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	Comentários sobre: Ainda acerca da crise económica. 4) o problema da produtividade	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gustavo Lapido Loureiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-75941</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo Lapido Loureiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2012 16:06:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Em vários casos os empresários dos países emergentes têm adaptado a organização da força de trabalho às estruturas sociais nativas, transformando em factores positivos aspectos que os seus correntes dos países ricos consideram negativos.&quot;

E quando não o fazem, acabam por ser instados a fazê-lo pelos seus próprios &quot;pensadores&quot;, como neste artigo no blog do Financial Times: http://blogs.ft.com/beyond-brics/2012/07/26/multinationals-in-ems-failing-to-adapt/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Em vários casos os empresários dos países emergentes têm adaptado a organização da força de trabalho às estruturas sociais nativas, transformando em factores positivos aspectos que os seus correntes dos países ricos consideram negativos.&#8221;</p>
<p>E quando não o fazem, acabam por ser instados a fazê-lo pelos seus próprios &#8220;pensadores&#8221;, como neste artigo no blog do Financial Times: <a href="http://blogs.ft.com/beyond-brics/2012/07/26/multinationals-in-ems-failing-to-adapt/" rel="nofollow ugc">http://blogs.ft.com/beyond-brics/2012/07/26/multinationals-in-ems-failing-to-adapt/</a></p>
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		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13990</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 19:24:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pessoalmente acho desestimulante quando a coisa decai nos termos em que foi travada esta discussão. 
Acompanhei até o fim para ver como se sairiam os debatedores.
A respeito disso, penso que o pior cego é aquele que não quer ver, e se não quer ver, eu sinceramente sou tentado a acreditar que não devemos gastar nossas energias em debates estéreis.
É dar atenção demais para quem não o merece.  Contudo eu sei que muitas vezes o sangue esquenta e que é difícil não dar a merecida resposta. 
Então este comentário é crítico e autocrítico. 
Percebi que houve um esforço enorme da parte de um comentarista para que o debate não decaísse. 
Mesmo assim ouso dizer que acredito que são nestes momentos que somos tentados a deixar a fera existente em nós sair.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoalmente acho desestimulante quando a coisa decai nos termos em que foi travada esta discussão.<br />
Acompanhei até o fim para ver como se sairiam os debatedores.<br />
A respeito disso, penso que o pior cego é aquele que não quer ver, e se não quer ver, eu sinceramente sou tentado a acreditar que não devemos gastar nossas energias em debates estéreis.<br />
É dar atenção demais para quem não o merece.  Contudo eu sei que muitas vezes o sangue esquenta e que é difícil não dar a merecida resposta.<br />
Então este comentário é crítico e autocrítico.<br />
Percebi que houve um esforço enorme da parte de um comentarista para que o debate não decaísse.<br />
Mesmo assim ouso dizer que acredito que são nestes momentos que somos tentados a deixar a fera existente em nós sair.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: DC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13964</link>

		<dc:creator><![CDATA[DC]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 19:48:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O legal deste debate todo é que eu pude viver, agora e na prática, a crise NO capitalismo. Estou aqui a ler isto tudo, ou pelo menos tentando (minha chefe olha pra mim e faço cara de trabalhador!), em pleno expediente, diminuindo drasticamente a minha produtividade e, assim, ajudando a Nakamura provar sua tese. Se milhões pessoas lerem o Passa Palavra e consequentemente este debate, e se isto for feito no horário de trabalho, em apenas uma semana a tese de Nakamura estará correta e a do JB completamente errada. Mas eu tento fazer outros colegas participarem do debate, e todos eles estão trabalhando que nem loucos! Ou seja, se depender da teoria, o capitalismo vai ser derrotado. Vamos todos ler e vamos fazê-lo no horário de trabalho! O problema é que estão todos sem tempo, porque &quot;nunca na história deste país&quot; se trabalhou tanto. Alguns estão até ganhando bem, comprando apê, fazendo filhos, carro do ano... Enfim, por enquanto só eu e poucos estamos causando crise DO capitalismo, infelizmente... Opa, nem mais eu, me passaram aqui mais trabalho!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O legal deste debate todo é que eu pude viver, agora e na prática, a crise NO capitalismo. Estou aqui a ler isto tudo, ou pelo menos tentando (minha chefe olha pra mim e faço cara de trabalhador!), em pleno expediente, diminuindo drasticamente a minha produtividade e, assim, ajudando a Nakamura provar sua tese. Se milhões pessoas lerem o Passa Palavra e consequentemente este debate, e se isto for feito no horário de trabalho, em apenas uma semana a tese de Nakamura estará correta e a do JB completamente errada. Mas eu tento fazer outros colegas participarem do debate, e todos eles estão trabalhando que nem loucos! Ou seja, se depender da teoria, o capitalismo vai ser derrotado. Vamos todos ler e vamos fazê-lo no horário de trabalho! O problema é que estão todos sem tempo, porque &#8220;nunca na história deste país&#8221; se trabalhou tanto. Alguns estão até ganhando bem, comprando apê, fazendo filhos, carro do ano&#8230; Enfim, por enquanto só eu e poucos estamos causando crise DO capitalismo, infelizmente&#8230; Opa, nem mais eu, me passaram aqui mais trabalho!</p>
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		<title>
		Por: Guilherme		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13959</link>

