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	Comentários sobre: A práxis anarquista: superação da alienação e a busca pela autonomia (1ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Cristiano F. de Barros		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-309187</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cristiano F. de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2016 05:23:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[olá Rafael. Se eu estiver correto, creio que seja o mesmo Rafael que cursou o mestrado comigo rs
Parabéns pelo texto. Tenho me interessado muito pelo pensamento libertário, especificamente o Castoriadis. Suas reflexões me ajudaram a organizar alguns questionamentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>olá Rafael. Se eu estiver correto, creio que seja o mesmo Rafael que cursou o mestrado comigo rs<br />
Parabéns pelo texto. Tenho me interessado muito pelo pensamento libertário, especificamente o Castoriadis. Suas reflexões me ajudaram a organizar alguns questionamentos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Rafael V.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-63956</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael V.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 00:46:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Peguei aqui o texto da Marilena Chauí para ler mas antes disto não resisto a fazer um comentário: ao invés da exegese tradicional sobre Marx, proponho ancorando-me em Castoriadis, a avaliar o marxismo pela sua própria prática na história. 

Refiro-me a consolidação da burocracia que se apoiava sobre essa interpretação dita &quot;simplificada&quot; do pensamento de Marx e que deu ampla ênfase nas determinações econômicas e na previsão hegeliana da direção da história como método de controle dos trabalhadores. É deste sistema teórico que falamos ou a discussão caminhará novamente entre a exegese bíblica e a prática real do marxismo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Peguei aqui o texto da Marilena Chauí para ler mas antes disto não resisto a fazer um comentário: ao invés da exegese tradicional sobre Marx, proponho ancorando-me em Castoriadis, a avaliar o marxismo pela sua própria prática na história. </p>
<p>Refiro-me a consolidação da burocracia que se apoiava sobre essa interpretação dita &#8220;simplificada&#8221; do pensamento de Marx e que deu ampla ênfase nas determinações econômicas e na previsão hegeliana da direção da história como método de controle dos trabalhadores. É deste sistema teórico que falamos ou a discussão caminhará novamente entre a exegese bíblica e a prática real do marxismo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Carlos Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-63812</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 21:14:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esclarecendo: é um artigo de m. Chauí sobre Castoriadis e Marx.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esclarecendo: é um artigo de m. Chauí sobre Castoriadis e Marx.</p>
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		<title>
		Por: Carlos Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-63811</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 21:14:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O artigo cai num problema que até iniciantes como eu já sabem: uma simplificação do pensamento de Marx... Veja

http://www.google.com.br/url?sa=t&#038;rct=j&#038;q=&#038;esrc=s&#038;source=web&#038;cd=4&#038;sqi=2&#038;ved=0CEMQFjAD&#038;url=http%3A%2F%2Fbibliotecavirtual.clacso.org.ar%2Far%2Flibros%2Fcampus%2Fmarxispt%2Fcap.%25205.doc&#038;ei=GLmZT92uKOnr0gGAvfDGCg&#038;usg=AFQjCNHKputG1m9zxzIDWJvIIY6HJCtFnA&#038;sig2=pXf7YDTZiSFgXcjbM4YcXA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo cai num problema que até iniciantes como eu já sabem: uma simplificação do pensamento de Marx&#8230; Veja</p>
<p><a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&#038;rct=j&#038;q=&#038;esrc=s&#038;source=web&#038;cd=4&#038;sqi=2&#038;ved=0CEMQFjAD&#038;url=http%3A%2F%2Fbibliotecavirtual.clacso.org.ar%2Far%2Flibros%2Fcampus%2Fmarxispt%2Fcap.%25205.doc&#038;ei=GLmZT92uKOnr0gGAvfDGCg&#038;usg=AFQjCNHKputG1m9zxzIDWJvIIY6HJCtFnA&#038;sig2=pXf7YDTZiSFgXcjbM4YcXA" rel="nofollow ugc">http://www.google.com.br/url?sa=t&#038;rct=j&#038;q=&#038;esrc=s&#038;source=web&#038;cd=4&#038;sqi=2&#038;ved=0CEMQFjAD&#038;url=http%3A%2F%2Fbibliotecavirtual.clacso.org.ar%2Far%2Flibros%2Fcampus%2Fmarxispt%2Fcap.%25205.doc&#038;ei=GLmZT92uKOnr0gGAvfDGCg&#038;usg=AFQjCNHKputG1m9zxzIDWJvIIY6HJCtFnA&#038;sig2=pXf7YDTZiSFgXcjbM4YcXA</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Vagner Luiz Pinto do Rosario		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-63289</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vagner Luiz Pinto do Rosario]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 12:56:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sensacional texto! Grande Mestre! Parabéns!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sensacional texto! Grande Mestre! Parabéns!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felipe C.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-22166</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe C.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 20:12:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de parabenizar o companheiro pelo artigo, o qual havia lido e discutido anteriormente, mas que não havia tido a oportunidade de ler atentamente em sua versão final. Creio que os pontos em discussão são interessantes e contribuem com o debate. Os pontos do artigo que mais me chamam a atenção, e que considero fundamentais para qualquer discussão no socialismo, são os seguintes:

