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	Comentários sobre: Ainda acerca da crise económica. 6) a crise do neoliberalismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-27030</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 19:25:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Mário Heleno,
Eu é que tenho a agradecer-lhe, se achar interessante divulgar estes meus comentários. E o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; segue a política do &lt;em&gt;copyleft&lt;/em&gt;, tal como vem explicada no final da página.
Quanto ao comprador de Portugal, estou convencido de que será a Espanha, mas nisto sou muito parcial, porque desde criança sou partidário da União Ibérica e depois tornei-me um grande apreciador dos museus e das noites de Madrid.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Mário Heleno,<br />
Eu é que tenho a agradecer-lhe, se achar interessante divulgar estes meus comentários. E o <em>Passa Palavra</em> segue a política do <em>copyleft</em>, tal como vem explicada no final da página.<br />
Quanto ao comprador de Portugal, estou convencido de que será a Espanha, mas nisto sou muito parcial, porque desde criança sou partidário da União Ibérica e depois tornei-me um grande apreciador dos museus e das noites de Madrid.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Mário J. Heleno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-27023</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mário J. Heleno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 17:25:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A talhe de foice, acho que acaba de focar  duas causas fundamentais do descalabro eleitoral do BE. Uma  é-lhe exógena ( pior situação económica -&#062; desespero), mas a outra é o sentimento de que as medidas de salvação  propostas pelo BE não salvariam coisa nenhuma. A indigência de estudo e a mistificação militante impedem que tal  sentimento se torne sabedoria, mas ele, o sentimento inconfessável, pelos vistos acaba por emergir nas urnas: Ao fim ao cabo, se nos &quot;endireitarmos&quot; e portarmos bem, talvez alguém nos compre.
(Já agora, qual o comprador de que está assim tão certo? )
***
Pergunto também:
Autoriza-me a reproduzir livremente os esclarecimentos que me tem dado ( obviamente citando o autor )?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A talhe de foice, acho que acaba de focar  duas causas fundamentais do descalabro eleitoral do BE. Uma  é-lhe exógena ( pior situação económica -&gt; desespero), mas a outra é o sentimento de que as medidas de salvação  propostas pelo BE não salvariam coisa nenhuma. A indigência de estudo e a mistificação militante impedem que tal  sentimento se torne sabedoria, mas ele, o sentimento inconfessável, pelos vistos acaba por emergir nas urnas: Ao fim ao cabo, se nos &#8220;endireitarmos&#8221; e portarmos bem, talvez alguém nos compre.<br />
(Já agora, qual o comprador de que está assim tão certo? )<br />
***<br />
Pergunto também:<br />
Autoriza-me a reproduzir livremente os esclarecimentos que me tem dado ( obviamente citando o autor )?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-27016</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 15:08:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não creio que as medidas recessivas impostas à Grécia e a Portugal possam, por si só, ser classificadas como neoliberais. O semanário &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;, um bastião do neoliberalismo, tem defendido que na Grécia e em Portugal se deveria proceder a um &lt;em&gt;sovereign default&lt;/em&gt;, pelo menos parcial, com o argumento de que é conveniente deixar as forças do mercado operarem e que isto não provocaria a ruína das instituições financeiras credoras daqueles dois países nem o colapso do euro. O que &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt; mais teme nas soluções impostas aos dois países é que elas representem o reforço de uma espécie de governo económico no interior da União Europeia. Para &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;, a ameaça vem de um neo-estatismo dissimulado, que tem no presidente da França um dos promotores. 
As medidas impostas à Grécia e a Portugal não poderiam ter sido aplicadas a nenhuma grande economia. O seu objectivo explícito é reequilibrar as contas públicas, mas elas geram o retrocesso económico, que implica uma redução do volume de impostos cobrados, o que afinal mais agravará o défice. Quando a Grécia estiver falida não sei quem a comprará, mas estou certo de quem vai acabar de comprar Portugal, para bem de todos. 
Nisto tudo, o que mais me desespera é ver a extrema-esquerda, ou o que dela resta, reivindicar como medida de salvação nacional, ou europeia, ou mundial, que deixe de se socorrer os bancos em dificuldades. Ou seja, a extrema esquerda actual adopta a mesma postura que adoptou a direita conservadora perante a crise mundial de há oitenta anos atrás. Nem com o &lt;em&gt;New Deal&lt;/em&gt; e com Keynes aprenderam alguma coisa! 
Mas a economia dedica-se apenas a estudar os casos gerais, e no meio disto tudo como ficam as pessoas que Mário Heleno evoca, os amigos, os vizinhos, ele mesmo? O capitalismo é um sistema muito bem armadilhado, e o desespero raramente leva as pessoas para a esquerda. Quanto pior é a situação económica, maior é o receio de que aumentem ainda mais os despedimentos e os votos deslocam-se para a direita, com a esperança de que os patrões salvem a economia. Quando foram eles mesmos que a perderam! 
