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	Comentários sobre: A burocratização do ponto de vista das organizações libertárias	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Alberto Gotch		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-261770</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alberto Gotch]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Oct 2014 14:50:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto é extremamente verborrágico. É preciso expor as idéias com mais objetividade e clareza, assim tornando mais direta a leitura e compreensão dos leigos. Ao final, as conclusões são dúbias e se perdem &quot;entre o o fogo e a panela&quot;

Saudações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é extremamente verborrágico. É preciso expor as idéias com mais objetividade e clareza, assim tornando mais direta a leitura e compreensão dos leigos. Ao final, as conclusões são dúbias e se perdem &#8220;entre o o fogo e a panela&#8221;</p>
<p>Saudações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-15099</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 23:43:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de chamar a atenção para uma passagem da segunda intervenção do Leo Vinicius neste debate, em que ele escreve: «Vamos sempre encontrar contradições nas práticas e temos que estar abertos tanto a questioná-las quanto a aceitá-las criticamente». A questão parece-me ser precisamente essa. Muitas vezes temos de aceitar criticamente práticas que gostaríamos que não existissem. O importante, penso eu, não é uma organização ser ou não ser autonomista; é tender ou não tender para a autonomia. As lutas sociais, os processos concretos, caracterizam-se pelas tendências que os atravessam, o que muitas vezes impede que sejam definidos em termos simplistas e definitivos. Se existe uma tendência de emancipação, de igualitarismo, de iniciativa de base, então vale a pena participarmos no processo e tentarmos contribuir para reforçar esta tendência. A melhor receita para não fazer nada é andar sempre agarrado a uma cartilha. O sectarismo é o álibi de quem quer ficar afastado das lutas e manter uma boa consciência de de esquerda. Por isso a questão da burocratização não é livresca e deve ser sempre analisada em função das experiências práticas. Parece-me ser este um dos méritos do debate que se vem travando no &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; desde o artigo «Entre o Fogo e a Panela».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de chamar a atenção para uma passagem da segunda intervenção do Leo Vinicius neste debate, em que ele escreve: «Vamos sempre encontrar contradições nas práticas e temos que estar abertos tanto a questioná-las quanto a aceitá-las criticamente». A questão parece-me ser precisamente essa. Muitas vezes temos de aceitar criticamente práticas que gostaríamos que não existissem. O importante, penso eu, não é uma organização ser ou não ser autonomista; é tender ou não tender para a autonomia. As lutas sociais, os processos concretos, caracterizam-se pelas tendências que os atravessam, o que muitas vezes impede que sejam definidos em termos simplistas e definitivos. Se existe uma tendência de emancipação, de igualitarismo, de iniciativa de base, então vale a pena participarmos no processo e tentarmos contribuir para reforçar esta tendência. A melhor receita para não fazer nada é andar sempre agarrado a uma cartilha. O sectarismo é o álibi de quem quer ficar afastado das lutas e manter uma boa consciência de de esquerda. Por isso a questão da burocratização não é livresca e deve ser sempre analisada em função das experiências práticas. Parece-me ser este um dos méritos do debate que se vem travando no <em>Passa Palavra</em> desde o artigo «Entre o Fogo e a Panela».</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-15020</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 11:18:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Só pra problematizar um pouco mais a situação: ao contrário eu acho que é muito simples distinguir quem é externo à luta social de quem é interno. 
Aqueles que não vivem a situação contra a qual se organiza o movimento são externos e aqueles que vivem a situação são internos. É uma questão de vivência. Parto do princípio de que só quem vive uma dada realidade é capaz de entender profundamente o que se passa naquela situação.
Não quero aqui negar o peso e a importância dos apoios (longe disso), mas pessoalmente acho problemático quando os apoios se imbuem da missão de influenciar ideologicamente os rumos de uma dada luta sem deixar muito claro que esse é seu objetivo.
E o pior pra mim ainda é ver que muitas vezes aquilo que seria fruto dessa influência é naturalizado como se fosse mesmo uma opinião que emanou da própria luta. 
Talvez isso seja um pouco fruto dessa dificuldade que mencionou, mas ainda sim não me contento com a prática. Tudo isso apesar de não negar que muitas vezes são essas organizações que estão lá na linha de frente fazendo ações de extrema relevância e urgência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só pra problematizar um pouco mais a situação: ao contrário eu acho que é muito simples distinguir quem é externo à luta social de quem é interno.<br />
Aqueles que não vivem a situação contra a qual se organiza o movimento são externos e aqueles que vivem a situação são internos. É uma questão de vivência. Parto do princípio de que só quem vive uma dada realidade é capaz de entender profundamente o que se passa naquela situação.<br />
Não quero aqui negar o peso e a importância dos apoios (longe disso), mas pessoalmente acho problemático quando os apoios se imbuem da missão de influenciar ideologicamente os rumos de uma dada luta sem deixar muito claro que esse é seu objetivo.<br />
E o pior pra mim ainda é ver que muitas vezes aquilo que seria fruto dessa influência é naturalizado como se fosse mesmo uma opinião que emanou da própria luta.<br />
Talvez isso seja um pouco fruto dessa dificuldade que mencionou, mas ainda sim não me contento com a prática. Tudo isso apesar de não negar que muitas vezes são essas organizações que estão lá na linha de frente fazendo ações de extrema relevância e urgência.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-15008</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 01:00:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eduardo, a existência de um exército separado do corpo de cidadãos sempre vai ser justificada de alguma forma. Quantas práticas o leninismo não justificou recorrendo à situação de guerra que havia? Espanha em 36, havia uma guerra  e nem por isso os socialistas (libertários) aceitaram a formação de um exército separado (no lugar formaram milícias).
Digo isso para afirmar que continuo convencido de que o Sup Marcos tem muito mais a ver com &#039;militante liberado&#039; do que o contrário.
O ponto onde quero chegar é simplesmente o que já expus nos comentários ao artigo &quot;Entre a panela e o fogo&quot;. Vamos sempre encontrar contradições nas práticas e temos que estar abertos tanto a questioná-las quanto a aceitá-las criticamente. As experiências mais ricas muitas vezes, para não dizer a maioria das vezes, são formadas por práticas que a teoria rejeitaria (qualquer teoria, seja libertária, leninista etc).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo, a existência de um exército separado do corpo de cidadãos sempre vai ser justificada de alguma forma. Quantas práticas o leninismo não justificou recorrendo à situação de guerra que havia? Espanha em 36, havia uma guerra  e nem por isso os socialistas (libertários) aceitaram a formação de um exército separado (no lugar formaram milícias).<br />
Digo isso para afirmar que continuo convencido de que o Sup Marcos tem muito mais a ver com &#8216;militante liberado&#8217; do que o contrário.<br />
O ponto onde quero chegar é simplesmente o que já expus nos comentários ao artigo &#8220;Entre a panela e o fogo&#8221;. Vamos sempre encontrar contradições nas práticas e temos que estar abertos tanto a questioná-las quanto a aceitá-las criticamente. As experiências mais ricas muitas vezes, para não dizer a maioria das vezes, são formadas por práticas que a teoria rejeitaria (qualquer teoria, seja libertária, leninista etc).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eduardo Tomazine Teixeira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-15004</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Tomazine Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 21:05:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Rodrigo Araújo,

