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	Comentários sobre: Movimentos sociais, burocratização e poder popular. Da teoria à prática. 3) Mecanismos e processos de burocratização	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31590/#comment-289879</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2015 20:44:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Queria me focar em somente uma parte ,apesar do texto todo ser muito interessante.

&quot;Um caso muito comum é o da relação entre movimentos sociais e partidos. Sejam esses partidos revolucionários ou reformistas, neste caso, eles colocam-se sobre os movimentos sociais, constituindo, de fato, suas direções. Independente do motivo disso acontecer – pode ser por uma concepção ideológica de que o movimento social só tem capacidade de realizar lutas de curto prazo, e que a consciência lhe deve ser trazida de fora, ou por posições mais pragmáticas, de angariar apoiadores e votos para uma campanha eleitoral, entre outros –, o fato é que o movimento social passa a não ter mais capacidade de autodeterminação; não decide mais sobre aquilo que lhe diz respeito: seus objetivos, seus meios de luta, suas alianças, etc. Nesta relação de subordinação do movimento em relação ao partido, o movimento atua em proveito de interesses alheios, diferentes dos seus.&quot;

      Concordo que a maioria,senão todas, organizações partidárias constroem suas direções a partir da intervenção nos sindicatos.

&quot;Sejam esses partidos revolucionários ou reformistas, neste caso, eles colocam-se sobre os movimentos sociais, constituindo, de fato, suas direções&quot;

Não concordo com a parte que diz que:

&quot;independente do motivo disso acontecer...o fato é que o movimento social passa a não ter mais capacidade de autodeterminação; não decide mais sobre aquilo que lhe diz respeito: seus objetivos, seus meios de luta, suas alianças, etc.&quot;

     Aqui identifico uma postura hostil a partidos nos movimentos. O Homem-partido é um ser como qualquer outro, esta inserido num conjunto de relações politicas-sociais-econômicas como qualquer outra pessoa, seja partidária ou não, dos movimentos. 

   Então não vejo como definir quem,naquela diversidade de subjetividades, esteja mais &quot;afinado&quot; com os objetivos do movimento...até porque não existe um objetivo fixo e imutável que normalize um critério para se avaliar quem esta de acordo com os objetivos e quem não esta...

os objetivos gerais de um movimento pode mudar em um           determinado momento por influencia de qualquer um de seus membros, inclusive os partidários, e querer to a participação de partidários no movimento é uma forma de demarcar um feudo para qualquer outra subjetividade, não partidária, que se expresse no movimento.


Quando concordo que geralmente os partidos se apropriam do movimento para construir suas direções, é num aspecto mais fisiológico do termo.

E isso vale principalmente para os partidos ditos &quot;revolucionários&quot;. 

Para criar uma estrutura leninista, profissional, que dispute o poder do estado, é necessário ter homens e mulheres que dediquem 100% de seu tempo para o partido, os chamados funcionários de partido. 

Por razões históricas que não vou comentar aqui, no brasil, uma forma que essas organizações encontraram de manter esses &quot;profissionais partidários&quot; e ,portanto,construir sua coluna de &quot;quadros&quot; dirigentes,foi a de utilizar a estrutura dos sindicatos para colocar seus militantes, via liberados sindicais, jornalistas,advogados,etc..que passam a trabalhar nos sindicatos.

E trabalhar nos sindicatos para essas pessoas significa ter ,senão 100 %, 95 % do tempo livre para se dedicar a estruturação do partido.

na minha percepção essa é a forma concreta com que os partidos se apropriam do movimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Queria me focar em somente uma parte ,apesar do texto todo ser muito interessante.</p>
<p>&#8220;Um caso muito comum é o da relação entre movimentos sociais e partidos. Sejam esses partidos revolucionários ou reformistas, neste caso, eles colocam-se sobre os movimentos sociais, constituindo, de fato, suas direções. Independente do motivo disso acontecer – pode ser por uma concepção ideológica de que o movimento social só tem capacidade de realizar lutas de curto prazo, e que a consciência lhe deve ser trazida de fora, ou por posições mais pragmáticas, de angariar apoiadores e votos para uma campanha eleitoral, entre outros –, o fato é que o movimento social passa a não ter mais capacidade de autodeterminação; não decide mais sobre aquilo que lhe diz respeito: seus objetivos, seus meios de luta, suas alianças, etc. Nesta relação de subordinação do movimento em relação ao partido, o movimento atua em proveito de interesses alheios, diferentes dos seus.&#8221;</p>
<p>      Concordo que a maioria,senão todas, organizações partidárias constroem suas direções a partir da intervenção nos sindicatos.</p>
<p>&#8220;Sejam esses partidos revolucionários ou reformistas, neste caso, eles colocam-se sobre os movimentos sociais, constituindo, de fato, suas direções&#8221;</p>
<p>Não concordo com a parte que diz que:</p>
<p>&#8220;independente do motivo disso acontecer&#8230;o fato é que o movimento social passa a não ter mais capacidade de autodeterminação; não decide mais sobre aquilo que lhe diz respeito: seus objetivos, seus meios de luta, suas alianças, etc.&#8221;</p>
<p>     Aqui identifico uma postura hostil a partidos nos movimentos. O Homem-partido é um ser como qualquer outro, esta inserido num conjunto de relações politicas-sociais-econômicas como qualquer outra pessoa, seja partidária ou não, dos movimentos. </p>
<p>   Então não vejo como definir quem,naquela diversidade de subjetividades, esteja mais &#8220;afinado&#8221; com os objetivos do movimento&#8230;até porque não existe um objetivo fixo e imutável que normalize um critério para se avaliar quem esta de acordo com os objetivos e quem não esta&#8230;</p>
<p>os objetivos gerais de um movimento pode mudar em um           determinado momento por influencia de qualquer um de seus membros, inclusive os partidários, e querer to a participação de partidários no movimento é uma forma de demarcar um feudo para qualquer outra subjetividade, não partidária, que se expresse no movimento.</p>
<p>Quando concordo que geralmente os partidos se apropriam do movimento para construir suas direções, é num aspecto mais fisiológico do termo.</p>
<p>E isso vale principalmente para os partidos ditos &#8220;revolucionários&#8221;. </p>
<p>Para criar uma estrutura leninista, profissional, que dispute o poder do estado, é necessário ter homens e mulheres que dediquem 100% de seu tempo para o partido, os chamados funcionários de partido. </p>
<p>Por razões históricas que não vou comentar aqui, no brasil, uma forma que essas organizações encontraram de manter esses &#8220;profissionais partidários&#8221; e ,portanto,construir sua coluna de &#8220;quadros&#8221; dirigentes,foi a de utilizar a estrutura dos sindicatos para colocar seus militantes, via liberados sindicais, jornalistas,advogados,etc..que passam a trabalhar nos sindicatos.</p>
<p>E trabalhar nos sindicatos para essas pessoas significa ter ,senão 100 %, 95 % do tempo livre para se dedicar a estruturação do partido.</p>
<p>na minha percepção essa é a forma concreta com que os partidos se apropriam do movimento.</p>
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		Por: Douglas Anfra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/11/31590/#comment-16073</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Anfra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 00:59:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Formidável.]]></description>
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