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	Comentários sobre: Polícia Comunitária de Guerrero (México)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Romualdo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/32659/#comment-19395</link>

		<dc:creator><![CDATA[Romualdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 04:25:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas, Eduardo, como assim, viver sem Leviatã, mas com polícia? Que tal isso de, em situações como essa de Guerrero, as pessoas justamente organizarem uma &quot;polícia comunitária&quot;? O que isso nos diz sobre tudo o que se teorizou sobre o Estado nos últimos séculos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, Eduardo, como assim, viver sem Leviatã, mas com polícia? Que tal isso de, em situações como essa de Guerrero, as pessoas justamente organizarem uma &#8220;polícia comunitária&#8221;? O que isso nos diz sobre tudo o que se teorizou sobre o Estado nos últimos séculos?</p>
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		<title>
		Por: Fábio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/32659/#comment-16844</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fábio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 01:18:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com você, Eduardo, quando diz que o Estado é um elemento eminentemente opressor, e acho tal opressão, em certa medida, necessária, mas minha maior questão é relacionada ao embasamento ético na qual se funda a tal polícia comunitária.. a opressão, a força, é elemento de última instância, de último grau... ate que ponto é uma boa idéia transferir esse monopólio da coerção para um grupo quase que informal?.

concordo também quando voce diz que o Estado comunmente é utilizado para fins impróprios, saindo do controle de qualquer controle jurídico e que no caso do méxico, onde a situação do aparato Estatal é crítica - não que no nosso país não seja; muito pelo contrário - elementos jurídicos plurais surgem quase que automaticamente..

a única coisa que eu ainda, e talvez nunca, acreditarei é na possibilidade de organização popular eficiente, além de achar uma piada a presunção de concordância da população para com ações de algum grupo paraestatal, tanto quanto é uma piada a presunção de concordância da população para com as decisões do Estado, apesar de ambos declararem-se legítimos e democráticos a priori (sem falar no fato de que as decisões ditas democráticas nem sempre, ou melhor, raramente, apresentam-se como as mais embasadas e eficientes); assim, vejo a polícia comunitária no méxico mais como uma mostra de ingerência do Estado do que como uma manifestação de organização social sólida e pretensa à eficiência técnica... 

deixo claro que não sou contrário a existência da tal policia comunitária, assim como não sou contrário a existência do Estado... não sou nem um facista enrustido num site de esquerda, nem um anarquisra em território propício... pelo contrário, não emiti nem tenho efetivamente nehhum juizo de valor fixo sobre tais instituições...

pra falar a verdade, só queria agitar a página... rsrs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com você, Eduardo, quando diz que o Estado é um elemento eminentemente opressor, e acho tal opressão, em certa medida, necessária, mas minha maior questão é relacionada ao embasamento ético na qual se funda a tal polícia comunitária.. a opressão, a força, é elemento de última instância, de último grau&#8230; ate que ponto é uma boa idéia transferir esse monopólio da coerção para um grupo quase que informal?.</p>
<p>concordo também quando voce diz que o Estado comunmente é utilizado para fins impróprios, saindo do controle de qualquer controle jurídico e que no caso do méxico, onde a situação do aparato Estatal é crítica &#8211; não que no nosso país não seja; muito pelo contrário &#8211; elementos jurídicos plurais surgem quase que automaticamente..</p>
<p>a única coisa que eu ainda, e talvez nunca, acreditarei é na possibilidade de organização popular eficiente, além de achar uma piada a presunção de concordância da população para com ações de algum grupo paraestatal, tanto quanto é uma piada a presunção de concordância da população para com as decisões do Estado, apesar de ambos declararem-se legítimos e democráticos a priori (sem falar no fato de que as decisões ditas democráticas nem sempre, ou melhor, raramente, apresentam-se como as mais embasadas e eficientes); assim, vejo a polícia comunitária no méxico mais como uma mostra de ingerência do Estado do que como uma manifestação de organização social sólida e pretensa à eficiência técnica&#8230; </p>
<p>deixo claro que não sou contrário a existência da tal policia comunitária, assim como não sou contrário a existência do Estado&#8230; não sou nem um facista enrustido num site de esquerda, nem um anarquisra em território propício&#8230; pelo contrário, não emiti nem tenho efetivamente nehhum juizo de valor fixo sobre tais instituições&#8230;</p>
<p>pra falar a verdade, só queria agitar a página&#8230; rsrs</p>
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		<title>
		Por: Eduardo Tomazine Teixeira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/32659/#comment-16833</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Tomazine Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 22:08:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro, Fábio: a regulação do uso da violência para fins de defesa sempre traz o risco de oprimir aqueles a quem se pretende defender, e não vejo como o monopólio do uso legítimo da violência pelo Estado (característica do Estado moderno) diminui tal risco. Ao contrário, a história mostra fartamente as arbitrariedades promovidas pelo braço repressor do aparelho de Estado, inclusive naqueles ditos &quot;democráticos&quot;. Uma das formas de diminuir o risco de opressão é diminuir a separação entre um corpo político e o seu braço armado.