Resta-nos o consolo que é costume dizer, acompanhado por uma pancadinha no ombro: «Olha que há quem esteja ainda pior do que tu». Pois há. Vamos começar a examinar a situação da Transdniestria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não creio que as medidas recessivas impostas à Grécia e a Portugal possam, por si só, ser classificadas como neoliberais. O semanário <em>The Economist</em>, um bastião do neoliberalismo, tem defendido que na Grécia e em Portugal se deveria proceder a um <em>sovereign default</em>, pelo menos parcial, com o argumento de que é conveniente deixar as forças do mercado operarem e que isto não provocaria a ruína das instituições financeiras credoras daqueles dois países nem o colapso do euro. O que <em>The Economist</em> mais teme nas soluções impostas aos dois países é que elas representem o reforço de uma espécie de governo económico no interior da União Europeia. Para <em>The Economist</em>, a ameaça vem de um neo-estatismo dissimulado, que tem no presidente da França um dos promotores.<br />
As medidas impostas à Grécia e a Portugal não poderiam ter sido aplicadas a nenhuma grande economia. O seu objectivo explícito é reequilibrar as contas públicas, mas elas geram o retrocesso económico, que implica uma redução do volume de impostos cobrados, o que afinal mais agravará o défice. Quando a Grécia estiver falida não sei quem a comprará, mas estou certo de quem vai acabar de comprar Portugal, para bem de todos.<br />
Nisto tudo, o que mais me desespera é ver a extrema-esquerda, ou o que dela resta, reivindicar como medida de salvação nacional, ou europeia, ou mundial, que deixe de se socorrer os bancos em dificuldades. Ou seja, a extrema esquerda actual adopta a mesma postura que adoptou a direita conservadora perante a crise mundial de há oitenta anos atrás. Nem com o <em>New Deal</em> e com Keynes aprenderam alguma coisa!<br />
Mas a economia dedica-se apenas a estudar os casos gerais, e no meio disto tudo como ficam as pessoas que Mário Heleno evoca, os amigos, os vizinhos, ele mesmo? O capitalismo é um sistema muito bem armadilhado, e o desespero raramente leva as pessoas para a esquerda. Quanto pior é a situação económica, maior é o receio de que aumentem ainda mais os despedimentos e os votos deslocam-se para a direita, com a esperança de que os patrões salvem a economia. Quando foram eles mesmos que a perderam!<br />
Resta-nos o consolo que é costume dizer, acompanhado por uma pancadinha no ombro: «Olha que há quem esteja ainda pior do que tu». Pois há. Vamos começar a examinar a situação da Transdniestria.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Mário J. Heleno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-26993</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mário J. Heleno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 07:08:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não duvido de que estejam correctas a sua perspectiva e  as linhas de tendência que indica. O que me aflige é precisamente o intervalo temporal em que os neo-liberais contra-atacam embora  historicamente ultrapassados. 
Portugal  tem um peso diminuto no quadro global, mas são &quot;minudências&quot; que me atingem: Vivo em Portugal, onde as medidas recessivas impostas asfixiam a empresa cooperativa em que  trabalho, o meu quotidiano, assim como os do meu mundo próximo.
Duvido que estas medidas recessivas nos fossem  igualmente impostas num quadro capitalista  &quot;pós-neoliberal&quot;.  Estarei enganado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não duvido de que estejam correctas a sua perspectiva e  as linhas de tendência que indica. O que me aflige é precisamente o intervalo temporal em que os neo-liberais contra-atacam embora  historicamente ultrapassados.<br />
Portugal  tem um peso diminuto no quadro global, mas são &#8220;minudências&#8221; que me atingem: Vivo em Portugal, onde as medidas recessivas impostas asfixiam a empresa cooperativa em que  trabalho, o meu quotidiano, assim como os do meu mundo próximo.<br />
Duvido que estas medidas recessivas nos fossem  igualmente impostas num quadro capitalista  &#8220;pós-neoliberal&#8221;.  Estarei enganado?</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-26939</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 14:58:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Todas as épocas são épocas de transição. Só as não há nos capítulos de alguns maus historiadores. Assim, o nosso presente reúne pedaços do que há-de vir e outros do que já passou. Como sair da confusão? Se a minha perspectiva estiver correcta, se estiverem correctas as linhas de tendência que indiquei neste conjunto de artigos, então o quadro neoliberal de pensamento e de acção está ultrapassado, por mais que os neoliberais contra-ataquem. Neste sexto artigo procedo a uma tentativa de demonstração, baseada em números e factos institucionais, para mostrar que o modelo de mercado auto-regulado está a ser substituído por novas formas de intervenção estatal. Isto indica a crise do neoliberalismo. No artigo seguinte, em que analiso a actual crise de regulação, indico os dois quadros institucionais onde, na minha opinião, essa superação do neoliberalismo terá de prosseguir: 1) a moeda de reserva mundial e o Fundo Monetário Internacional e 2) as instituições destinadas a regular o sistema financeiro privado. E termino com a pergunta: «É com este tipo de instituições que o capitalismo procederá à necessária coordenação entre os espaços nacionais e a transnacionalização económica. Mas conseguirá fazê-lo com suficiente rapidez?». É este o teste. Veremos o que o futuro há-de mostrar, mas é preciso saber para onde olhar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todas as épocas são épocas de transição. Só as não há nos capítulos de alguns maus historiadores. Assim, o nosso presente reúne pedaços do que há-de vir e outros do que já passou. Como sair da confusão? Se a minha perspectiva estiver correcta, se estiverem correctas as linhas de tendência que indiquei neste conjunto de artigos, então o quadro neoliberal de pensamento e de acção está ultrapassado, por mais que os neoliberais contra-ataquem. Neste sexto artigo procedo a uma tentativa de demonstração, baseada em números e factos institucionais, para mostrar que o modelo de mercado auto-regulado está a ser substituído por novas formas de intervenção estatal. Isto indica a crise do neoliberalismo. No artigo seguinte, em que analiso a actual crise de regulação, indico os dois quadros institucionais onde, na minha opinião, essa superação do neoliberalismo terá de prosseguir: 1) a moeda de reserva mundial e o Fundo Monetário Internacional e 2) as instituições destinadas a regular o sistema financeiro privado. E termino com a pergunta: «É com este tipo de instituições que o capitalismo procederá à necessária coordenação entre os espaços nacionais e a transnacionalização económica. Mas conseguirá fazê-lo com suficiente rapidez?». É este o teste. Veremos o que o futuro há-de mostrar, mas é preciso saber para onde olhar.