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	Comentários sobre: Nunca antes na história deste país&#8230;	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-286359</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2015 13:36:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[JB,
O capitalismo não é herdeiro direto do desenvolvimento da Razão e da Ciência, instrumentos que permitiram à Humanidade desvincular-se da Natureza e de Deus?
Nesse sentido, o capitalismo não é, portanto, herdeiro direto da tradição greco-romana?
O que seria do capitalismo sem o Homem, sem a queda de Deus e da Natureza, todos remetendo, se não estou enganado, ao pensamento grego?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JB,<br />
O capitalismo não é herdeiro direto do desenvolvimento da Razão e da Ciência, instrumentos que permitiram à Humanidade desvincular-se da Natureza e de Deus?<br />
Nesse sentido, o capitalismo não é, portanto, herdeiro direto da tradição greco-romana?<br />
O que seria do capitalismo sem o Homem, sem a queda de Deus e da Natureza, todos remetendo, se não estou enganado, ao pensamento grego?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-25970</link>

		<dc:creator><![CDATA[bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2011 01:17:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, essas conclusoes são suas, não minhas. Já tive a oportunidade de mostrar nesse mesmo espaço os efeitos da reestruturação produtiva na Bolívia sob o regime de acumulação flexível, além de suas implicações na migração boliviana pra São Paulo (de modo muito mais elaborado que meus comentários, que no máximo são pontos pra incitar o debate). Como alguém já disse anteriormente, não pretendi escrever uma tese nem um livro sobre o tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, essas conclusoes são suas, não minhas. Já tive a oportunidade de mostrar nesse mesmo espaço os efeitos da reestruturação produtiva na Bolívia sob o regime de acumulação flexível, além de suas implicações na migração boliviana pra São Paulo (de modo muito mais elaborado que meus comentários, que no máximo são pontos pra incitar o debate). Como alguém já disse anteriormente, não pretendi escrever uma tese nem um livro sobre o tema.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-25949</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 May 2011 14:13:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Qualquer economista ou historiador tomaria o exemplo mexicano, invocado por Bruno, para compará-lo com o caso brasileiro e verificar o que existe de diferente entre ambos, que explique a diferença de resultados. Nas ciências sociais este tipo de análise comparativa é o equivalente aos testes laboratoriais nas ciências da natureza. Mas os esquerdistas pairam muito acima do empírico e tudo o que sabem fazer é apontar com o dedo para um ou outro caso que lhes pareça confirmar as suas opiniões — os casos que não confirmam são ignorados — e proclamarem que no capitalismo nada mudou nem mudará depois da data da última obra do líder defunto da sua predilecção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qualquer economista ou historiador tomaria o exemplo mexicano, invocado por Bruno, para compará-lo com o caso brasileiro e verificar o que existe de diferente entre ambos, que explique a diferença de resultados. Nas ciências sociais este tipo de análise comparativa é o equivalente aos testes laboratoriais nas ciências da natureza. Mas os esquerdistas pairam muito acima do empírico e tudo o que sabem fazer é apontar com o dedo para um ou outro caso que lhes pareça confirmar as suas opiniões — os casos que não confirmam são ignorados — e proclamarem que no capitalismo nada mudou nem mudará depois da data da última obra do líder defunto da sua predilecção.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-25910</link>