Respondendo à sua pergunta, eu diria que a grande dificuldade (de um ponto de vista analítico) está em definir o grau de interferência e em delimitar o que é ser &quot;externo&quot; ou &quot;interno&quot; a uma luta social. Hoje, percebe-se, na grande maioria dos contextos sócio-espaciais, a primazia de &quot;particularismos militantes&quot; (para usar um termo de D. Harvey) sobre as concepções universalistas de organização política e ideal transformador. Não que os particularismos militantes representem, em si, obstáculos a uma ação revolucionária em sentido amplo, mas precisam conectar as suas questões particulares a princípios/valores/ideais/formulações universais. Ora, uma organização libertária, partindo de seus princípios (autonomia, liberdade, justiça...), deve conjugar as suas lutas em diferentes fronts, seja naqueles de implicação universal (como a construção de um sistema político que ela considere adequado), seja naqueles em que os implicados são grupos específicos (como as minorias oprimidas), entendendo que a violação da sua dignidade/liberdade/direitos fere os princípios universalistas libertários e impede a construção da sociedade pela qual lutam. Consequentemente, uma organização libertária deve, no meu entendimento, solidarizar-se com, e apoiar, no que estiver ao seu alcance, todas as lutas específicas que sejam justas. Mas apoiar não significa fazer por eles, ou em nome deles, e, muito menos, dirigi-los. Deste modo, se uma organização política substitui a solidariedade e o apoio às lutas específicas pela sua gestão, então ela estará contribuindo diretamente para o processo de burocratização.  