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Mário J. Heleno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-26931</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mário J. Heleno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 12:56:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vem a propósito, sim, o seu &quot;depois de Assange, Strauss-Kahn&quot;. Mas, se não ilustra a minha anterior pergunta, pelo menos revela que o cadáver ainda estrebucha demasiado para ser considerado cadáver, não?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vem a propósito, sim, o seu &#8220;depois de Assange, Strauss-Kahn&#8221;. Mas, se não ilustra a minha anterior pergunta, pelo menos revela que o cadáver ainda estrebucha demasiado para ser considerado cadáver, não?</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-26706</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 14:49:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parece-me que não devemos exagerar a importância de Portugal, assim como da Grécia, responsáveis por uma percentagem diminuta do PIB da zona do euro. Neste artigo eu refiro-me ao quadro mundial e ao neoliberalismo nesse quadro. E, de qualquer modo, não devemos confundir o neoliberalismo com medidas recessivas destinadas a aliviar a pressão sobre um certo número de firmas financeiras transnacionais.
Como pode vir a propósito, transcrevo aqui um comentário que publiquei há tempos no &lt;em&gt;Vias de Facto&lt;/em&gt;: «Quando vi a notícia referente ao acontecimento, a rapidez como a coisa se desenrolou, a severidade como foi tratada uma figura pública num país que costuma ser complacente com os grandes deste mundo, pensei de imediato: depois de Assange, Strauss-Kahn. Tudo aquilo tresanda a armadilha, e na época que vivemos, em que impera a nova forma de moralismo laico que é o «politicamente correcto», a sexualidade heterossexual -- e só esta -- é a ratoeira dos incautos. Os guarda-chuvas búlgaros passaram ao museu da história e hoje os serviços secretos usam meios mediaticamente imbatíveis. Mas não se atirem as culpas para cima dos variados serviços secretos franceses, pobres deles, os mais mal reputados entre os seus congéneres, especialistas apenas em passar rasteiras uns aos outros. Ora, Strauss-Kahn foi o homem que presidiu à mudança de rumo do Fundo Monetario Internacional e ao abandono de alguns dos pressupostos básicos do neoliberalismo, e a equipe económica que levou consigo escreveu nesse sentido alguns textos muitíssimo importantes, infelizmente só conhecidos no meio tecnocrático. Para mais, agora que se fala, nesses mesmos meios tecnocráticos, da necessidade de ir progressivamente substituindo o dólar por uma nova moeda internacional e que os Direitos de Saque Especiais aparecem como o candidato mais evidente para esta função, a presença de Strauss-Kahn à frente do Fundo seria decerto incómoda para algumas pessoas. Mais uma vitória do feminismo».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me que não devemos exagerar a importância de Portugal, assim como da Grécia, responsáveis por uma percentagem diminuta do PIB da zona do euro. Neste artigo eu refiro-me ao quadro mundial e ao neoliberalismo nesse quadro. E, de qualquer modo, não devemos confundir o neoliberalismo com medidas recessivas destinadas a aliviar a pressão sobre um certo número de firmas financeiras transnacionais.<br />
Como pode vir a propósito, transcrevo aqui um comentário que publiquei há tempos no <em>Vias de Facto</em>: «Quando vi a notícia referente ao acontecimento, a rapidez como a coisa se desenrolou, a severidade como foi tratada uma figura pública num país que costuma ser complacente com os grandes deste mundo, pensei de imediato: depois de Assange, Strauss-Kahn. Tudo aquilo tresanda a armadilha, e na época que vivemos, em que impera a nova forma de moralismo laico que é o «politicamente correcto», a sexualidade heterossexual &#8212; e só esta &#8212; é a ratoeira dos incautos. Os guarda-chuvas búlgaros passaram ao museu da história e hoje os serviços secretos usam meios mediaticamente imbatíveis. Mas não se atirem as culpas para cima dos variados serviços secretos franceses, pobres deles, os mais mal reputados entre os seus congéneres, especialistas apenas em passar rasteiras uns aos outros. Ora, Strauss-Kahn foi o homem que presidiu à mudança de rumo do Fundo Monetario Internacional e ao abandono de alguns dos pressupostos básicos do neoliberalismo, e a equipe económica que levou consigo escreveu nesse sentido alguns textos muitíssimo importantes, infelizmente só conhecidos no meio tecnocrático. Para mais, agora que se fala, nesses mesmos meios tecnocráticos, da necessidade de ir progressivamente substituindo o dólar por uma nova moeda internacional e que os Direitos de Saque Especiais aparecem como o candidato mais evidente para esta função, a presença de Strauss-Kahn à frente do Fundo seria decerto incómoda para algumas pessoas. Mais uma vitória do feminismo».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mário J. Heleno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-26702</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mário J. Heleno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 13:58:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não serão algo &quot;exageradas as notícias da morte&quot; do neoliberalismo face à recente receita  FMI+CE+BCE para Portugal?