		<dc:creator><![CDATA[Guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 15:19:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No sistema......Do sistema.......Como é triste ver pessoas gastando suas habilidades e energias disputando a credibilidade de suas afirmações, apontando para espaços enormes e nebulosos que não podem ser tocados e sentidos com a ponta dos dedos, prendendo-se a detalhes de ortografia e pontuação. Vocês sabem muito, com certeza mais do que eu, mas exponho sinceramente que precisamos de mais sensibilidade. É, vago desse jeito mesmo. É vago porque sensibilidade é humana, é um termo que o sistema e grandes empresários não conhecem, apesar de eficientemente apaga-lo do espírito das pessoas. Sei lá, eu sei que a pegada de vocês é outra e imagino estejam dispostos a fazer um trabalho legal. Só acho que as pessoas poderiam ser mais pessoais, valorizando o ser humano, escrevendo sobre os problemas que se vê nos olhos das pessoas que moram na mesma rua, analisando a sua felicidade e a do vizinho, ajudando a plantar uma horta na escola do bairro, querendo bem as pessoas que passam na rua. essa visão agigantada que vocês discutem me cega os olhos, tira as forças dos meus braços, e parece que é exatamente para isso que o sistema trabalha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No sistema&#8230;&#8230;Do sistema&#8230;&#8230;.Como é triste ver pessoas gastando suas habilidades e energias disputando a credibilidade de suas afirmações, apontando para espaços enormes e nebulosos que não podem ser tocados e sentidos com a ponta dos dedos, prendendo-se a detalhes de ortografia e pontuação. Vocês sabem muito, com certeza mais do que eu, mas exponho sinceramente que precisamos de mais sensibilidade. É, vago desse jeito mesmo. É vago porque sensibilidade é humana, é um termo que o sistema e grandes empresários não conhecem, apesar de eficientemente apaga-lo do espírito das pessoas. Sei lá, eu sei que a pegada de vocês é outra e imagino estejam dispostos a fazer um trabalho legal. Só acho que as pessoas poderiam ser mais pessoais, valorizando o ser humano, escrevendo sobre os problemas que se vê nos olhos das pessoas que moram na mesma rua, analisando a sua felicidade e a do vizinho, ajudando a plantar uma horta na escola do bairro, querendo bem as pessoas que passam na rua. essa visão agigantada que vocês discutem me cega os olhos, tira as forças dos meus braços, e parece que é exatamente para isso que o sistema trabalha.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13948</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 18:12:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28241#comment-13948</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13945&quot;&gt;Danilo Chaves Nakamura&lt;/a&gt;.

Não se trata de &quot;mudanças nos números&quot;. Em nenhuma série estatística lá no site do Escritório Nacional de Estatística da China as exportações chinesas representam mais que 40% do PIB. Volto a dizer: são os chineses falando deles mesmos. O que está num dado importante que você usa para sua argumentação é erro mesmo, porque se exportações não se medem através de porcentagem no PIB, gostaria de entender qual seu critério para chegar a este percentual com base em quem você cita. Recomendar a leitura dos artigos que você usa não resolve o problema, pois não consigo acreditar, ainda, que você resuma seu conhecimento à repetição acrítica de argumentos alheios. Que critério usar para mensurar as exportações além da participação delas no PIB, então?

Quanto à mudança na hegemonia, que bom que concordamos. Porque lá atrás, em seu primeiro comentário à primeira parte desta série, está a chave do debate: &quot;O que nos espanta é que nenhuma oposição, nenhum movimento da sociedade no sentido de questionar o capitalismo aparece em nosso horizonte&quot;. Como pode haver uma crise sistêmica generalizada (é como eu entendo uma &quot;crise do capitalismo&quot;) sem o que você mesmo chama -- e eu concordo -- de &quot;movimento da sociedade no sentido de questionar o capitalismo&quot;? Sem este elemento fundamental, o que vejo é uma &quot;troca de guarda&quot; nas fortalezas do capital, pura e simplesmente. Uma &quot;crise no capitalismo&quot;. 

Mesmo as mais duras condições de exploração na China, minuciosamente descritas naquele relatório publicado em julho pelo PassaPalavra, não significa, automaticamente, a conversão destes explorados chineses neste &quot;movimento da sociedade&quot; que esperamos. Afinal, a superexploração que ali se descreve, condição básica para o descomunal crescimento econômico chinês, é a mesma superexploração que fundamenta qualquer crescimento econômico continuado. É semelhante à que vejo, por exemplo, numa pequena cidade do interior baiano onde estive recentemente. A economia da cidade, direta ou indiretamente, depende de uma grande granja lá instalada, mas as condições de trabalho são tão brutais quanto aquelas do relatório. Isto tem seus efeitos sobre os trabalhadores, que vão dos físicos, mais evidentes (alergias, LER, lesões musculares, acidentes de trabalho mais graves etc.), a outros mais sutis. Para se ter uma ideia, uma amiga psicóloga que atende no Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) local diz estar cansada de tanto atender pessoas atacadas por pesadelos com galinhas, gente que desenvolveu alectorofobia (fobia a galinhas), gente com depressão por se sentir menos importante que galinhas... Cita até o caso extremo de uma moça que &quot;virou galinha&quot; e passa o dia ciscando. Creio que nem das duras condições de superexploração na China, nem dos efeitos nefastos da granja sobre a cidade podemos esperar uma mobilização social anticapitalista como consequência direta, semi-automática, imediata. Ou podemos? Penso que há, nos dois casos, mobilização contra estas formas mais duras de exploração (não ver nisto, além de miopia, seria dar muito crédito à servidão voluntária), mas não penso que esta mobilização resulte, de imediato, em luta anticapitalista.

