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	Comentários sobre: Autonomia sindical e as eleições	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Bruce		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/29754/#comment-19235</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruce]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jan 2011 14:25:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ah...

Caro colega:
Vc diz que é anarquista e trabalha em um banco, pelo que entendi, ou seja, tem uma pequena contradição de ideais aí...
Bom esse não é o foco , certo? Deixa pra lá...
Eu confesso que não vi &quot;falta de argumento&quot; ou &quot;ataques a sua pessoa&quot; nos outros posts, mas blz...
O fato, caro Hugo, é que esse &quot;chove e não molha&quot; leva todos para um só lugar, O PODER!
Revoluções foram feitas para a tomada, ou retomada do poder... Eleições sindicais são feitas para que a chapa vencedora tome o poder, ou permaneça nele...
Nós bancários sabemos que nosso sindicato é Cutista e a maior vertente atuante é a Articulação que é petista. Vc faz parte do COBASE, e eu entendo muitos dos pontos que vcs estão sempre batendo nas plenárias e assembléias. Vc fazem oposição a Articulação e se pudessem fariam uma revolução e tomariam o PODER que eles possuem &quot;democraticamente&quot;. 

Colega... Todos vcs envolvidos em eleições estão em uma guerrinha de PODER, então não me venha com bobagens!

Até a luta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ah&#8230;</p>
<p>Caro colega:<br />
Vc diz que é anarquista e trabalha em um banco, pelo que entendi, ou seja, tem uma pequena contradição de ideais aí&#8230;<br />
Bom esse não é o foco , certo? Deixa pra lá&#8230;<br />
Eu confesso que não vi &#8220;falta de argumento&#8221; ou &#8220;ataques a sua pessoa&#8221; nos outros posts, mas blz&#8230;<br />
O fato, caro Hugo, é que esse &#8220;chove e não molha&#8221; leva todos para um só lugar, O PODER!<br />
Revoluções foram feitas para a tomada, ou retomada do poder&#8230; Eleições sindicais são feitas para que a chapa vencedora tome o poder, ou permaneça nele&#8230;<br />
Nós bancários sabemos que nosso sindicato é Cutista e a maior vertente atuante é a Articulação que é petista. Vc faz parte do COBASE, e eu entendo muitos dos pontos que vcs estão sempre batendo nas plenárias e assembléias. Vc fazem oposição a Articulação e se pudessem fariam uma revolução e tomariam o PODER que eles possuem &#8220;democraticamente&#8221;. </p>
<p>Colega&#8230; Todos vcs envolvidos em eleições estão em uma guerrinha de PODER, então não me venha com bobagens!</p>
<p>Até a luta!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hugo Scabello de Mello		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/29754/#comment-14579</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo Scabello de Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 11:18:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de ter que responder críticas a meu texto, ao invés de ralas críticas a minha pessoa... Acho bastante baixo esse tipo de argumento de autoridade, que, não tendo bons argumentos para atacar uma idéia, tenta diminuir o autor. Enfim...

Não estudo na USP, tampouco na PUC. Não faço curso superior algum, e não sou formado. Sou somente um mero trabalhador bancário precarizado - de forma alguma é meu salário que me permite olhar a realidade com desdém (e tenha certeza que candidato nenhum vai nascer pra mudar a realidade. Impressionante uma pessoa envolvida com política continuar tendo essa falsa esperança ingenua depois de mais de um século de &quot;democracia&quot; representativa. Citando o chavão: &quot;Se o voto mudasse qualquer coisa, já teria sido proibido).

Desnecessário dizer que acho que esse papo de democratizar o estado uma grande bobagem. Estado algum pode ser democratico, ele é opressor, criador de excluídos e privilegiados, por natureza. A instituição Estado precisa ser demolida, não tranformada. Superada, transcendida, não reformada.

