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	Comentários sobre: Os acadêmicos e a luta social	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30350/#comment-16829</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 19:53:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não tenho dúvidas sobre o que diz. Acho que não são necessariamente as instituições que construirão as pessoas. Mas as pessoas que construirão as instituições, em um processo dinâmico em que aqueles que formam as instituições sejam também por elas reformadas, abrindo espaço a um novo ciclo de formação de instituições e de reformas.

Sobre a relação entre a questão da tradição política e a burocratização, eu  também acho que você está correto, mas é de se notar que a própria instituição acadêmica também é uma das forças que atuarão no sentido de burocratizar a ação acadêmica. Como bem disse ela não é neutra. E foi para este aspecto que quis direcionar meu foco.
A mobilização e a divisão de tarefas de gestão das lutas são os meios pelos quais se superam esta situação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não tenho dúvidas sobre o que diz. Acho que não são necessariamente as instituições que construirão as pessoas. Mas as pessoas que construirão as instituições, em um processo dinâmico em que aqueles que formam as instituições sejam também por elas reformadas, abrindo espaço a um novo ciclo de formação de instituições e de reformas.</p>
<p>Sobre a relação entre a questão da tradição política e a burocratização, eu  também acho que você está correto, mas é de se notar que a própria instituição acadêmica também é uma das forças que atuarão no sentido de burocratizar a ação acadêmica. Como bem disse ela não é neutra. E foi para este aspecto que quis direcionar meu foco.<br />
A mobilização e a divisão de tarefas de gestão das lutas são os meios pelos quais se superam esta situação.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Paulo Marçaioli		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30350/#comment-16065</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marçaioli]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 14:14:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa análise. Abre possibilidade para se discutir muitas coisas: o papel dos intelectuais nas lutas, a universidade e sua transformação associada a reestruturação produtiva, o olhar externo (a partir &quot;do campus&quot;) da realidade, etc. Com relação à questão do financiamento o que a gente vai percebendo é que toda a discussão em torno da universidade pública se relaciona a uma bandeira defensiva frente às políticas neoliberais de ensino. Luta-se pela manutenção ou resgate de um modelo iluminista onde a &quot;liberdade&quot; e autonomia financeira da universidade está relacionada ao seu projeto de &quot;consciência externa e coletiva&quot; da sociedade, que acumula e extende conhecimentos - neste aspecto a universidade é essencialmente burocrática. O sentido da privatização neoliberal da universidade pública pode ser o esgotamento formal desta finalidade original da universidade frente às novas tarefas da educação diante do capitalismo monopolista - ao menos no âmbito de países como o Brasil - e pode sinalizar também o fato de que uma consciência exterior também vai criando condições para lutas contrárias à lógica do capital - e daí a repressão aos movimentos da universidade, expulsões de ativistas e demissões de trabalhadores, polícia e controle preventivo (catracas, cameras, etc.) no campus, encerramento de festas e espaços estudantis.  Então, acho que a luta na universidade tem esta dupla dimensão: a defesa de espaços de relativa liberdade na universidade por meio da luta contra sua privatização e defesa de seu aspecto &quot;público&quot; encontra limites pois se encerra dentro de uma lógica iluminista, extencionista e burocrática, mas ainda cumpre um papel defensivo já que o espaço público e os encontros promovidos pelo meio universitário podem significar um momento privilegiado para formar e gerar lutas. Com relação à burocratização e os intelectuais, penso que ela tem a ver sim com este afastamento da realidade e a próprio forma como o olhar de um pesquisador é construído e deformado ao longo dos cursos. Porém, isto também tem a ver com tradições políticas do nosso próprio movimento - boa parte dele na clandestinidade - e deficiências organizativas. Ainda, acho que o problema da burocracia não podem ser apenas admitidos dentro de um quadro de normas jurídicas de organização &quot;rotatividade de direções, mecanismos de controle pela base via recall&quot;. é óbvio que este não é tom do seu texto, mas acredito que o problema da autogestão deve ser sempre associado a uma política anticapitalista (ativas e coletivas) permanente sendo as formas de organização (ainda que mediadas por alguns princípios mínimos) antes reflexos do que causas destas políticas. Encerro por aqui pois este debate vai longe....Continuamos o debate e a luta. abraços cabeça!