Daí dizer: além de a correção da tese do desengate, demonstrada com fatos econômicos, apontar uma mudança na hegemonia do capitalismo mundial dentro dos quadros sócio-econômicos mais amplos do sistema, até onde vão meus conhecimentos não vejo em curso uma mobilização social questionadora do capitalismo, ou mesmo várias que pudessem se coordenar. Consequência a tirar daí: como não se trata de uma crise séria o suficiente para abalar os fundamentos da dominação capitalista e nem há movimentos sociais globais fortes o suficientes para forçar esta queda, a crise é &lt;em&gt;no&lt;/em&gt; sistema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13945">Danilo Chaves Nakamura</a>.</p>
<p>Não se trata de &#8220;mudanças nos números&#8221;. Em nenhuma série estatística lá no site do Escritório Nacional de Estatística da China as exportações chinesas representam mais que 40% do PIB. Volto a dizer: são os chineses falando deles mesmos. O que está num dado importante que você usa para sua argumentação é erro mesmo, porque se exportações não se medem através de porcentagem no PIB, gostaria de entender qual seu critério para chegar a este percentual com base em quem você cita. Recomendar a leitura dos artigos que você usa não resolve o problema, pois não consigo acreditar, ainda, que você resuma seu conhecimento à repetição acrítica de argumentos alheios. Que critério usar para mensurar as exportações além da participação delas no PIB, então?</p>
<p>Quanto à mudança na hegemonia, que bom que concordamos. Porque lá atrás, em seu primeiro comentário à primeira parte desta série, está a chave do debate: &#8220;O que nos espanta é que nenhuma oposição, nenhum movimento da sociedade no sentido de questionar o capitalismo aparece em nosso horizonte&#8221;. Como pode haver uma crise sistêmica generalizada (é como eu entendo uma &#8220;crise do capitalismo&#8221;) sem o que você mesmo chama &#8212; e eu concordo &#8212; de &#8220;movimento da sociedade no sentido de questionar o capitalismo&#8221;? Sem este elemento fundamental, o que vejo é uma &#8220;troca de guarda&#8221; nas fortalezas do capital, pura e simplesmente. Uma &#8220;crise no capitalismo&#8221;. </p>
<p>Mesmo as mais duras condições de exploração na China, minuciosamente descritas naquele relatório publicado em julho pelo PassaPalavra, não significa, automaticamente, a conversão destes explorados chineses neste &#8220;movimento da sociedade&#8221; que esperamos. Afinal, a superexploração que ali se descreve, condição básica para o descomunal crescimento econômico chinês, é a mesma superexploração que fundamenta qualquer crescimento econômico continuado. É semelhante à que vejo, por exemplo, numa pequena cidade do interior baiano onde estive recentemente. A economia da cidade, direta ou indiretamente, depende de uma grande granja lá instalada, mas as condições de trabalho são tão brutais quanto aquelas do relatório. Isto tem seus efeitos sobre os trabalhadores, que vão dos físicos, mais evidentes (alergias, LER, lesões musculares, acidentes de trabalho mais graves etc.), a outros mais sutis. Para se ter uma ideia, uma amiga psicóloga que atende no Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) local diz estar cansada de tanto atender pessoas atacadas por pesadelos com galinhas, gente que desenvolveu alectorofobia (fobia a galinhas), gente com depressão por se sentir menos importante que galinhas&#8230; Cita até o caso extremo de uma moça que &#8220;virou galinha&#8221; e passa o dia ciscando. Creio que nem das duras condições de superexploração na China, nem dos efeitos nefastos da granja sobre a cidade podemos esperar uma mobilização social anticapitalista como consequência direta, semi-automática, imediata. Ou podemos? Penso que há, nos dois casos, mobilização contra estas formas mais duras de exploração (não ver nisto, além de miopia, seria dar muito crédito à servidão voluntária), mas não penso que esta mobilização resulte, de imediato, em luta anticapitalista.</p>
<p>Daí dizer: além de a correção da tese do desengate, demonstrada com fatos econômicos, apontar uma mudança na hegemonia do capitalismo mundial dentro dos quadros sócio-econômicos mais amplos do sistema, até onde vão meus conhecimentos não vejo em curso uma mobilização social questionadora do capitalismo, ou mesmo várias que pudessem se coordenar. Consequência a tirar daí: como não se trata de uma crise séria o suficiente para abalar os fundamentos da dominação capitalista e nem há movimentos sociais globais fortes o suficientes para forçar esta queda, a crise é <em>no</em> sistema.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13945</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 16:28:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28241#comment-13945</guid>

					<description><![CDATA[Ninguém falou que a The Economist não é semanal. Essa é a questão. Apenas uma pessoa entra no debate e contribui com isso... O intuito? Deslegitimar uma posição. 