Caro Leo Vinicius,

Cumprir tarefas instrumentais com implicações políticas, isto fazemos todos os militantes - &quot;liberados&quot; ou não. No meu entendimento, os tais &quot;militantes liberados&quot; têm um estatuto muito semelhante ao do consagrado político profissional, mudando-se apenas o campo político no qual atuam. São indivíduos que se desocupam do sustento da sua vida para cuidar especificamente da política, com a particularidade de serem sustentados pelo próprio corpo político (o que é diferente daqueles que vivem de rendas, próprias ou vindas de &quot;mecenas&quot;, como viveu Marx, de maneira precária, um bom tempo da sua vida). Não considero o sup Marcos um &quot;militante liberado&quot; baseando-me, entre outras coisas, na relação do EZLN com as comunidades autônomas zapatistas. Nos espaços políticos destas últimas, como os Municípios Autônomos Rebeldes Zapatistas (MAREZ), não há nada semelhante a &quot;militantes liberados&quot;, e as tarefas políticas que exigem maior dedicação (como o julgamento de litígios) são empreendidas por delegados, os quais retornam ao trabalho em seus povoados depois de um breve período de tempo. Além disso, por decisão do próprio EZLN, os integrantes do Comitê Clandestino Revolucionário Indígena (a comandância do exército zapatista) estão proibidos de ocupar qualquer cargo de autoridade nos MAREZ. Ora, consequentes com o caráter autônomo da sua política, a existência de uma classe militar separada do corpo de cidadãos (sim, essa é a definição dos indivíduos autorizados a participar plenamente de uma comunidade política democrática que incide sobre um território) entre os zapatistas é justificada apenas pela situação de guerra permanente na qual se encontram, sendo ainda declarado pelo próprio EZLN que o seu objetivo é dissolver-se. Por esta razão, pois, não considero o sup Marcos um &quot;militante liberado&quot; ou um burocrata, mas um chefe militar. 

Se o problema é considerar a existência dos tais &quot;militantes liberados&quot; legítima ou não - ao menos de um ponto de vista libertário -, defendo que a existência de membros sustentados indefinidamente (ou de maneira definida, mas por longos períodos) pelo corpo político para a condução da política é inaceitável, pois sabota os próprios objetivos emancipatórios.
Uma grande lição dos zapatistas a esse respeito reside em, mesmo numa situação de guerra, terem interditado os que precisam dedicar-se integralmente a ela de participar dos espaços políticos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Rodrigo Araújo,</p>
<p>Respondendo à sua pergunta, eu diria que a grande dificuldade (de um ponto de vista analítico) está em definir o grau de interferência e em delimitar o que é ser &#8220;externo&#8221; ou &#8220;interno&#8221; a uma luta social. Hoje, percebe-se, na grande maioria dos contextos sócio-espaciais, a primazia de &#8220;particularismos militantes&#8221; (para usar um termo de D. Harvey) sobre as concepções universalistas de organização política e ideal transformador. Não que os particularismos militantes representem, em si, obstáculos a uma ação revolucionária em sentido amplo, mas precisam conectar as suas questões particulares a princípios/valores/ideais/formulações universais. Ora, uma organização libertária, partindo de seus princípios (autonomia, liberdade, justiça&#8230;), deve conjugar as suas lutas em diferentes fronts, seja naqueles de implicação universal (como a construção de um sistema político que ela considere adequado), seja naqueles em que os implicados são grupos específicos (como as minorias oprimidas), entendendo que a violação da sua dignidade/liberdade/direitos fere os princípios universalistas libertários e impede a construção da sociedade pela qual lutam. Consequentemente, uma organização libertária deve, no meu entendimento, solidarizar-se com, e apoiar, no que estiver ao seu alcance, todas as lutas específicas que sejam justas. Mas apoiar não significa fazer por eles, ou em nome deles, e, muito menos, dirigi-los. Deste modo, se uma organização política substitui a solidariedade e o apoio às lutas específicas pela sua gestão, então ela estará contribuindo diretamente para o processo de burocratização.  </p>
<p>Caro Leo Vinicius,</p>
<p>Cumprir tarefas instrumentais com implicações políticas, isto fazemos todos os militantes &#8211; &#8220;liberados&#8221; ou não. No meu entendimento, os tais &#8220;militantes liberados&#8221; têm um estatuto muito semelhante ao do consagrado político profissional, mudando-se apenas o campo político no qual atuam. São indivíduos que se desocupam do sustento da sua vida para cuidar especificamente da política, com a particularidade de serem sustentados pelo próprio corpo político (o que é diferente daqueles que vivem de rendas, próprias ou vindas de &#8220;mecenas&#8221;, como viveu Marx, de maneira precária, um bom tempo da sua vida). Não considero o sup Marcos um &#8220;militante liberado&#8221; baseando-me, entre outras coisas, na relação do EZLN com as comunidades autônomas zapatistas. Nos espaços políticos destas últimas, como os Municípios Autônomos Rebeldes Zapatistas (MAREZ), não há nada semelhante a &#8220;militantes liberados&#8221;, e as tarefas políticas que exigem maior dedicação (como o julgamento de litígios) são empreendidas por delegados, os quais retornam ao trabalho em seus povoados depois de um breve período de tempo. Além disso, por decisão do próprio EZLN, os integrantes do Comitê Clandestino Revolucionário Indígena (a comandância do exército zapatista) estão proibidos de ocupar qualquer cargo de autoridade nos MAREZ. Ora, consequentes com o caráter autônomo da sua política, a existência de uma classe militar separada do corpo de cidadãos (sim, essa é a definição dos indivíduos autorizados a participar plenamente de uma comunidade política democrática que incide sobre um território) entre os zapatistas é justificada apenas pela situação de guerra permanente na qual se encontram, sendo ainda declarado pelo próprio EZLN que o seu objetivo é dissolver-se. Por esta razão, pois, não considero o sup Marcos um &#8220;militante liberado&#8221; ou um burocrata, mas um chefe militar. </p>
<p>Se o problema é considerar a existência dos tais &#8220;militantes liberados&#8221; legítima ou não &#8211; ao menos de um ponto de vista libertário -, defendo que a existência de membros sustentados indefinidamente (ou de maneira definida, mas por longos períodos) pelo corpo político para a condução da política é inaceitável, pois sabota os próprios objetivos emancipatórios.<br />
Uma grande lição dos zapatistas a esse respeito reside em, mesmo numa situação de guerra, terem interditado os que precisam dedicar-se integralmente a ela de participar dos espaços políticos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-14960</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2010 01:55:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei do texto, principalmente da última parte. Mas não fiquei convencido dessa definição do Sup Marcos como &#039;chefe militar&#039; em contraposição a &#039;militante liberado&#039;. Se ele não é um prestador de serviço terceirizado do &#039;movimento&#039;, como seria o caso de um advogado contratado, por que ele não cabe como &#039;militante liberado&#039;? Dizer que suas tarefas são apenas &#039;instrumentais&#039; embora tenham &#039;implicações políticas&#039;, me pareceu uma saída ad hoc. Ora, acho que se pensarmos, em grande parte do que consideramos como miltantes liberados se enquadram nisso: pessoas que cumprem tarefas instrumentais com implicações políticas.
Resumindo, essa distinção entre tarefas instrumentais com implicações políticas e o simples &quot;fazer política&quot; me parece obscura no texto.
Fora esse detalhe, achei bastante rico o texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do texto, principalmente da última parte. Mas não fiquei convencido dessa definição do Sup Marcos como &#8216;chefe militar&#8217; em contraposição a &#8216;militante liberado&#8217;. Se ele não é um prestador de serviço terceirizado do &#8216;movimento&#8217;, como seria o caso de um advogado contratado, por que ele não cabe como &#8216;militante liberado&#8217;? Dizer que suas tarefas são apenas &#8216;instrumentais&#8217; embora tenham &#8216;implicações políticas&#8217;, me pareceu uma saída ad hoc. Ora, acho que se pensarmos, em grande parte do que consideramos como miltantes liberados se enquadram nisso: pessoas que cumprem tarefas instrumentais com implicações políticas.<br />
Resumindo, essa distinção entre tarefas instrumentais com implicações políticas e o simples &#8220;fazer política&#8221; me parece obscura no texto.<br />
Fora esse detalhe, achei bastante rico o texto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-14621</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 13:40:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=30556#comment-14621</guid>

