a hipótese de que o que vivemos é uma crise NO capital e não DO capital. Tão pouco minha dúvida em relação a possibilidade do descolamento (do desenganchar, do desengatar) dessas &#8220;duas&#8221; economias. </p>
<p>Esses pontos foram centrais nos meus comentários (nas minhas dúvidas). E, como não sou economista, me posicionei a partir das leituras e interpretações que fiz de estudiosos como Louis Gill, F. Chesnais, M. Husson e Vito Letizia. </p>
<p>Assim como o João Bernard, também acho que para termos uma interpretação que fuja do &#8220;senso-comum&#8221; precisaremos ir além dos economistas. </p>
<p>Isso para mim significa cruzar esses dados (da pujança economica chinesa) com as características da mão-de-obra chinesa, com as características do campo chinês, do Estado (sociologia e história de verdade). Números a The Economist já nos oferece.</p>
<p>Enfim, não tenho muita afinidade com números. Peço novamente desculpas pela falta de atenção. Esperemos as abundantes ilustrações para ver se saimos do senso comum&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13405</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 18:03:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É engraçado ler no comentário deste leitor que «é inegável que 75%» da produção da China é exportada para os Estados Unidos. Trata-se de um dado errado, sem qualquer relação, mesmo distante, com a realidade. Em 2001 as exportações totais chinesas corresponderam a pouco mais de 20% do PIB, chegaram a 36% em 2007 e a 34% em 2008, mas no final de 2009 haviam descido para cerca de 24% do PIB. Infelizmente sucede que muitas coisas «inegáveis» são simplesmente erradas, como terei oportunidade de ilustrar abundantemente ao longo desta série de artigos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É engraçado ler no comentário deste leitor que «é inegável que 75%» da produção da China é exportada para os Estados Unidos. Trata-se de um dado errado, sem qualquer relação, mesmo distante, com a realidade. Em 2001 as exportações totais chinesas corresponderam a pouco mais de 20% do PIB, chegaram a 36% em 2007 e a 34% em 2008, mas no final de 2009 haviam descido para cerca de 24% do PIB. Infelizmente sucede que muitas coisas «inegáveis» são simplesmente erradas, como terei oportunidade de ilustrar abundantemente ao longo desta série de artigos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/08/28011/#comment-13394</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 04:38:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28011#comment-13394</guid>

					<description><![CDATA[Ok! Estamos esperando os próximos artigos.

Mas só para esclarecimento do meu comentário. O motor do capitalismo chinês (como qualquer outro) está na extração de mais-valia (exploração brutal da mão-de-obra).  Além disso, o crescimento de uma classe média satisfeita com o crescimento economico e com a estabilidade política garantida pelo Estado Comunista. Abaixo da burocracia, dos grandes capitalistas e dessa nova classe média está os mingongs (trabalhadores temporários) e os camponeses vivendo numa situação de extrema penúria.

Internamente ele encontra seus fundamentos, todavia, é inegável que 75% de sua produção vai para os EUA, assim como é inegável que o Estado Chinês pega seus grandes superávits e os transforma em reservas de dollares americanos.
Existe um entrelaçamento muito forte entre as duas economias. O EUA está a tempo com o carro na garagem (consumidor parasitário). No entando, continua continua a receber fluxos de mais-valia pelo simples fato da moeda mundial ser o dollar.
 
Como disse F. Chesnais, pode haver um realinhamento das forças hegemonicas (com a crise do capital). O EUA não estará mais sozinho como poder soberano na política e na economia internacional. 

O que questionamos foi apenas a idéia de que a crise (ainda não resolvida) aberta em 2007 não foi uma crise DO capital. Como diz Marx:

“A razão última de todas as crises reais [Der letzte Grund aller wirklichen Krisen] é sempre [bleibt immer] a pobreza e restrição do consumo das massas face ao impulso [Trieb] da produção capitalista a desenvolver as forças produtivas, como se seu limite fosse apenas a capacidade de consumo absoluta da sociedade.” (“O Capital”, livro III, cap.30, Karl Dietz Verlag Berlin 2003, dritter Band página 501) (citado no artigo do V. Letizia)

Não é isso que está acontecendo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ok! Estamos esperando os próximos artigos.</p>
<p>Mas só para esclarecimento do meu comentário. O motor do capitalismo chinês (como qualquer outro) está na extração de mais-valia (exploração brutal da mão-de-obra).  Além disso, o crescimento de uma classe média satisfeita com o crescimento economico e com a estabilidade política garantida pelo Estado Comunista. Abaixo da burocracia, dos grandes capitalistas e dessa nova classe média está os mingongs (trabalhadores temporários) e os camponeses vivendo numa situação de extrema penúria.</p>
<p>Internamente ele encontra seus fundamentos, todavia, é inegável que 75% de sua produção vai para os EUA, assim como é inegável que o Estado Chinês pega seus grandes superávits e os transforma em reservas de dollares americanos.<br />
Existe um entrelaçamento muito forte entre as duas economias. O EUA está a tempo com o carro na garagem (consumidor parasitário). No entando, continua continua a receber fluxos de mais-valia pelo simples fato da moeda mundial ser o dollar.</p>
<p>Como disse F. Chesnais, pode haver um realinhamento das forças hegemonicas (com a crise do capital). O EUA não estará mais sozinho como poder soberano na política e na economia internacional. </p>
<p>O que questionamos foi apenas a idéia de que a crise (ainda não resolvida) aberta em 2007 não foi uma crise DO capital. Como diz Marx:</p>
<p>“A razão última de todas as crises reais [Der letzte Grund aller wirklichen Krisen] é sempre [bleibt immer] a pobreza e restrição do consumo das massas face ao impulso [Trieb] da produção capitalista a desenvolver as forças produtivas, como se seu limite fosse apenas a capacidade de consumo absoluta da sociedade.” (“O Capital”, livro III, cap.30, Karl Dietz Verlag Berlin 2003, dritter Band página 501) (citado no artigo do V. Letizia)</p>
<p>Não é isso que está acontecendo?</p>
]]></content:encoded>
		
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