		<dc:creator><![CDATA[bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2011 03:03:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, só agora voltei a acessar o site do passapalavra, quase um mês depois das suas perguntas. Ando exilado escrevendo a dissertação e trabalhando. Olha só, aqui no México a década de 70 e 80 também foi carregada de otimismo. Luis Echeverría, presidente entre 70-76, levantou a bandeira do “terceiromundismo” e se falava muito das altas taxas de crescimento do país baseadas na produção do petróleo principalmente. Com López Portillo (76-82), como no caso dos militares brasileiros e como o que vemos agora no Brasil, se falava do México como “potência média”, próxima do Primeiro Mundo. Mas aí veio a crise a qual me referi antes, a partir de 1982 e toda propaganda das classes dominantes foi pro saco. Mas você tem razão quando comenta sobre a diversidade de parceiros comerciais do Brasil; no caso mexicano, o mercado estadunidense historicamente tem abarcado boa parte das exportações. Uma pena não ter tempo pra te mostrar números e continuar o diálogo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, só agora voltei a acessar o site do passapalavra, quase um mês depois das suas perguntas. Ando exilado escrevendo a dissertação e trabalhando. Olha só, aqui no México a década de 70 e 80 também foi carregada de otimismo. Luis Echeverría, presidente entre 70-76, levantou a bandeira do “terceiromundismo” e se falava muito das altas taxas de crescimento do país baseadas na produção do petróleo principalmente. Com López Portillo (76-82), como no caso dos militares brasileiros e como o que vemos agora no Brasil, se falava do México como “potência média”, próxima do Primeiro Mundo. Mas aí veio a crise a qual me referi antes, a partir de 1982 e toda propaganda das classes dominantes foi pro saco. Mas você tem razão quando comenta sobre a diversidade de parceiros comerciais do Brasil; no caso mexicano, o mercado estadunidense historicamente tem abarcado boa parte das exportações. Uma pena não ter tempo pra te mostrar números e continuar o diálogo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23747</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 03:45:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=37696#comment-23747</guid>

					<description><![CDATA[Quanto às questões apresentadas por Bruno, que só agora tive tempo de responder mais detalhadamente, acho que o artigo trata exatamente da inserção &quot;menos subordinada, mais autonoma&quot; do Brasil neste bloco. Talvez haja uma divergência quanto ao caráter desta inserção (se é &quot;subimperialista&quot; ou se é &quot;imperialista&quot;), especialmente porque o artigo tem um tom acentuadamente polêmico e porque a situação que Marini conceituou como &quot;subimperialismo&quot; talvez esteja cedendo espaço à formação, mesmo embrionária, de um imperialismo propriamente dito. (E na verdade não entendi porque alguns comentaristas, verdadeiras &quot;viúvas de Marini&quot;, empenharam-se mais em defender sua memória que em julgar se as questões levantadas pelo artigo ainda encontram respostas claras em sua obra, pois esta é a verdadeira defesa de memória que um militante como Marini mereceria.)

No que diz respeito à semelhança da situação econômica brasileira atual com aquela do México pré-crise, que desconheço, pergunto se os fundamentos do ciclo de crescimento mexicano da época eram exatamente os mesmos do Brasil de hoje, e se a conjuntura econômica internacional era exatamente a mesma. Você aponta, com razão, a interdependência entre as economias brasileira e chinesa como um problema caso a economia chinesa entre em crise. Mas a diversificação de parceiros da economia brasileira não teria alterado a situação, visto que anteriormente as importações e exportações eram extremamente depententes da economia estadunidense? Além disso, o baixo impacto da crise de 2008 sobre a China, quando comparado com aquele sofrido pelos EUA, não demonstra que a economia chinesa, cujos 20% de sua produção foi exportado para os EUA (bem mais que os 15,3% que a economia brasileira exporta para a China, por exemplo), é robusta o suficiente para sustentar um crescimento continuado?

