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	Comentários sobre: Resenha: “O Anarquismo: da doutrina à ação” – Daniel Guérin	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/33668/#comment-20442</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 15:34:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto é muito limitado, demonstra não conhecer bem a obra do autor e nem a biografia (da qual não conheço muito também), mas tem um artigo que é excelente para uma visão introdutória da biografia e pensamento de Guérin, prefácio dessa obra, de Nildo Viana:

http://informecritica.blogspot.com/2011/02/o-anarquismo-segundo-daniel-guerin.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é muito limitado, demonstra não conhecer bem a obra do autor e nem a biografia (da qual não conheço muito também), mas tem um artigo que é excelente para uma visão introdutória da biografia e pensamento de Guérin, prefácio dessa obra, de Nildo Viana:</p>
<p><a href="http://informecritica.blogspot.com/2011/02/o-anarquismo-segundo-daniel-guerin.html" rel="nofollow ugc">http://informecritica.blogspot.com/2011/02/o-anarquismo-segundo-daniel-guerin.html</a></p>
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		<title>
		Por: Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/33668/#comment-18124</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jan 2011 18:25:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não entendi a parte do &quot;quem ainda fala em homossexuallismo perdeu o bonde da história&quot;, Eric, se vc entrou aqui só pra dizer isso poderia faze-lo de forma mais clara, não? Você critica o que exatamente? 

Um abraço,
Luiz]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não entendi a parte do &#8220;quem ainda fala em homossexuallismo perdeu o bonde da história&#8221;, Eric, se vc entrou aqui só pra dizer isso poderia faze-lo de forma mais clara, não? Você critica o que exatamente? </p>
<p>Um abraço,<br />
Luiz</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: khaled		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/33668/#comment-17905</link>

		<dc:creator><![CDATA[khaled]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jan 2011 06:19:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De fato, o livro do Guérin é uma ótima primeira leitura para quem queira conhecer um pouco mais (e de maneira honesta) sobre o Anarquismo. Mas como o autor deste artigo refere, esta edição em português da Germinal incorre numa infinidade de erros de digitação, tradução e ortografia, além de um trabalho editorial ruim, provavelmente fruto das dificuldades da editora naquela época.

Para quem queira ler este livro e saiba castelhano, sugiro a edição da coleção Utopia Libertaria, disponível em: http://www.quijotelibros.com.ar/anarres/El%20anarquismo.pdf

Do mesmo autor, recomendo a leitura de &quot;Rosa Luxemburgo e a Espontaneidade Revolucionária&quot;, lançado no Brasil pela editora Perspectiva e disponível em castelhano aqui: http://www.quijotelibros.com.ar/anarres/Rosa_Luxemburgo.pdf

Mas apesar deste ser um bom livro, como toda obra introdutória, em alguns momentos cai em algumas generalizações que não podem ser levadas ao pé da letra, como dizer que “o Anarquista é, em princípio e antes de mais, um revoltado”, e que essa atitude se volta contra &quot;tudo o que é regular&quot;. Chamo atenção também para o excessivo destaque dado ao individualismo de tipo stirneriano, em minha opinião de tipo liberal, não anarquista. Afinal, como o próprio Guérin afirma &quot;todo anarquismo é socialista&quot;, o que não se aplica ao Stirner e outros individualistas.

Creio haver neste artigo uma confusão a respeito da posição dos anarquistas a respeito da &quot;direção política&quot;. Por isso, deixo uma citação do Bakunin:

“Por inimigo que seja do que chamam, na França, de disciplina, reconheço, contudo, que certa disciplina, não automática, mas voluntária e refletida, estando perfeitamente em acordo com a liberdade dos indivíduos, foi e será necessária, sempre que muitos indivíduos, livremente unidos, empreendam um trabalho ou uma ação coletiva qualquer. Esta disciplina não é mais do que a concordância voluntária e refletida de todos os esforços individuais para um fim comum. No momento da ação, no meio da luta, os papéis dividem-se naturalmente, de acordo com as aptidões de cada um, apreciadas e julgadas por toda a coletividade: uns dirigem e ordenam, outros executam ordens. Mas nenhuma função se petrifica, nem se fixa e não fica irrevogavelmente ligada a qualquer pessoa. Os níveis e a promoção hierárquica não existem, de modo que o comandante de ontem pode ser o subalterno de hoje. Ninguém se eleva acima dos demais, ou se se eleva, é somente para cair no instante seguinte, como as ondas do mar, voltando sempre ao nível saudável da igualdade. Neste sistema, de fato, já não há poder. O poder se funde na coletividade, e resulta na expressão sincera da liberdade de cada um, na realização fiel e séria da vontade de todos&quot; (Mikhail Bakunin. O Império Knuto-Germânico. Retirado de Frank Mintz. Bakunin: crítica y acción, Buenos Aires: Colección Utopia Libertária pp. 74-75).