					<description><![CDATA[Pensando bem, será que instituições de cunho político organizadas para interferirem na gestão das lutas sociais - sendo exteriores a estas lutas - não são uma forma de controle e fonte de burocratização?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensando bem, será que instituições de cunho político organizadas para interferirem na gestão das lutas sociais &#8211; sendo exteriores a estas lutas &#8211; não são uma forma de controle e fonte de burocratização?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/10/30556/#comment-14617</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 12:31:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=30556#comment-14617</guid>

					<description><![CDATA[Gostei principalmente quando toca na questão dos líderes de fato em oposição aos líderes instituídos.
Acho que muitas vezes as organizações (já participei de umas duas) se focam nos seus estatutos e preceitos teóricos (que se dizem socialistas, libertários, etc...) e esquecem de apreciar o movimento a partir da prática que realiza interna e externamente.
As pessoas se perdem na fetichização da teoria. Tomam a ideologia como o mais importante.
Me identifico também com o compa M. citado no texto, também desconfio daqueles que querem discutir a vida alheia à portas fechadas. Acho que são duas faces do mesmo problema.
Não dá pra aceitar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei principalmente quando toca na questão dos líderes de fato em oposição aos líderes instituídos.<br />
Acho que muitas vezes as organizações (já participei de umas duas) se focam nos seus estatutos e preceitos teóricos (que se dizem socialistas, libertários, etc&#8230;) e esquecem de apreciar o movimento a partir da prática que realiza interna e externamente.<br />
As pessoas se perdem na fetichização da teoria. Tomam a ideologia como o mais importante.<br />
Me identifico também com o compa M. citado no texto, também desconfio daqueles que querem discutir a vida alheia à portas fechadas. Acho que são duas faces do mesmo problema.<br />
Não dá pra aceitar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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