E porque a periodicidade dela enviesaria uma leitura?

E os textos são possíveis de achar no Google, mas isso não quer dizer que eu pesquiso pelo google (o que não teria problema). Recebo pessoalmente, ou leio em períodicos (Carre rouge, Margem Esquerda, De olho na História). Eles estão on line. Você prefere ver isso como? Deslegitimar a argumentação novamente.

Ao invés de ler os textos, (que estão disponíveis on line - o que seria uma oportunidade de você ver como os pesquisadores argumentam. E ai, por exemplo, explicar o que mudou desde que eles levantaram que 70% da produção chinesa era exportada), o que você prefere? Deslegitimar... 

Mudanças nos números há. Agora, &quot;erro&quot;, deixo esse julgamento para suas incorruptíveis certezas.

A sua tal &quot;clareza&quot; é ficar chamando por números ou deslocando minhas frases. Eu tentei ser claro. Argumentei sobre dois pontos que discordo. Retomei argumentos de todas minhas intervenções.

O João argumentou e eu discordei. Quem entrou com polemismo vazio? Você.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ninguém falou que a The Economist não é semanal. Essa é a questão. Apenas uma pessoa entra no debate e contribui com isso&#8230; O intuito? Deslegitimar uma posição. </p>
<p>E porque a periodicidade dela enviesaria uma leitura?</p>
<p>E os textos são possíveis de achar no Google, mas isso não quer dizer que eu pesquiso pelo google (o que não teria problema). Recebo pessoalmente, ou leio em períodicos (Carre rouge, Margem Esquerda, De olho na História). Eles estão on line. Você prefere ver isso como? Deslegitimar a argumentação novamente.</p>
<p>Ao invés de ler os textos, (que estão disponíveis on line &#8211; o que seria uma oportunidade de você ver como os pesquisadores argumentam. E ai, por exemplo, explicar o que mudou desde que eles levantaram que 70% da produção chinesa era exportada), o que você prefere? Deslegitimar&#8230; </p>
<p>Mudanças nos números há. Agora, &#8220;erro&#8221;, deixo esse julgamento para suas incorruptíveis certezas.</p>
<p>A sua tal &#8220;clareza&#8221; é ficar chamando por números ou deslocando minhas frases. Eu tentei ser claro. Argumentei sobre dois pontos que discordo. Retomei argumentos de todas minhas intervenções.</p>
<p>O João argumentou e eu discordei. Quem entrou com polemismo vazio? Você.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13936</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 13:26:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28241#comment-13936</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13930&quot;&gt;Danilo Chaves Nakamura&lt;/a&gt;.

Sim, entendi desde o princípio que são teses diferentes. Desde há dezoito dias. O que você parece não entender é que, do meu ponto de vista, estas teses precisam estar baseadas em fatos, e os fatos que você apresenta, ainda do meu ponto de vista, simplesmente não existem. 

Ainda há dezoito dias, reforçando a tese do desengate como expressão da mudança de bloco hegemônico dentro dos marcos do sistema capitalista, apresentei os fatos que me levam a concluir que se trata de uma crise NO capitalismo através de dados do Escritório Nacional de Estatística da China, indicando inclusive o site do Escritório caso você (ou qualquer outra pessoa) quisesse ter acesso a eles diretamente. A partir destes dados, demonstrei que os números que você apresentou com base em citações, do meu ponto de vista e com os dados de que disponho, estão errados. Infelizmente para o tom deste debate não há outra palavra para exprimir um erro, então é errados mesmos que eles estão.

A tese da interdependência extrema das economias chinesa e americana que fundamenta sua posição depende, também, de dados. Afinal, em suas próprias palavras, &quot;75% da produção chinesa é exportada&quot; &quot;sendo os EUA o maior exportador [&lt;em&gt;não seria importador?&lt;/em&gt;] de seus produtos&quot;. Se discordo disto não é simplesmente por querer discordar e fincar pé sem base alguma, mas porque os números de que disponho -- eles, os malditos números! -- exprimem não apenas fatos diferentes, mas sim fatos tão absurdamente diferentes que simplesmente deslegitimam a tese da interdependência extrema.

Há uma divergência de dados. Aí, para seguir debatendo, a gente precisa verificar a legitimidade das fontes. Do meu ponto de vista, não vejo porque discordar do Escritório Nacional de Estatística da China quando ele diz que as exportações de toda a economia chinesa em 2009 representam 24,02% do PIB nominal chinês daquele ano. São os chineses falando de si mesmos. Quando você cita estudiosos, especialistas etc. (uso agora as palavras sem aspas por não pretender duvidar da seriedade de quem quer que você haja citado e por me parecer que as pobres aspas te soam ofensivas quando não é você mesmo a empregá-las para legitimar suas posições) eles obtiveram os dados -- a meu ver errados -- que você cita a partir de alguma fonte. Daí haver perguntado dezoito dias atrás: &quot;que fontes usaram Chesnais, Letizia, Gill e Husson para chegar aos números que você apresenta, e através de que métodos o fizeram?&quot; E já é a terceira vez que o faço sem obter qualquer resposta sua além da recomendação de uma pesquisa em sistemas de busca. 