Por fim, gostaria de entender de que forma o &quot;horror ao Estado&quot; é diferente do &quot;horror ao Estado burguês&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De fato, o livro do Guérin é uma ótima primeira leitura para quem queira conhecer um pouco mais (e de maneira honesta) sobre o Anarquismo. Mas como o autor deste artigo refere, esta edição em português da Germinal incorre numa infinidade de erros de digitação, tradução e ortografia, além de um trabalho editorial ruim, provavelmente fruto das dificuldades da editora naquela época.</p>
<p>Para quem queira ler este livro e saiba castelhano, sugiro a edição da coleção Utopia Libertaria, disponível em: <a href="http://www.quijotelibros.com.ar/anarres/El%20anarquismo.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.quijotelibros.com.ar/anarres/El%20anarquismo.pdf</a></p>
<p>Do mesmo autor, recomendo a leitura de &#8220;Rosa Luxemburgo e a Espontaneidade Revolucionária&#8221;, lançado no Brasil pela editora Perspectiva e disponível em castelhano aqui: <a href="http://www.quijotelibros.com.ar/anarres/Rosa_Luxemburgo.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.quijotelibros.com.ar/anarres/Rosa_Luxemburgo.pdf</a></p>
<p>Mas apesar deste ser um bom livro, como toda obra introdutória, em alguns momentos cai em algumas generalizações que não podem ser levadas ao pé da letra, como dizer que “o Anarquista é, em princípio e antes de mais, um revoltado”, e que essa atitude se volta contra &#8220;tudo o que é regular&#8221;. Chamo atenção também para o excessivo destaque dado ao individualismo de tipo stirneriano, em minha opinião de tipo liberal, não anarquista. Afinal, como o próprio Guérin afirma &#8220;todo anarquismo é socialista&#8221;, o que não se aplica ao Stirner e outros individualistas.</p>
<p>Creio haver neste artigo uma confusão a respeito da posição dos anarquistas a respeito da &#8220;direção política&#8221;. Por isso, deixo uma citação do Bakunin:</p>
<p>“Por inimigo que seja do que chamam, na França, de disciplina, reconheço, contudo, que certa disciplina, não automática, mas voluntária e refletida, estando perfeitamente em acordo com a liberdade dos indivíduos, foi e será necessária, sempre que muitos indivíduos, livremente unidos, empreendam um trabalho ou uma ação coletiva qualquer. Esta disciplina não é mais do que a concordância voluntária e refletida de todos os esforços individuais para um fim comum. No momento da ação, no meio da luta, os papéis dividem-se naturalmente, de acordo com as aptidões de cada um, apreciadas e julgadas por toda a coletividade: uns dirigem e ordenam, outros executam ordens. Mas nenhuma função se petrifica, nem se fixa e não fica irrevogavelmente ligada a qualquer pessoa. Os níveis e a promoção hierárquica não existem, de modo que o comandante de ontem pode ser o subalterno de hoje. Ninguém se eleva acima dos demais, ou se se eleva, é somente para cair no instante seguinte, como as ondas do mar, voltando sempre ao nível saudável da igualdade. Neste sistema, de fato, já não há poder. O poder se funde na coletividade, e resulta na expressão sincera da liberdade de cada um, na realização fiel e séria da vontade de todos&#8221; (Mikhail Bakunin. O Império Knuto-Germânico. Retirado de Frank Mintz. Bakunin: crítica y acción, Buenos Aires: Colección Utopia Libertária pp. 74-75).</p>
<p>Por fim, gostaria de entender de que forma o &#8220;horror ao Estado&#8221; é diferente do &#8220;horror ao Estado burguês&#8221;?</p>
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		<title>
		Por: Eric		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/33668/#comment-17825</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eric]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 01:58:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo foi muito gentil no seu comentário sobre este texto que não entendi bem porque foi publicado na categoria destaques. Posso até devagar mais sobre Daniel Guérin e seu papel na (minha) vida inteletual nos anos 60 e adiante, mas não é o que eu pretendo fazer aqui agora. Escrevo mais para dizer que quem no final do primeiro decênio de século 21 ainda fala em homossexualismo, perdeu o trem da história. 

