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	Comentários sobre: Socialismo da abundância, socialismo da miséria	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: RICARDO RONALDO PINTO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-767302</link>

		<dc:creator><![CDATA[RICARDO RONALDO PINTO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 23:57:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De Whatsapp &quot;Socialismo e Autogestão&quot;, eles se chamam]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De Whatsapp &#8220;Socialismo e Autogestão&#8221;, eles se chamam</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Elias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-767004</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2021 21:56:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Qual grupo? kk]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual grupo? kk</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ricardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-766979</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2021 20:02:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acabei de ser expulso de um grupo de &quot;anarquistas&quot; por haver postado este texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de ser expulso de um grupo de &#8220;anarquistas&#8221; por haver postado este texto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: fernlopa@luxufi.com		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-409818</link>

		<dc:creator><![CDATA[fernlopa@luxufi.com]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2019 19:53:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Resumindo. pois... se discute algo que o ego é pesado e todos fazem o contrário. simples vontade de dominação . UfU de ubêlandia 200 salas vazias e estacionamentos lotados de carrões. Tudo bêbo, orgia e vazioooo.  D.r então. ..  vergonhoso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resumindo. pois&#8230; se discute algo que o ego é pesado e todos fazem o contrário. simples vontade de dominação . UfU de ubêlandia 200 salas vazias e estacionamentos lotados de carrões. Tudo bêbo, orgia e vazioooo.  D.r então. ..  vergonhoso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Helio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-387042</link>

		<dc:creator><![CDATA[Helio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2019 22:37:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A opinião expressa por Joao Bernardo é o oposto de narrativas como esta aqui (bastante verossímil):

http://revistaopera.com.br/2019/01/27/venezuela-o-vale-das-sombras-e-a-montanha-moral-de-safatle/

A Venezuela é um bode na sala da esquerda? O que fazer diante de leituras estridentemente opostas como a de Joao bernardo e de Daniel Ortega, que conduzem a ações políticas tão distintas?

Abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A opinião expressa por Joao Bernardo é o oposto de narrativas como esta aqui (bastante verossímil):</p>
<p><a href="http://revistaopera.com.br/2019/01/27/venezuela-o-vale-das-sombras-e-a-montanha-moral-de-safatle/" rel="nofollow ugc">http://revistaopera.com.br/2019/01/27/venezuela-o-vale-das-sombras-e-a-montanha-moral-de-safatle/</a></p>
<p>A Venezuela é um bode na sala da esquerda? O que fazer diante de leituras estridentemente opostas como a de Joao bernardo e de Daniel Ortega, que conduzem a ações políticas tão distintas?</p>
<p>Abraço</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-329380</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2018 17:10:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[John,

Inicialmente o regime de Hugo Chávez parece-me uma variante do peronismo, e as afinidades não foram só ideológicas, mas também de pessoal político. Depois, a conjuntura de alta dos preços do petróleo permitiu a Chávez proceder a uma política de distribuição de rendimentos favorável aos trabalhadores, sem para isso alterar as relações sociais de produção. Aliás, Chávez nem sequer tomou medidas para diminuir a dependência em que a economia venezuelana se encontrava relativamente às exportações de petróleo. Quanto à tão propagandeada democratização do sistema político, atribuindo poder às bases, na realidade consistiu na formação de milícias populares, capazes de enquadrar os bairros proletários.

Todavia, apesar das grandes barbas brancas, o Pai Natal, como se diz em Portugal, ou Papai Noël, para empregar a expressão brasileira, tem uma vida muito curta, e a queda dos preços do petróleo ditou o fim desse socialismo distributivo. Na Venezuela continuaram em funcionamento os mercados de tipo capitalista (faço esta especificação porque há muitos tipos de mercado, e é um erro grave, embora frequente, confundir mercado com capitalismo). Mas para tentar impedir ou minorar a crise na distribuição de bens, as autoridades sobrepuseram aos mercados um número crescente de decretos destinados a fixar e congelar os preços. Ora, esta é a receita imbatível para o aparecimento de mercados paralelos e para a generalização da corrupção. Não me refiro àquela corrupção que vigora entre as elites políticas e económicas, mas à sua forma disseminada, que vitima todos os trabalhadores, em que mesmo para comprar pão e leite e arroz é necessário recorrer aos mercados paralelos. Para combater os mercados paralelos o governo decidiu aplicar à circulação do dinheiro novas medidas restritivas, e como a crise na oferta dos bens levara a taxas crescentes de inflação, chegando à hiperflação, surgiram logicamente mercados monetários paralelos e a moeda oficial perdeu o valor.

Nesta situação, o regime bolivariano viu comprometido o apoio popular e a oposição obteve então significativas vitórias eleitorais. Perante a incapacidade das instituições políticas bolivarianas em fazer cedências ou procurar consensos, a oposição passou a convocar enormes manifestações de massas e depositou as esperanças nas instituições militares. Foi então que o governo do presidente Maduro actuou com insuspeitada inteligência, atribuindo aos comandos militares o controle sobre a distribuição dos bens. Isto significa que o exército, a todos os níveis, foi convertido no mais directo beneficiário do sistema de mercados paralelos e de corrupção, tornando-se visceralmente interessado na perpetuação do regime. A oposição ficou então num beco sem saída.

