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	Comentários sobre: Gurgaon, Índia: Sete vozes em contraluz	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Danilo Chaves Nakamura		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Danilo Chaves Nakamura]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 16:07:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Belo texto!

Sem querer diminuir as especificidades indianas... Creio que podemos dizer: por mais espantoso que seja, as condições de trabalho na Índia não são novidades. Jornada de trabalho, falta de direitos trabalhistas, falta de condições sanitárias básicas no local de trabalho, salários rebaixados... Tudo isso já foi visto na Inglaterra (ver os Relatórios de Fábrica citado por Marx, ver a Situação da classe operária de Engels). Tudo isso é comum na China de hoje (ver textos de Han Dongfang, ver pesquisas de Mylène Gaulard ou a materia jornalistica de Philippe Cohen). E tudo isso aparece também nos países &quot;civilizados&quot;, quando o que está em jogo são as condições de trabalho dos imigrantes. 

O que inquieta e merece reflexão para se pensar uma saída anti-capitalista (aqui é que as especificidades importam e, creio eu, precisamos evitar generalizações), é a situação de CLASSE (solidariedade, organização, identidade e etc.). O texto apresenta uma situação inquietante. 

Ex: 

De um lado ouvimos: &quot;Se nos pressionam, não é só um que protesta, protestamos todos. Se alguém grita conosco, todos respondem. Somos unidos&quot;.

Do outro ouvimos: &quot;Para melhorarem a sua vida, os operários só acreditam numa coisa: o que está escrito no destino de cada um é o que irá acontecer. É esse o seu único objectivo. Se o seu destino é fazerem 12 horas por dia, então não adianta, ou nem sequer se perguntam o que fazer para mudar isso&quot;.

Ou ainda: &quot;O nosso trabalho é tão inseguro que nós, os que trabalhamos à peça, nunca sabemos quando nos vão mandar embora. Alguns tinham medo de perder o emprego. Mas nós trabalhamos à peça, de forma que, se amanhã não houver trabalho, eles livram-se de nós na mesma&quot;. 
 
Há aqui uma solidariedade espontânea entre os que vivem as mesmas situações. Mas por outro lado, há uma ressignificação de crenças religiosas (espécie de &quot;espírito do capitalismo&quot; pronto para justificar o sofrimento terreno, afinal, nenhum sistema de exploração se manteria de pé apenas com o chicote) e , uma insegurança no trabalho pronta para dissolver uma coletividade que parecia se colocar como imediata.

Marx e Engels diziam que a humanidade coloca para si apenas problemas que ela é capaz de resolver... Espero que isso ainda seja válido...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Belo texto!</p>
<p>Sem querer diminuir as especificidades indianas&#8230; Creio que podemos dizer: por mais espantoso que seja, as condições de trabalho na Índia não são novidades. Jornada de trabalho, falta de direitos trabalhistas, falta de condições sanitárias básicas no local de trabalho, salários rebaixados&#8230; Tudo isso já foi visto na Inglaterra (ver os Relatórios de Fábrica citado por Marx, ver a Situação da classe operária de Engels). Tudo isso é comum na China de hoje (ver textos de Han Dongfang, ver pesquisas de Mylène Gaulard ou a materia jornalistica de Philippe Cohen). E tudo isso aparece também nos países &#8220;civilizados&#8221;, quando o que está em jogo são as condições de trabalho dos imigrantes. </p>
<p>O que inquieta e merece reflexão para se pensar uma saída anti-capitalista (aqui é que as especificidades importam e, creio eu, precisamos evitar generalizações), é a situação de CLASSE (solidariedade, organização, identidade e etc.). O texto apresenta uma situação inquietante. </p>
<p>Ex: </p>
<p>De um lado ouvimos: &#8220;Se nos pressionam, não é só um que protesta, protestamos todos. Se alguém grita conosco, todos respondem. Somos unidos&#8221;.</p>
<p>Do outro ouvimos: &#8220;Para melhorarem a sua vida, os operários só acreditam numa coisa: o que está escrito no destino de cada um é o que irá acontecer. É esse o seu único objectivo. Se o seu destino é fazerem 12 horas por dia, então não adianta, ou nem sequer se perguntam o que fazer para mudar isso&#8221;.</p>
<p>Ou ainda: &#8220;O nosso trabalho é tão inseguro que nós, os que trabalhamos à peça, nunca sabemos quando nos vão mandar embora. Alguns tinham medo de perder o emprego. Mas nós trabalhamos à peça, de forma que, se amanhã não houver trabalho, eles livram-se de nós na mesma&#8221;. </p>
<p>Há aqui uma solidariedade espontânea entre os que vivem as mesmas situações. Mas por outro lado, há uma ressignificação de crenças religiosas (espécie de &#8220;espírito do capitalismo&#8221; pronto para justificar o sofrimento terreno, afinal, nenhum sistema de exploração se manteria de pé apenas com o chicote) e , uma insegurança no trabalho pronta para dissolver uma coletividade que parecia se colocar como imediata.</p>
<p>Marx e Engels diziam que a humanidade coloca para si apenas problemas que ela é capaz de resolver&#8230; Espero que isso ainda seja válido&#8230;</p>
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