<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Tramas da exploração: a migração boliviana em São Paulo	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2010/11/31342/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 27 May 2011 15:30:40 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Reporter Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/#comment-26336</link>

		<dc:creator><![CDATA[Reporter Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 May 2011 15:30:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=31342#comment-26336</guid>

					<description><![CDATA[Trabalho escravo é encontrado na cadeia da Pernambucanas

Grupo de imigrantes sul-americanos submetidos a condições análogas à escravidão foi flagrado costurando blusas da coleção Outono-Inverno da Argonaut, marca jovem da centenária rede varejista Pernambucanas

Por Bianca Pyl*

http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1874]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalho escravo é encontrado na cadeia da Pernambucanas</p>
<p>Grupo de imigrantes sul-americanos submetidos a condições análogas à escravidão foi flagrado costurando blusas da coleção Outono-Inverno da Argonaut, marca jovem da centenária rede varejista Pernambucanas</p>
<p>Por Bianca Pyl*</p>
<p><a href="http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1874" rel="nofollow ugc">http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1874</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Invasão de privacidade		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/#comment-26307</link>

		<dc:creator><![CDATA[Invasão de privacidade]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 May 2011 21:21:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=31342#comment-26307</guid>

					<description><![CDATA[C&#038;A é condenada por câmera escondida instalada em banheiro de funcionárias:

http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticia/CA+E+CONDENADA+POR+CAMERA+ESCONDIDA+INSTALADA+EM+BANHEIRO+DE+FUNCIONARIAS_74463.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>C&amp;A é condenada por câmera escondida instalada em banheiro de funcionárias:</p>
<p><a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticia/CA+E+CONDENADA+POR+CAMERA+ESCONDIDA+INSTALADA+EM+BANHEIRO+DE+FUNCIONARIAS_74463.shtml" rel="nofollow ugc">http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticia/CA+E+CONDENADA+POR+CAMERA+ESCONDIDA+INSTALADA+EM+BANHEIRO+DE+FUNCIONARIAS_74463.shtml</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Giancarlo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/#comment-15843</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giancarlo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 22:12:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=31342#comment-15843</guid>

					<description><![CDATA[Paulo. O documentário China Blue chega a ser caricatural nas falas dos trabalhadores, dos empresários e pelas imagens. Como quando o dono da fábrica e gerente diz: &quot;A parte mais difícil do meu trabalho é cuidar das pessoas. As trabalhadores se aproveitam de nós. Por exemplo, quando elas fazem hora extra, nós damos lanches grátis...&quot;.
O documentário é muito bom, e mostra o lado da exploração de mais-valia absoluta na China, em cima dos trabalhadores que migram pras cidades em busca de emprego. No caso se trata de força de trabalho desqualificada, embora o João Bernado tenho dito em outro artigo que a China se destaca também pela força de trabalho qualificada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paulo. O documentário China Blue chega a ser caricatural nas falas dos trabalhadores, dos empresários e pelas imagens. Como quando o dono da fábrica e gerente diz: &#8220;A parte mais difícil do meu trabalho é cuidar das pessoas. As trabalhadores se aproveitam de nós. Por exemplo, quando elas fazem hora extra, nós damos lanches grátis&#8230;&#8221;.<br />
O documentário é muito bom, e mostra o lado da exploração de mais-valia absoluta na China, em cima dos trabalhadores que migram pras cidades em busca de emprego. No caso se trata de força de trabalho desqualificada, embora o João Bernado tenho dito em outro artigo que a China se destaca também pela força de trabalho qualificada!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/#comment-15742</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 11:57:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=31342#comment-15742</guid>

					<description><![CDATA[Parabenizo os autores pelo texto. 

“Dessa maneira, a força de trabalho andina, através das redes de subcontratação, mantém a reprodução da indústria têxtil paulista em condições de acumulação flexível, o que é cada vez mais estimulado pela necessidade de se competir com os produtos chineses.”