Para prosseguir no debate, pergunto ao Matheus o seguinte:
a) Qual sua posição sobre as afirmações de economistas a respeito do mercado interno brasileiro, que, para eles, teria sido uma, senão a principal, tábua de salvação do país durante a crise de 2008 (que só afetou diretamente o país por três meses)?
b) Qual sua posição a respeito da afirmação da Royal Society, de que o Brasil é &quot;potência emergente&quot; no campo científico, mencionada comentários acima inclusive com endereçamento para o relatório completo?
c) Qual sua posição a respeito do papel do BNDES e dos fundos de pensão (PREVI, PETROS etc.) como motores da economia brasileira -- e, portanto, de sua expansão para outros países menos industrializados?
d) Qual sua posição sobre as investidas de transnacionais de origem brasileira sobre economias africanas, onde disputam mercado com empresas chinesas?
e) Na sua opinião, a finada Área de Livre Comércio das Américas era uma imposição dos EUA ou um tratado multilateral de comércio?
f) Na sua opinião, &quot;colonização&quot; e &quot;imperialismo&quot; são termos sinônimos? Do contrário, o que os diferencia?
g) Qual a sua opinião sobre o conceito de socialismo tal como definido no 3º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT)?
h) Qual a sua opinião sobre o tamanho do parque industrial do Brasil comparado com aqueles dos demais países da América do Norte, Central e do Sul?
Preciso compreender estas questões para seguir debatendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto às questões apresentadas por Bruno, que só agora tive tempo de responder mais detalhadamente, acho que o artigo trata exatamente da inserção &#8220;menos subordinada, mais autonoma&#8221; do Brasil neste bloco. Talvez haja uma divergência quanto ao caráter desta inserção (se é &#8220;subimperialista&#8221; ou se é &#8220;imperialista&#8221;), especialmente porque o artigo tem um tom acentuadamente polêmico e porque a situação que Marini conceituou como &#8220;subimperialismo&#8221; talvez esteja cedendo espaço à formação, mesmo embrionária, de um imperialismo propriamente dito. (E na verdade não entendi porque alguns comentaristas, verdadeiras &#8220;viúvas de Marini&#8221;, empenharam-se mais em defender sua memória que em julgar se as questões levantadas pelo artigo ainda encontram respostas claras em sua obra, pois esta é a verdadeira defesa de memória que um militante como Marini mereceria.)</p>
<p>No que diz respeito à semelhança da situação econômica brasileira atual com aquela do México pré-crise, que desconheço, pergunto se os fundamentos do ciclo de crescimento mexicano da época eram exatamente os mesmos do Brasil de hoje, e se a conjuntura econômica internacional era exatamente a mesma. Você aponta, com razão, a interdependência entre as economias brasileira e chinesa como um problema caso a economia chinesa entre em crise. Mas a diversificação de parceiros da economia brasileira não teria alterado a situação, visto que anteriormente as importações e exportações eram extremamente depententes da economia estadunidense? Além disso, o baixo impacto da crise de 2008 sobre a China, quando comparado com aquele sofrido pelos EUA, não demonstra que a economia chinesa, cujos 20% de sua produção foi exportado para os EUA (bem mais que os 15,3% que a economia brasileira exporta para a China, por exemplo), é robusta o suficiente para sustentar um crescimento continuado?</p>
<p>Para prosseguir no debate, pergunto ao Matheus o seguinte:<br />
a) Qual sua posição sobre as afirmações de economistas a respeito do mercado interno brasileiro, que, para eles, teria sido uma, senão a principal, tábua de salvação do país durante a crise de 2008 (que só afetou diretamente o país por três meses)?<br />
b) Qual sua posição a respeito da afirmação da Royal Society, de que o Brasil é &#8220;potência emergente&#8221; no campo científico, mencionada comentários acima inclusive com endereçamento para o relatório completo?<br />
c) Qual sua posição a respeito do papel do BNDES e dos fundos de pensão (PREVI, PETROS etc.) como motores da economia brasileira &#8212; e, portanto, de sua expansão para outros países menos industrializados?<br />
d) Qual sua posição sobre as investidas de transnacionais de origem brasileira sobre economias africanas, onde disputam mercado com empresas chinesas?<br />
e) Na sua opinião, a finada Área de Livre Comércio das Américas era uma imposição dos EUA ou um tratado multilateral de comércio?<br />
f) Na sua opinião, &#8220;colonização&#8221; e &#8220;imperialismo&#8221; são termos sinônimos? Do contrário, o que os diferencia?<br />
g) Qual a sua opinião sobre o conceito de socialismo tal como definido no 3º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT)?<br />
h) Qual a sua opinião sobre o tamanho do parque industrial do Brasil comparado com aqueles dos demais países da América do Norte, Central e do Sul?<br />
Preciso compreender estas questões para seguir debatendo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: iraldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23726</link>