Contextualizando a experiência da polícia comunitária em Guerrero, é preciso ter em mente que o Estado mexicano é altamente criminógeno (portanto, ilegal) e que o controle de vastas parcelas do territórios por narcotraficantes é endêmica, de maneira que a população tem sido levada a desenvolver os seus mecanismos de autodefesa. Desejar que estas experiências sejam absorvidas pelo Estado mexicano é o mesmo que desejar a volta do anterior estado de insegurança, e esperar uma refundação da polícia do mexicana é quase o mesmo do que esperar por uma revolução. 

O pluralismo jurídico que é perigoso é aquele existente em sociedades heterônomas, como as nossas. Assim, nos marcos de uma sociedade autônoma (em que a formulação das leis e o seu juízo cabem aos próprios cidadãos, por meio de instituições que assegurem a sua participação bem informada), a escolha das normas estará de acordo com a vontade popular. Sempre haverá o risco de se escolherem leis injustas, pois a questão da justiça não é um assunto técnico. O importante é que a sociedade esteja em condições de responsabilizar pelas leis de cuja escolha ela participou diretamente.  Em uma escala mais ampla do que a comunitária, a federação de comunidades autônomas pode perfeitamente estabelecer um código de princípios comuns, bem como instituições reguladoras e de mediação de conflitos que não se descolem do controle popular. 

Ou seja, o Estado não apenas não é uma garantia de segurança, como é um aparelho historicamente opressor. Nesse sentido, experiências como a da polícia comunitária de Guerrero são pequenos demonstrativos de como pode ser uma sociedade sem Estado, sobretudo por ajudar a desfazer o mito da necessidade do Leviatã, sem o qual o homem seria um lobo do homem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, Fábio: a regulação do uso da violência para fins de defesa sempre traz o risco de oprimir aqueles a quem se pretende defender, e não vejo como o monopólio do uso legítimo da violência pelo Estado (característica do Estado moderno) diminui tal risco. Ao contrário, a história mostra fartamente as arbitrariedades promovidas pelo braço repressor do aparelho de Estado, inclusive naqueles ditos &#8220;democráticos&#8221;. Uma das formas de diminuir o risco de opressão é diminuir a separação entre um corpo político e o seu braço armado.</p>
<p>Contextualizando a experiência da polícia comunitária em Guerrero, é preciso ter em mente que o Estado mexicano é altamente criminógeno (portanto, ilegal) e que o controle de vastas parcelas do territórios por narcotraficantes é endêmica, de maneira que a população tem sido levada a desenvolver os seus mecanismos de autodefesa. Desejar que estas experiências sejam absorvidas pelo Estado mexicano é o mesmo que desejar a volta do anterior estado de insegurança, e esperar uma refundação da polícia do mexicana é quase o mesmo do que esperar por uma revolução. </p>
<p>O pluralismo jurídico que é perigoso é aquele existente em sociedades heterônomas, como as nossas. Assim, nos marcos de uma sociedade autônoma (em que a formulação das leis e o seu juízo cabem aos próprios cidadãos, por meio de instituições que assegurem a sua participação bem informada), a escolha das normas estará de acordo com a vontade popular. Sempre haverá o risco de se escolherem leis injustas, pois a questão da justiça não é um assunto técnico. O importante é que a sociedade esteja em condições de responsabilizar pelas leis de cuja escolha ela participou diretamente.  Em uma escala mais ampla do que a comunitária, a federação de comunidades autônomas pode perfeitamente estabelecer um código de princípios comuns, bem como instituições reguladoras e de mediação de conflitos que não se descolem do controle popular. </p>
<p>Ou seja, o Estado não apenas não é uma garantia de segurança, como é um aparelho historicamente opressor. Nesse sentido, experiências como a da polícia comunitária de Guerrero são pequenos demonstrativos de como pode ser uma sociedade sem Estado, sobretudo por ajudar a desfazer o mito da necessidade do Leviatã, sem o qual o homem seria um lobo do homem.</p>
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		<title>
		Por: Fábio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/32659/#comment-16814</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fábio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 15:37:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Achei interessante a idéia, e já ouvi um bocado sobre o tema, mas, ainda tenho algumas dúvidas:

com base em quê a polícia comunitária organiza a vida jurídica da comunidade? .. por ser uma comunidade marginalizada, a policia adota princípios éticos próprios, alheios às determinações do Estado mexicano, ou existe uma organização de acordo com a legislação dita oficial. Ou ainda é uma mescla dos princípios e costumes locais com as determinações legais?

ao que me parece a polícia comunitária beira a informalidade e, num país com baixa incidência jurídica e pouco controle do Estado sobre os órgãos de poder, tais polícias correm o risco de se tornarem aparatos de opressão e exploração das próprias comunidades... talvez isso não tenha ocorrido no México, mas é um risco que se corre ao implantar-se tais modelos de polícia.