Como complemento, e contribuição ao assunto em pauta, recomendo-lhes assistirem um documentário intitulado “China Blue” (2005). Vi-o recentemente na TV Cultura e julgo ser um excelente retrato sobre o processo de exploração capitalista no ramo têxtil chinês. Descobri que é possível assisti-lo, com legenda, na internet, por isto envio-lhes os links:

(parte1) http://www.youtube.com/watch?v=DUH36MbqcLw
(parte2) http://www.youtube.com/watch?v=HMRFEa6Pt6Y
(parte3) http://www.youtube.com/watch?v=-4m0q9ukyz4
(parte4) http://www.youtube.com/watch?v=nrx98gSrR4o
(parte5) http://www.youtube.com/watch?v=v-FwKbSyb4g
(parte6) http://www.youtube.com/watch?v=SXChMaW-IoI]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabenizo os autores pelo texto. </p>
<p>“Dessa maneira, a força de trabalho andina, através das redes de subcontratação, mantém a reprodução da indústria têxtil paulista em condições de acumulação flexível, o que é cada vez mais estimulado pela necessidade de se competir com os produtos chineses.”</p>
<p>Como complemento, e contribuição ao assunto em pauta, recomendo-lhes assistirem um documentário intitulado “China Blue” (2005). Vi-o recentemente na TV Cultura e julgo ser um excelente retrato sobre o processo de exploração capitalista no ramo têxtil chinês. Descobri que é possível assisti-lo, com legenda, na internet, por isto envio-lhes os links:</p>
<p>(parte1) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DUH36MbqcLw" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=DUH36MbqcLw</a><br />
(parte2) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HMRFEa6Pt6Y" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=HMRFEa6Pt6Y</a><br />
(parte3) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-4m0q9ukyz4" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=-4m0q9ukyz4</a><br />
(parte4) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nrx98gSrR4o" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=nrx98gSrR4o</a><br />
(parte5) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=v-FwKbSyb4g" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=v-FwKbSyb4g</a><br />
(parte6) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SXChMaW-IoI" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=SXChMaW-IoI</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/#comment-15694</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 15:00:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=31342#comment-15694</guid>

					<description><![CDATA[Muito bom o texto.

Como sugestão, valeria a pena cruzar esse artigo com o mestrado de um  sociologo uspiano: SILVA, Carlos Freire. Trabalho informal e redes de subcontratação : Dinâmicas urbanas da indústria de confecção em São Paulo.

É interessante acompanhar os relatos dos bolivianos e como esse ramo industrial complexifica a exploração. Hoje, segundo a pesquisa do Carlos, bolivianos exploram bolivianos. Muitos se transformaram &quot;donos&quot; de máquinas e espaços de produção e subcontratam seus conterrâneos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o texto.</p>
<p>Como sugestão, valeria a pena cruzar esse artigo com o mestrado de um  sociologo uspiano: SILVA, Carlos Freire. Trabalho informal e redes de subcontratação : Dinâmicas urbanas da indústria de confecção em São Paulo.</p>
<p>É interessante acompanhar os relatos dos bolivianos e como esse ramo industrial complexifica a exploração. Hoje, segundo a pesquisa do Carlos, bolivianos exploram bolivianos. Muitos se transformaram &#8220;donos&#8221; de máquinas e espaços de produção e subcontratam seus conterrâneos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: iraldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/#comment-15641</link>

		<dc:creator><![CDATA[iraldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 20:20:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=31342#comment-15641</guid>