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa análise. Abre possibilidade para se discutir muitas coisas: o papel dos intelectuais nas lutas, a universidade e sua transformação associada a reestruturação produtiva, o olhar externo (a partir &#8220;do campus&#8221;) da realidade, etc. Com relação à questão do financiamento o que a gente vai percebendo é que toda a discussão em torno da universidade pública se relaciona a uma bandeira defensiva frente às políticas neoliberais de ensino. Luta-se pela manutenção ou resgate de um modelo iluminista onde a &#8220;liberdade&#8221; e autonomia financeira da universidade está relacionada ao seu projeto de &#8220;consciência externa e coletiva&#8221; da sociedade, que acumula e extende conhecimentos &#8211; neste aspecto a universidade é essencialmente burocrática. O sentido da privatização neoliberal da universidade pública pode ser o esgotamento formal desta finalidade original da universidade frente às novas tarefas da educação diante do capitalismo monopolista &#8211; ao menos no âmbito de países como o Brasil &#8211; e pode sinalizar também o fato de que uma consciência exterior também vai criando condições para lutas contrárias à lógica do capital &#8211; e daí a repressão aos movimentos da universidade, expulsões de ativistas e demissões de trabalhadores, polícia e controle preventivo (catracas, cameras, etc.) no campus, encerramento de festas e espaços estudantis.  Então, acho que a luta na universidade tem esta dupla dimensão: a defesa de espaços de relativa liberdade na universidade por meio da luta contra sua privatização e defesa de seu aspecto &#8220;público&#8221; encontra limites pois se encerra dentro de uma lógica iluminista, extencionista e burocrática, mas ainda cumpre um papel defensivo já que o espaço público e os encontros promovidos pelo meio universitário podem significar um momento privilegiado para formar e gerar lutas. Com relação à burocratização e os intelectuais, penso que ela tem a ver sim com este afastamento da realidade e a próprio forma como o olhar de um pesquisador é construído e deformado ao longo dos cursos. Porém, isto também tem a ver com tradições políticas do nosso próprio movimento &#8211; boa parte dele na clandestinidade &#8211; e deficiências organizativas. Ainda, acho que o problema da burocracia não podem ser apenas admitidos dentro de um quadro de normas jurídicas de organização &#8220;rotatividade de direções, mecanismos de controle pela base via recall&#8221;. é óbvio que este não é tom do seu texto, mas acredito que o problema da autogestão deve ser sempre associado a uma política anticapitalista (ativas e coletivas) permanente sendo as formas de organização (ainda que mediadas por alguns princípios mínimos) antes reflexos do que causas destas políticas. Encerro por aqui pois este debate vai longe&#8230;.Continuamos o debate e a luta. abraços cabeça!</p>
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		<title>
		Por: Danilo Mendes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30350/#comment-14595</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 00:47:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pensando nessa reflexão do Rodrigo Araújo, lembrei de como é o sentimento de engessamento trazido pelo cotidiano da academia. O meio acadêmico envolve os universitários em questões que basicamente só dizem respeito a ele mesmo. Muitas vezes, quando ainda era um graduando, sentia como se não pudesse abstrair daquele meio. Principalmente quando se assiste à assembléias, a sensação é de que as preocupações do mundo exterior são menos importantes do que as questões desenvolvidas dentro da universidade. Quando saímos da universidade e deparamos com a realidade das escola públicas, no cotidiano da sala de aula, percebemos que os estudantes estão ainda envolvidos com problemas que parecem ser &quot;pontos batidos&quot; no meio universitário, como tráfico de drogas e desestruturação familiar. Acredito que para as bases chegarem no pensamento e ação autônomos, é necessário que elas vençam questões ainda muito fortes em seu dia a dia. Questões que não serão levadas em conta se o direcionamento vier de cima pra baixo, como fazem de forma direta ou indireta os grupos vindos da universidade. Além disso, penso que só é possível enxergar os entraves da base se se vive como a base. Talvez para que a burocratização não tenha lugar, seja necessário que os grupos de luta sociais sejam imersos no cotidiano da base, entendendo seus verdadeiros anseios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando nessa reflexão do Rodrigo Araújo, lembrei de como é o sentimento de engessamento trazido pelo cotidiano da academia. O meio acadêmico envolve os universitários em questões que basicamente só dizem respeito a ele mesmo. Muitas vezes, quando ainda era um graduando, sentia como se não pudesse abstrair daquele meio. Principalmente quando se assiste à assembléias, a sensação é de que as preocupações do mundo exterior são menos importantes do que as questões desenvolvidas dentro da universidade. Quando saímos da universidade e deparamos com a realidade das escola públicas, no cotidiano da sala de aula, percebemos que os estudantes estão ainda envolvidos com problemas que parecem ser &#8220;pontos batidos&#8221; no meio universitário, como tráfico de drogas e desestruturação familiar. Acredito que para as bases chegarem no pensamento e ação autônomos, é necessário que elas vençam questões ainda muito fortes em seu dia a dia. Questões que não serão levadas em conta se o direcionamento vier de cima pra baixo, como fazem de forma direta ou indireta os grupos vindos da universidade. Além disso, penso que só é possível enxergar os entraves da base se se vive como a base. Talvez para que a burocratização não tenha lugar, seja necessário que os grupos de luta sociais sejam imersos no cotidiano da base, entendendo seus verdadeiros anseios.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30350/#comment-14584</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 18:11:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Escrevi este artigo e ele é meio crítica e autocrítica, pois também venho do meio acadêmico. 