Mário J. Heleno]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não serão algo &#8220;exageradas as notícias da morte&#8221; do neoliberalismo face à recente receita  FMI+CE+BCE para Portugal?</p>
<p>Mário J. Heleno</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/09/28375/#comment-14145</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 16:18:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=28375#comment-14145</guid>

					<description><![CDATA[Olá,

Acho que a série está demonstrando a importância de entendermos o quadro mais amplo em que se configura hoje a economia mundial. 

Além disso, uma contribuição real desses textos também é o esforço dedicado de considerar e atravessar os discursos empresariais, gestoriais e de governos - não repetindo, eternamente, as mesmas considerações sobre a crise de 2008.

Por fim, acho que uma questão fundamental - esboçada no texto e trabalhada por vários autores (como o geógrafo David Harvey, a economista Leda Paulani e o filófoso Paulo Arantes) - é da &quot;privatização do Estado&quot;. Ele não apenas, pelos argumentos apresentados no texto, se atrela aos interesses e necessidades das empresas (para além das já importantes &quot;condições gerais de produção&quot;), como também se comporta com os mecanismos, organização e objetivos de uma empresa, em certa medida.

Fica aí essa reflexão inicial sobre o business administration do Estado.

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Acho que a série está demonstrando a importância de entendermos o quadro mais amplo em que se configura hoje a economia mundial. </p>
<p>Além disso, uma contribuição real desses textos também é o esforço dedicado de considerar e atravessar os discursos empresariais, gestoriais e de governos &#8211; não repetindo, eternamente, as mesmas considerações sobre a crise de 2008.</p>
<p>Por fim, acho que uma questão fundamental &#8211; esboçada no texto e trabalhada por vários autores (como o geógrafo David Harvey, a economista Leda Paulani e o filófoso Paulo Arantes) &#8211; é da &#8220;privatização do Estado&#8221;. Ele não apenas, pelos argumentos apresentados no texto, se atrela aos interesses e necessidades das empresas (para além das já importantes &#8220;condições gerais de produção&#8221;), como também se comporta com os mecanismos, organização e objetivos de uma empresa, em certa medida.</p>
<p>Fica aí essa reflexão inicial sobre o business administration do Estado.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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