Por fim, minhas críticas não engessam qualquer tipo de ação. Elas engessam todo tipo de acão política eleitoreira, somente esta. Caso você pense que política se resume ao aparato do Estado, ao voto, só daí sim toda acão está paralisado. A tese que está por trás deste texto é exatamente esta, que o erro histórico do projeto CUT/PT foi ter escolhido o caminho eleitoral. Foi ter deixado as suas alas oportunistas, aparatistas, se sobreporem aquelas que realmente estavam interessadas numa transformação social. Uso como indício disto o fato da CUT ter sido mais importante, conquistado mais direitos para os trabalhadores, exatamente quando o PT tava completamente fora do planalto. Coincidência ou não, na idade de ouro do sindicalismo brasileiro, na época da conquista dos principais direitos trabalhistas, a &quot;esquerda&quot; também não tinha nenhum urubu no planalto. Agora que &quot;temos&quot; representantes no planalto, estes aproveitam o fato de terem as maiores centrais sindicais comendo em sua mão, para aprovar medidas anti-populares como a reforma da previdencia. O que as instituições classistas dos trabalhadores estão fazendo contra este governo claramente defensor da classe dominante? Abertamente defensor do capitalismo, e de todas as injustiças que ele tras consigo? Nada, pois estão todas com o rabo preso com este mesmo governo.

A tese que defendo é que o lugar da esquerda é na base dos movimentos sociais, é nas ruas, nas barricadas, nos protestos, nas ocupações, nas greves, nas insurreições, nas revoltas e revolucões. Não no palácio da classe dominante, jogando com as regras e os termos deles. Aprendendo a oprimir a classe trabalhadora (o que é governar senão isto?). Logo, sobra MUITO espaço pra atuação política, é só tirar os olhos do poder estatal, acabar com esse fetichismo.

Não gostaria de ter que me defender (já escrevi isso...), mas sou obrigado. Atuo sim na realidade brasileira, atuo no sindicalismo da minha categoria, no coletivo bancários de base. E faço parte da FASP e da OPA, que possuem trabalho com o MST, e tem iniciado um trabalho com o MNCR, e outro na ZL. 

Bem, tenho que ir trabalhar.