		<dc:creator><![CDATA[iraldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 19:54:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado Matheus, respeito os seus comentários, principalmente os do outro debate, mas me parece que vc está passando de um campo de argumentação racional, para o de defesa apaixonada de seu ideário político. Não digo isso como crítica, mas de fato são duas posturas diferentes, que levam a situações também diferentes. Concordo que alguns comentários críticos sobre Marini não pareciam tão bem embasados teoricamente. Mas, pelo seu último argumento, parece que apenas especialistas sobre um determinado autor deveriam comentar a obra do mesmo. Como não vi mais ninguém citar Atílio Borón além de mim, tratarei desta questão. De fato, não sou especialista no pensamento de Borón, mas considero legitima a crítica que fiz ao texto ao qual me referi, ainda que eu possa estar errado. Além disso, não fiz nenhuma afirmação genérica sobre o autor, tampouco algum tipo de acusação leviana. Mas, me sinto no direito de interpretar as afirmações de Borón e criticá-las politicamente. João Bernardo tem razão em distinguir luta entre nações e luta e classes. Qualquer apologia a um &quot;Brasil poderoso&quot; recai diretamente no âmbito da luta entre nações, porque pressupõe uma diluição do antagonismo de classes no plano nacional, colocando a luta pelo posicionamento do Brasil no plano internacional enquanto &quot;interesse geral&quot;. Criticar esse tipo de posicionamento na esquerda não é afirmar que o autor seja fascista, mas mostra certos limites da ideologia nacionalista no plano da luta de classes, no interior da nação, além de mascarar, sim, interesses imperialistas de países como Brasil, Venezuela, etc. Aqui se fala tanto em aprender com a história, então o que deveríamos aprender com a adesão do Partido Social-Democrata alemão à I Guerra? Aquela não foi uma opção imperialista? Não podemos recair em idealizações e não perceber que o fortalecimento de blocos econômicos como Mercosul, etc, tem menos relação com a emancipação dos trabalhadores, e mais a ver com o fortalecimento das burguesias nacionais dos países envolvidos nesses blocos, e com a disputa imperialista no cenáro internacional. Tais blocos tentam ampliar as &quot;vantagens competitivas&quot; desses países, o que em termos capitalistas significa sempre, ainda que não se limite a isso, alguma forma de exploração do trabalho, seja pela mais-valia absoluta, seja pela relativa. Nada do que eu disse foi tentando &quot;neutralizar&quot; seus comentários, muito pelo contrário, considero que vc pontuou questões muito importantes. Mas, no campo político não dá tempo de realizarmos uma tese de doutorado sobre cada autor, para depois podermos exercer a crítica sobre suas idéias e práticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Matheus, respeito os seus comentários, principalmente os do outro debate, mas me parece que vc está passando de um campo de argumentação racional, para o de defesa apaixonada de seu ideário político. Não digo isso como crítica, mas de fato são duas posturas diferentes, que levam a situações também diferentes. Concordo que alguns comentários críticos sobre Marini não pareciam tão bem embasados teoricamente. Mas, pelo seu último argumento, parece que apenas especialistas sobre um determinado autor deveriam comentar a obra do mesmo. Como não vi mais ninguém citar Atílio Borón além de mim, tratarei desta questão. De fato, não sou especialista no pensamento de Borón, mas considero legitima a crítica que fiz ao texto ao qual me referi, ainda que eu possa estar errado. Além disso, não fiz nenhuma afirmação genérica sobre o autor, tampouco algum tipo de acusação leviana. Mas, me sinto no direito de interpretar as afirmações de Borón e criticá-las politicamente. João Bernardo tem razão em distinguir luta entre nações e luta e classes. Qualquer apologia a um &#8220;Brasil poderoso&#8221; recai diretamente no âmbito da luta entre nações, porque pressupõe uma diluição do antagonismo de classes no plano nacional, colocando a luta pelo posicionamento do Brasil no plano internacional enquanto &#8220;interesse geral&#8221;. Criticar esse tipo de posicionamento na esquerda não é afirmar que o autor seja fascista, mas mostra certos limites da ideologia nacionalista no plano da luta de classes, no interior da nação, além de mascarar, sim, interesses imperialistas de países como Brasil, Venezuela, etc. Aqui se fala tanto em aprender com a história, então o que deveríamos aprender com a adesão do Partido Social-Democrata alemão à I Guerra? Aquela não foi uma opção imperialista? Não podemos recair em idealizações e não perceber que o fortalecimento de blocos econômicos como Mercosul, etc, tem menos relação com a emancipação dos trabalhadores, e mais a ver com o fortalecimento das burguesias nacionais dos países envolvidos nesses blocos, e com a disputa imperialista no cenáro internacional. Tais blocos tentam ampliar as &#8220;vantagens competitivas&#8221; desses países, o que em termos capitalistas significa sempre, ainda que não se limite a isso, alguma forma de exploração do trabalho, seja pela mais-valia absoluta, seja pela relativa. Nada do que eu disse foi tentando &#8220;neutralizar&#8221; seus comentários, muito pelo contrário, considero que vc pontuou questões muito importantes. Mas, no campo político não dá tempo de realizarmos uma tese de doutorado sobre cada autor, para depois podermos exercer a crítica sobre suas idéias e práticas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23714</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 16:21:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23641&quot;&gt;Matheus&lt;/a&gt;.