1. A diferenciação entre os conceitos de ideologia e teoria

Discutidos pelo autor com base em teóricos clássicos e contemporâneos. Concordo com a posição de que devemos diferenciar vontade de ideologia, mas também concordo que toda ideologia contém vontade. Trabalhei num artigo chamado &quot;Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário&quot; um pouco desse conceito de ideologia: 

&quot;Trabalharemos com aquilo que se chamou “significado fraco” de ideologia, que a considera “um conjunto de idéias e de valores respeitantes à ordem pública e tendo como função orientar comportamentos políticos coletivos” ou mesmo como “um sistema de idéias conexas com a ação”, que compreendem “um programa e uma estratégia para sua atuação”[Bobbio Dicionário de Política]. Portanto, não trabalharemos com o chamado “significado forte” de ideologia, entendido como uma “crença falsa”, um “conceito negativo que denota precisamente o caráter mistificante de falsa consciência de uma crença política”[Ibid.]. [...] Ideologia – conjunto de idéias e valores expressos em princípios político-ideológicos...&quot; [http://www.anarkismo.net/article/16164]

Há neste sentido um artigo interessante da FAU: http://www.anarkismo.net/article/12432

É relevante diferenciar a ideologia, composta por princípios políticos-ideológicos, da teoria, uma ferramenta para análise da realidade, que deve ser flexível e aproximar-se o máximo possível da ciência -- ainda que se deva reconhecer que ela nunca será o real em si, mas sempre uma compreensão do real, como bem sustentado no artigo.

Neste sentido, parece-me que a crítica ao socialismo compreendido como ciência seja coerente. Parece-me que o socialismo envolve elementos científicos, mas não pode se resumir a eles. Há fatores subjetivos e irracionais, que envolvem vontades, sentimentos, identidades, etc. que não são compreendidos e nem explicados cientificamente e que, pelo menos da forma que penso, estão contidos na raíz de qualquer socialismo. Portando, está ai a diferença: para os anarquistas, socialismo é ideologia, para os marxistas, socialismo é ciência.


2. Dialética entre teoria e prática

Outro ponto a ser destacado envolve essa noção de dialética entre teoria e prática. Portanto, uma prática de classe ganha muito ao estar fundamentada em uma teoria produzida pela classe e que possibilitará uma compreensão de passado e presente, fundamental para sua atuação. Da mesma forma, uma teoria, como aquela que é produzida a partir da experiência da classe (e assim entendo a produção de Proudhon, Marx, Bakunin etc.) só tem a ganhar, pois mantém-se na realidade evitando os devaneios de um terreno puramente abstrato.

Nesse sentido, teorias e práticas que tenham por objetivo a transformação social devem nutrir-se mutuamente. 

