<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Xixi, cocó e luta de classes	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2011/02/36292/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2011/02/36292/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sat, 05 May 2018 10:45:29 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/02/36292/#comment-331813</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 May 2018 10:45:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=36292#comment-331813</guid>

					<description><![CDATA[AUTOVALORIZAÇÃO
Cordame de Notre Cunda, irmã[o] transexTAOpatafísico[a] do Corcunda de Notre Dame, pontificava: “ME[R]DRE! Defecagar em horário de expediente é a expressão orgânica mais elementar – literalmente: fisiológica – da resistência proletária ao tripalium…”
ABAIXO O TRABALHO!
PELA DITADURA DAS NECESSIDADES HUMANAS!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>AUTOVALORIZAÇÃO<br />
Cordame de Notre Cunda, irmã[o] transexTAOpatafísico[a] do Corcunda de Notre Dame, pontificava: “ME[R]DRE! Defecagar em horário de expediente é a expressão orgânica mais elementar – literalmente: fisiológica – da resistência proletária ao tripalium…”<br />
ABAIXO O TRABALHO!<br />
PELA DITADURA DAS NECESSIDADES HUMANAS!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Poeta em Buenos Aires		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/02/36292/#comment-331771</link>

		<dc:creator><![CDATA[Poeta em Buenos Aires]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 May 2018 04:16:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=36292#comment-331771</guid>

					<description><![CDATA[POEMAS NO BANHEIRO DA FIRMA

Não há lirismo no cagar
é puro ato objetivo.
Estes meus gases do pensar
são do trabalho um paliativo.

*

se esse poema é um cocô
n&#039;algo me deixa feliz:
me pagam por trabalho,
mas foi isso que fiz.

si este poema es una cagada
me alegro por la inmundicie:
me pagan por trabajo
pero esto fue lo que hice.

*

Os acionistas decidem o quanto engordam.
O CEO decide uma meta de merda para os próximos cinco anos.
Meu supervisor decide os horários em que posso cagar.
Eu decido, dentro deste horário, quando vou.
O cara da limpeza não decide merda nenhuma.

*

Enredados em relações sociais
destruíam máquinas.
Pensando agora, parece piada.

Parece piada, mas hoje
sem redes sociais não consigo trabalho.
Meu Deus! Como destruí-las?

*

Hola, Alô, Hi!
Em que puedo ayudarte?
Te pido seu ID number.
Sou poeta full-time,
pasado/futuro, eu verso e reverso
A todas las naciones,
uploading the Word!

*

Cruz e evangelho:
o fardo a carregar.
Difunde os testemunhos ao jovem e ao velho:
Sua santidade, o celular!

*

Oh voz que definha
que resiste, pequenina,
contra tanta possibilidade
tanta página vazia,
do que es capaz?
Atrás de uma mesa,
um computador,
lendo livros, histórias,
revoluções,
do que es capaz?
Oito horas mais o transporte
a comida, a cama,
do que es capaz?
A saudação, os nomes
as notícias relevantes dos jornais
e cada pedido banal
de abra-se isso,
passa-me aquilo.

Um canto, um coro, um monólogo.
Do que es capaz?

*

Soa o alarme, precisam de mim!
Corro a tirar o disfarce
Já no metrô desfaz-se toda identidade secreta:
Não o individuo que a humanidade merece, mas o trabalhador que o capital precisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>POEMAS NO BANHEIRO DA FIRMA</p>
<p>Não há lirismo no cagar<br />
é puro ato objetivo.<br />
Estes meus gases do pensar<br />
são do trabalho um paliativo.</p>
<p>*</p>
<p>se esse poema é um cocô<br />
n&#8217;algo me deixa feliz:<br />
me pagam por trabalho,<br />
mas foi isso que fiz.</p>
<p>si este poema es una cagada<br />
me alegro por la inmundicie:<br />
me pagan por trabajo<br />
pero esto fue lo que hice.</p>
<p>*</p>
<p>Os acionistas decidem o quanto engordam.<br />
O CEO decide uma meta de merda para os próximos cinco anos.<br />
Meu supervisor decide os horários em que posso cagar.<br />
Eu decido, dentro deste horário, quando vou.<br />
O cara da limpeza não decide merda nenhuma.</p>
<p>*</p>
<p>Enredados em relações sociais<br />
destruíam máquinas.<br />
Pensando agora, parece piada.</p>
<p>Parece piada, mas hoje<br />
sem redes sociais não consigo trabalho.<br />
Meu Deus! Como destruí-las?</p>
<p>*</p>
<p>Hola, Alô, Hi!<br />
Em que puedo ayudarte?<br />
Te pido seu ID number.<br />
Sou poeta full-time,<br />
pasado/futuro, eu verso e reverso<br />
A todas las naciones,<br />
uploading the Word!</p>
<p>*</p>
<p>Cruz e evangelho:<br />
o fardo a carregar.<br />
Difunde os testemunhos ao jovem e ao velho:<br />
Sua santidade, o celular!</p>
<p>*</p>
<p>Oh voz que definha<br />
que resiste, pequenina,<br />
contra tanta possibilidade<br />
tanta página vazia,<br />
do que es capaz?<br />
Atrás de uma mesa,<br />
um computador,<br />
lendo livros, histórias,<br />
revoluções,<br />
do que es capaz?<br />
Oito horas mais o transporte<br />
a comida, a cama,<br />
do que es capaz?<br />
A saudação, os nomes<br />
as notícias relevantes dos jornais<br />
e cada pedido banal<br />
de abra-se isso,<br />
passa-me aquilo.</p>
<p>Um canto, um coro, um monólogo.<br />
Do que es capaz?</p>
<p>*</p>
<p>Soa o alarme, precisam de mim!<br />
Corro a tirar o disfarce<br />
Já no metrô desfaz-se toda identidade secreta:<br />
Não o individuo que a humanidade merece, mas o trabalhador que o capital precisa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