Pergunto ao Matheus se notou que o artigo é divido em &lt;em&gt;partes&lt;/em&gt;, e que esta é a &lt;em&gt;primeira&lt;/em&gt;, pois sua crítica, além de querer impor métodos ao autor, antevê o que sequer foi publicado. E se percebeu que este artigo é parte de uma &lt;em&gt;série&lt;/em&gt;, que contem (e conterá) diversos artigos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23641">Matheus</a>.</p>
<p>Pergunto ao Matheus se notou que o artigo é divido em <em>partes</em>, e que esta é a <em>primeira</em>, pois sua crítica, além de querer impor métodos ao autor, antevê o que sequer foi publicado. E se percebeu que este artigo é parte de uma <em>série</em>, que contem (e conterá) diversos artigos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23641</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 02:47:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mil perdões.
Mas, mesmo assim, o questionamento ainda permanece: como afirmar que o Brasil é um país plenamente imperialista, quando ele ainda possui uma economia nacional de base primário-exportadora, fortemente submetida ao controle do capital financeiro internacional, exportando uma parte relevante da renda nacional para o exterior? Será que somos ao mesmo temo colonizados e colonizadores? Mas como articular ambas as coisas em uma análise concreta da situação contreta?
Sem dúvida, há casos claros de imperialismo: o controle parcial sobre as economias da Bolívia (em grande parte rompido pelo governo de Evo Morales) e o projeto de Itaipu, imposto ao Paraguai. E, no entanto, eu pensaria duas vezes antes de incluir qualquer iniciativa positiva do Brasil no sentido da integração latino-americna sob a rubrica de &quot;imperialismo&quot;, pois não implica (nem necessariamente, nem normalmente) o controle unilateral do Brasil (podem ser acordos bileterais ou multilaterais). É um diagnóstico que, aliás, é demasiado otimista. Implica que, de alguma forma, teríamos superado a condição de economia capitalista dependente, o que a análise sociológico-econômica não sugere de modo algum.
Além disso, há um erro primordial no início. Acusar o Lula de traidor é mostrado como se fosse a suprema estupidez. A arrogância da exposição, na verdade, esquece o detalhe: os que acusam Lula disso se referem ao programa político do PT, que era socialista, e não à campanha eleitoral de 2002 e de sua &quot;carta aos brasileiros&quot;, citada alhures como uma declaração de oportunismo político para &quot;acalmar os mercados&quot;, ou seja, se comprometer com os interesses da burguesia brasileira, que é sócia do capital transnacional e controla os monopólios da indústria cultural. Portanto, não se trata de nada &quot;simplório&quot;, é uma constatação bastante realista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mil perdões.<br />
Mas, mesmo assim, o questionamento ainda permanece: como afirmar que o Brasil é um país plenamente imperialista, quando ele ainda possui uma economia nacional de base primário-exportadora, fortemente submetida ao controle do capital financeiro internacional, exportando uma parte relevante da renda nacional para o exterior? Será que somos ao mesmo temo colonizados e colonizadores? Mas como articular ambas as coisas em uma análise concreta da situação contreta?<br />
Sem dúvida, há casos claros de imperialismo: o controle parcial sobre as economias da Bolívia (em grande parte rompido pelo governo de Evo Morales) e o projeto de Itaipu, imposto ao Paraguai. E, no entanto, eu pensaria duas vezes antes de incluir qualquer iniciativa positiva do Brasil no sentido da integração latino-americna sob a rubrica de &#8220;imperialismo&#8221;, pois não implica (nem necessariamente, nem normalmente) o controle unilateral do Brasil (podem ser acordos bileterais ou multilaterais). É um diagnóstico que, aliás, é demasiado otimista. Implica que, de alguma forma, teríamos superado a condição de economia capitalista dependente, o que a análise sociológico-econômica não sugere de modo algum.<br />
Além disso, há um erro primordial no início. Acusar o Lula de traidor é mostrado como se fosse a suprema estupidez. A arrogância da exposição, na verdade, esquece o detalhe: os que acusam Lula disso se referem ao programa político do PT, que era socialista, e não à campanha eleitoral de 2002 e de sua &#8220;carta aos brasileiros&#8221;, citada alhures como uma declaração de oportunismo político para &#8220;acalmar os mercados&#8221;, ou seja, se comprometer com os interesses da burguesia brasileira, que é sócia do capital transnacional e controla os monopólios da indústria cultural. Portanto, não se trata de nada &#8220;simplório&#8221;, é uma constatação bastante realista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23585</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 16:29:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=37696#comment-23585</guid>