					<description><![CDATA[Me parece importante pensar este caso tão bem apresentado no artigo, complementado pela discussão do João Bernardo sobre a relação entre a exploração de mais-valia relativa e a economia mundializada, a partir de uma avaliação do caráter imperialista do Brasil. Bernardo, ao nos lembrar da &quot;passagem do Brasil de país subdesenvolvido para país com vários ramos de produção altamente desenvolvidos ou providos mesmo de tecnologia de ponta&quot;, abre a porta para um debate importante, que ultrapassa (englobando) a discussão sobre direitos trabalhistas e sobre processos migratórios. Estes são apenas indícios de um processo de afirmação do caráter imperialista do capitalismo brasileiro, que passa a ser sentido principalmente pelos países vizinhos com grau de &quot;desenvolvimento&quot; inferior. Se um fenômeno como este não pode ser tratado como imperialismo - divisão internacional do trabalho associada a altíssimos graus de exploração de mais-valia absoluta e relativa, orientada por processos migratórios (clandestinos e legais) próprios da mobilização do trabalho social pelo capital -, então, qual poderia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me parece importante pensar este caso tão bem apresentado no artigo, complementado pela discussão do João Bernardo sobre a relação entre a exploração de mais-valia relativa e a economia mundializada, a partir de uma avaliação do caráter imperialista do Brasil. Bernardo, ao nos lembrar da &#8220;passagem do Brasil de país subdesenvolvido para país com vários ramos de produção altamente desenvolvidos ou providos mesmo de tecnologia de ponta&#8221;, abre a porta para um debate importante, que ultrapassa (englobando) a discussão sobre direitos trabalhistas e sobre processos migratórios. Estes são apenas indícios de um processo de afirmação do caráter imperialista do capitalismo brasileiro, que passa a ser sentido principalmente pelos países vizinhos com grau de &#8220;desenvolvimento&#8221; inferior. Se um fenômeno como este não pode ser tratado como imperialismo &#8211; divisão internacional do trabalho associada a altíssimos graus de exploração de mais-valia absoluta e relativa, orientada por processos migratórios (clandestinos e legais) próprios da mobilização do trabalho social pelo capital -, então, qual poderia?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31342/#comment-15634</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 18:00:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=31342#comment-15634</guid>