3. O questionamento do &quot;materialismo histórico-dialético&quot;

Finalmente, parece-me que o questionamento do materialismo clássico marxista (que creio diferir do materialismo de Marx) é muito necesário. Negar o determinismo econômico, ainda que dando lugar de destaque à economia nas análises teóricas, parece-me da maior importância. A política (entendendo por isso o governo, as esferas jurídicas, militares etc.) e a ideologia/cultura, parecem-me de fundamental importância para a compreensão do mundo de hoje e podem, em alguns casos, determinar as condições econômicas. 

Pelo menos essas são as conclusões de todos os teóricos mais relevantes que vêm trabalhando com a análise dos movimentos sociais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de parabenizar o companheiro pelo artigo, o qual havia lido e discutido anteriormente, mas que não havia tido a oportunidade de ler atentamente em sua versão final. Creio que os pontos em discussão são interessantes e contribuem com o debate. Os pontos do artigo que mais me chamam a atenção, e que considero fundamentais para qualquer discussão no socialismo, são os seguintes:</p>
<p>1. A diferenciação entre os conceitos de ideologia e teoria</p>
<p>Discutidos pelo autor com base em teóricos clássicos e contemporâneos. Concordo com a posição de que devemos diferenciar vontade de ideologia, mas também concordo que toda ideologia contém vontade. Trabalhei num artigo chamado &#8220;Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário&#8221; um pouco desse conceito de ideologia: </p>
<p>&#8220;Trabalharemos com aquilo que se chamou “significado fraco” de ideologia, que a considera “um conjunto de idéias e de valores respeitantes à ordem pública e tendo como função orientar comportamentos políticos coletivos” ou mesmo como “um sistema de idéias conexas com a ação”, que compreendem “um programa e uma estratégia para sua atuação”[Bobbio Dicionário de Política]. Portanto, não trabalharemos com o chamado “significado forte” de ideologia, entendido como uma “crença falsa”, um “conceito negativo que denota precisamente o caráter mistificante de falsa consciência de uma crença política”[Ibid.]. [&#8230;] Ideologia – conjunto de idéias e valores expressos em princípios político-ideológicos&#8230;&#8221; [http://www.anarkismo.net/article/16164]</p>
<p>Há neste sentido um artigo interessante da FAU: <a href="http://www.anarkismo.net/article/12432" rel="nofollow ugc">http://www.anarkismo.net/article/12432</a></p>
<p>É relevante diferenciar a ideologia, composta por princípios políticos-ideológicos, da teoria, uma ferramenta para análise da realidade, que deve ser flexível e aproximar-se o máximo possível da ciência &#8212; ainda que se deva reconhecer que ela nunca será o real em si, mas sempre uma compreensão do real, como bem sustentado no artigo.</p>
<p>Neste sentido, parece-me que a crítica ao socialismo compreendido como ciência seja coerente. Parece-me que o socialismo envolve elementos científicos, mas não pode se resumir a eles. Há fatores subjetivos e irracionais, que envolvem vontades, sentimentos, identidades, etc. que não são compreendidos e nem explicados cientificamente e que, pelo menos da forma que penso, estão contidos na raíz de qualquer socialismo. Portando, está ai a diferença: para os anarquistas, socialismo é ideologia, para os marxistas, socialismo é ciência.</p>
<p>2. Dialética entre teoria e prática</p>
<p>Outro ponto a ser destacado envolve essa noção de dialética entre teoria e prática. Portanto, uma prática de classe ganha muito ao estar fundamentada em uma teoria produzida pela classe e que possibilitará uma compreensão de passado e presente, fundamental para sua atuação. Da mesma forma, uma teoria, como aquela que é produzida a partir da experiência da classe (e assim entendo a produção de Proudhon, Marx, Bakunin etc.) só tem a ganhar, pois mantém-se na realidade evitando os devaneios de um terreno puramente abstrato.</p>
<p>Nesse sentido, teorias e práticas que tenham por objetivo a transformação social devem nutrir-se mutuamente. </p>
<p>3. O questionamento do &#8220;materialismo histórico-dialético&#8221;</p>
<p>Finalmente, parece-me que o questionamento do materialismo clássico marxista (que creio diferir do materialismo de Marx) é muito necesário. Negar o determinismo econômico, ainda que dando lugar de destaque à economia nas análises teóricas, parece-me da maior importância. A política (entendendo por isso o governo, as esferas jurídicas, militares etc.) e a ideologia/cultura, parecem-me de fundamental importância para a compreensão do mundo de hoje e podem, em alguns casos, determinar as condições econômicas. </p>
<p>Pelo menos essas são as conclusões de todos os teóricos mais relevantes que vêm trabalhando com a análise dos movimentos sociais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael V. da Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-21881</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael V. da Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 15:32:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário de Leo Vinicius é relevante, e em certo aspecto, retoma alguns questionamentos pessoais que eu esbarrei durante a concepção do texto. Distinções e discussões estas, que parecem fundamentais para aprofundarmos o debate. 