					<description><![CDATA[A respeito do comentário acima, recordamos que este artigo é da autoria do coletivo &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;, e não de João Bernardo. Basta ver a assinatura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A respeito do comentário acima, recordamos que este artigo é da autoria do coletivo <em>Passa Palavra</em>, e não de João Bernardo. Basta ver a assinatura.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/03/37696/#comment-23584</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 16:21:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=37696#comment-23584</guid>

					<description><![CDATA[Os comentários a este artigo incluem um pequeno show de horrores, com gente desqualificando Ruy Mauro Marini e Atílio Borón sem sequer conhecer suas obras, teses e argumentação, e mais um a reprodução acrítica e automática de tudo o que a mass media internacional fala para desqualificar a luta anti-imperialista dos africanos, latino-americanos e asiáticos.

Caro João Bernardo,
Seu artigo esquece os detalhes essenciais. O Brasil ainda possui uma economia primário-exportadora (e importadora de produtos de alta tecnologia), com um mercado interno fraco e uma grande parcela de controle do capital externo sobre a produção e reprodução econômicas. O Brasil &quot;exporta&quot; dezenas de bilhões em lucros, equivalentes a uma parte relevante do PNB brasileiro, tanto por meio de remessas de lucros das empresas multinacionais quanto por dívida pública, e ainda pelos incentivos fiscais e creditícios dados às empresas multinacionais. O subimperialismo brasileiro têm atuações óbvias no caso da Bolívia e Paraguai, onde realmente há um controle direto/indireto de recursos naturais e capitais (e perdemos, felizmente, uma parte deste controle no caso da Bolívia).
Não entendi bem à propósito de que desehos do Tarzan estão enfeitando um artigo sobre o subimperialismo brasileiro. É alguma analogia (o que segeriria que você considera os brasileiros &quot;selvagens&quot;)?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os comentários a este artigo incluem um pequeno show de horrores, com gente desqualificando Ruy Mauro Marini e Atílio Borón sem sequer conhecer suas obras, teses e argumentação, e mais um a reprodução acrítica e automática de tudo o que a mass media internacional fala para desqualificar a luta anti-imperialista dos africanos, latino-americanos e asiáticos.</p>
<p>Caro João Bernardo,<br />
Seu artigo esquece os detalhes essenciais. O Brasil ainda possui uma economia primário-exportadora (e importadora de produtos de alta tecnologia), com um mercado interno fraco e uma grande parcela de controle do capital externo sobre a produção e reprodução econômicas. O Brasil &#8220;exporta&#8221; dezenas de bilhões em lucros, equivalentes a uma parte relevante do PNB brasileiro, tanto por meio de remessas de lucros das empresas multinacionais quanto por dívida pública, e ainda pelos incentivos fiscais e creditícios dados às empresas multinacionais. O subimperialismo brasileiro têm atuações óbvias no caso da Bolívia e Paraguai, onde realmente há um controle direto/indireto de recursos naturais e capitais (e perdemos, felizmente, uma parte deste controle no caso da Bolívia).<br />
Não entendi bem à propósito de que desehos do Tarzan estão enfeitando um artigo sobre o subimperialismo brasileiro. É alguma analogia (o que segeriria que você considera os brasileiros &#8220;selvagens&#8221;)?</p>
]]></content:encoded>
		
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