Até mais
(espero que os próximos comentem o texto, não a mim...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de ter que responder críticas a meu texto, ao invés de ralas críticas a minha pessoa&#8230; Acho bastante baixo esse tipo de argumento de autoridade, que, não tendo bons argumentos para atacar uma idéia, tenta diminuir o autor. Enfim&#8230;</p>
<p>Não estudo na USP, tampouco na PUC. Não faço curso superior algum, e não sou formado. Sou somente um mero trabalhador bancário precarizado &#8211; de forma alguma é meu salário que me permite olhar a realidade com desdém (e tenha certeza que candidato nenhum vai nascer pra mudar a realidade. Impressionante uma pessoa envolvida com política continuar tendo essa falsa esperança ingenua depois de mais de um século de &#8220;democracia&#8221; representativa. Citando o chavão: &#8220;Se o voto mudasse qualquer coisa, já teria sido proibido).</p>
<p>Desnecessário dizer que acho que esse papo de democratizar o estado uma grande bobagem. Estado algum pode ser democratico, ele é opressor, criador de excluídos e privilegiados, por natureza. A instituição Estado precisa ser demolida, não tranformada. Superada, transcendida, não reformada.</p>
<p>Por fim, minhas críticas não engessam qualquer tipo de ação. Elas engessam todo tipo de acão política eleitoreira, somente esta. Caso você pense que política se resume ao aparato do Estado, ao voto, só daí sim toda acão está paralisado. A tese que está por trás deste texto é exatamente esta, que o erro histórico do projeto CUT/PT foi ter escolhido o caminho eleitoral. Foi ter deixado as suas alas oportunistas, aparatistas, se sobreporem aquelas que realmente estavam interessadas numa transformação social. Uso como indício disto o fato da CUT ter sido mais importante, conquistado mais direitos para os trabalhadores, exatamente quando o PT tava completamente fora do planalto. Coincidência ou não, na idade de ouro do sindicalismo brasileiro, na época da conquista dos principais direitos trabalhistas, a &#8220;esquerda&#8221; também não tinha nenhum urubu no planalto. Agora que &#8220;temos&#8221; representantes no planalto, estes aproveitam o fato de terem as maiores centrais sindicais comendo em sua mão, para aprovar medidas anti-populares como a reforma da previdencia. O que as instituições classistas dos trabalhadores estão fazendo contra este governo claramente defensor da classe dominante? Abertamente defensor do capitalismo, e de todas as injustiças que ele tras consigo? Nada, pois estão todas com o rabo preso com este mesmo governo.</p>
<p>A tese que defendo é que o lugar da esquerda é na base dos movimentos sociais, é nas ruas, nas barricadas, nos protestos, nas ocupações, nas greves, nas insurreições, nas revoltas e revolucões. Não no palácio da classe dominante, jogando com as regras e os termos deles. Aprendendo a oprimir a classe trabalhadora (o que é governar senão isto?). Logo, sobra MUITO espaço pra atuação política, é só tirar os olhos do poder estatal, acabar com esse fetichismo.</p>
<p>Não gostaria de ter que me defender (já escrevi isso&#8230;), mas sou obrigado. Atuo sim na realidade brasileira, atuo no sindicalismo da minha categoria, no coletivo bancários de base. E faço parte da FASP e da OPA, que possuem trabalho com o MST, e tem iniciado um trabalho com o MNCR, e outro na ZL. </p>
<p>Bem, tenho que ir trabalhar.</p>
<p>Até mais<br />
(espero que os próximos comentem o texto, não a mim&#8230;)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Regito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/29754/#comment-14558</link>