No texto, resolvi não aprofundá-los, não apenas por falta de acúmulo e discussão mais pormenorizada, que acredito ser não só meus, mas de grande parte do movimento anarquista, mas também por ter adotado o método de &quot;costurar&quot; os conceitos de Castoriadis com o da perspectiva anarquista. O que envolveu certo grau de degradação em toda aproximação, que é próprio de toda tradução.

Do ponto de vista histórico então, como alertei no início do texto (que talvez o Leo não tenha lido), já me seria condenável aproximar autores de momentos tão distintos (como Castoriadis e Bakunin), o que diríamos então de aproximações de conceitos tão específicos.

Acredito que no que diz respeito a crítica do Leo, realmente é importante dizer que &quot;não necessariamente essa vontade será fruto ou se constituirá em ‘ideologia&quot;. Do ponto de vista de análise do movimento social isto é ainda mais perceptível. Mas como a minha preocupação central do texto, era pormenorizar alguns conceitos dentro do &quot;terreno&quot; dos anarquistas (portanto, terreno mais limitado do que o terreno de que Castoradis parte para suas análises), podemos dizer que o inverso  é verdadeiro: que a ideologia anarquista como sistema de idéias e valores supõe necessariamente uma vontade política de transformação social. Seria mais correto, ter dito que a ideologia anarquista supõe vontade política, mais é mais &quot;ampla&quot; do que esta, pois também se constitui enquanto um sistema articulado em torno de certa identidade. 

Bem, por fim, faltou uma definição mais clara e ampla de ideologia. Questão que me pertubou desde a concepção inicial do texto e que remete a outros dilemas da produção teórica do campo libertário: falta de renovação teórica e aprofundamento de determinados conceitos. 

Tal dilema, fez também, com que o texto ficasse demasiadamente conectado aos conceitos Castoriadianos.

Quanto ao comentário do Fagner, discordo que Castoriadis generaliza o marxismo. Concordo com Leo Vinicius de que Castoriadis é o crítico mais brilhante da obra de Marx. E profundo conhecedor dos &quot;marxismos&quot;. Quanto saber se era esta ou não a intenção de Marx, podemos recorrer novamente a Castoriadis, quando o mesmo afirma que isto não é em si tão relevante, quanto todas as apropriações feitas pelos marxistas e sua prática na história do movimento operário. 

Por fim, e seguindo o pensamento aberto Castoriadiano, agradeço pelos comentários. Estes servem para abrir discussões que permitem aprofundar melhor determinados conceitos e elucidar melhor determinadas questões. 