Como classificar um regime deste tipo? Talvez seja em alguns países africanos que se encontrem os termos de comparação mais adequados, com a diferença, porém, de que nenhum deles beneficiara originariamente de uma situação económica comparável àquela que Chávez encontrou na Venezuela. De qualquer modo, as características do processo são as mesmas, com o sistema produtivo assemelhando-se a uma espiral em colapso e com a generalização dos mercados paralelos, junto com taxas de hiperflação que deixam a moeda oficial sem valor. Nestes regimes o poder sustenta-se apenas nos militares. A melhor definição parece-me ser uma cleptocracia, que de capitalista tem muito pouco, porque é incapaz de mobilizar sequer os mecanismos elementares da produtividade, e que de socialista não tem nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>John,</p>
<p>Inicialmente o regime de Hugo Chávez parece-me uma variante do peronismo, e as afinidades não foram só ideológicas, mas também de pessoal político. Depois, a conjuntura de alta dos preços do petróleo permitiu a Chávez proceder a uma política de distribuição de rendimentos favorável aos trabalhadores, sem para isso alterar as relações sociais de produção. Aliás, Chávez nem sequer tomou medidas para diminuir a dependência em que a economia venezuelana se encontrava relativamente às exportações de petróleo. Quanto à tão propagandeada democratização do sistema político, atribuindo poder às bases, na realidade consistiu na formação de milícias populares, capazes de enquadrar os bairros proletários.</p>
<p>Todavia, apesar das grandes barbas brancas, o Pai Natal, como se diz em Portugal, ou Papai Noël, para empregar a expressão brasileira, tem uma vida muito curta, e a queda dos preços do petróleo ditou o fim desse socialismo distributivo. Na Venezuela continuaram em funcionamento os mercados de tipo capitalista (faço esta especificação porque há muitos tipos de mercado, e é um erro grave, embora frequente, confundir mercado com capitalismo). Mas para tentar impedir ou minorar a crise na distribuição de bens, as autoridades sobrepuseram aos mercados um número crescente de decretos destinados a fixar e congelar os preços. Ora, esta é a receita imbatível para o aparecimento de mercados paralelos e para a generalização da corrupção. Não me refiro àquela corrupção que vigora entre as elites políticas e económicas, mas à sua forma disseminada, que vitima todos os trabalhadores, em que mesmo para comprar pão e leite e arroz é necessário recorrer aos mercados paralelos. Para combater os mercados paralelos o governo decidiu aplicar à circulação do dinheiro novas medidas restritivas, e como a crise na oferta dos bens levara a taxas crescentes de inflação, chegando à hiperflação, surgiram logicamente mercados monetários paralelos e a moeda oficial perdeu o valor.</p>
<p>Nesta situação, o regime bolivariano viu comprometido o apoio popular e a oposição obteve então significativas vitórias eleitorais. Perante a incapacidade das instituições políticas bolivarianas em fazer cedências ou procurar consensos, a oposição passou a convocar enormes manifestações de massas e depositou as esperanças nas instituições militares. Foi então que o governo do presidente Maduro actuou com insuspeitada inteligência, atribuindo aos comandos militares o controle sobre a distribuição dos bens. Isto significa que o exército, a todos os níveis, foi convertido no mais directo beneficiário do sistema de mercados paralelos e de corrupção, tornando-se visceralmente interessado na perpetuação do regime. A oposição ficou então num beco sem saída.</p>
<p>Como classificar um regime deste tipo? Talvez seja em alguns países africanos que se encontrem os termos de comparação mais adequados, com a diferença, porém, de que nenhum deles beneficiara originariamente de uma situação económica comparável àquela que Chávez encontrou na Venezuela. De qualquer modo, as características do processo são as mesmas, com o sistema produtivo assemelhando-se a uma espiral em colapso e com a generalização dos mercados paralelos, junto com taxas de hiperflação que deixam a moeda oficial sem valor. Nestes regimes o poder sustenta-se apenas nos militares. A melhor definição parece-me ser uma cleptocracia, que de capitalista tem muito pouco, porque é incapaz de mobilizar sequer os mecanismos elementares da produtividade, e que de socialista não tem nada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: John		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-329368</link>

		<dc:creator><![CDATA[John]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2018 12:36:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,
Gostaria mesmo de saber como caracteriza o regime venezuelano.

E, sim, a pergunta mais adequada seria essa que fez.

Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,<br />
Gostaria mesmo de saber como caracteriza o regime venezuelano.</p>
<p>E, sim, a pergunta mais adequada seria essa que fez.</p>
<p>Abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-329353</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2018 08:42:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[John,
Você quer perguntar-me se existe algum resquício de socialismo na Venezuela? Porque de miséria... miséria é tudo o que há.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>John,<br />
Você quer perguntar-me se existe algum resquício de socialismo na Venezuela? Porque de miséria&#8230; miséria é tudo o que há.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: John		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-329284</link>

		<dc:creator><![CDATA[John]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 19:47:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo este ensaio, fiquei curioso por saber a opinião do autor a respeito da situação venezuelana. 
Haveria ali alguma resquício de socialismo da miséria?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo este ensaio, fiquei curioso por saber a opinião do autor a respeito da situação venezuelana.<br />
Haveria ali alguma resquício de socialismo da miséria?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adriano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37649/#comment-22622</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adriano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 11:02:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eduardo Tomazine.