		<dc:creator><![CDATA[Regito]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 17:51:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito interessante seu texto, porém só toca no tema historia nos pontos em que lhe convém. A CUT sempre teve lado e o fato de um sujeito ser diretor sindical não o impede de assumir lado partidario, isso seria um absurdo. Não é a politica que despolitiza o trabalhador, existem uma dezenas de outras coisas que fazem isso. Você mantem criticas que engessam qualquer tipo de ação inclusive a sua. Isso mostra que você não esta mudando nada, e esse é apenas um discurso do tipo classe media ou classe media alta tipico da USP, PUC ou que a valha. Outra coisa não da pra existir uma mudança na essencia da nossa sociedade atravez do estado, o estado pode ajudar democcratizando suas relações. Mas concordo com o sindicalista guerreiro acima, acho que voce aprende, eu aprendi!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante seu texto, porém só toca no tema historia nos pontos em que lhe convém. A CUT sempre teve lado e o fato de um sujeito ser diretor sindical não o impede de assumir lado partidario, isso seria um absurdo. Não é a politica que despolitiza o trabalhador, existem uma dezenas de outras coisas que fazem isso. Você mantem criticas que engessam qualquer tipo de ação inclusive a sua. Isso mostra que você não esta mudando nada, e esse é apenas um discurso do tipo classe media ou classe media alta tipico da USP, PUC ou que a valha. Outra coisa não da pra existir uma mudança na essencia da nossa sociedade atravez do estado, o estado pode ajudar democcratizando suas relações. Mas concordo com o sindicalista guerreiro acima, acho que voce aprende, eu aprendi!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Joe		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/29754/#comment-14521</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 18:56:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Você lida muito bem com as palavras. Mas acaba por se enrolar nas idéias e parece ser muito jovem. Lhe falta um pouco de conhecimento histórico e a compreenção do movimento que a luta de classes tem empreendido a lusitana que nao para de rodar. Antes &quot;o gado&quot; votava em quem era indicado pelos patrões, industriais ou fazendeiros. Hoje no seio do conflito entre os que têm (e que podem olhar para realidade com desdém [como você]) e os que não têm nascem os candidatos a mudar a realidade. Sejamos guerreiros e construamos o mundo de amanha!! Você não está perdido, só desorientado por sua própria contradição! Tem o olhar de quem não toca em nada e não faz nada para mudar o mundo para poder ter o &quot;poder&quot; de criticar depois... estimo melhoras
Sindicalista Guerreiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você lida muito bem com as palavras. Mas acaba por se enrolar nas idéias e parece ser muito jovem. Lhe falta um pouco de conhecimento histórico e a compreenção do movimento que a luta de classes tem empreendido a lusitana que nao para de rodar. Antes &#8220;o gado&#8221; votava em quem era indicado pelos patrões, industriais ou fazendeiros. Hoje no seio do conflito entre os que têm (e que podem olhar para realidade com desdém [como você]) e os que não têm nascem os candidatos a mudar a realidade. Sejamos guerreiros e construamos o mundo de amanha!! Você não está perdido, só desorientado por sua própria contradição! Tem o olhar de quem não toca em nada e não faz nada para mudar o mundo para poder ter o &#8220;poder&#8221; de criticar depois&#8230; estimo melhoras<br />
Sindicalista Guerreiro</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Nélio Borges Peres		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/29754/#comment-14498</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nélio Borges Peres]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2010 21:03:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=29754#comment-14498</guid>