Abraços libertários!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário de Leo Vinicius é relevante, e em certo aspecto, retoma alguns questionamentos pessoais que eu esbarrei durante a concepção do texto. Distinções e discussões estas, que parecem fundamentais para aprofundarmos o debate. </p>
<p>No texto, resolvi não aprofundá-los, não apenas por falta de acúmulo e discussão mais pormenorizada, que acredito ser não só meus, mas de grande parte do movimento anarquista, mas também por ter adotado o método de &#8220;costurar&#8221; os conceitos de Castoriadis com o da perspectiva anarquista. O que envolveu certo grau de degradação em toda aproximação, que é próprio de toda tradução.</p>
<p>Do ponto de vista histórico então, como alertei no início do texto (que talvez o Leo não tenha lido), já me seria condenável aproximar autores de momentos tão distintos (como Castoriadis e Bakunin), o que diríamos então de aproximações de conceitos tão específicos.</p>
<p>Acredito que no que diz respeito a crítica do Leo, realmente é importante dizer que &#8220;não necessariamente essa vontade será fruto ou se constituirá em ‘ideologia&#8221;. Do ponto de vista de análise do movimento social isto é ainda mais perceptível. Mas como a minha preocupação central do texto, era pormenorizar alguns conceitos dentro do &#8220;terreno&#8221; dos anarquistas (portanto, terreno mais limitado do que o terreno de que Castoradis parte para suas análises), podemos dizer que o inverso  é verdadeiro: que a ideologia anarquista como sistema de idéias e valores supõe necessariamente uma vontade política de transformação social. Seria mais correto, ter dito que a ideologia anarquista supõe vontade política, mais é mais &#8220;ampla&#8221; do que esta, pois também se constitui enquanto um sistema articulado em torno de certa identidade. </p>
<p>Bem, por fim, faltou uma definição mais clara e ampla de ideologia. Questão que me pertubou desde a concepção inicial do texto e que remete a outros dilemas da produção teórica do campo libertário: falta de renovação teórica e aprofundamento de determinados conceitos. </p>
<p>Tal dilema, fez também, com que o texto ficasse demasiadamente conectado aos conceitos Castoriadianos.</p>
<p>Quanto ao comentário do Fagner, discordo que Castoriadis generaliza o marxismo. Concordo com Leo Vinicius de que Castoriadis é o crítico mais brilhante da obra de Marx. E profundo conhecedor dos &#8220;marxismos&#8221;. Quanto saber se era esta ou não a intenção de Marx, podemos recorrer novamente a Castoriadis, quando o mesmo afirma que isto não é em si tão relevante, quanto todas as apropriações feitas pelos marxistas e sua prática na história do movimento operário. </p>
<p>Por fim, e seguindo o pensamento aberto Castoriadiano, agradeço pelos comentários. Estes servem para abrir discussões que permitem aprofundar melhor determinados conceitos e elucidar melhor determinadas questões. </p>
<p>Abraços libertários!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-21844</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 00:31:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=36985#comment-21844</guid>

					<description><![CDATA[Levado pelo comentário do Fagner, acabei lendo uma parte do texto (não li o texto todo por falta de tempo e porque já li muita coisa sobre anarquismo na vida que confesso que já estou meio cansado de ler sobre anarquismo, embora a influência de tudo que li sobre anarquismo certamente carregarei pro resto da vida).

Discordo do Rafael quando faz uma comparação entre a &quot;vontade política&quot; que move os intérpretes ou teóricos, e a &#039;ideologia&#039;. Acho que ideologia e vontade política são duas coisas suficientemente diferentes. Toda interpretação da realidade é feita com base em objetivos e propósitos (sejam estes conscientes ou não de quem intepreta - algo que por sinal Castoriadis concordo e explicita). Esses objetivos e propósitos podem ser muitas vezes definidos como uma &#039;vontade política&#039;, uma vontade de uma transformação social, por exemplo. Mas não necessariamente essa vontade será fruto ou se constituirá em &#039;ideologia&#039;. Concebendo aqui ideologia como um corpo mais ou menos definido de princípios, idéias e doutrinas, como é o anarquismo, capaz de criar uma identidade em torno deles.