É a isto que se resume seu conhecimento -- buscar artigos no Google para legitimar suas teses, como você me recomendou? A dita seriedade, a suposta competência ou mesmo afeição pessoal a determinado pesquisador -- em síntese, &lt;em&gt;argumentos de autoridade&lt;/em&gt; -- são por acaso seus critérios de estabelecimento do verdadeiro e do falso?

A tentativa de entendimento das raízes, dos fundamentos dos argumentos do outro para, a partir daí, dialogar, são -- assim o penso -- os fundamentos mínimos de um debate. Se para você é outra coisa, sinto muito. Você anda tão incomodado com uma simples divergência numa ínfima discussão de um artigo na internet que se preocupa mais com o fato de haver sido lembrado sobre a real periodicidade do &lt;em&gt;Economist&lt;/em&gt; que com a continuidade do debate -- prova do quão enviesada é sua leitura de textos, e mesmo seu polemismo vazio. Esgrima aí sua tese até enjoar que me dou por vencido e paro por aqui, pois não posso ser mais claro quanto ao que pretendia neste debate do que fui neste comentário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13930">Danilo Chaves Nakamura</a>.</p>
<p>Sim, entendi desde o princípio que são teses diferentes. Desde há dezoito dias. O que você parece não entender é que, do meu ponto de vista, estas teses precisam estar baseadas em fatos, e os fatos que você apresenta, ainda do meu ponto de vista, simplesmente não existem. </p>
<p>Ainda há dezoito dias, reforçando a tese do desengate como expressão da mudança de bloco hegemônico dentro dos marcos do sistema capitalista, apresentei os fatos que me levam a concluir que se trata de uma crise NO capitalismo através de dados do Escritório Nacional de Estatística da China, indicando inclusive o site do Escritório caso você (ou qualquer outra pessoa) quisesse ter acesso a eles diretamente. A partir destes dados, demonstrei que os números que você apresentou com base em citações, do meu ponto de vista e com os dados de que disponho, estão errados. Infelizmente para o tom deste debate não há outra palavra para exprimir um erro, então é errados mesmos que eles estão.</p>
<p>A tese da interdependência extrema das economias chinesa e americana que fundamenta sua posição depende, também, de dados. Afinal, em suas próprias palavras, &#8220;75% da produção chinesa é exportada&#8221; &#8220;sendo os EUA o maior exportador [<em>não seria importador?</em>] de seus produtos&#8221;. Se discordo disto não é simplesmente por querer discordar e fincar pé sem base alguma, mas porque os números de que disponho &#8212; eles, os malditos números! &#8212; exprimem não apenas fatos diferentes, mas sim fatos tão absurdamente diferentes que simplesmente deslegitimam a tese da interdependência extrema.</p>
<p>Há uma divergência de dados. Aí, para seguir debatendo, a gente precisa verificar a legitimidade das fontes. Do meu ponto de vista, não vejo porque discordar do Escritório Nacional de Estatística da China quando ele diz que as exportações de toda a economia chinesa em 2009 representam 24,02% do PIB nominal chinês daquele ano. São os chineses falando de si mesmos. Quando você cita estudiosos, especialistas etc. (uso agora as palavras sem aspas por não pretender duvidar da seriedade de quem quer que você haja citado e por me parecer que as pobres aspas te soam ofensivas quando não é você mesmo a empregá-las para legitimar suas posições) eles obtiveram os dados &#8212; a meu ver errados &#8212; que você cita a partir de alguma fonte. Daí haver perguntado dezoito dias atrás: &#8220;que fontes usaram Chesnais, Letizia, Gill e Husson para chegar aos números que você apresenta, e através de que métodos o fizeram?&#8221; E já é a terceira vez que o faço sem obter qualquer resposta sua além da recomendação de uma pesquisa em sistemas de busca. </p>
<p>É a isto que se resume seu conhecimento &#8212; buscar artigos no Google para legitimar suas teses, como você me recomendou? A dita seriedade, a suposta competência ou mesmo afeição pessoal a determinado pesquisador &#8212; em síntese, <em>argumentos de autoridade</em> &#8212; são por acaso seus critérios de estabelecimento do verdadeiro e do falso?</p>
<p>A tentativa de entendimento das raízes, dos fundamentos dos argumentos do outro para, a partir daí, dialogar, são &#8212; assim o penso &#8212; os fundamentos mínimos de um debate. Se para você é outra coisa, sinto muito. Você anda tão incomodado com uma simples divergência numa ínfima discussão de um artigo na internet que se preocupa mais com o fato de haver sido lembrado sobre a real periodicidade do <em>Economist</em> que com a continuidade do debate &#8212; prova do quão enviesada é sua leitura de textos, e mesmo seu polemismo vazio. Esgrima aí sua tese até enjoar que me dou por vencido e paro por aqui, pois não posso ser mais claro quanto ao que pretendia neste debate do que fui neste comentário.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13935</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 12:49:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28241#comment-13935</guid>

					<description><![CDATA[Minha derradeira intervenção (agora de verdade). Tentemos resumir nossa posição e racionalizar esse debate sobre o não-debate.