					<description><![CDATA[Agradeço a oportunidade de pensar sobre o tema do sindicalismo na política das eleições; esse tema caro merece atenção redobrada no contexto da chamada &quot;revolução burguesa&quot; no Brasil, em que se planeja um Estado Novo ou um Brasil Novo, racionalizado no presente e orientado para o futuro. Sua busca, me parece, concentra-se em navegar pelas narrativas da ordem e da desordem, a fim de perceber as possibilidades humanas do sindicalismo como instancia da vida social prática no tempo presente. O sindicalismo, no Brasil, como indicado no texto, é um fenômeno social cheio de vida, apesar das aparências outorgadas que limitam sua identidade política. Concordo que os trabalhadores estão na luta por direitos desde os tempos da república dos &quot;bruzundangas&quot; e, neste ponto, acho justa sua reflexão acerca de práticas sindicais &quot;positivas&quot; para orientar o cotidiano do trabalhador no tempo presente. Ponto delicado e controverso do fenômeno estudado é o seu papel político na sociedade e sua &quot;filiação&quot; política, necessárias como ponto de vista para a sua orientação. Pare estar claro que, no Brasil, o sindicalismo está aceito como instancia distributivista das políticas econômicas dos governos com os empresários, num sentido de assistirem socialmente e orientarem politicamente o direcionamento da vida prática dos trabalhadores segundo determinações racionalistas derivadas do complexo Estado nacional. Aceito como agência de negociação, o sindicalismo atua como um departamento de pessoal. Essa parece ser a crítica mais acentuada hoje em dia, acerca da crise do sindicalismo. Mas, daí eu pergunto, seja como for a participação do sindicalismo nas eleições, não terá sido para isto que ele se formou e lutou autonomamente, em especial, desde as décadas de 1970-80, motivados por uma memória sindical contruída à luz da ideologia da cultura brasileira costurada desde a década de 1930? Quer dizer, para participar do jogo eleitoreiro da política brasileira? Mais que justa, sua denuncia é pertinente para pensarmos o sentido do sindicalismo no contexto de uma sociedade em crise de pensamento. Afinal, quem são os candidatos, senão os eleitos pelo mercado e megacorporações que se fiam nos negócios com os gestores públicos para garantirem a continuidade de seus lucros. Eleições servem para escolher uns, dentre vários possíveis, que já foram definidos pelos patrocinadores de campanhas. Escolhemos entre aqueles que escolheram para nós. É claro que existem os votos e os eleitos em forma de protesto, mas dái, mantem-se a mesma mediocridade de sempre; nada de novo parece abalar as estruturas. O sentido e o significado do trabalho para o indivíduo concreto e comum, o trabalhador, seja ele qual for, permanece obstruído pela lógica objetivista da tácnica sobreposta à qualquer possibilidade de alternativa fora do eixo.
Parabéns pelo trabalho e pelo texto publicado,
saudações amigas,
N.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço a oportunidade de pensar sobre o tema do sindicalismo na política das eleições; esse tema caro merece atenção redobrada no contexto da chamada &#8220;revolução burguesa&#8221; no Brasil, em que se planeja um Estado Novo ou um Brasil Novo, racionalizado no presente e orientado para o futuro. Sua busca, me parece, concentra-se em navegar pelas narrativas da ordem e da desordem, a fim de perceber as possibilidades humanas do sindicalismo como instancia da vida social prática no tempo presente. O sindicalismo, no Brasil, como indicado no texto, é um fenômeno social cheio de vida, apesar das aparências outorgadas que limitam sua identidade política. Concordo que os trabalhadores estão na luta por direitos desde os tempos da república dos &#8220;bruzundangas&#8221; e, neste ponto, acho justa sua reflexão acerca de práticas sindicais &#8220;positivas&#8221; para orientar o cotidiano do trabalhador no tempo presente. Ponto delicado e controverso do fenômeno estudado é o seu papel político na sociedade e sua &#8220;filiação&#8221; política, necessárias como ponto de vista para a sua orientação. Pare estar claro que, no Brasil, o sindicalismo está aceito como instancia distributivista das políticas econômicas dos governos com os empresários, num sentido de assistirem socialmente e orientarem politicamente o direcionamento da vida prática dos trabalhadores segundo determinações racionalistas derivadas do complexo Estado nacional. Aceito como agência de negociação, o sindicalismo atua como um departamento de pessoal. Essa parece ser a crítica mais acentuada hoje em dia, acerca da crise do sindicalismo. Mas, daí eu pergunto, seja como for a participação do sindicalismo nas eleições, não terá sido para isto que ele se formou e lutou autonomamente, em especial, desde as décadas de 1970-80, motivados por uma memória sindical contruída à luz da ideologia da cultura brasileira costurada desde a década de 1930? Quer dizer, para participar do jogo eleitoreiro da política brasileira? Mais que justa, sua denuncia é pertinente para pensarmos o sentido do sindicalismo no contexto de uma sociedade em crise de pensamento. Afinal, quem são os candidatos, senão os eleitos pelo mercado e megacorporações que se fiam nos negócios com os gestores públicos para garantirem a continuidade de seus lucros. Eleições servem para escolher uns, dentre vários possíveis, que já foram definidos pelos patrocinadores de campanhas. Escolhemos entre aqueles que escolheram para nós. É claro que existem os votos e os eleitos em forma de protesto, mas dái, mantem-se a mesma mediocridade de sempre; nada de novo parece abalar as estruturas. O sentido e o significado do trabalho para o indivíduo concreto e comum, o trabalhador, seja ele qual for, permanece obstruído pela lógica objetivista da tácnica sobreposta à qualquer possibilidade de alternativa fora do eixo.<br />
Parabéns pelo trabalho e pelo texto publicado,<br />
saudações amigas,<br />
N.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: joao		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/29754/#comment-14169</link>

		<dc:creator><![CDATA[joao]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 21:46:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[a eleição é um momento de vulnerabilidade para os poderosos,...

e desse jeito em que se ex-tende, continua a ser para os subalternos tambem...ou as medidas corporativistas de classe falam mais alto que os pueblos..!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a eleição é um momento de vulnerabilidade para os poderosos,&#8230;</p>
<p>e desse jeito em que se ex-tende, continua a ser para os subalternos tambem&#8230;ou as medidas corporativistas de classe falam mais alto que os pueblos..!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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