Não sei se consegui passar isso neste texto, mais a questão mais importante a que me dediquei foi a de enxergar os motivos pelos quais o ser acadêmico acaba se tornando impulsionador de hierarquias nos movimentos sociais.
As pessoas acreditam de uma tal maneira que estão imbuídas do melhor pensamento que na prática de defesa daquilo que pensam ser a melhor ideia acabam por criar, mesmo que sem querer, uma prática hierárquica, pois desconsideram as contribuições de outras vivências. Se constroem como um tipo de autoridade.
Dai para cair no que o Iraldo comentou é um pulinho. A fé religiosa em algum ideal pode levar sim ao imobilismo sectário. Mas também pode abrir caminho à construção dos gestores de multidões.
Em outro artigo publicado aqui no passa vi o termo Limitante para descrever o militante engajado de forma religiosa. Acredito que o acadêmico sofre do mesmo mal e também é um Limitante.  Mas dependendo da situação pode ser algo pior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevi este artigo e ele é meio crítica e autocrítica, pois também venho do meio acadêmico.<br />
Não sei se consegui passar isso neste texto, mais a questão mais importante a que me dediquei foi a de enxergar os motivos pelos quais o ser acadêmico acaba se tornando impulsionador de hierarquias nos movimentos sociais.<br />
As pessoas acreditam de uma tal maneira que estão imbuídas do melhor pensamento que na prática de defesa daquilo que pensam ser a melhor ideia acabam por criar, mesmo que sem querer, uma prática hierárquica, pois desconsideram as contribuições de outras vivências. Se constroem como um tipo de autoridade.<br />
Dai para cair no que o Iraldo comentou é um pulinho. A fé religiosa em algum ideal pode levar sim ao imobilismo sectário. Mas também pode abrir caminho à construção dos gestores de multidões.<br />
Em outro artigo publicado aqui no passa vi o termo Limitante para descrever o militante engajado de forma religiosa. Acredito que o acadêmico sofre do mesmo mal e também é um Limitante.  Mas dependendo da situação pode ser algo pior.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: iraldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30350/#comment-14406</link>

		<dc:creator><![CDATA[iraldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 00:35:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu que já vivi os dois lados, do movimento e da academia, me identifiquei com esta boa reflexão trazida por Rodrigo Araújo. A institucionalidade acadêmica tende a engessar a ação política concreta. Para quem está preso nas malhas da produção acadêmica, assim como a matéria se torna alienação do espírito, as lutas sociais tornam-se alienação da razão.
Toda prática que não se enquadra no tipo-ideal da &quot;verdadeira luta revolucionária&quot; é descartada. A pessoa é tomada por um misto de impotência e arrogância que não leva a outro caminho que não a frustração. A menos que rompa com esse esquema, eis o desafio...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu que já vivi os dois lados, do movimento e da academia, me identifiquei com esta boa reflexão trazida por Rodrigo Araújo. A institucionalidade acadêmica tende a engessar a ação política concreta. Para quem está preso nas malhas da produção acadêmica, assim como a matéria se torna alienação do espírito, as lutas sociais tornam-se alienação da razão.<br />
Toda prática que não se enquadra no tipo-ideal da &#8220;verdadeira luta revolucionária&#8221; é descartada. A pessoa é tomada por um misto de impotência e arrogância que não leva a outro caminho que não a frustração. A menos que rompa com esse esquema, eis o desafio&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Giancarlo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30350/#comment-14398</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giancarlo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Oct 2010 21:39:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É. Em períodos de não acirramento da luta de classes a tendência é esta mesma. Com raríssimas exceções se encontram alguns intelectuais ou militantes acadêmicos com estas preocupações, e valores e sentimentos revolucionários. 
Nestes períodos a academia acaba por &quot;monopolizar&quot; o pensamento revolucionário, já que pouco se pensa nisso nos bares, movimentos sociais (com raras exceções também), etc, sobre este nicho (de mercado, inclusive) para os acadêmicos. Alguns até que contribuem com o processo... alguns...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É. Em períodos de não acirramento da luta de classes a tendência é esta mesma. Com raríssimas exceções se encontram alguns intelectuais ou militantes acadêmicos com estas preocupações, e valores e sentimentos revolucionários.<br />
Nestes períodos a academia acaba por &#8220;monopolizar&#8221; o pensamento revolucionário, já que pouco se pensa nisso nos bares, movimentos sociais (com raras exceções também), etc, sobre este nicho (de mercado, inclusive) para os acadêmicos. Alguns até que contribuem com o processo&#8230; alguns&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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