1 - Sobre o descolamento eu já falei. A interdependência das economias - creio eu - não nos permite afirmar isso. As questões da moeda, da poupança e da exportação estão todas interligadas. Não há no horizonte uma nova forma de regulação (substituição do dólar nas trocas internacionais, por exemplo). Por enquanto, o funcionamento divergente das economias apenas eleva as contradições.

2 - Afirmar que o que vivemos não é uma crise DO capital, mas sim uma crise NO capital, não é uma afirmação sem consequências.

Quando dizemos que a crise aberta com o estouro da bolha especulativa localizada no setor imobiliário dos EUA é apenas uma crise de reconfiguração, de re-acomodação do capital, estamos dando o resultado de um processo ainda em andamento.

Por mais que se tente deixar a questão em aberto, essa tese já escolhe os protagonistas (China e outros emergentes sobem e EUA desce) e, o que pra mim é inconcebível, já se dá o resultado. Trata-se apenas de uma troca de hegemonia.

O outro incomodo é que isso tudo não é sustentado a partir de tendências ancoradas em forças sociais. São tendências ancoradas nos números econômicos. Não que eles não tenham valor, mas tudo se passa como se o andamento do capitalismo pudesse ser projetado apenas com cálculos econométricos.

Para mim, o resultado está em aberto. Dizer que é a crise derradeira do capitalismo é um grande exagero (não sou kurziano e da “turma do colapso”). Mas dizer que o capitalismo não vive uma de suas maiores crise é outro.

Onde estão as pessoas de carne e osso (que sustentam esses números). É por conta disso que levantei o pacote econômico do governo Chinês para conter a crise (eu dei números!). É por isso que lembrei do artigo da Der Spielgel sobre a corrosão da classe média norte americana. É por isso que duvido que o Partido Comunista Chinês terá carta branca para proletarizar sua população sem nenhum tipo de reação (como se as pessoas se mexessem apenas no sentido de entrar no mundo do consumo).

É por isso que podemos lembrar do relatório sobre as condições de trabalho na China publicado pelo passa palavra. 

Crise do capital. Ela apresenta tendências e contra-tendências (tese do Grespan: “Negativo do Capital”).  Isso significa que o capital pode encontrar uma saída (mudança de hegemonia seria uma possibilidade). Mas nada nos garante...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha derradeira intervenção (agora de verdade). Tentemos resumir nossa posição e racionalizar esse debate sobre o não-debate.</p>
<p>1 &#8211; Sobre o descolamento eu já falei. A interdependência das economias &#8211; creio eu &#8211; não nos permite afirmar isso. As questões da moeda, da poupança e da exportação estão todas interligadas. Não há no horizonte uma nova forma de regulação (substituição do dólar nas trocas internacionais, por exemplo). Por enquanto, o funcionamento divergente das economias apenas eleva as contradições.</p>
<p>2 &#8211; Afirmar que o que vivemos não é uma crise DO capital, mas sim uma crise NO capital, não é uma afirmação sem consequências.</p>
<p>Quando dizemos que a crise aberta com o estouro da bolha especulativa localizada no setor imobiliário dos EUA é apenas uma crise de reconfiguração, de re-acomodação do capital, estamos dando o resultado de um processo ainda em andamento.</p>
<p>Por mais que se tente deixar a questão em aberto, essa tese já escolhe os protagonistas (China e outros emergentes sobem e EUA desce) e, o que pra mim é inconcebível, já se dá o resultado. Trata-se apenas de uma troca de hegemonia.</p>
<p>O outro incomodo é que isso tudo não é sustentado a partir de tendências ancoradas em forças sociais. São tendências ancoradas nos números econômicos. Não que eles não tenham valor, mas tudo se passa como se o andamento do capitalismo pudesse ser projetado apenas com cálculos econométricos.</p>
<p>Para mim, o resultado está em aberto. Dizer que é a crise derradeira do capitalismo é um grande exagero (não sou kurziano e da “turma do colapso”). Mas dizer que o capitalismo não vive uma de suas maiores crise é outro.</p>
<p>Onde estão as pessoas de carne e osso (que sustentam esses números). É por conta disso que levantei o pacote econômico do governo Chinês para conter a crise (eu dei números!). É por isso que lembrei do artigo da Der Spielgel sobre a corrosão da classe média norte americana. É por isso que duvido que o Partido Comunista Chinês terá carta branca para proletarizar sua população sem nenhum tipo de reação (como se as pessoas se mexessem apenas no sentido de entrar no mundo do consumo).</p>
<p>É por isso que podemos lembrar do relatório sobre as condições de trabalho na China publicado pelo passa palavra. </p>
<p>Crise do capital. Ela apresenta tendências e contra-tendências (tese do Grespan: “Negativo do Capital”).  Isso significa que o capital pode encontrar uma saída (mudança de hegemonia seria uma possibilidade). Mas nada nos garante&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13930</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 09:57:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É a última vez que respondo sobre meu posicionamento.