Ainda sobre a questão do fetichismo....

Não há como discordar de você no que diz respeito à análise marxiana da mercadoria e de seu caráter fetichista, mas tal análise só se torna possível em se pensando um bem, ou uma mercadoria, unicamente pelo prisma do processo de produção. Pensar o ser das coisas unicamente em um caráter, em uma única perspectiva, constitui uma das características das ciências, e, como tal, isso se verifica na economia.

O problema em Marx, como você bem disse, é que, tal como ele descreve numa famosa passagem do capital, as relações entre os sujeitos do processo produtivo são encobertas pelas mercadorias, ou seja, as relações entre pessoas e pessoas surgem como se fossem relações entre pessoas e mercadorias; há uma desumanização das relações humanas de ordem produtiva, ao mesmo tempo em que há uma fetichização da mercadoria; mas isso você já disse... 

Pois bem, a meu ver, as mercadorias, assim como qualquer outro bem ou coisa, têm sua existência pautada por uma multifariedade, não sendo possível restringir seu ser a um único prisma, nem mesmo ao do processo de produção; desse modo, creio que independentemente do modo de organização do processo produtivo-distributivo, o caráter imaterial (ou se se quiser, fetichista) da mercadoria permaneceria, sendo inerente à sua existência enquanto coisa material. Não creio ser possível determinar a existência de um bem unicamente em vista do processo de produção; existe uma série de fatores e perspectivas que contribuem na apropriação intelectual da mercadoria (ou de qualquer outro bem material) pelo homem, inclusive fatores de ordem extra-material, extra-produtiva, e extra-objetiva; tais fatores tornam impossível uma existência do homem unicamente enquanto ser social; ver em tudo uma experiência social seria, a meu ver, um preconceito metodológico, um sociologismo exacerbado; a imaterialidade é inerente a existência material do homem na terra e não creio que seja ela a responsável pela suposta exploração e alienação existentes no modo capitalista de produção.

Talvez isso seja um problema pessoal meu com o materialismo de Marx, ou com as posturas metodológicas de algumas ciências (ou de alguns cientistas); talvez muitos marxistas não concordem comigo, e talvez esse assunto tenha fugido um pouco do tema central do texto, mas depois de escrever tudo isso eu tenho que postar... rs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo Tomazine.</p>
<p>Ainda sobre a questão do fetichismo&#8230;.</p>
<p>Não há como discordar de você no que diz respeito à análise marxiana da mercadoria e de seu caráter fetichista, mas tal análise só se torna possível em se pensando um bem, ou uma mercadoria, unicamente pelo prisma do processo de produção. Pensar o ser das coisas unicamente em um caráter, em uma única perspectiva, constitui uma das características das ciências, e, como tal, isso se verifica na economia.</p>
<p>O problema em Marx, como você bem disse, é que, tal como ele descreve numa famosa passagem do capital, as relações entre os sujeitos do processo produtivo são encobertas pelas mercadorias, ou seja, as relações entre pessoas e pessoas surgem como se fossem relações entre pessoas e mercadorias; há uma desumanização das relações humanas de ordem produtiva, ao mesmo tempo em que há uma fetichização da mercadoria; mas isso você já disse&#8230; </p>
<p>Pois bem, a meu ver, as mercadorias, assim como qualquer outro bem ou coisa, têm sua existência pautada por uma multifariedade, não sendo possível restringir seu ser a um único prisma, nem mesmo ao do processo de produção; desse modo, creio que independentemente do modo de organização do processo produtivo-distributivo, o caráter imaterial (ou se se quiser, fetichista) da mercadoria permaneceria, sendo inerente à sua existência enquanto coisa material. Não creio ser possível determinar a existência de um bem unicamente em vista do processo de produção; existe uma série de fatores e perspectivas que contribuem na apropriação intelectual da mercadoria (ou de qualquer outro bem material) pelo homem, inclusive fatores de ordem extra-material, extra-produtiva, e extra-objetiva; tais fatores tornam impossível uma existência do homem unicamente enquanto ser social; ver em tudo uma experiência social seria, a meu ver, um preconceito metodológico, um sociologismo exacerbado; a imaterialidade é inerente a existência material do homem na terra e não creio que seja ela a responsável pela suposta exploração e alienação existentes no modo capitalista de produção.</p>
<p>Talvez isso seja um problema pessoal meu com o materialismo de Marx, ou com as posturas metodológicas de algumas ciências (ou de alguns cientistas); talvez muitos marxistas não concordem comigo, e talvez esse assunto tenha fugido um pouco do tema central do texto, mas depois de escrever tudo isso eu tenho que postar&#8230; rs</p>
]]></content:encoded>
		
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