E faltou (bastante comum no PP) um * para nós dar uma pista sobre a identidade do autor que, pelo google, entendo que é estudante de Direito da USP e militante do PSOL-Valinhos.

Melhor ano novo pra todos/as nós!

Brjs, Eric

PS Que porra está acontecendo com Cesare Battisti!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo foi muito gentil no seu comentário sobre este texto que não entendi bem porque foi publicado na categoria destaques. Posso até devagar mais sobre Daniel Guérin e seu papel na (minha) vida inteletual nos anos 60 e adiante, mas não é o que eu pretendo fazer aqui agora. Escrevo mais para dizer que quem no final do primeiro decênio de século 21 ainda fala em homossexualismo, perdeu o trem da história. </p>
<p>E faltou (bastante comum no PP) um * para nós dar uma pista sobre a identidade do autor que, pelo google, entendo que é estudante de Direito da USP e militante do PSOL-Valinhos.</p>
<p>Melhor ano novo pra todos/as nós!</p>
<p>Brjs, Eric</p>
<p>PS Que porra está acontecendo com Cesare Battisti!!!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2010/12/33668/#comment-17803</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Dec 2010 10:36:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este artigo parece-me bastante útil, porque chama a atenção do público de língua portuguesa para a figura de Daniel Guérin. Mas, infelizmente, contém lacunas e imprecisões que o comprometem parcialmente e não fornece alguns elementos necessários para a compreensão das ideias de Guérin e do seu percurso político.
Pode ser que não abundem na internet as informações acerca de Guérin, embora em inglês e francês certamente se encontrem numerosas, mas nesse caso deve fazer-se a consulta em bibliotecas.
No enunciado das áreas estuadas por Guérin não existe no artigo qualquer menção aos seus dois volumes sobre o fascismo, o que é grave, porque foi sobretudo esta pesquisa, mais do que a obra sobre a Revolução Francesa, que lhe assegurou a reputação de historiador. (Aliás, o trabalho sobre a Revolução Francesa é muito extenso e não se resume a artigos nos &lt;em&gt;Annales&lt;/em&gt;.) Deve-se a Guérin a difusão de uma tese que havia sido formulada por Andreu Nin — e que permanecera inédita depois do assassinato de Nin pela polícia stalinista durante a guerra civil espanhola — considerando que o fascismo fora apoiado pelo Sector I do capital, enquanto o Sector II simpatizara com os regimes liberais e democráticos. Esta tese corresponde a alguns casos, mas falha em muitos outros, e foi hoje posta de parte. Mas teve uma grande relevância porque chamou a atenção para um problema importante e contribuiu para orientar o decurso das pesquisas.
As informações que o artigo fornece acerca do PSOP não são exactas e dão uma ideia errada do percurso político de Guérin. O PSOP formou-se fundamentalmente a partir da ala esquerda da SFIO (Section Française de l’Internationale Ouvrière, ou seja, o partido socialista francês). Ora, apesar de a ala esquerda dos socialistas ter sido a base desse novo partido, ela não é referida pelo autor quando menciona o leque de filiados do PSOP. A figura central na esquerda do partido socialista e depois no PSOP era Marceau Pivert, e é em função dele que Daniel Guérin deve ser situado naquela época.
Igualmente confuso é escrever que o PSOP correspondia «à mesma seção internacional do POUM espanhol». O PSOP pertenceu ao &lt;em&gt;Bureau&lt;/em&gt; Londres-Amesterdão, juntamente com várias outras organizações e correntes, entre as quais o POUM.
Quando, nas suas polémicas da década de 1930, especialmente na segunda metade dessa década, Trotsky atacava os «centristas», ou seja, aqueles que considerava oscilantes entre ele e o stalinismo, era principalmente às organizações integrantes do &lt;em&gt;Bureau&lt;/em&gt; Londres-Amesterdão que se referia. Assim, quando o artigo menciona a existência de trotskistas entre os membros do PSOP isso dá uma ideia errada da orientação política do agrupamento, porque só se incluiriam ali trotskistas a coberto da táctica do &lt;em&gt;entrismo&lt;/em&gt;. As organizações integrantes do &lt;em&gt;Bureau&lt;/em&gt; Londres-Amesterdão eram francamente contrárias à fundação precipitada e doutrinária da IV Internacional. Apesar disto, aquelas organizações eram atacadas como «trotskistas» pelos stalinianos. Estes ataques cruzados deixavam-nas numa posição deveras desconfortável. O POUM foi vítima disso durante a guerra civil espanhola, e Marceau Pivert e alguns dos seus amigos políticos não estiveram muito longe de ter o mesmo destino em França durante a Resistência, quando foram alvo de ameaças das organizações controladas pelo Partido Comunista.