Essa próprios  medida de pluralismo jurídico, ao meu ver, é em grande medida perigosa, afinal criam-se diversos polos, dotados de manifestações diversas de controle e juridicidade autônomos entre si... ou seja, o Estado perde totalmente o controle sobre tais comunidades que ordenam-se segundo seusprincípios... é uma medida em tanto quanto anárquica - não utilizando o termo pejorativamente.

Ao meu ver, o Estado deve absorver tais polícias e aproveitar a deixa para refundar o modelo do aparato policial mexicano... 

porém, para além do modo de estrutra repressiva-policial, outras questões mais densas ainda pairam sobre a segurança pública dos países... sobretudo no campo legislativo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei interessante a idéia, e já ouvi um bocado sobre o tema, mas, ainda tenho algumas dúvidas:</p>
<p>com base em quê a polícia comunitária organiza a vida jurídica da comunidade? .. por ser uma comunidade marginalizada, a policia adota princípios éticos próprios, alheios às determinações do Estado mexicano, ou existe uma organização de acordo com a legislação dita oficial. Ou ainda é uma mescla dos princípios e costumes locais com as determinações legais?</p>
<p>ao que me parece a polícia comunitária beira a informalidade e, num país com baixa incidência jurídica e pouco controle do Estado sobre os órgãos de poder, tais polícias correm o risco de se tornarem aparatos de opressão e exploração das próprias comunidades&#8230; talvez isso não tenha ocorrido no México, mas é um risco que se corre ao implantar-se tais modelos de polícia.</p>
<p>Essa próprios  medida de pluralismo jurídico, ao meu ver, é em grande medida perigosa, afinal criam-se diversos polos, dotados de manifestações diversas de controle e juridicidade autônomos entre si&#8230; ou seja, o Estado perde totalmente o controle sobre tais comunidades que ordenam-se segundo seusprincípios&#8230; é uma medida em tanto quanto anárquica &#8211; não utilizando o termo pejorativamente.</p>
<p>Ao meu ver, o Estado deve absorver tais polícias e aproveitar a deixa para refundar o modelo do aparato policial mexicano&#8230; </p>
<p>porém, para além do modo de estrutra repressiva-policial, outras questões mais densas ainda pairam sobre a segurança pública dos países&#8230; sobretudo no campo legislativo.</p>
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		<title>
		Por: jorge		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/32659/#comment-16639</link>

		<dc:creator><![CDATA[jorge]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 01:15:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[é mole?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>é mole?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Giancarlo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/32659/#comment-16580</link>

		<dc:creator><![CDATA[Giancarlo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Dec 2010 17:49:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Isto sim pode ser chamado de &quot;polícia comunitária&quot;, e não as propostas estatais para uma polícia menos violenta, com policiais com cursos na área de humanas e recrutados nas regiões onde efetuam a repressão. O problema da criação destas organizações para além do Estado é que elas implicam na necessidade de uma organização muito maior do que para a efetivação de uma simples ação. P.e. estas pessoa que atuam na área de seguranças, elas precisam sobreviver, e isto tem que vir através de um salário ou de uma troca entre trabalho e bens necessários para a sobrevivência. Em ambos os casos há a necessidade de um movimento auto-suficiente (ou em vias de) por traz de tudo isso. Para isto, é necessário o acesso aos meios de produção, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isto sim pode ser chamado de &#8220;polícia comunitária&#8221;, e não as propostas estatais para uma polícia menos violenta, com policiais com cursos na área de humanas e recrutados nas regiões onde efetuam a repressão. O problema da criação destas organizações para além do Estado é que elas implicam na necessidade de uma organização muito maior do que para a efetivação de uma simples ação. P.e. estas pessoa que atuam na área de seguranças, elas precisam sobreviver, e isto tem que vir através de um salário ou de uma troca entre trabalho e bens necessários para a sobrevivência. Em ambos os casos há a necessidade de um movimento auto-suficiente (ou em vias de) por traz de tudo isso. Para isto, é necessário o acesso aos meios de produção, etc.</p>
]]></content:encoded>
		
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