Em parte você entendeu. São teses diferentes.

De resto continuou atacando (ou cobrando de um comentário uma tese), simplesmente por eu ter discordado. Não usei nenhum argumento de autoridade. Não falei em &quot;senso comum&quot;, não falei em &quot;dados errados&quot;, &quot;não embaralhei a fala de ninguém para tentar fazer ele concordar comigo&quot;.

Ao contrário, desde o meu primeiro comentário, a palavra DÚVIDA aparece. Utilizei a argumentação de outros pesquisadores (especialistas, estudiosos, militantes - chame do que quiser) para levantar um outro ponto de vista (que pra mim é mais viável). 

E não sei porque o espanto. Muito antes do João escrever seus textos, diversos autores já escreveram que o que vivemos é uma crise DO capital. Pra mim, é muito louvável o João escrever e levantar outra tese.

Os textos que eu citei são mais do que conhecidos. É só procurar no google e ler. Se quiser passo pro seu e-mail.

Mas longe de me sentir ameaçado (da onde tirou isso?). Aliás, desde o primeiro texto do João sou a única pessoa que tentou debater aqui, de trazer uma outra leitura. 

Enfim, vou continuar lendo a continuação da série e se tiver alguma observação vou fazer.

Você prefere ficar incomodado com uma discordancia de ponto de vista do que com comentários que vem aqui avisar que a The Economist é semanal. 

Mais é isso...

abraços,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É a última vez que respondo sobre meu posicionamento.</p>
<p>Em parte você entendeu. São teses diferentes.</p>
<p>De resto continuou atacando (ou cobrando de um comentário uma tese), simplesmente por eu ter discordado. Não usei nenhum argumento de autoridade. Não falei em &#8220;senso comum&#8221;, não falei em &#8220;dados errados&#8221;, &#8220;não embaralhei a fala de ninguém para tentar fazer ele concordar comigo&#8221;.</p>
<p>Ao contrário, desde o meu primeiro comentário, a palavra DÚVIDA aparece. Utilizei a argumentação de outros pesquisadores (especialistas, estudiosos, militantes &#8211; chame do que quiser) para levantar um outro ponto de vista (que pra mim é mais viável). </p>
<p>E não sei porque o espanto. Muito antes do João escrever seus textos, diversos autores já escreveram que o que vivemos é uma crise DO capital. Pra mim, é muito louvável o João escrever e levantar outra tese.</p>
<p>Os textos que eu citei são mais do que conhecidos. É só procurar no google e ler. Se quiser passo pro seu e-mail.</p>
<p>Mas longe de me sentir ameaçado (da onde tirou isso?). Aliás, desde o primeiro texto do João sou a única pessoa que tentou debater aqui, de trazer uma outra leitura. </p>
<p>Enfim, vou continuar lendo a continuação da série e se tiver alguma observação vou fazer.</p>
<p>Você prefere ficar incomodado com uma discordancia de ponto de vista do que com comentários que vem aqui avisar que a The Economist é semanal. </p>
<p>Mais é isso&#8230;</p>
<p>abraços,</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13922</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 01:47:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28241#comment-13922</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13917&quot;&gt;Danilo Chaves Nakamura&lt;/a&gt;.

Se usei &quot;especialista&quot; entre aspas como faço novamente agora foi porque você usou a palavra em seu texto, e quis ressaltar este fato como fiz com todas as palavras que citei ou parafraseei de seus comentários. E a bricolagem não é minha, é sua. Só fiz colocar as peças na devida ordem para extrair-lhes o sentido.

O fato que está em debate é bastante simples. Você afirma estarmos vivendo uma crise DO capitalismo, enquanto eu e outros -- o autor deste artigo, inclusive -- afirmamos que vivemos uma crise NO capitalismo. Em resumo (se entendi realmente sua posição): enquanto, para você, ao que indica esta é uma crise que tende a por fim ao sistema, eu e outros pensamos que esta é uma crise que será resolvida ainda nos marcos do sistema, embora com alterações nas correlações de força da economia mundial. Isto são &lt;em&gt;teses&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;afirmações&lt;/em&gt;, que precisam de fundamentos na realidade -- ou seja, de &lt;em&gt;provas&lt;/em&gt;.

Ocorre que só chega a estas conclusões, a estas teses, a estas afirmações com base em fatos concretos quem analisou, dentre outras coisas, &lt;em&gt;números que expressam fatos econômicos&lt;/em&gt;. E os números que você cita são &lt;em&gt;errados&lt;/em&gt;, inapelavelmente. 

O que se tentou fazer então: mostrar o erro para seguirmos no debate. Talvez vocẽ se dignasse a checar com suas fontes -- inclusive este que você diz ser amigo seu -- onde encontraram estes números, e como os empregam. Foi o que tentei fazer há exatos dezoito dias com a seguinte pergunta: &quot;que fontes usaram Chesnais, Letizia, Gill e Husson para chegar aos números que você apresenta, e através de que métodos o fizeram?&quot; Seria bom até para você mesmo, para melhorar seu conhecimento do assunto e inserir-se melhor no maldito reino dos números (e dos fatos que expressam de modo sintético). Afinal, mesmo pessoas sérias e estudiosas podem errar, e isto nem de longe afeta sua dedicação ou seriedade quando nem uma nem a outra não lhes sobe ao ego.