					<description><![CDATA[A leitura deste artigo suscita-me duas observações.
Antes de mais, o caso destes bolivianos, tal como de muitos outros trabalhadores (os sapateiros de Franca, por exemplo) integrados pela subcontratação nas grandes griffes transnacionais, requer uma perspectiva económica global. Se nos restringirmos às condições de trabalho dos bolivianos de São Paulo, trata-se de um caso flagrante de mais-valia absoluta. No entanto, vendo o que os autores dizem sobre a procedência profissional destes imigrantes, eles não constituem a mão-de-obra sem qualificações que é típica da mais-valia absoluta. Pelo contrário, são originários de um sistema artesanal que lhes deu um tipo de qualificação que, na perspectiva de sistemas de produção modernos e altamente industrializados, é muito rara e, portanto, muito valiosa. Com efeito, a produção de luxo distingue-se da produção de massa pela sua componente artesanal. Quanto mais elevada é a componente artesanal num processo de produção moderno, mais esta produção se destina a um mercado de luxo. O processo de trabalho destes bolivianos, especificamente considerado, constitui mais-valia absoluta. Mas as suas qualificações de origem artesanal, se forem inseridas em cadeias logísticas ou processos produtivos transnacionais de griffes de luxo ou, pelo menos, de padrão elevado, passam a incluir-se num processo global de mais-valia relativa. Assim, os bolivianos de São Paulo são ainda mais explorados do que o artigo mostra, porque, embora estejam incluídos numa cadeia de mais-valia relativa, são remunerados apenas de acordo com a mais-valia absoluta.
Em segundo lugar, a situação destes migrantes bolivianos em São Paulo só pode entender-se completamente se recordarmos a passagem do Brasil de país subdesenvolvido para país com vários ramos de produção altamente desenvolvidos ou providos mesmo de tecnologia de ponta. Para que este tipo de passagem possa ocorrer é necessário que, entre outros factores, a força de trabalho brasileira se torne cada vez mais qualificada. É o que sucede com a explosão do número e da capacidade das universidades, tanto públicas como privadas, que se destinam estritamente a formar um proletariado qualificado. Ora, não interessa ao capitalismo explorar em termos de mais-valia absoluta uma mão-de-obra em que investiu para a tornar apta a ser explorada em termos de mais-valia relativa. Nestas circunstâncias, torna-se vantajoso recorrer a imigrantes estrangeiros, que passam a dedicar-se a trabalhos que antes podiam ser feitos por imigrantes internos. Com efeito, e em conjugação com a passagem do Brasil para uma situação de potência imperialista incipiente, a difusão do Programa Bolsa Família tem contribuído para ligar as pessoas de menor nível de rendimentos ao mercado de trabalho legal e unificado, afastando-os tanto das clientelas locais como da exploração clandestina.
Inseridos num microcosmo social e geográfico, fechados entre quatro paredes, os bolivianos de São Paulo estão, apesar disso, no meio de redes sócio-económicas de âmbito continental e até mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A leitura deste artigo suscita-me duas observações.<br />
Antes de mais, o caso destes bolivianos, tal como de muitos outros trabalhadores (os sapateiros de Franca, por exemplo) integrados pela subcontratação nas grandes griffes transnacionais, requer uma perspectiva económica global. Se nos restringirmos às condições de trabalho dos bolivianos de São Paulo, trata-se de um caso flagrante de mais-valia absoluta. No entanto, vendo o que os autores dizem sobre a procedência profissional destes imigrantes, eles não constituem a mão-de-obra sem qualificações que é típica da mais-valia absoluta. Pelo contrário, são originários de um sistema artesanal que lhes deu um tipo de qualificação que, na perspectiva de sistemas de produção modernos e altamente industrializados, é muito rara e, portanto, muito valiosa. Com efeito, a produção de luxo distingue-se da produção de massa pela sua componente artesanal. Quanto mais elevada é a componente artesanal num processo de produção moderno, mais esta produção se destina a um mercado de luxo. O processo de trabalho destes bolivianos, especificamente considerado, constitui mais-valia absoluta. Mas as suas qualificações de origem artesanal, se forem inseridas em cadeias logísticas ou processos produtivos transnacionais de griffes de luxo ou, pelo menos, de padrão elevado, passam a incluir-se num processo global de mais-valia relativa. Assim, os bolivianos de São Paulo são ainda mais explorados do que o artigo mostra, porque, embora estejam incluídos numa cadeia de mais-valia relativa, são remunerados apenas de acordo com a mais-valia absoluta.<br />
Em segundo lugar, a situação destes migrantes bolivianos em São Paulo só pode entender-se completamente se recordarmos a passagem do Brasil de país subdesenvolvido para país com vários ramos de produção altamente desenvolvidos ou providos mesmo de tecnologia de ponta. Para que este tipo de passagem possa ocorrer é necessário que, entre outros factores, a força de trabalho brasileira se torne cada vez mais qualificada. É o que sucede com a explosão do número e da capacidade das universidades, tanto públicas como privadas, que se destinam estritamente a formar um proletariado qualificado. Ora, não interessa ao capitalismo explorar em termos de mais-valia absoluta uma mão-de-obra em que investiu para a tornar apta a ser explorada em termos de mais-valia relativa. Nestas circunstâncias, torna-se vantajoso recorrer a imigrantes estrangeiros, que passam a dedicar-se a trabalhos que antes podiam ser feitos por imigrantes internos. Com efeito, e em conjugação com a passagem do Brasil para uma situação de potência imperialista incipiente, a difusão do Programa Bolsa Família tem contribuído para ligar as pessoas de menor nível de rendimentos ao mercado de trabalho legal e unificado, afastando-os tanto das clientelas locais como da exploração clandestina.<br />
Inseridos num microcosmo social e geográfico, fechados entre quatro paredes, os bolivianos de São Paulo estão, apesar disso, no meio de redes sócio-económicas de âmbito continental e até mundial.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