Infelizmente, todo este contexto, que levou à formação das ideias de Daniel Guérin, é desprezado no artigo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo parece-me bastante útil, porque chama a atenção do público de língua portuguesa para a figura de Daniel Guérin. Mas, infelizmente, contém lacunas e imprecisões que o comprometem parcialmente e não fornece alguns elementos necessários para a compreensão das ideias de Guérin e do seu percurso político.<br />
Pode ser que não abundem na internet as informações acerca de Guérin, embora em inglês e francês certamente se encontrem numerosas, mas nesse caso deve fazer-se a consulta em bibliotecas.<br />
No enunciado das áreas estuadas por Guérin não existe no artigo qualquer menção aos seus dois volumes sobre o fascismo, o que é grave, porque foi sobretudo esta pesquisa, mais do que a obra sobre a Revolução Francesa, que lhe assegurou a reputação de historiador. (Aliás, o trabalho sobre a Revolução Francesa é muito extenso e não se resume a artigos nos <em>Annales</em>.) Deve-se a Guérin a difusão de uma tese que havia sido formulada por Andreu Nin — e que permanecera inédita depois do assassinato de Nin pela polícia stalinista durante a guerra civil espanhola — considerando que o fascismo fora apoiado pelo Sector I do capital, enquanto o Sector II simpatizara com os regimes liberais e democráticos. Esta tese corresponde a alguns casos, mas falha em muitos outros, e foi hoje posta de parte. Mas teve uma grande relevância porque chamou a atenção para um problema importante e contribuiu para orientar o decurso das pesquisas.<br />
As informações que o artigo fornece acerca do PSOP não são exactas e dão uma ideia errada do percurso político de Guérin. O PSOP formou-se fundamentalmente a partir da ala esquerda da SFIO (Section Française de l’Internationale Ouvrière, ou seja, o partido socialista francês). Ora, apesar de a ala esquerda dos socialistas ter sido a base desse novo partido, ela não é referida pelo autor quando menciona o leque de filiados do PSOP. A figura central na esquerda do partido socialista e depois no PSOP era Marceau Pivert, e é em função dele que Daniel Guérin deve ser situado naquela época.<br />
Igualmente confuso é escrever que o PSOP correspondia «à mesma seção internacional do POUM espanhol». O PSOP pertenceu ao <em>Bureau</em> Londres-Amesterdão, juntamente com várias outras organizações e correntes, entre as quais o POUM.<br />
Quando, nas suas polémicas da década de 1930, especialmente na segunda metade dessa década, Trotsky atacava os «centristas», ou seja, aqueles que considerava oscilantes entre ele e o stalinismo, era principalmente às organizações integrantes do <em>Bureau</em> Londres-Amesterdão que se referia. Assim, quando o artigo menciona a existência de trotskistas entre os membros do PSOP isso dá uma ideia errada da orientação política do agrupamento, porque só se incluiriam ali trotskistas a coberto da táctica do <em>entrismo</em>. As organizações integrantes do <em>Bureau</em> Londres-Amesterdão eram francamente contrárias à fundação precipitada e doutrinária da IV Internacional. Apesar disto, aquelas organizações eram atacadas como «trotskistas» pelos stalinianos. Estes ataques cruzados deixavam-nas numa posição deveras desconfortável. O POUM foi vítima disso durante a guerra civil espanhola, e Marceau Pivert e alguns dos seus amigos políticos não estiveram muito longe de ter o mesmo destino em França durante a Resistência, quando foram alvo de ameaças das organizações controladas pelo Partido Comunista.<br />
Infelizmente, todo este contexto, que levou à formação das ideias de Daniel Guérin, é desprezado no artigo.</p>
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