Mas, ao que parece, seu objetivo em momento algum é debater. Você quer &lt;em&gt;afirmar uma tese&lt;/em&gt;, tão-somente. A crise é DO capitalismo, &lt;em&gt;punto e basta&lt;/em&gt;! O debate, para você, parece parar aí. Onde ficam os fatos que fundamentam sua tese? Com base em quê você chega a estas conclusões? Sem saber disto, não há debate, há esgrima de teses. 

Aí você usa citações, &quot;por não ter afinidade com números&quot;. Também faço isso, mas prefiro entender do que trata um argumento de autoridade -- é este o fundamento de toda citação -- antes de empregá-lo num debate. Do contrário, posso terminar fazendo um papel não muito honroso para minha própria reputação. 

Quando foi mostrado que um dos fundamentos de sua tese -- os números que refletem os dados econômicos em que ela se baseia -- está errado, você não teve outra reação a não ser fechar-se num castelo de aspas e posar-se de vítima. Pergunto: quem está promovendo um &quot;não-debate&quot;? Aqueles que -- mesmo não se mostrando intransigentes -- defendem convictamente as próprias posições? Ou quem se sente quase ofendido (é o tom de seu discurso) e ameaça se retirar do debate quando vê questionado o valor das citações a que se agarra como a uma tábua de salvação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2010/09/28241/#comment-13917">Danilo Chaves Nakamura</a>.</p>
<p>Se usei &#8220;especialista&#8221; entre aspas como faço novamente agora foi porque você usou a palavra em seu texto, e quis ressaltar este fato como fiz com todas as palavras que citei ou parafraseei de seus comentários. E a bricolagem não é minha, é sua. Só fiz colocar as peças na devida ordem para extrair-lhes o sentido.</p>
<p>O fato que está em debate é bastante simples. Você afirma estarmos vivendo uma crise DO capitalismo, enquanto eu e outros &#8212; o autor deste artigo, inclusive &#8212; afirmamos que vivemos uma crise NO capitalismo. Em resumo (se entendi realmente sua posição): enquanto, para você, ao que indica esta é uma crise que tende a por fim ao sistema, eu e outros pensamos que esta é uma crise que será resolvida ainda nos marcos do sistema, embora com alterações nas correlações de força da economia mundial. Isto são <em>teses</em>, <em>afirmações</em>, que precisam de fundamentos na realidade &#8212; ou seja, de <em>provas</em>.</p>
<p>Ocorre que só chega a estas conclusões, a estas teses, a estas afirmações com base em fatos concretos quem analisou, dentre outras coisas, <em>números que expressam fatos econômicos</em>. E os números que você cita são <em>errados</em>, inapelavelmente. </p>
<p>O que se tentou fazer então: mostrar o erro para seguirmos no debate. Talvez vocẽ se dignasse a checar com suas fontes &#8212; inclusive este que você diz ser amigo seu &#8212; onde encontraram estes números, e como os empregam. Foi o que tentei fazer há exatos dezoito dias com a seguinte pergunta: &#8220;que fontes usaram Chesnais, Letizia, Gill e Husson para chegar aos números que você apresenta, e através de que métodos o fizeram?&#8221; Seria bom até para você mesmo, para melhorar seu conhecimento do assunto e inserir-se melhor no maldito reino dos números (e dos fatos que expressam de modo sintético). Afinal, mesmo pessoas sérias e estudiosas podem errar, e isto nem de longe afeta sua dedicação ou seriedade quando nem uma nem a outra não lhes sobe ao ego.</p>
<p>Mas, ao que parece, seu objetivo em momento algum é debater. Você quer <em>afirmar uma tese</em>, tão-somente. A crise é DO capitalismo, <em>punto e basta</em>! O debate, para você, parece parar aí. Onde ficam os fatos que fundamentam sua tese? Com base em quê você chega a estas conclusões? Sem saber disto, não há debate, há esgrima de teses. </p>
<p>Aí você usa citações, &#8220;por não ter afinidade com números&#8221;. Também faço isso, mas prefiro entender do que trata um argumento de autoridade &#8212; é este o fundamento de toda citação &#8212; antes de empregá-lo num debate. Do contrário, posso terminar fazendo um papel não muito honroso para minha própria reputação. </p>
<p>Quando foi mostrado que um dos fundamentos de sua tese &#8212; os números que refletem os dados econômicos em que ela se baseia &#8212; está errado, você não teve outra reação a não ser fechar-se num castelo de aspas e posar-se de vítima. Pergunto: quem está promovendo um &#8220;não-debate&#8221;? Aqueles que &#8212; mesmo não se mostrando intransigentes &#8212; defendem convictamente as próprias posições? Ou quem se sente quase ofendido (é o tom de seu discurso) e ameaça se retirar do debate quando vê questionado o valor das citações a que se agarra como a uma tábua de salvação?</p>
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