Sobre os receios do Fagner com Castoriadis, eu particularmente acho Castoriadis o crítico mais brilhante da obra de Marx e do marxismo. Profundo conhecedor deles. Eu sinceramente não vi até hoje uma desqualificação das críticas que ele fez. O cerne da questão, na minha visão, seguindo o Castoriadis, estaria na filosofia da história por trás do pensamento de Marx. Castoriadis mostra muito bem como essa filosofia destitui a ação propriamente humana e com ela qualquer possibilidade revolucionária, ou seja, de transformar a sociedade pela ação e vontade dos homens. É claro, Castoriadis aponta antinomias na obra de Marx: ora apontando e exaltando essa ação dos homens, ora destituindo essa possibilidade...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Levado pelo comentário do Fagner, acabei lendo uma parte do texto (não li o texto todo por falta de tempo e porque já li muita coisa sobre anarquismo na vida que confesso que já estou meio cansado de ler sobre anarquismo, embora a influência de tudo que li sobre anarquismo certamente carregarei pro resto da vida).</p>
<p>Discordo do Rafael quando faz uma comparação entre a &#8220;vontade política&#8221; que move os intérpretes ou teóricos, e a &#8216;ideologia&#8217;. Acho que ideologia e vontade política são duas coisas suficientemente diferentes. Toda interpretação da realidade é feita com base em objetivos e propósitos (sejam estes conscientes ou não de quem intepreta &#8211; algo que por sinal Castoriadis concordo e explicita). Esses objetivos e propósitos podem ser muitas vezes definidos como uma &#8216;vontade política&#8217;, uma vontade de uma transformação social, por exemplo. Mas não necessariamente essa vontade será fruto ou se constituirá em &#8216;ideologia&#8217;. Concebendo aqui ideologia como um corpo mais ou menos definido de princípios, idéias e doutrinas, como é o anarquismo, capaz de criar uma identidade em torno deles.</p>
<p>Sobre os receios do Fagner com Castoriadis, eu particularmente acho Castoriadis o crítico mais brilhante da obra de Marx e do marxismo. Profundo conhecedor deles. Eu sinceramente não vi até hoje uma desqualificação das críticas que ele fez. O cerne da questão, na minha visão, seguindo o Castoriadis, estaria na filosofia da história por trás do pensamento de Marx. Castoriadis mostra muito bem como essa filosofia destitui a ação propriamente humana e com ela qualquer possibilidade revolucionária, ou seja, de transformar a sociedade pela ação e vontade dos homens. É claro, Castoriadis aponta antinomias na obra de Marx: ora apontando e exaltando essa ação dos homens, ora destituindo essa possibilidade&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Firmo de Souza Santos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/36985/#comment-21709</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Firmo de Souza Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 21:23:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=36985#comment-21709</guid>

					<description><![CDATA[Achei muito boa essa iniciativa e o texto igualmente bom. Poucos se arriscam a tocar nesse tema e de forma tão profunda. Precisamos de mais iniciativas como essa. Eu particularmente não li Castoriadis e já vi que tenho muita coisa pra ler. Porém, o texto dá indícios que esse autor generaliza o marxismo, concebendo-o como apenas o marxismo instrumental. Muitos trabalhos mostraram que essa não foi a intenção de Marx, ou seja, de criar uma ciência que fosse o instrumento único e indispensável de uma transformação radical. Abraços e parabéns pelo texto. Espero ansioso pela parte II.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei muito boa essa iniciativa e o texto igualmente bom. Poucos se arriscam a tocar nesse tema e de forma tão profunda. Precisamos de mais iniciativas como essa. Eu particularmente não li Castoriadis e já vi que tenho muita coisa pra ler. Porém, o texto dá indícios que esse autor generaliza o marxismo, concebendo-o como apenas o marxismo instrumental. Muitos trabalhos mostraram que essa não foi a intenção de Marx, ou seja, de criar uma ciência que fosse o instrumento único e indispensável de uma transformação radical. Abraços e parabéns pelo texto. Espero ansioso pela parte II.</p>
]]></content:encoded>
		
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